DEU NO JORNAL

LULA USA BOLSA FAMÍLIA PARA CARTADA ELEITOREIRA

Editorial Gazeta do Povo

No fim de agosto, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, apresentou a Lei Orçamentária Anual de 2027, afirmando que não estava previsto nenhum reajuste para os R$ 600 pagos atualmente no Bolsa Família. Duas semanas depois, a mágica orçamentária petista fez surgir da cartola uma “folga” supostamente gerada por um suposto cumprimento da promessa de zerar a fila do INSS – e bote-se “suposto” nisso, pois a proeza só foi possível graças a uma mudança de critérios. “Vamos ajustar a Lei Orçamentária de 2027, que o senhor já encaminhou ao Congresso Nacional, para acomodar o reajuste do Bolsa Família”, anunciou Moretti, ao lado da ministra Miriam Belchior, da Casa Civil, na cerimônia em que o presidente-candidato Lula assinou o reajuste eleitoreiro de 15%, elevando o piso do benefício dos atuais R$ 600 para R$ 691.

Evidentemente, haverá de ser pura coincidência o fato de esse espaço no orçamento ter “aparecido” – e isso é pura força de expressão, pois o governo não tem dinheiro em caixa, sempre gastando mais do que arrecada – a duas semanas do primeiro turno das eleições. Também é totalmente acidental o fato de que o aumento começará a cair no bolso dos beneficiários em meados de outubro, alguns dias antes de um segundo turno que promete ser extremamente disputado, com pesquisas que já mostram Flávio Bolsonaro numericamente à frente do petista, ainda que dentro da margem de erro – algo que não ocorria (ou ao menos não ocorria com tanta frequência) quando o ministro Moretti descartou reajustes no Bolsa Família, ao fim de agosto. Os mais sarcásticos haverão de dizer que os beneficiários deveriam ser mais agradecidos ao candidato da oposição que ao presidente da República…

Se tem cara de medida eleitoreira, cheiro de medida eleitoreira, gosto de medida eleitoreira, a conclusão é óbvia: de fato trata-se de medida eleitoreira, uma tentativa final de capturar um eleitor que, tendo visto a manutenção dos programas de renda mínima em governos não petistas, como os de Michel Temer e Jair Bolsonaro, já não cai em ameaças apocalípticas sobre o “fim do Bolsa Família” em caso de vitória da oposição. Com esse mesmo eleitor percebendo uma inflação persistente, que só arrefece porque o Banco Central se contrapõe à gastança inflacionária do governo, sobra a solução fácil de “colocar dinheiro na mão do povo”, como disse Lula em uma reunião ministerial de 2025, e torcer para que um modelo que já dá sinais de esgotamento sobreviva até o fim de outubro.

O reajuste já está sendo contestado na Justiça. Uma ação movida pelo deputado Zé Trovão no Tribunal Superior Eleitoral foi rejeitada pelo ministro André Mendonça por questões processuais – o parlamentar não tinha legitimidade para protocolar a ação. Mendonça ainda é relator de outra ação, do também candidato ao Planalto Renan Santos. No STF, Gilmar Mendes atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União e afirmou que o reajuste é constitucional. No Tribunal de Contas da União, o subprocurador-geral Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), pediu a suspensão do decreto presidencial, alegando que ele cria “despesa obrigatória de caráter continuado” sem aprovação de lei – e haja despesa: quem vencer em outubro herdará uma conta de cerca de R$ 90 bilhões ao longo dos próximos quatro anos, apenas com esse reajuste. Um governo empenhado em realizar um ajuste fiscal talvez consiga (a muito custo) acomodar essa despesa sem grandes solavancos; já para um governo gastador como o petista, os R$ 90 bilhões não passarão de mais um entre tantos gastos que provocam inflação (engolindo todos os ganhos do reajuste do Bolsa Família) e forçam o Banco Central a elevar juros, freando a economia.

