LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
DEU NO JORNAL
COISAS DE UMA REPUBLIQUETA BANÂNICA
A coisa nem aconteceu e o ativo STF, via ministro Luís Roberto Barroso, já disse que eventual anistia a condenados pelo 8 de janeiro pode ser revista pela corte, que é “quem interpreta a Constituição”, afirmou.
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O Congresso, composto por parlamentares eleitos pela população e que criou e aprovou a atual Constituição em 1988, que se dane.
Quem manda nessa republiqueta banânica são os togadas.
Esta é a suprema decisão.
E pronto.
Perdeu, Mané!
Ulysses Guimarães quando foi aprovada a Constituição de 1988
DEU NO JORNAL
A TOLERÂNCIA COM A VIOLÊNCIA
Editorial Gazeta do Povo

Há muito tempo a violência no Brasil se mantém com índices elevados, constituindo-se na principal catástrofe social e humanitária do país. Se somados, os crimes contra a pessoa humana, sua integridade física, sua vida e seu patrimônio – a exemplo de homicídios, furtos, roubos, agressões físicas e maus-tratos – são alarmantes. Não só a quantidade de atos violentos contra pessoas constitui grande catástrofe como as estatísticas são subestimadas em função dos casos não notificados e, portanto, desconhecidos.
No caso dos homicídios, reportagem do Jornal da Globo de 29 de abril de 2014 – portanto, há dez anos – com o título “A maioria dos crimes no Brasil não chega a ser solucionada pela polícia” informa que, de cada 100 crimes no país, mais de 90 nunca foram resolvidos. Em 3 de agosto de 2022, a plataforma Expresso, do jornal O Estado de S.Paulo, dizia que apenas um em cada três assassinatos cometidos em 2019 no Brasil havia sido esclarecido até o fim de 2020: de 41.635 homicídios, somente 15.305 tiveram o autor apontado pelos órgãos de investigação. Não é necessário mais que isso para concluir que o problema da violência contra a pessoa humana é extremamente grave e a sociedade, embora cansada, acabou se acostumando com essa realidade dramática de forma a negligenciar a busca de meios para atenuar a tragédia.
O nível de violência tornou-se tão extremo no Brasil que, mesmo quando comparado com países não desenvolvidos, a situação brasileira é pior, sem que isso tenha causado comoção e intolerância com a manutenção desse estado de coisas. O fato de a quantidade de vítimas dos vários tipos de violência ser altíssimo e o porcentual de casos apurados e punidos ser mínimo é facilitado pela redução da indignação e pela baixa mobilização popular para protestar e exigir medidas que combatam este mal.
A violência tem efeitos que vão além das tragédias humanitárias. Atinge a vida social, sabota a liberdade de ir e vir, impõe custos econômicos, traz ônus ao sistema de saúde e prejudica o desenvolvimento nacional. Numa época em que a busca da felicidade pessoal virou tema de cursos universitários e teses de doutorado, a existência de uma sociedade do medo, em que as pessoas evitam andar pelas ruas, sentar nos bancos de praças ou passear à noite, atormentadas pelo medo e pânico advindo das ameaças de violência, é um problema calamitoso que deveria estar no entre as principais preocupações e prioridades do governo, dos governantes e da sociedade em geral.
Quanto aos prejuízos financeiros e inibição ao crescimento econômico, o tamanho das perdas é visível, a começar pela constatação de que, mesmo com tantas belezas naturais em um território imenso, o Brasil deixa de faturar bilhões de dólares e prejudica a geração de empregos em função do baixíssimo fluxo de turistas estrangeiros. O setor de turismo tornou-se uma gigantesca fonte de renda e emprego em todo o mundo e, por ser conhecido no exterior como um país perigoso e violento, o Brasil tem desempenho ridículo nesse setor. Como exemplo, basta mencionar que, apesar de seu gigantismo territorial e 203,1 milhões de habitantes, o Brasil recebe menos turistas estrangeiros anualmente do que algumas cidades, como Nova York ou Paris. Mas este é apenas mais um problema entre tantos que respondem pelo grande mal humanitário imposto às famílias vítimas da violência e prejudicam a economia nacional.
