LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

INVIOLABILIDADE URNEIRA DE BANÂNIA

O hacker preso por “acessar sites do governo” também acessou dados de usuários em sites de bancos, no Brasil e no exterior, e colocou à venda na internet.

Mas certos aparelhos brasileiros são invioláveis…

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Isso mesmo.

Certos aparelhos banânicos são invioláveis.

É o caso das urnas eletrônicas.

Quem for macho que me desminta!

DEU NO X

DEU NO X

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

VIAGEM

Peguei as veredas do teu corpo e deslizei meus olhos nas curvas da tua beleza.

Percorri teus sertões sedento por tuas águas, imaginando matar a minha sede no ribeiro delicioso que escorre dividindo teus montes.

Por entre tuas serras.

Aos meus olhos és também como nuvem benfazeja, esperada com ansiedade.

Oh, vem chover em mim! Pois, quero ser areia com calor para produzir mormaço em nós.

Se eu percebo um inverno inteiro dentro de ti?

Sim! E eu quero ser eletrizado pelos teus raios, sem me assombrar com os estrondos dos trovões em teus sussuros. Tua chuva não pode parar de molhar meu chão.

Também olho o teu corpo como um vale fértil. Tens a planície do meu desejo.

Tu tens fartura no olhar, e eu insisto em olhar-te com meus olhos de terra seca, pedinchona por uma inundação de ti.

Tua carne – que imaginei fria após teu banho – chamou meus olhos para este passeio, meio apressado, enquanto te arrumavas e me seduzias com teu olhar de brejo.

DEU NO X

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A CAMPAINHA PASSERIFORME

Xexéu o imitador

Era uma rua antiga do bairro. Antiga e importante, por que servia de parâmetro para muita gente. Era a melhor referência.

Tipo: fica próximo da Rua Jambeiro!

Era a melhor referência, inclusive para os carteiros dos Correios e demais entregadores de encomendas e correspondências. Nessa rua ficava a casa 38. Casa da Dona Amelinha e Seu Gonzaga, que formavam o casal mais antigo de moradores da rua. E do bairro.

Chegaram ali nos anos 50 e viram crescer e progredir várias gerações da sua árvore genealógica, e das outras famílias. Seu Gonzaga e Dona Amelinha, era o casal proprietário da casa 38.

Quando ali chegaram, Seu Gonzaga e Dona Amelinha, – vieram da Vila Santa Quitéria, de outro bairro distante -, encontraram uma espécie de condomínio fechado (nos dias de hoje) e casas contíguas. A Rua Jambeiro fora bastante arborizada, e claro, entre as árvores uma porção de jambeiros. Daí o nome da rua, que, na verdade, era oficialmente denominada de Rua Presidente Prudente de Moraes. Mas o povo resolveu que seria, definitivamente, Rua Jambeiro.

Mudar para quê?

Pois ali, durante anos, Seu Gonzaga manteve instalada uma campainha afixada na porta frontal da casa, com o objetivo de facilitar o atendimento a quem chegava – devido o tamanho da casa – para alguma visita.

Também durante anos, na alameda central que dividia a Rua Jambeiro em duas, existiu um jambeiro que, sem qualquer explicação, produzia mais frutos que os demais, além de uma floração diferenciada. E, floria mais que o normalmente esperado, formando um tapete róseo no chão. Ficava na frente da casa, dividindo a rua, como se esperasse ser visitada por muita gente.

Aquele tapete róseo na floração, sinalizava sempre uma exagerada quantidade de frutos.

Eis que, inesperadamente, chegou o dia da volta de Seu Gonzaga. Dona Amelinha enviuvara, e, passou a morar só, naquele casarão. Os filhos e netos pouco vinham visita-la. Era uma solidão enorme.

Não demorou muito, o jambeiro secou, envelheceu e quebrou.

Inexplicavelmente, durante anos, e quase todos os dias, sempre por volta das 10 horas, a campainha da casa 38 tocava. Tocava repetida e insistentemente. Dona Amelinha levantava da velha cadeira de balanço, caminhava demoradamente para atender o toque da campainha. Abria a porta e não encontrava ninguém.

E não havia ninguém, mesmo.

No telhado da casa, pousado num velho galho seco do antigo jambeiro, um xexéu cantava todo dia, imitando a campainha que, durante anos ouvira tocar. Aprendeu.

Demorou para Dona Amelinha perceber.

Por anos, achava que Seu Gonzaga chegava para leva-la junto.

DEU NO JORNAL

PIORANDO A CADA DIA

Na polêmica sobre a taxa Selic de 13,75%, o governo Lula (PT) adota a estratégia de pressionar politicamente o Banco Central a alterar sua avaliação técnica para definir indicadores sensíveis da economia.

Em todo o mundo democrático, os bancos centrais são autônomos, como no Brasil, blindados de influência política. A estratégia reforça a suspeita de que o governo tenta desestabilizar a direção do BC para assumir o controle e definir taxa de juros irreais, de olho na próxima eleição.

Não por ignorância e sim por esperteza, o PT difunde a lorota de que a queda da inflação é obra do governo. Mas é consequência da taxa Selic.

No mercado, a indicação do ativista Marcio Pochmann para o IBGE reforçou a suspeita de que há um plano para “controlar” indicadores.

Ataques de Lula ao BC irritam cada vez mais especialistas que conhecem a integridade e a qualidade técnica de quem define a Selic.

Eleito melhor presidente de BC do mundo, Roberto Campos Neto apoiou a taxa Selic de 13,75% no início da campanha presidencial de 2022.

Roberto Campos Neto, reconhecido como melhor presidente de Banco Central do mundo, tido por Lula como inimigo

* * *

Em se tratando de uma administração comanda por petralhas e tendo à frente o Ladrão Descondenado, nada disso é surpreendente.

Faz parte da maneira de ser dessa canalhada zisquerdóide.

Nomear um militante ideologizeiro canhoto do porte de Marcio Pochmann para o comando de um órgão técnico da importância do IBGE, resume tudo.

As coisas vão pioranda cada dia mais.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

DEU NO X

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

DÚVIDAS

Deus me mande um recado do Além
Pra dizer se tô salvo ou tô perdido.

Mote de Fátima Marcolino

Gostaria, como humilde pecador,
De saber minha conta como está
E se posso conseguir o Alvará
Que me faça ser do Céu um morador.
Se as minhas más ações, o meu rancor,
São maiores do que a mim é permitido
E se tenho o direito a um pedido
Pra saber no futuro o que é que vem.
Deus me mande um recado do Além
Pra dizer se tô salvo ou tô perdido.

Eu não sei se agora estou pagando
Velhas contas contraídas no passado,
Pelo jeito, o que tenho semeado
Mesmo antes de crescer, está secando.
No roçado da vida labutando
Para ver se serei reconhecido,
Quando vou coletar o prometido
Ao invés de duzentos, acho cem.
Deus me mande um recado do Além
Pra dizer se tô salvo ou tô perdido.