
Querido Editor Luiz Berto,
boa tarde!
Segue o comprovante da doação, para o nosso querido JBF.
Um ótimo final de semana!
Muita saúde e paz!
R. Querida amiga e talentosa colunista fubânica, sua generosa doação já está na conta desta gazeta escrota.
Ontem, quando Chupicleide leu sua mensagem, ficou empolgada que só mosca em bunda de vaca!
Uma alegria enorme tomou conta dessa safada e ela se aproveitou pra fazer um vale de adiantamento de salário, dizendo que estava na precisão.
Precisão nada: fiquei sabendo hoje que o que ela fez mesmo foi encher a cara ontem de noite, no aprazível Bar Meu Cacete, gerenciado pelo competente Biu das Quengas e localizado no bairro do Totó, aqui no Recife.

Quero aproveitar pra também agradecer as doações feitas esta semana pelos leitores Rubem Freitas, Amaro R. Santos e Márcia Maria.
Vocês fubânicos são a força que mantém esta gazeta escrota nos ares e nos ajudam a pagar a despesa mensal de hospedagem e assistência técnica prestadas pela empresa Bartolomeu Silva.
Gratíssimo do fundo do coração.
Um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica!

“Um xêro bem gostoso para todos vocês, meus amores queridos!!!
Comentário sobre a postagem O MARRECO É CORAJOSO
Adail Augusto Agostini:
O argumento do Marreco me lembra o de um mexicano que gemia ao ser “comido” por outro mexicano, atrás de um pé de cactus:
Diz o de cima:
– Por qué gemís, hombre?
Responde o de baixo:
– Porque siento muchas dolores.
Ao que pergunta o de cima:
– Entonces por qué no lloras, hombre?
Responde o debaixo:
– Por que soy un hombre macho!!!
* * *


Professora Anilda Figueiredo, uma poeta magistral
Ontem, na reunião semanal do nosso Cabaré, tivemos a presença da extraordinária poeta Anilda Figueiredo, parceira da colunista fubânica Dalinha Catunda, que também estava presente.
As duas costumam promover antológicas rodas de glosas.
Poeta, cordelista, declamadora, contadora de causos, Anilda Figueiredo é uma figura talentosa, extrovertida e que encantou toda a plateia.
Salão lotado, foi intensa a participação dos cabarezeiros com perguntas e intervenções.
A conferencista conquistou e magnetizou todos os presentes. Um encontro inesquecível.
O colunista fubânico Maurício Assuero, competente gerente e criador da plataforma pela qual se acessa o Cabaré, comandou o encontro com a maestria e o talento de sempre.
Cababom!!!
Ontem mesmo, após o término do evento, recebi uma mensagem pelo zap do colunista fubânico Xico Bizerra, que estava lá presente.
A mensagem continha estes inspirados versos que resumem tudo:
Hoje, na hora acertada
O cabaré foi aberto
Na gerência, o Mauricio
Na portaria, o Berto
Um monte de gente boa
Cambada de povo à toa
Eu também tava por perto
É um terreiro sagrado
Sem nenhum igual no mapa
Só tem alegria, união
Não se vê briga nem tapa
É o único puteiro
No nosso chão brasileiro
Que vai Padre, Freira e Papa
Semana que vem tem mais.
Já estamos contando mais uma vez com a participação da buliçosa e ativa patota fubânica.
Abraços e um excelente final de semana para todos os nossos leitores!!!