Pelos dados oficiais, conforme já mencionado, o Brasil tem sido ineficiente tanto na prevenção como na solução dos diversos atos de violência, especialmente em relação aos homicídios. Mesmo assim, o país gasta elevado porcentual da renda nacional e dos tributos pagos ao governo para manter o sistema de policiamento, prevenção, investigação, apuração, processamento, julgamento, condenação e encarceramento dos autores de crimes e ilícitos diversos. Uma frase resume o tamanho do flagelo resultante da violência no país: o Brasil está perdendo a guerra contra o crime.
Nesse emanharado de tragédias, cabe destacar a derrota para as drogas e para o crime organizado. As nações latino-americanas que perderam a guerra contra o narcotráfico transformaram-se em verdadeiros narcoestados, em que os cartéis de criminosos comandam a política e frações da polícia e do sistema de Justiça. No momento em que isso acontece, está descartada de vez qualquer possibilidade de o país vencer o subdesenvolvimento e reduzir a pobreza para sonhar com a chance de vir a ser um país desenvolvido. Ao acostumar-se a conviver com o mal, a sociedade passa a tolerar a violência, até como meio de aliviar a dor de viver em uma nação violenta e perigosa. Porém, isso não deve impedir a sociedade de se indignar, se manifestar e se mobilizar para cobrar que políticos, governos, autoridades e instituições em geral transformem o combate à violência e ao crime como uma das prioridades nacionais.
MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE
TUDO SE RESOLVE COM UMA MP OU NO STF
Eu sempre achei o instituto da Medida Provisória uma grande besteira, mas eu sou um sonhador. Eu achava que bastava o congresso para legislar, fiscalizar o executivo e o judiciário dirimir dúvidas constitucionais. Pelo menos era isso que prometia a constituição de 1988 e, por essa razão, achava que a MP seria algo desnecessária. Que sonho ver o executivo e o legislativo trabalhando em projetos que beneficiassem a população.
A realidade é outra. Considerando as medidas provisórias dos governos anteriores, em termos proporcionais de conversão em lei, nós temos o seguinte: FHC, 82,5%; Lula 1, 90,4%, Lula 2, 83,2%, Dilma 1, 74,5%, Dilma/Temer, 63,1% e Bolsonaro, 47,1%. A desproporcionalidade de aprovações do governo Bolsonaro em relação aos demais é absurda. Em termos absolutos foram 70 MP’s com, aproximadamente, 33 aprovações. É fácil explicar: tudo que o governo fazia era alvo de contestação no STF. Ao contrário dos demais governos que sempre tiveram o STF a seu favor.
Então, nesse sentido cabe duas falar tanto das leis criadas pelo STF quanto das medidas provisórias do governo. A mais recente obra do STF foi diferençar usuários de maconha de traficante. Aquele que portar 40g de maconha é usuário e não traficante. Se o caro for até a boca de fumo 50 vezes para comprar 40g, então ele terá 2kg, mas continua usuário. Eu lembro bem de uma cena do filme Tropa de Elite quando uns usuários de maconha estavam numa passeata pela paz e o policial tira um deles segurando pelo pescoço dizendo que eram eles que financiavam o tráfico.
O problema não é ser 40g. O problema é ser droga e diga-se, é um tipo de droga que serve como porta de entrada para outras mais pesadas. Quando se começa, não tem mais volta. O acesso vai permitir mais liberdade de uso e num breve espaço de tempo, o comércio da maconha será regulamentado, com alvará de funcionamento, CNPJ etc. Eu entendo que a única parcela da população a ser beneficiada é o tráfico. Como algo dessa natureza trará benefício para o população pobre? Bem, como disse Rui Costa, certa vez, o tráfico é uma forma de empreendedorismo porque tem uma cadeia produtiva envolvida, tem gente trabalhando duro nessa seara.
Sobre as medidas provisórias, falei aqui recentemente sobre a “taxa das blusinhas”, que virou lei e foi sancionada pelo presidente, e de outra medida provisória que cancelava a compensação de outros impostos via PIS/CONFINS. Era como se o governo não tivesse obrigação de restituir o que você pagou a mais de imposto de renda. O objetivo aqui é falar de outra MP emitida no dia 12/06, mas para isso, um pouco de contextualização.
