Arquivo mensais:julho 2023
DEU NO JORNAL
JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL
AS BRASILEIRAS: Enedina Marques
Enedina Alves Marques nasceu em 13/1/1913, em Curitiba, PR. Professora, primeira engenheira negra no Brasil e primeira mulher engenheira com destacada atuação profissional em seu Estado.
Filha de Virgília Alves Marques e Paulo Marques, que chegaram a Curitiba em 1910. A mãe trabalhava como empregada doméstica na casa do major Domingos Nascimento Sobrinho, que tinha uma filha da mesma idade de Enedina. Como as duas famílias se davam bem, o major bancou os estudos de Enedina, para que ela fizesse companhia a sua filha. As duas concluíram o curso Normal em 1935 e passaram a lecionar no interior do Estado: São Mateus do Sul, Cerro Azul e Campo Largo.
De volta a Curitiba, em 1936, ingressou num curso supletivo e passou a morar (e trabalhar) na residência do casal Mathias e Iracema Caron, no bairro do Juvevê, seus novos benfeitores. Ela não era formalmente empregada da família, mas pagava a guarida com alguns serviços domésticos. Pouco depois, ingressou no curso complementar em pré-Engenharia no Ginásio Paranaense (atual Colégio Estadual do Paraná) no período noturno, enquanto ainda residia com a família Caron.
Em 1940 ingressou na Faculdade de Engenharia da Universidade do Paraná e formou-se em Engenharia Civil, em 1945. Antes dela, apenas dois negros se formaram em engenharia naquela faculdade. No ano seguinte foi contratada como auxiliar de engenharia na Secretaria de Viação e Obras Públicas. Como funcionária pública ocupou os cargos de chefia da Divisão de Hidráulica e Divisão de Estatística. Em seguida, o governador Moisés Lupion concedeu-lhe transferência para o Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica, onde trabalhou no Plano Hidrelétrico do Estado e atuou no aproveitamento das águas dos rios Capivari, Cachoeira e Iguaçu.
Conta-se que sua melhor atuação como engenheira se deu na Usina Capivari-Cachoeira. Apesar de vaidosa, usava macacão nos canteiros de obras e carregava uma arma na cintura, e de vez em quando disparava tiros para o alto para se fazer respeitar entre os homens da construção. Posteriormente dedicou-se a engenharia civil e atuou com desenvoltura na construção do Colégio Estadual do Paraná e na Casa do Estudante Universitário de Curitiba. Em 1958, o major Domingos faleceu, deixando-a como uma de suas beneficiárias em seu testamento.
Devido a sua carreira profissional, foi entrevistada, em 1961, pelo sociólogo Octávio Ianni, para uma pesquisa intitulada “Metamorfoses do escravo”, financiada pela Unesco. Aposentou-se em 1962 e recebeu do governador Ney Braga o reconhecimento de seus feitos na Engenharia, garantindo-lhe proventos equivalentes ao salário de um juiz. Passou a residir num apartamento no centro de Curitiba até agosto de 1981, quando foi encontrada morta, vitimada por um infarto dias antes. Estima-se que tenha falecido em 20/8/1981. Não tinha parentes próximos, nunca se casou nem teve filhos.
O Diário Popular, um tabloide sensacionalista, fez uma longa matéria retratando-a apenas como uma idosa excêntrica sem importância alguma e causou grande indignação entre os membros do Instituto de Engenharia do Paraná, que resultou numa razoável polêmica na mídia local e relatando seu legado como engenheira. A partir daí vieram homenagens póstumas: seu nome foi dado a uma rua no bairro Cajuru; recebeu uma inscrição no Memorial à Mulher Pioneira, local construído pelas Soroptimistas, organização internacional dedicada aos direitos humanos, da qual participou; em 2006, foi fundado o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, em Maringá; denominação do trecho da PR-340 na cidade de Antonina. Uma breve biografia ressaltando sua vida profissional foi realizada por Lindamir Salete Casagrande e publicada pela Editora Verso em 2021.
FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS
POR UMA AUTOCRÍTICA RESTAURADORA
Um amigo muito querido me enviou, dias atrás, uma reflexão esplendorosa de uma psicanalista, onde ela afirmava que estávamos todos inseridos numa civilização da solidão, onde todos estão se tratando com todos através de cada vez menores contatos pessoais. Tudo a favorecer uma reprodução, nos moldes pós-modernos, do Mito da Caverna, genial criação do filósofo Platão (427 – 347 a.C.), onde a caverna representa o “campo do existir”, onde acorrentados emocionais apenas contemplam teclados e painéis eletrônicos, interagindo com mil e uma irrealidades, fake news, promessas e ilusões anestesiantes, em conflitos permanentes contra nós mesmos, sempre ansiosos por um melhor bem-estar existencial.
