DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

VOLTE LOGO, GRANDE CIÇO!

Anteontem, sexta-feira, recebi pelo zap uma mensagem do colunista fubânico Cícero Tavares, que está abaixo transcrita:

No dia 15.08.2023, fui atropelado por uma moto.

Quase que a Indesejada da Gente me visitava.

Fiquei inconsciente por mais de 50 minutos, tive escoriações pelo corpo e recebi 6 pontos na cabeça.

Tô me recuperando lentamente para voltar a escrever.

Além da mensagem, ele também me mandou várias fotos e alguns áudios, explicando com detalhes como foi atropelado e dizendo que pegou seis pontos na cabeça.

Cícero estava caminhando num espaço do seu bairro, específico para fazer caminhadas, quando o local foi invadido pelo veículo.

Felizmente não sofreu nada grave, nenhuma fratura, e está se recuperando muito bem.

É altíssimo o número de acidentes com motocicletas aqui no Recife. E o Hospital da Restauração, o maior da cidade, atende uma quantidade enorme de casos todos os dias. 

Forte abraço estimado amigo!!!

E bola pra frente!!!

Sua coluna das terças-feiras é um espaço de grande audiência aqui nesta gazeta escrota.

E que você volte com o mesmo sorriso que aparece numa das fotos que me mandou!

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

DE MASSAS, QUEIJOS E SALAMES

Um homem foi chamado e entrou na casa de seu vizinho na hora do jantar.

Sentou-se à mesa que estava posta e, para se sentir ainda mais visto e confortável, abriu uma sacola de supermercado para distribuiu às pessoas pães, queijos e salames.

Em troca recebeu sorrisos e afagos através de elogios.

Sem os donos perceberem, na saída, levou objetos caros da estante e os vendeu para adquirir mais pães, mais queijos e mais salames.

No outro dia tudo se repetiu. Desde o convite até o furto dos objetos.

Apenas uma coisa mudou: com a confiança do vizinho, o homem andou por outros cômodos da casa.

E nessa incursão surrupiou pequenos objetos mais valiosos, estuprou a filha primogênita, matou o gato, quebrou as patas do cachorro e agrediu o casal dono da casa.

Houve um imenso alarido.

Um policial que caminhava próximo ouviu os gritos e resolveu averiguar. Entrando na casa, ele encontrou o rastro de sangue e as pessoas feridas. No entanto, os pequenos objetos furtados já não estavam mais na posse do homem.

Mesmo assim o policial o prendeu.

Porém, um juiz entendeu que aquele homem havia sido convidado a entrar na casa e que os gritos e os machucados poderiam ter sido autoflagelação apenas para incriminá-lo e que, assim, ele deveria ser libertado. Ademais, o policial que o prendeu estava “à paisana”.

O homem, agora livre, voltou a passear pela frente da mesma residência, com uma sacola de supermercado ainda mais cheia de pães, de queijos e de salames. Até que um dia o filho caçula daquela gente, inocentemente, abriu a porta e lhe chamou.

Era bem a hora do jantar.

O casal e sua a filha mais velha foram contra. Mas nada puderam fazer porque o homem estava na companhia justamente do juiz que o libertou.

Agora eu lhe pergunto, caro leitor, qual as chances de todos os atos do homem serem repetidos, mesmo sob o nariz do magistrado?

DEU NO X

DEU NO JORNAL

DEU NO X

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A FOME TEM COR E CHEIRO – PARA OS QUE NADA PRODUZEM

Você deixaria de plantar pião roxo e plantaria “cheiro verde” no vaso desocupado que tem em casa?

Mas… se acha com o direito de reclamar do preço desse tempero cobrado por quem planta e rega e prepara para vender!

Se você plantar, qualquer coisa (principalmente a maldade), vai nascer!

Por isso, aprendi com minha Avó que, “quem não plantar o que comer, vai viver de favores – e os favores são as sementes oferecidas pelos corruptores”. E ela nem precisou estudar para virar doutora e saber disso. Longe dela, nos dias atuais, tem que vire doutor, mas não planta nem sabe porra nenhuma.

Minha Avó era fogo! Usava esse fogo para acender o fumo do cachimbo!

Relembradas e ditas essas bobagens que dirigiram nossas vidas ao passar do tempo, e com as mãos benfeitoras e fortes de Deus-Pai nos conduziram até aqui, vamos para a “roça da necessidade”, o caminho mais próximo para tentar enganar a fome que ainda assola boa parte da humanidade – aqui, e alhures.

Pois, naquele lugarejo onde nasci e vivi alguns anos, tinha, mas não tinha, as coisas “dicumê”.

Saíamos caçando o que comer, como os predadores que espreitam suas presas para a sobrevivência, numa verdadeira luta pela vida.

Macaúba

Alguns desses itens aos quais recorríamos para enganar a fome “azul escuro” que nos espreitava, tal qual onça pintada, nunca plantávamos. Provavelmente Deus encarregava os anjos – chamando-os de Natureza – de plantá-las e, melhor ainda, nos apontava os caminhos para que as encontrássemos durante a “caçada”.

Macaúba (Acrocomia aculeata) era uma dessas “frutas”. Não tem muito o que comer, mas consegue espantar ou matar a fome. Principalmente se essa fome for da cor azulada. Além da polpa, existe um coquinho que não tínhamos como quebrar para comer.

Na cidade grande, alguns usavam canivetes ou lâminas de giletes para retirar a polpa. Pacientemente, comíamos uma de cada vez.

Outra “fruta” que adorávamos, pela facilidade de encontrar em determinadas épocas da safra, era o Coco Catolé (Syagrus smithii ou Syagrus cearensis), entre os cearenses também conhecida como “Coco-babão” que, inevitavelmente, produz um tipo de “baba” ao ser comida.