A Amazonas Energia estava sendo ofertado no mercado desde maio de 2023 e não aparecia ninguém disposto a fazer uma proposta. O motivo era relativamente simples: passivo de R$ 9 bilhões e inadimplência junto a Eletrobrás de R$ 150 milhões por mês. Vou dizer de novo: R$ 150 MILHÕES POR MÊS. Até que surgiu um comprador: A Âmbar Energia cujos donos são Joesley e Wesley Batista, aqueles mesmos que entregaram Temer, os “300 milhão” para Lula e Dilma, que ficaram ricos enviando linguiça no povo, no escuro, e agora vão enfiar linguiça no claro.
A Âmbar comprou a Amazonas, no dia 10/06 sacramentou o negócio, por R$ 4,7 bilhões, mas tinha um problema sério: como honrar esse prejuízo de R$ 150 milhões por mês? Isso é preocupação para um gerente ou diretor financeiro que precisa equalizar um fluxo de caixa de grande passivo, mas para pessoas como esses irmãos? Que nada! Medida Provisória existe para isso. Pois bem, o governo transferiu para os consumidores esse débito mensal. Que tiver energia elétrica em casa, em qualquer parte do Brasil, vai pagar mais para que a Amazonas, ou Âmbar honre seus compromissos junto a Eletrobras. A questão não para por aqui: a Âmbar, mediante flexibilização da ANEEL, vai se tornar acionista de Eletrobras.
Estamos nessa dualidade: submetido às leis criadas pelo STF e aos interesses majoritários de um segmento da população que se apoia na capacidade de manipulação de um partido político. A simbiose existente entre partido político e judiciário lembra muito um pau de galinheiro. Ou gente muda isso ou isso vai mutilar a gente.
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PICANHEIRO FRANGUEIRO
Esse cara é um tremendo 171! pic.twitter.com/JssbCR4g8h
— KMR DF (@majorgabdf) June 28, 2024
WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO
ANIVERSÁRIO DE PEDRO FERNANDES
JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL
AS BRASILEIRAS: Adalzira Bittencourt
Adalzira Cavalcanti de Albuquerque Bittencourt Ferrara nasceu em 2/11/1904, em Bragança Paulista, SP. Escritora, poeta, jornalista, advogada e pioneira do movimento feminista destacando o papel da mulher na literatura brasileira. Foi uma das fundadoras e primeira presidente da Academia Feminina de Letras do Rio de Janeiro, na década de 1940.
Ainda adolescente, fundou o jornal Miosótis, em Piracicaba, SP. Em seguida mudou-se para a capital paulista, onde concluiu o curso secundário e passou a escrever poemas. Seu primeiro livro de poesias, publicado em 1919, foi prefaciado pelo poeta Vicente de Carvalho. Aos 23 anos formou-se advogada pela USP-Universidade de São Paulo, a única mulher de sua turma, e no mesmo ano embarcou para a Europa, onde estudou Sociologia na Itália e Direito Internacional na Holanda.
Em Paris, conheceu o jornal La Jeunesse et La Paix Du Monde, do qual tornou-se colaboradora. Pouco depois viveu uma temporada em Buenos Aires, onde foi professora universitária. Em 1929, publicou seu primeiro romance: Sua Excelência o Presidente da República no Ano 2500, através do tornou-se conhecida no meio cultural. Trata-se de um enredo, uma utopia onde o feminismo venceu e libertou o país das calamidades causadas pelos homens.
O livro foi espelhado no romance de Monteiro Lobato – O choque de raças ou O presidente negro – Romance americano, lançado em 1926, uma utopia que mostra a divisão do eleitorado branco em 2228, com a eleição nos EUA de um presidente negro. Foi um grande sucesso editorial. Em 1932, fundou uma escola para menores abandonados e a liga infantil Pró-Paz, a primeira organização pacifista do Brasil. Seu interesse pela educação da criança, resultou mais tarde na criação do jornal Mensageiro do Lar das Crianças, em 1951.
Sempre atenta a produção bibliográfica das mulheres, organizou a Primeira Exposição do Livro Feminino, no Rio de Janeiro, em 1943. Sobre essa temática, publicou Mulheres e livros (1948), A mulher paulista na história (1954) e deixou uma obra inacabada: Dicionário bio-bibliográfico de mulheres ilustres, notáveis e intelectuais do Brasil. Outra área de interesse crucial em sua vida pessoal foi a educação. Defendia que a educação do futuro deve ser ativa, em consenso com as ideias do educador brasileiro Anísio Teixeira e do Manifesto da Escola Nova de 1932. São ideias progressistas na época. Porém, no futuro imaginado em seu romance, o exercício da memorização é uma prática vigente. Vê-se aqui uma fusão de propostas contraditórias e pouco compatíveis.
Sua obra é composta de 10 livros de poesia, 8 de polêmicas e atualidade e o romance que lhe deu notoriedade. Participou de várias comissões governamentais durante a ditadura do governo Vargas e militou no Partido Republicano Feminino, apoiada no ideário de Auguste Comte, que tinha a mulher como base natural da nação, como esposa e educadora dos futuros cidadãos do mundo. Integrou a primeira onda do feminismo no Brasil, rejeitando o feminismo importado e propondo um feminismo nacionalista.
Foi homenageada com seu nome dado à Biblioteca Pública de Bragança Paulista e faleceu em 28/10/1976. Não contamos com uma biografia exclusiva, mas é possível conhecer seu legado na área literária e sua participação na luta pela emancipação feminina no artigo – Ao Brasil dos meus sonhos: feminismo e modernismo na utopia de Adalzira Bittencourt -, publicado por Maria Bernardete Ramos, na revista Estudos Feministas vol. 10, nº 1, de 2002, à disposição no link periódicos ufsc.
DEU NO X
UMA PARELHA LINDA
FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS
DA SABEDORIA TIBETANA
Em 1439, em Mainz, na Alemanha, um ourives chamado Johannes Guttenberg desenvolveu uma ideia implantada na Coréia que viria a revolucionar o mundo de então: a imprensa. Em 1500, já existiam prensas tipográficas em 245 cidades européias, divulgando pensares nunca dantes lidos com atenção e discernimento crítico-evolucionário. Alguns pensamentos tibetanos até hoje são impressos e debatidos nos quatro cantos do mundo. Enumero os que mais me contagiaram nos últimos tempos, encarecenodo de todos uma atenção sempre eivada de cidadania:
“Política é coisa séria!! Não existe político corruto, existe eleitor idiotizado, sem cidadania nem amor próprio”.
“A Educação não deve nunca ser aviltada por dirigentes incompetentes, posto que se trata da estratégia mais consistente na construção do futuro do país, na consolidação da sua soberania e na expansão da capacidade criativa da sua gente”
“Quanto mais a ciência evolui, mais se deve, em cada ser humano, ampliar a capacidade reflexiva de entender o mundo em suas contradições e complexidades, abandonando ingenuidades e arroubos próprios dos entes imaturos”.
“A pressa pode até ser inimiga da perfeição, mas a ejaculação precoce também produz bonitos filhos.”
“Quando o amar, o pensar, o agir, o meditar, o criar, o orar, o fazer e o transcender se distanciam uns dos outros, é hora de reestruturar o caminhar, favorecendo ações que reabilitam o Ser Humano como co-autor da Criação”.
“Quando alguns se autointitulam iluminados donos da verdade, autores de ideários que abalarão os alicerces planetários, convergindo todos para um só pensar, é chegada a hora de perceber a urgência de se ampliar a capacidade de refletir de cada um, em exaustivos diálogos com os seus derredores, na busca de convergências que não menosprezam jamais, por irrestrito respeito, as opiniões diferenciadas.”
“Saber formal dissociado de uma consistente vivência social pode revelar a incompetência existencial de qualquer profissional que busque reconhecimento societário.”
“Identificar a Tecnologia como única pilastra de uma profissionalidade promissora é o mesmo que imaginar possuir bom fogo para se fazer café sem grãos de boa qualidade”.
“Não existem ideias perigosas. Apenas o que as pessoas escolhem fazer com ideias pode ser perigoso, especialmente para o status quo e para os poderes constituídos, como governos, religiões e corporações multinacionais.”
“Se pode escolher ou não escolher uma determinada ideia, mas escolher ou não escolher é uma escolha pela qual só você é responsável”.
E viva Guttenberg, uma das pilastras fundamentais da Democracia contemporânea!!
PENINHA - DICA MUSICAL



