
Caro Berto,
Ficaria imensamente agradecido se você pudesse dar destaque, na seção de correspondências recebidas, à lista dos deputados da comissão do congresso que votaram contra o voto impresso.
Para que a nossa população possa saber quem são eles e torná-los malditos e inelegíveis para todo o sempre por CRIME DE TRAIÇÃO À VONTADE POPULAR.
São eles:
Geninho Zuliani (DEM-SP): Não
Kim Kataguiri (DEM-SP): Não
Raul Henry (MDB-PE): Não
Valtenir Pereira (MDB-MT): Não
Júnior Mano (PL-CE): Não
Marcio Alvino (PL-SP): Não
Edilazio Junior (PSD-MA): Não
Fábio Trad (PSD-MS): Não
Rodrigo Maia (S.PART.-RJ): Não
Tereza Nelma (PSDB-AL): Não
Paulo Ramos (PDT-RJ): Não
Perpétua Almeida (PCdoB-AC): Não
Marreca Filho (PATRIOTA-MA): Não
Orlando Silva (PCdoB-SP): Não
Israel Batista (PV-DF): Não
Bosco Saraiva (SOLIDARIEDADE-AM): Não
Arlindo Chinaglia (PT-SP): Não
Carlos Veras (PT-PE): Não
Odair Cunha (PT-MG): Não
Aliel Machado (PSB-PR): Não
Milton Coelho (PSB-PE): Não
Fernanda Melchionna (PSOL-RS): Não
Paulo Ganime (NOVO-RJ): Não
Salientei os três de Pernambuco. Farei questão absoluta de que esses três filhos de uma cadela gonorrenta não se elejam mais nem para síndico do prédio em que moram.
Grande abraço, do seu amigo e admirador.
Conversas da terrinha, ligadas à literatura, em livro que estou escrevendo (título da coluna).
* * *
BOCAGE, poeta. Saía do Nicola do Rossio (ao lado do Cerco da Bandeira), botequim onde se encontravam políticos e literatos. Para ele, seria “o último café do Rossio”. Ali Humberto Delgado, o general sem medo, anunciou que demitiria Salazar. Amigos se fingem de bandidos e, simulando um assalto, perguntam
– Quem és tu?, de onde vens?, para onde vais?
– Sou o poeta Bocage
Venho do café Nicola
E irei pro outro mundo
Se disparar a pistola.
* * *
EÇA DE QUEIROZ, romancista. A Editora Ernesto Chardron (d’O Porto) precisava de seus dados, para constar nos livros. E Ramalho Ortigão, que com ele escreveu As Farpas,
– Manda um pequeno esboço biográfico, amigo.
Eça responde, numa carta de 10/11/1878,
– Eu não tenho história, sou como a República de Andorra.
* * *
MANUEL BANDEIRA, poeta. Fila para autógrafos, em Lisboa. Chega um rapaz e põe o livro em lançamento, que acabou de comprar, na sua frente. Sem saber de quem se tratava, para a dedicatória, nosso poeta pergunta
– Por favor, que nome ponho?
– Manuel Bandeira, ora pois.
* * *
ONÉSIMO ALMEIDA, da Universidade de Brown (Estados Unidos). O professor Aníbal Pinto de Castro, catedrático da Universidade de Coimbra, pergunta num debate se leu um livro qualquer.
– Não.
– Pois é, Onésimo. Você só lê obras de alto gabarito intelectual!
– Ó Aníbal, não diga isso, você sabe que já li toda sua obra!
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OPHÉLIA QUEIROZ, implausível amor de Fernando Pessoa. Ao passar pela calçada da Estrela, diz ele
– O teu amor por mim é tão grande como aquela árvore.
– Mas ali não está árvore nenhuma.
– Por isso mesmo.
Não podia mesmo dar certo.
* * *
SANTA-RITA PINTOR, poeta futurista. Teatro da República (hoje São Luiz), 4/4/1917. Vestido de fato-macaco (macacão de operário) e em pé, numa frise, Santa-Rita destrata o poeta saudosista (autor de Dizeres do Povo), ligado à Renascença Portuguesa, segundo ele
– Correia António de Oliveira.
E o outro,
– Perdão, é António Correia de Oliveira.
– Isso é para o senhor, que está desse lado, e lê de lá para cá.