E, ao que tudo indica, Lula não pretende parar por aí. Governo e equipe econômica tentam viabilizar aumento em outro benefício, o Pé-de-Meia; mais uma subvenção ao óleo diesel, para evitar uma alta no preço do combustível; e está em análise um novo programa de socorro a endividados pelo qual o Tesouro Nacional compraria dívidas antigas diretamente dos credores. “Estamos apresentando [a proposta] para o presidente levar para a campanha”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao jornal Extra. Pelo voto, vale tudo, inclusive piorar ainda mais a já muito maldita herança que Lula quer receber de si mesmo.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL?

O Banco Central tem poderes suficientes para liquidar, de forma extrajudicial, qualquer empresa autorizada a funcionar no mercado financeiro. Basta observar que há problemas de liquidez que é decretada intervenção. Os dirigentes da instituição são afastados, o patrimônio bloqueado e isso é válido, também, para acionistas majoritários da instituição. O caso do Master, por exemplo, se enquadra nesse contexto.

O fato mais surpreendente é que o Master está liquidando os togados do país. Cada dia, descobre-se um vínculo de alguém do poder judiciário com Vorcaro. Paulo Gonet assegurou nunca ter encontrado ou tido contato com Vorcaro e aí circula nas redes sociais uma foto deles dois, juntos, fumando charuto, em Londres.

Um detalhe importante que talvez alguns não saibam: Gonet pode ser exonerado antes do término do seu mandato a pedido do presidente da república, no entanto, esse pedido precisa ser aprovado pelo senado federal. Aí, que acredita que o senado é capaz de fazer isso? E não faz não é apenas por Alcolumbre, é por pendências morais, por desvios de conduta e de recursos públicos, é porque não há maioria no senado para acatar um pedido de impeachment de ministros do STF ou do procurador geral da república.

Gilmar Mendes, disse a frase “Não se pode expor um colega, mesmo que ele esteja envolvido. Até a máfia tem ética” durante a sessão extraordinária do STF no dia 15 de setembro de 2026, quando se decidia o processo contra Alexandre de Morais. Tal afirmação é de uma gravidade sem precedentes, principalmente se levarmos em conta outras decisões de Gilmar que afrontam nosso conceito de imparcialidade. No final, foi divulgado na grande mídia que o cunhado de Gilmar era tratado como o elo entre o poder judiciário e Vorcaro. Mais ainda: a ex-diretora, Dalide Correa, considerada como “ex braço direito” de Gilmar, recebeu R$ 33 milhões.

Nas conversas interceptadas pela PF, Dalide Correa aparece como ponte para o STF, embora não se tenha o nome específico de um ministro. Não parece muito difícil de deduzir: Dalide Correa trabalhou com Gilmar Mendes, então não faz muito sentido ela procurar outro ministro. Além disso, segundo ela, os contratos seriam com empresas que venderam créditos de carbono ao banco Master e em instâncias inferiores. Puxa! Que argumento! Eu só tenho uma dúvida: se ela trabalhou para empresas que tinham créditos de carbono por que o dinheiro foi transferido para pelo Master? Honorários de sucumbência? Talvez, mas não deixa de ser estranho.

Esta semana surgiu o nome de Benedito Gonçalves, famoso pela expressão “missão dada, missão cumprida”, após o processo de cassação do deputado federal Deltan Dallagnol. Deltan, foi acusado, injustamente, de ter pedido exoneração para fugir de um processo administrativo, fato que lhe impediria de participar de qualquer processo eleitoral. Não havia nenhum processo contra ele, o TER-PR declarou isso, mas o PT recorreu ao TSE e o Benedito se prontificou a atender um pedido de Lula. Incrível ver Benedito trocando figurinhas com Vorcaro, combinando fumar charuto quando tivesse em Brasília e alguém precisa dizer a ele que Deltan Dallagnol não aparece nas conversas de Vorcaro.

A coisa não acaba por aí: Kassio Nunes Marques teve seu nome envolvido numa questão de aluguel de uma mansão de R$ 250 mil para um período carnavalesco, além de uma referência a umas garotinhas para atender-lhe em favores especiais. É lamentável isso e, também, preocupante porque Kassio foi indicação de Bolsonaro, mas por influência de Ciro Nogueira, enrolado até o cabelo do relógio nessa podridão. Acha pouco? O nome do filho de Fux que como presidente da segunda turma tem feito um trabalho coerente, à margem da paixão política partidária. Não se trata de condenação sumária de Fux. Algo com o filho pode não ter lhe envolvido, mas o que fica é o sentimento de que seria melhor se não tivesse essa citação.