Estamos vivenciando uma gigantesca crise civilizatória nos mais diferenciados setores. O principal, o substancial, o indispensável se relacionando com o da transcendentalidade racional, posto que tudo não é o bastante, segundo livro famoso, por mim lido há mais de dez anos, sempre por mim presenteado para amigos (as) desesperançados(as): QUANDO TUDO NÃO É O BASTANTE, Harold Kushner, 2ª. reimpressão, São Paulo, Nobel, 2010, 174 p. O autor, nascido em 1935, eternizou-se em 23 de abril de 2023, em Massachusetts, Estados Unidos. Militante do judaísmo progressista, ele foi considerado pela organização católica Christophers uma das cinquentas pessoas que fizeram do mundo um lugar melhor, tendo sido, em 1999, laureado Clérigo do Ano, pela Religion in American Life.
No livro acima citado há reflexões que muito incomodam os que sempre se portam infantilmente espiritualizados. Uma pequena amostra: “Quando a religião nos mima e os líderes religiosos nos mantêm em submissão infantil e dependência, dizendo-nos o que fazer e pedindo em troca nossa gratidão e obediência, não estão nos prestando um serviço. … A religião nos deve estimular a crescer, a abandonar os padrões infantis, mesmo que desejemos continuar a ser espiritualmente crianças. A religião nos deve, até mesmo, encorajar a desafiar criticamente suas próprias posições. … Meu trabalho como rabino seria muito mais fácil se eu pudesse esperar que as pessoas me obedecessem e fizessem tudo aquilo que recomendo que devem fazer, da mesma forma que meu trabalho de professor seria mais fácil se os estudantes anotassem e decorassem tudo o que lhes digo sem nada questionar. Em ambos os casos eu estaria furtando pessoas que me procuram para aprender alguma coisa.” Recomendo uma leitura amplamente meditativa do capítulo 2 do livro, intitulado O livro mais mal-humorado da Bíblia, Ed René Kivitz, Ed. Mundo Cristão, 2009.
Para todos os espiritualistas e espiritistas docentes de um Brasil que necessita urgentemente reinventar Paulo Freire, efetivando suas próprias rogativas, um livro de um pensante altamente qualificado merece ser lido e debatido: EDUCAÇÃO E ESPIRITUALIDADE, Gabriel Perissé, Belo Horizonte MG, Editora Autêntica, 2022, 122 p. No livro, ele faz uma conclamação: “Pensemos no papel (positivo e negativo) das religiões no comportamento da sociedade. Pensemos na influência iluminadora ou manipuladora que líderes espirituais exercem sobre as multidões. Pensemos nas utopias e distopias, nas nostalgias e nas críticas ao passado que, sob a ótica da espiritualidade, fomentamos em nossos locais de convivência familiar ou profissional.”
Saibamos perceber cotidianamente que “a espiritualidade educa e a educação inspira.” E que o Rabi Dossa bem Harkinas tem plena razão:
“O sono até tarde da manhã, o vinho do meio-dia, as conversas infantis e a convivência com ignorantes, arrebatam o homem do mundo.”
Saibamos sempre ser mais, antes de qualquer ter mais, nos amadurecendo sempre mais.
PENINHA - DICA MUSICAL
THE ANALOGUES
DEU NO JORNAL
ILUSTRES E LUSTROSAS PRESENÇAS
DEU NO X
É TRISTE
Desenhando: impedem o povo de produzir tornando a comunidade refém da cesta básica, a pobreza leva as mulheres a prostituição por comida, facções tomam o local, crianças violadas… Isso pq alguém na Europa decidiu que aquele povo não pode evoluir.
Que tristeza.#CPIdasONGs pic.twitter.com/SB6Qn3EJtC— TeAtualizei 🇧🇷👊🏻❤️ (@taoquei1) June 27, 2023
DEU NO X
VESTIDO TOALHA DE MESA
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
O MILAGRE DO MEL
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
ARNALDO FERRAZ DE SOUSA – FORTALECE-CE
Caríssimo editor:
Envio mais uma contribuição para o meu jornal predileto.
Peço que publique por favor.
Saudações alencarinas!
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Eles não querem que você faça PIX para o @jairbolsonaro 🤣 pic.twitter.com/gmTKQRgWYL
— Jessica Seferin (@JessicaSeferin) July 28, 2023
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO




