O amor semeado em brotação
“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. – Gálatas 6:7
Não. Não sou evangélico. Sou católico, ambiente em que fui criado, cresci e fiquei. Mas, felizmente, nada tenho contra quem é evangélico.
Hoje, não versarei sobre religiosidade – mas, sobre a vida.
Sobre plantar e colher para alimentar a família e o mundo. Como alguns fazem ao longo da longa vida. Com humildade e simplicidade, se entregando de corpo e alma.
Semear é uma palavra ampla e tem muitos usos e interpretações – tudo com relação a quem semeia.
Na política temos alguns exemplos, e, entre esses, quase nenhum bem-sucedido. As escolas, no caso, as brasileiras, é onde tudo principia com práticas destorcidas.
A base informativa, quase sempre, está contida n´O Capital, de autoria de Karl Marx, um advogado, jornalista e teórico político que acabou-se transformando num revolucionário socialista. Nascido alemão, em Tréveris, Prússia.
Quem já leu O Capital e interpretou com frieza e isenção, sabe bem do que estou falando. Há distorção entre a teoria e a prática, levando-se em consideração a cultura de vida dos dois países (Alemanha e Brasil).
Eis que, no Brasil, culturalmente diferente da Alemanha, a semeação pode até não ter rendido boa colheita – por ter sido semeada e colhida com a semeadeira e colheitadeira da força – quando, em 1930, Getúlio Dorneles Vargas, militar, advogado e político comandou o que chamaram de Revolução de 1930, depôs Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes. Assumiu a “revolução” e governou ditatorialmente por 15 anos, até ser deposto. Voltou a presidir o País em 1951, dessa vez eleito por votação direta – quando, pressionado, cometeu o suicídio. Foi, entendemos assim, uma semeadura que não colheu bons frutos.
Mas, entre erros e acertos – mais erros que acertos – chegamos aos séculos XIX e XX.
A sociedade brasileira entrou num período que nos fez sonhar com a boa colheita da semeadura, a partir da mudança de propostas educacionais e informativas com o acesso às práticas pedagógicas capitaneadas por Anísio Teixeira. Talvez, pensamos nós, a falta de chuvas tenha atrapalhado a massificação de muitas boas colheitas.
E aí, a falta dessas chuvas acabou dando espaços para a derrocada. Entramos na fase das “secas” – de chuvas propriamente ditas e de boas ideias e práticas.
Foi quando surgiu, do outro lado do Atlântico, Fidel Alejandro Castro Ruz, nascido em Birán, Cuba, a 13 de agosto de 1926. Isso, por si só não teria tanto efeito negativo, se o “revolucionário-ditador” não tivesse se juntado ideologicamente e às práticas de Ernesto Guevara de la Serna, médico argentino nascido em Rosário.
Adotados, imitados e transformados em “mitos revolucionários”, foram seguidos pelos estudantes brasileiros jovens daqueles anos, com o reforço das teorias de Paulo Freyre – deu no que deu!
Tudo mudou. Apareceram Zé Dirceu, Lula, Dilma, Genoíno, que tentaram implantar a qualquer custo – até de muitas vidas humanas – as práticas que chamaram de socialistas.
Acabaram com a possibilidade de uma boa colheita.

Caro Zé Ramos, me permita mais um exemplo de má colheita: o julgamento do mensalão semeou a esperança de colhermos agentes públicos honestos. Porém, o que brotou foram ministros desonestos para livrar a cara dos políticos que jamais cogitaram para de delinquir. Deu no que deu!
Pablo, ilustre, A colheita está contaminada. Minha Avó, aquela analfabeta de quem não canso de falar, “borrifava” com Neocid ou com creolina para matar essas lagartas. Hoje, infelizmente, não temos mais avós. Temos, isso sim, um “combo” repleto de tatuados que não sabem nem em qual banheiro entrar para “verter água”!
Parabéns, querido amigo José Ramos, pelo texto inteligente e verdadeiro.
Infelizmente, as atuais colheitas estão bichadas e não tem inseticida que dê jeito.
Ps.
Mais uma dolorosa perda: Meu irmão Bernardo Celestino Pimentel Bezerra Souto, 71 anos, médico, faleceu subitamente, no dia 19 pp. Estou desolada…
Violante querida, estive na reunião que Berto promove em dezembro de cada ano. Eu acho que ele estava lá? Foi esse seu irmão que nos deixou? Meus sentimentos, querida. Espero que ele esteja num lugar melhor que o nosso. Pêsames!
Isso mesmo, querido Escritor José Ramos. Você e ele conversaram muito.
Obrigada pelas condolências.
Grande abraço.