Além do fruto “baboso”, produz um mini-coco que os sobreviventes das necessidades vendem nas feiras livres e mercados em forma de rosários religiosos. Muito e sempre apreciados pelas crianças. Como qualquer fome, tem cor e um atrativo cheiro de quero mais.

Coco catolé ou coco babão

E neste momento chega a necessidade de mudar a cor e o cheiro da fome. Chegamos ao Melão-de-São Caetano (Momordica charantia), que encontrávamos espraiados nas cercas, e usávamos para matar a fome amarela, e para colocar em armadilhas de arapucas onde pegávamos sabiás e outros pássaros – acreditávamos que, tudo era por conta da cor amarelecida (quando madura) e das sementes vermelhas e adocicadas.

“De origem asiática a espécie possui propriedades nas folhas e nos frutos e pode ser utilizada como um remédio natural para tratar diabetes e colesterol. Popularmente conhecido também como melãozinho, é considerado ainda anti-viral e fonte de substâncias antioxidantes capazes de evitar o envelhecimento. A dica é consumir como chá, ou empanado e salada. Para cada receita utiliza-se partes diferentes da planta”.

Algumas mulheres conseguiam usar as folhas e ramos como se fossem sabão. Usavam para lavar roupas, nas águas correntes dos rios e igarapés. Esfregada insistentemente, a clorofila produz sim, um tipo de espuma de odor duvidoso, tanto quanto o cheiro da fome.

Não éramos sabiás, mas o sabor adocicado das sementes maduras nos atraía.

Melão São Caetano

“Você quer ingá?
Pois ingá tá aqui!”

Diálogo do falar cearense que, com cacofonia, gera duplo sentido.

Essa fruta é uma das últimas e desesperadas opções que tínhamos pata espantar para muito longe a cor e o cheiro da fome (os idiotas paulofreirianos dizem que, “a fome não existe. É produto da imaginação dos negacionistas”). Há muito pouco ou quase nada para comer, no Ingá (Inga feuillei).

A fruta da região amazônica Ingá, é comum ser encontrada em lugares nas margens de rios e lagos. O gênero Ingá possui cerca de 381 espécies reconhecidas e o centro da diversidade dos inúmeros tipos do fruto é a floresta amazônica, mas também pode ser encontrado no México, Antilhas e em toda a América do Sul.

Ingá pequeno

Sem dúvida, o ingá é uma excelente fonte de sais minerais, cujas propriedades são indispensáveis para um funcionamento saudável e ideal do organismo. Além disso, a casca da vagem é utilizada para cicatrizar machucados e feridas em geral.

Um xarope derivado da fruta do ingazeiro também é usado para tratar a bronquite.

Ao contrário da maioria dos frutos, o ingá não está presente na culinária típica da Amazônia ou de qualquer outro território brasileiro. De fato, o consumo do fruto é dado unicamente na forma in natura, afinal, sua polpa não é adequada para fins gastronômicos. Apesar disso, as vagens do ingazeiro podem ser facilmente encontradas em feiras e mercados do norte do país.

Guabiraba amarela

Eis que chegamos à Guabiraba (Campomanesia xanthocarpa), a minha preferida. Doce, a ponto de espantar quaisquer tons da fome que mata tanta gente.

A Guabiraba é uma arvoreta nativa do Brasil, encontrada principalmente na região amazônica.

Devido ao fato de ela suportar diversos tipos de clima e solo, ela se adapta bem em todo o território nacional.

Por ser produtiva e de pequeno porte, pode ser facilmente cultivada em vasos, desde que tenha boa incidência diária de sol.

Os frutos são amarelo-vibrantes quando maduros, com polpa suculenta, firme e de sabor doce-acidulado. São maiores que as demais gabirobas.

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEMOCRACIA RELATIVA

Comentário sobre a postagem OS TRÊS TIPOS DE PESSOA

Roosevelt Bessoni e Silva:

Três tipos de pessoas e uma democracia relativa. A falta de ética é o caldo dessa sopa que já foi preparada com gosto ruim. A gestão dessa cozinha não é baseada em resultado, pois os pratos são de sabores conhecidos.

A gestão é por comitês, afinal é tanta gente defendendo a democracia que só uma cadeira em algum comitê que nada produz é que é a sobremesa dos famélicos do poder.

Três tipos de pessoas e uma democracia relativa em um país rico que trota e não sai do lugar. Aliás, está sendo aplaudido o retorno da censura (alguém consegue imaginar se o governo militar tivesse proibido o Chico Buaque de divulgar as músicas e de receber dinheiro por elas?), o retorno de presos por opinião e o ganho de verbas públicas para analisar as mesmas verbas públicas?

Três tipos de pessoas que são as colunas carcomidas por cupins de uma democracia relativa.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

CONSEQUÊNCIAS

Nós não seremos felizes
Nem ela, nem tu, nem eu!

Mote de José Mendes

Ela foi falsa a você,
A mim e a ela mesma,
Hoje parece uma lesma
Da casa São Saruê.
Tudo isso tem um quê
Bagunçando o mundo seu,
O que nos aconteceu
Não merece nem reprises.
Nós não seremos felizes
Nem ela, nem tu, nem eu!

Miguel Bezerra

Nunca vi amor a três
Ter final abençoado
Se eu me senti lesado
Acredito que vocês
Também provaram os “purês”
Que a mentira ofereceu,
Só o amor padeceu
Vítima dos nossos deslizes.
Nós não seremos felizes
Nem ela, nem tu, nem eu!

Wellington Vicente