Um detalhe curioso é que os valores pagos por Vorcaro a políticos diversos, são verdadeiros prêmios da mega-sena. O pessoal só fala em coisa da ordem de milhões, só o caso de Alexandre de Morais é que uma mega-sena acumulada.

Cabe relembrar que o presidente eleito terá a oportunidade de indicar 4 novos ministros para o STF e que ou se fortalece o senado ou nada feito.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

RECADOS DA MINHA INFÂNCIA

O Cheiro da chuva traz
Recados da minha infância.

Foi de Fátima Marcolino
O lindo mote irrigado
Com a chuva do roçado
Do meu Sertão nordestino.
Aí me vejo menino
Correndo pela estância,
Sinto no peito uma ânsia
Que me faz chorar demais.
O Cheiro da chuva traz
Recados da minha infância.

Lembro dum anumará
Querendo arrancar o milho
E pai dizendo: – Meu filho,
Espante o bicho de lá!
No alpendre um caçuá
Com mangas em abundância
E vendo a pouca distância
Os verdes canaviais.
O Cheiro da chuva traz
Recados da minha infância.

O meu cachorro latindo
Com um preá no serrote,
Ao redor do pé do pote
Um caroço se abrindo
E eu contente sorrindo
Por não possuir ganância
Gozando da tolerância
Dos meus avós e meus pais.
O Cheiro da chuva traz
Recados da minha infância.

Mote: Fátima Marcolino
Glosas deste colunista

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

SEMEANDO AMOR

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O amor semeado em brotação

“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. – Gálatas 6:7

Não. Não sou evangélico. Sou católico, ambiente em que fui criado, cresci e fiquei. Mas, felizmente, nada tenho contra quem é evangélico.

Hoje, não versarei sobre religiosidade – mas, sobre a vida.

Sobre plantar e colher para alimentar a família e o mundo. Como alguns fazem ao longo da longa vida. Com humildade e simplicidade, se entregando de corpo e alma.

Semear é uma palavra ampla e tem muitos usos e interpretações – tudo com relação a quem semeia.

Na política temos alguns exemplos, e, entre esses, quase nenhum bem-sucedido. As escolas, no caso, as brasileiras, é onde tudo principia com práticas destorcidas.

A base informativa, quase sempre, está contida n´O Capital, de autoria de Karl Marx, um advogado, jornalista e teórico político que acabou-se transformando num revolucionário socialista. Nascido alemão, em Tréveris, Prússia.

Quem já leu O Capital e interpretou com frieza e isenção, sabe bem do que estou falando. Há distorção entre a teoria e a prática, levando-se em consideração a cultura de vida dos dois países (Alemanha e Brasil).

Eis que, no Brasil, culturalmente diferente da Alemanha, a semeação pode até não ter rendido boa colheita – por ter sido semeada e colhida com a semeadeira e colheitadeira da força – quando, em 1930, Getúlio Dorneles Vargas, militar, advogado e político comandou o que chamaram de Revolução de 1930, depôs Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes. Assumiu a “revolução” e governou ditatorialmente por 15 anos, até ser deposto. Voltou a presidir o País em 1951, dessa vez eleito por votação direta – quando, pressionado, cometeu o suicídio. Foi, entendemos assim, uma semeadura que não colheu bons frutos.

Mas, entre erros e acertos – mais erros que acertos – chegamos aos séculos XIX e XX.

A sociedade brasileira entrou num período que nos fez sonhar com a boa colheita da semeadura, a partir da mudança de propostas educacionais e informativas com o acesso às práticas pedagógicas capitaneadas por Anísio Teixeira. Talvez, pensamos nós, a falta de chuvas tenha atrapalhado a massificação de muitas boas colheitas.

E aí, a falta dessas chuvas acabou dando espaços para a derrocada. Entramos na fase das “secas” – de chuvas propriamente ditas e de boas ideias e práticas.