Kiev, a encantadora capital da Ucrânia
Fui encontrar alguns dados sobre Kiev em notas da historiadora Eliria Buso, com as quais, enriqueço esta crônica e agradeço.
No século IX, invasores vikings, os varegos, se mesclaram aos eslavos e fundaram o poderoso reino de Rus, cuja capital era Kiev.
A formação da Ucrânia remonta ao século IX, com a fundação do território que veio a se chamar: Rússia de Kiev. Apesar de ser um Estado antigo, o país passou a maior parte de sua história sob a influência e o domínio de outras nações.
Infelizmente somente agora despertamos para a importância dessa encantadora cidade, capital de um país ora fustigado por u’a guerra sem sentido, que vem ocupando as mídias internacionais e afugentando definidamente os turistas.
Mas o Brasil e a Ucrânia têm particularidades culturais que poucos conhecemos; todavia, desde a minha mais tenra infância ouço falar desse lugar e conheci Clarice, uma ucraniana naturalizada brasileira.
Através de meu pai que era apreciador de peças de teatro e livros infantis, eu sempre ouvia falar de uma das mais importantes famílias ucranianas que vieram morar no Brasil: os Bloch.
Kiev é a terra de onde vieram personagens que se naturalizaram brasileiros e consagraram seu viver entre nós, salientando-se culturalmente, sobremodo em cidades do Sul do Brasil.
Adolpho Bloch, nascido Avram Yossievitch Bloch foi um dos mais importantes empresários da imprensa e da televisão brasileira.
Fundador do grupo de mídia que levava seu sobrenome, foi o criador da revista semanal Manchete, em 1952, e fundou, em 1983, a Rede Manchete, além de várias emissoras de Rádio FM espalhadas por diversas capitais brasileiras.
Outro personagem de grande importância para o Brasil foi Pedro Bloch, que também se naturalizou, cuja família imigrou para o Brasil no início do século XX.
Estudou no Colégio Pedro II e posteriormente cursou a Faculdade Nacional de Medicina da Praia Vermelha, diplomando-se médico.
Chegou a lecionar na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Era considerado um dos pioneiros no Brasil na área da fonoaudiologia, tendo como seus clientes os astros da música: João Gilberto e Roberto Carlos.
Dentre seus muitos livros estão: Pai, me compra um amigo?, Nesta data querida e Chuta o Joãozinho para cá.
Escreveu também as peças teatrais: Dona Xepa e As Mãos de Eurídice, esta seu trabalho mais famoso entre todos, apresentadas, no teatro pelo famoso ator Rodolpho Mayer, cuja estreia ocorreu em 13 de maio de 1950 e repetiu-se mais de 60 mil vezes, em mais de 45 países diferentes.
Mais de 50 do seus livros infantis foram inspirados quando ele atendia crianças, exercendo sua profissão de médico. Escreveu outro sucesso teatral: Dona Xepa, que foi adaptada para o cinema e uma telenovela. Era tio-avô do ator Jonas Bloch e tio-bisavô da atriz Débora Bloch.
Como jornalista, trabalhou na revista Manchete e no jornal O Globo. Faleceu aos 89 anos de idade, em seu apartamento em Copacabana.
Outra figura da mais alta representatividade na cultura brasileira foi Clarice Lispector, que entrevistando Pedro Bloch nos seus tempos de jornalista, captou esta filosofia:
Chamam de amor ao amor-próprio, chamam de amor ao sexo, chamam de amor a muita coisa que não é amor.
Clarice foi um dos maiores nomes da literatura brasileira do Século XX. Nasceu em Kiev, aos 10 de dezembro de 1920 e veio para o Brasil ainda nos braços da mãe, migrando para o nosso país devido à Guerra Civil Russa.
Veio morar no Recife, com seus pais, residindo até a juventude na Praça Maciel Pinheiro, na Boa Vista, de onde foi para o Rio de Janeiro e se projetou como uma das maiores escritoras do País.

O Túnel do Amor, em Kiev, Ucrânia
A foto não mostra apenas um cenário deslumbrante. É um dos parques mais verdejantes que foram bastante divulgados, antes da atual guerra, cuja localização é na cidade de Kiev, capital do segundo maior país da Europa.
Muito devemos, portanto, a esse povo que ora vemos na mídia, abandonando suas casas, carregando seus filhos, enfrentando o frio e a neve para se safar da desgraça do ataque militar de um dos seus vizinhos.