Para os brasileiros que amam o estado (a maioria), “Suécia” é uma espécie de palavra mágica, que serve de comprovação para qualquer teoria do lado progressista. Cita-se a Suécia para provar que impostos são bons (e quanto mais altos, melhor), para provar que é possível um governo dar tudo de graça para todo mundo, e até para provar que “o socialismo funciona”. Na prática, a maioria dos que usam esse tipo de argumento não consegue achar a Suécia num mapa, quanto mais apresentar fatos concretos sobre ela. Vejamos alguns dos mitos mais comuns:
A Suécia é socialista?
Não. A Suécia é capitalista, o respeito à propriedade privada é absoluto, a facilidade de comércio é enorme (incluíndo comércio exterior) e qualquer um pode abrir uma empresa privada sem precisar obedecer a planejamentos estatais. Mais ainda: em uma pesquisa de alguns anos atrás, 42% dos norte-americanos disseram ter “uma visão positiva” do socialismo. Na Suécia, esse número foi de 9%.
A Suécia enriqueceu com um estado grande?
Não. A Suécia enriqueceu entre as décadas de 1870 e 1910, graças a uma política liberal que aboliu as antigas guildas, desregulamentou os negócios e o setor financeiro e abriu o comércio para o exterior. Neste período, o PIB per capita aumentou 2% ao ano, e os gastos públicos não ultrapassaram 10% do PIB. Vieram as duas guerras mundiais, das quais a Suécia saiu praticamente ilesa. Mas após a 2ª guerra, uma onda de socialismo varreu a Europa, e desta desgraça a Suécia não escapou.
Em 1960 o partido social-democrata iniciou a montagem do “estado de bem-estar social”, com o estado tomando o controle da educação, da assistência à saúde e das aposentadorias, e oferecendo generosos benefícios como seguro-desemprego, licenças maternidade e paternidade e creches gratuitas. Em 1980 os gastos públicos alcançaram 60% do PIB, e como os impostos sozinhos não conseguiam pagar a conta, o governo imprimia dinheiro, gerando inflação. A economia ficou paralisada. Para fugir dos impostos cada vez maiores e da interferência cada vez maior do governo, empresas importantes como a Ikea e celebridades como o tenista Bjorn Borg e o cineasta Ingmar Bergman fugiam do país.
Em 1990 tudo despencou rapidamente. O desemprego aumentou. O déficit orçamentário chegou a 11% do PIB. O país não conseguia mais rolar a enorme dívida feita para sustentar os quase infinitos benefícios. Felizmente, os políticos de lá não são suicidas como em outros países, e houve consenso para mudar o rumo da economia. As despesas do governo foram reduzidas em mais de 30%. Uma lei estabeleceu uma meta de superavit. Estatais foram privatizadas, as pesadas regulamentações foram extintas, o número de funcionários do governo foi reduzido. O tamanho do governo hoje é similar aos demais países da Europa.
Infelizmente, décadas de controle estatal sobre a educação deixaram sua marca: os suecos ainda adoram e desejam um estado grande e generoso, e poucos desejam empreender. A economia está estabilizada, mas pouco dinâmica. Tomando como exemplo o setor de veículos, que já foi um orgulho nacional: a Saab abandonou a fabricação de automóveis, e a Volvo automóveis e a Scania não são mais suecas.
Em resumo: a Suécia enriqueceu com um estado pequeno e um estado grande quase destruiu toda esta riqueza.
Os suecos são incorruptíveis?
Não. Embora o governo funcione de modo muito melhor do que a maioria dos países, a “generosidade” estatal corrompeu a ética de trabalho no nível individual. A proporção de suecos que disseram que é aceitável mentir para obter benefícios do governo aumentou de 5% em 1960 para 43% em 2000. É recorrente na imprensa a constatação de que as faltas ao trabalho por motivo de doença disparam em vésperas de feriados ou em dias de jogos importantes ou shows de artistas famosos.
A Suécia cobra imposto sobre herança?
Não. Na loucura socialista dos anos 60/70, o imposto sobre herança chegou a ser de 70%. Em 2004, esse imposto foi abolido por votação unânime no parlamento sueco, por ser considerado inconveniente no aspecto social e inútil no aspecto financeiro.
A Suécia cobra imposto sobre grandes fortunas?