Foi quando surgiu, do outro lado do Atlântico, Fidel Alejandro Castro Ruz, nascido em Birán, Cuba, a 13 de agosto de 1926. Isso, por si só não teria tanto efeito negativo, se o “revolucionário-ditador” não tivesse se juntado ideologicamente e às práticas de Ernesto Guevara de la Serna, médico argentino nascido em Rosário.

Adotados, imitados e transformados em “mitos revolucionários”, foram seguidos pelos estudantes brasileiros jovens daqueles anos, com o reforço das teorias de Paulo Freyre – deu no que deu!

Tudo mudou. Apareceram Zé Dirceu, Lula, Dilma, Genoíno, que tentaram implantar a qualquer custo – até de muitas vidas humanas – as práticas que chamaram de socialistas.

Acabaram com a possibilidade de uma boa colheita.

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

AS BRASILEIRAS: Eny Cezarino

Eny Cezarino nasceu em 23/4/1917, em São Paulo. Bem-sucedida empreendedora, dona de um cabaré em Bauru, SP, na década de 1940 e seguintes até 1983. Localizado nos arredores da cidade, numa área de 12 mil metros, seu prostibulo foi considerado um dos maiores e melhores da América Latina.

Filha da francesa Angelina Bassoti Cesarino e do italiano José Cesarino, foi educada em colégio de freiras e criada para arrumar um bom casamento. Ainda jovem, perdeu a virgindade com o pai de um amigo por simples curiosidade. Pouco depois fugiu de casa e foi viver no Rio Janeiro, onde conheceu um gigolô e namorado no Cassino da Urca, levando-a a conhecer alguns prostíbulos em São Paulo, Porto Alegre e Paranaguá. Foi aí que teve notícias da cidade de Bauru e de seu progresso com a chegada da ferrovia.

Ficou sabendo também através de uma amiga recrutadora de prostitutas, que a Pensão Imperial de dona Nair estava precisando de mulheres para dar conta da demanda crescente da cidade. De fato, com o progresso o dinheiro passou a irrigar a cidade. Em Bauru, se dava a baldeação para vários ramos da ferrovia e a cidade se expandia em novos negócios. Em fins de 1945, mudou-se para Bauru; comprou a Pensão Imperial; fez uma reforma incrementando o ambiente e alavancou seu “negócio”. Dotada de senso empreendedor, em poucos anos tornou-se poderosa, influente e amiga de empresários e políticos.

Em seguida comprou um imóvel fora do perímetro urbano e instalou o “Eny’s Bar, o maior e mais luxuoso bordel do País. No seu auge, 1963-1983, seu bordel contava com 70 moças, 20 funcionários registrados em carteira, 40 quartos, saunas, jardins, restaurante, piscina, bares e salões de festas. Chegou a realizar festas de confraternização e convenção de políticos. A pista de dança tinha o formato de violão. Um dos ilustres frequentadores, Vinicius de Moraes, confidenciou ao parceiro Toquinho “que a prioridade em Bauru era a Casa de Eny” Eles podiam até nem fazer show, mas “deixar de passar na Eny, jamais”.

Dona Eny cuidava das moças com médicos, bons perfumes, podiam estudar, se quisessem e tinham que manter algum recato. As que vinham de fora, eram orientadas a trazer o título de eleitor, pois ela era também uma boa “cabo eleitoral” e bem relacionada com os políticos da cidade. Seus familiares sabiam de sua profissão e recebiam ajuda financeira. A única exceção era sua avó Rosa, com quem não falava. Chegou a ser conhecida como uma benemérita ajudando creches, escolas e obras sociais mantidas por irmãs de caridade.

Possuía 26 imóveis; foi casada umas vezes; não teve filhos; mas perdeu grande parte da riqueza e morreu pobre em 25/8/1987, aos 69 anos. Atribuiu sua decadência a mudança dos costumes e ao surgimento dos anticoncepcionais, que liberaram as “moças direitas” a ter sexo com os namorados, além de alguns golpes que recebeu de seus contabilistas. O local onde ficava seu bordel, o trevo na entrada de Bauru, recebeu seu nome como homenagem.

Em 2002, Lucius de Mello escreveu o livro Eny e o grande bordel brasileiro, publicado pela Editora Objetiva. Uma biografia romanceada num misto de reportagem e “causos” sobre os frequentadores. Alguns deles famosos como Vinicius de Moraes e, conforme citado no livro, os presidentes Jânio Quadros e João Goulart. Desde cedo manteve bom relacionamento com políticos.

Sua fama adquirida em Bauru deve-se, em parte a um cliente, frequentador de sua casa, que ajudou-a adquirir o terrento onde instalou seu bordel. Em seguida ele candidatou-se a prefeito e deputado estadual, elegendo-se nos dois cargos. Eny lhe garantia o voto de alguns clientes e suas moças, mantendo o discurso: “O voto é uma carta poderosa que temos na manga, meninas. Temos que saber usá-lo na hora certa. Somos putas, vagabundas, como dizem as damas da sociedade, mas somos um colégio eleitoral. Só as mulheres que moram na Costa Ribeiro elegem um vereador nesta cidade. Portanto, meus amores, votem de cabeças erguidas, orgulhosas porque nós todas somos cidadãs brasileiras e merecemos respeito”.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

LEITURA RESTAURADORA

Vivemos uma era, a pós-moderna, estupidamente repleta de contradições, com um espantoso desenvolvimento tecnológico, a IA sendo um exemplo altamente significativo, mas com aumentos alarmantes de tragédias provocadas por seres humanos radicalmente dissociados de uma sadia fraternidade planetária, com uma espiritualidade beirando uma alienação mental correlacionada fortemente a uma vivência de ruminante. No Brasil, às vésperas de uma eleição que muito definirá os nossos amanhãs sociais, os sinais degradantes são mais que preocupantes: candidaturas políticas sem densidade cultural e ralo índice ético, crescente número de feminicídios em todas as regiões, um sistema educacional quase exclusivamente de ensino decoreba, onde um percentual gigantesco chega ao fim do Segundo Grau com um mínimo de conhecimento em Matemática, dotado, em sua gigantesca maioria, de um raciocínio intelectual pífio, o saber pensar ficando para quando Deus assim permitir.

A Educação Brasileira está indo de mal a pior em todas as regiões, com os currículos e docentes superados dos obsoletos Cursos de Pedagogia “formando” profissionais alienados e nada cidadãos, que atuarão no sistema se satisfazendo com salários que agridem a dignidade de uma categoria de nível superior.

A vida societária, enrão, está involuindo rapidamente, com eventos televisivos de categoria cretina, muitos deles se tornando apenas repetecos, sem qualquer criatividade adicionada. O noticiário social exibe, à exaustão diariamente, escabrosidades, fuxicarias, exibições desnecessárias de seios e bundas, com eventos ao ar livre assistidos por milhares de carentes, tão somente multiplicadores de ganhos financeiros de pretenciosos talentos.

As eleições de outubro próximo poderão servir de encruzilhada para a Nação Brasileira, a depender do comportamento do eleitorado nas urnas. Com serenidade analítica, criticidade elevada e escolhas conscientes, teremos, em 2027, um Brasil mais democrático, menos populistas, com um STF dotado de ministros éticos não pixulecos, um número bastante reduzido de ministérios federais, um sistema penal exemplarmente convincente e a eliminação do sistema trabalhista 6×1 , ensejando uma vida melhor para toda a classe contratada, com um sindicalismo isento de vorcaricidades fraudulentas e contagiantes.

Para quem deseja se preparar conscientemente para melhores futuros brasileiros, sufragando os melhores candidatos de todos os partidos políticos, sem a prática da anulação de voto, do voto em branco e do não comparecimento às urnas no dia da votação, recomendaria uma leitura indispensável para gregos e troianos de todas as configurações partidárias: HUMANOS DO FUTURO: POR QUE A REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA EXIGE UMA REVOLUÇÃO HUMANA, Danni Suzuki, Rio de Janeiro, Alta Books Grupo Editorial, 2026, 240 p.

Viver sem pensar resulta em caminhar sem lenços, documentos, cela, arreios, com ferraduras e sem propósitos evolucionários fraternais. Como qualquer bicho do mato.

PENINHA - DICA MUSICAL