Não. Aliás, o sistema tributário sueco é pouco progressivo. Enquanto nos EUA, por exemplo, os 10% mais ricos pagam 45% do total arrecadado de imposto de renda, na Suécia os 10% mais ricos contribuem com apenas 25% do total. Além disso, boa parte da arrecadação vêm de imposto sobre consumo, onde o rico e o pobre pagam a mesma alíquota. Nas palavras do jornalista Johan Norberg, “O sistema tributário não é construído para espremer os ricos; eles são muito poucos, e a década de 1970 mostrou que a economia é muito dependente deles. Em vez disso, a Suécia aperta os pobres. Eles são contribuintes leais, não podem pagar advogados e nunca transferem seus ativos para as Bahamas.”
O sistema público de saúde da Suécia é o melhor do mundo?
Não. Na verdade, não é nem mesmo um dos melhores da Europa. Por ser totalmente estatal, o sistema de saúde da Suécia é caro e burocrático. No mais recente relatório da organização Health Consumer Powerhouse, que analisou 35 países europeus, a Suécia ficou em 4º lugar em gasto por paciente e em último lugar no quesito “rapidez para marcar uma consulta”. Vale lembrar que, ao contrário do que muitos brasileiros acreditam, os sistemas de saúde da Europa não são todos estatais. Na Suíça e na Holanda, os dois melhores colocados no relatório da HCP, o sistema se baseia em planos de saúde privados, com livre concorrência e com o mínimo de interferência estatal.
A educação da Suécia é totalmente pública?
Não. A Suécia adota um sistema de “voucher” onde os pais escolhem livremente a escola para seus filhos e a mensalidade é paga pelo governo, não importando se a escola é pública ou privada.
Meu Caro,
Dízimo pago, comprovante em anexo.
Dê um cheiro na Chupicleide.
R. Meu estimado amigo e colunista fubânico, sua generosa doação já está na conta desta gazeta escrota.
Bem como as doações dos leitores Luiz Leoncio, A.H.M e Alcides Labanca.
Já dei o cheiro na Chupicleide e ela ficou feliz que só a peste.
Não só pelo cheiro que você mandou, mas também porque ela fez um vale de adiantamento de salário pra farrear neste final de semana.
Ô sujeitinha pra gostar de encher o rabo de cana!!!
Brigadão pela força, meu caro.
Pra você e pra toda a comunidade fubânica que dá audiência ao JBF.

“Que cheiro gostoso eu ganhei do Rodrigo. Chega me arrepiei todinha!!!”

Coronel Mário Lima e Dr. Théo Brandão tentando soerguer o Gogó da Ema
Esse negócio de dia dos pais, dia das mães, dia dos namorados, foi inventado pelo comércio para vender mais e redundou em dias de celebrações. Já que todos enaltecem seus pais no feicebuque, resolvi prestar homenagem ao meu nessas minhas historinhas semanais. Eu amava e admirava aquele homem íntegro, corajoso, inteligente, que gostava das coisas simples. Educou os filhos pelo exemplo e por suas atitudes. Empolgado pelo que fazia, dedicou parte de sua existência à amada Alagoas.
Iniciou sua vida militar muito cedo na Escola Militar de Realengo. Em 1930 serviu como tenente do 5º Regimento de Infantaria em Lorena. Em 1932 conseguiu transferência para o 20º Batalhão de Caçadores em Maceió, onde passou a grande parte de sua carreira militar. O destino foi cruel, em 9 de julho de 1932 rebentou a Revolução Constitucionalista ou Separatista em São Paulo. O 20º BC foi uma das tropas legalistas designada para lutar contra os revoltosos paulistas. O tenente Mário Lima embarcou como comandante da 1ª Companhia de Fuzileiros no porto de Maceió para combater na revolução de 1932, onde morreram mais soldados brasileiros que na 2ª Guerra Mundial. O tenente Mário Lima arriscou sua vida no meio do tiroteio arrastando para trincheira um capitão e um soldado, feridos no campo de batalha. Assim conta nos seus assentamentos.
Recentemente lendo “Diário de um Revolucionário Constitucionalista” do historiador Wanderley Gomes Sardinha, narrativa de um soldado paulista sobre a Revolução de 1932, eu fiquei surpreso e orgulhoso ao ler: “O 20º BC tomou posições em um morro para atacar a cidade de Lorena. Alguns soldados do 5º Regimento de Infantaria se recusaram a atirar contra o morro onde se encontrava o tenente Mário Lima com a tropa do 20º BC”. Lorena caiu sem um tiro. Os paulistas perderam a guerra. Depois da ocupação do Vale do Paraíba pelas tropas legalistas, o mais sangrento campo de batalha da história do Brasil, brasileiros contra brasileiros, o tenente Mário Lima foi designado como “prefeito de ocupação” de toda área. Teve uma atuação humanitária com os irmãos brasileiros revoltosos presos que perderam a guerra. Essas e outras histórias constam em livros dos próprios paulistas.
Mário Lima serviu por muitos anos em Maceió. Seu trabalho extrapolava as atividades militares. Desportista, foi presidente do CRB, presidente da Fênix, diretor da FAD; foi até juiz de futebol. Certa vez acertaram um juiz carioca para apitar um decisivo CRB x CSA. Na véspera do jogo o juiz passou um telegrama impossibilitado de viajar. Reunião urgente entre os dois clubes. O presidente do CSA, Paulo Pedrosa, sugeriu o nome de Mário Lima para apitar a partida, só confiava nele. “Mas ele é CRB notório”, reclamaram outros azulinos. Depois de muitas discursões convidaram o Capitão Mário Lima, que foi o juiz do jogo. Terminou CSA 3×0.
Meu pai serviu quase toda vida no 20º BC, ele chamava com muito orgulho de “Meu Batalhão”. Sua vida social dentro da comunidade foi intensa. Quando coronel comandante do 20º BC, no início dos anos 50, Alagoas passava uma fase política conturbada, Mário Lima teve uma atuação determinante, evitou um grande derramamento de sangue, garantiu com a tropa do Exército a eleição no interior. Foi um homem que soube diferençar exageros. Ao se reformar do Exército, tornou-se professor de matemática para complementar a renda caseira na criação dos cinco filhos. Sem deixar o trabalho voluntário na comunidade, foi provedor da Santa Casa, do Orfanato São Domingos. Quando fundaram a telefônica, convidaram e ele aceitou, foi diretor da TELASA.
Homem culto, membro do Instituto Histórico, escreveu vários livros históricos, gostava de ler e da cultura popular. No domingo anterior ao carnaval havia o Banho de Mar à Fantasia na Avenida da Paz com desfiles carnavalescos. Mário Lima e Dona Zeca preparavam enormes panelas de laco-paco (maracujá e cachaça), cerveja e tira-gosto para servir aos blocos de frevo que visitavam sua casa. Após o desfile defronte à Fênix, todos os blocos, Vulcão, Bomba Atômica, Cavaleiro dos Montes, Vou Botar Fora, Pitanguinha vai à Lua, entre outros, dirigiam-se à nossa casa. Aos músicos eram servidos laco-paco, cerveja e tira-gosto. Em seguida tocavam três ou quatro frevos rasgados, a mocidade caía no passo no vasto terraço. Quando terminava um bloco, outro bloco entrava. Tornou-se tradição a visita dos blocos durante o Banho de Mar à fantasia em nossa casa, era uma festa.
No dia dos pais, lembro o velho amigo, o pai-herói. Ele habita nossas recordações, nossas mentes e corações. A família ficou feliz ao saber que um busto do General Mário Lima será colocado no pavilhão do NPOR do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, do qual ele foi o primeiro comandante em 1943.
Agosto começou com dois recordes seguidos de vacinação no Brasil.
Foram 4,8 milhões de doses aplicadas em dois dias, sendo 2,37 milhões na terça-feira, dia 3, e 2,42 milhões na quarta-feira, dia 4.
No total são mais de 109 milhões de pessoas ou 68,1% da população adulta do País.
Segundo a plataforma vacinabrasil.org, o Brasil superou 44 milhões de brasileiros imunizados contra covid pela segunda dose ou dose única.
Nesses dois dias, o Brasil vacinou mais que os países da União Europeia somados.
Já a OurWorldinData aponta média diária de 1,45 milhão de doses no Brasil, mais que EUA, Alemanha, Canadá e Reino Unido somados.
O Brasil já passou de 52% da população vacinada ao menos com uma dose, e deve superar em breve os Estados Unidos, hoje com 57,6%.
* * *
Acho ótimo publicar este tipo de notícia aqui no JBF.
Só pra fazer raiva pros tabacudos abestados que torcem em favor da desgraça.
E também pra deixar putos os urubus que compõem as redações da grande mídia funerária banânica.
Não sai no Jornal Nacional, mas sai aqui nesta gazeta escrota.
E pra fechar a postagem, uma comparação significativa:
O Brasil tem cerca de 213 milhões de habitantes e já aplicou vacinas em 52% da população. A Nigéria, que tem população semelhante (de 211 milhões), vacinou só 1,2% da sua população contra a Covid.