DEU NO JORNAL

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

BEM INFORMADOS

Chamou atenção nas redes o carrão que transportava Andrei Rodrigues, diretor afastado da PF, ontem: um Land Rover Range Rover.

Modelos zero km são vendidos entre R$ 1 milhão e R$ 1,7 milhão no Brasil.

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A nota aí de cima é pra deixar por dentro os bem informados leitores desta gazeta.

Quem quiser comprar um Land Rover, já está sabendo do preço.

PROMOÇÕES E EVENTOS

LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO CARLITO LIMA

Um assassinato misterioso ocorrido na Lagoa Mundaú – onde, por uma infeliz coincidência, uma mina está cedendo e afetando milhares de moradores de Maceió – é o cenário que abre o romance de Carlito Lima, que leva o nome da lagoa.

A obra conta a história de uma família, suas lutas, aventuras e alegrias em um período histórico para o Brasil entre as décadas de 1960 e 1970. Uma mistura de ficção e realidade que retrata o país durante a ditadura militar.

Para Carlito Lima, mais que um romance, a obra é a historiografia de uma época.

“Mundaú é um depoimento do modo de vida daquela época, quando o machismo e a violência contra a mulher eram naturalizados, mas também quando havia muita música popular brasileira, romantismo e ideais. Em 50 anos as coisas mudaram e o leitor pode tirar suas conclusões”, afirma.

Contato com o autor:

carlitoplima@gmail.com

(82) 9-9690.9964

ALEXANDRE GARCIA

OS GRUPOS SE FORMAM NO STF: UM QUER LIMPEZA, O OUTRO QUER DEIXAR TUDO NAS SOMBRAS

edson fachin grupos stf alexandre de moraes

Edson Fachin, presidente do STF, defendeu fim do inquérito das fake news e levou indireta de Flávio Dino, aliado de Alexandre de Moraes

O site Migalhas lembrou de algo que eu não tinha anotado: na sexta-feira passada, Edson Fachin, presidente do Supremo, ao lado de Lula, falava de suas prioridades à frente do STF e mencionou o fim do “inquérito do fim do mundo”. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino questionou se um juiz pode prometer o fim de um inquérito como se fosse candidato, ou apenas para receber aplauso. Uma indireta em Fachin. Isso me confirmou qual a posição de Fachin nessa divisão atual do Supremo: ele está apoiando essa tentativa de André Mendonça de separar o joio do trigo e tirar o joio, as frutas podres do STF.

Eu já havia feito uma análise colocando Fachin ao lado de André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, formando um quarteto, contra o outro quarteto formado por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dino e Dias Toffoli. Em cima do muro, por enquanto, eu havia colocado Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, que tem muito tempo pela frente e uma biografia a zelar, assim como Cármen Lúcia.

Esse caso vai demandar muita coisa na hora do plenário, que terá de avaliar a realidade óbvia que estamos vendo agora: Moraes envolvido numa quebra de sigilo de uma investigação que continua ajudando Vorcaro, porque revela possíveis alvos de futuras buscas e apreensões, e que agora já vão esconder provas. E Moraes, para se defender de Mendonça, usa uns relatórios de inteligência que não são nada – aliás, são sim, porque surgem como agravantes de crimes praticados lá dentro, tanto que já o chefe da inteligência e o diretor-geral da Polícia Federal acabaram afastados por Mendonça, com o apoio da segunda turma do Supremo. Gilmar tentou parar o julgamento pedindo vista, mas não deu certo, porque outros ministros já adiantaram voto e formaram maioria. E tudo isso acontecendo nas sombras – ou sob a luz, dependendo do resultado da eleição, já que agora, como veremos, as pesquisas estão mostrando uma virada.

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Lula já perde para dois candidatos no segundo turno, segundo pesquisa Nexus

Eu tenho falado das mudanças nessa reta final de campanha, em que Flávio Bolsonaro foi tirando a diferença que o separava de Lula. Era empate técnico, com três pontos de diferença, foi caindo para dois, para um, chegou a empate exato na Quaest, encomendada pelo jornal O Globo. Agora, pesquisa do Instituto Nexus, encomendada pelo BTG Pactual, já tem Lula perdendo para dois candidatos! No primeiro turno, Lula tem 39%, Flávio tem 35% e Cury tem 9%. Mas no segundo turno Flávio está na frente, por 46% a 45%. Quando o adversário é Augusto Cury, mais gente que não votaria em Flávio de forma alguma e votaria em Lula passa a votar em Cury: ele vence Lula por 45% a 43%, uma diferença de dois pontos. Contra Ronaldo Caiado, a diferença ainda é de três pontos, 46% a 43% para Lula. Mas tudo isso ainda é considerado empate técnico.

As pessoas que não acreditavam em pesquisa estão vendo pesquisa agora. Eu venho argumentando, desde muito tempo atrás, com os que pensam “pesquisa de jeito nenhum”. Muita gente está tão neurótica com eleição que, se a pesquisa não sai como ela quer, não acredita na pesquisa. Mas é o que temos para avaliar – além, claro, da Avenida Paulista cheia de gente, e o palanque oficial de Brasília quase sem povo.

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Metodologia das pesquisas citadas na coluna

Quaest: 2.004 entrevistados pela Quaest de 3 a 6 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Editora Globo S/A, Globo Comunicação e Participações S/A, TV Rede Globo/Canais Globo/Globoplay/Eletromidia. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos porcentuais. Registro no TSE: BR-01720/2026. Nexus/BTG Pactual: 2.002 entrevistados pelo Nexus/BTG Pactual de 4 a 7 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos porcentuais. Registro no TSE: BR-06790/2026.

COMENTÁRIO DO LEITOR

ELE PRECISA DE TEMPO

Comentário sobre a postagem TÁ PROVADO: SÓ FALA VERDADES!

Sergio Rieffel:

Mas o pessoal não entende nada de política e desenvolvimento mesmo!

Para as mudanças que o país precisa, o homem precisa de tempo!

Na política as coisas são lentas!

Para o Brasil realmente chegar a ser o “país do futuro”, o Lula precisa que votemos nele pelo menos por mais uns vinte mandatos!

Aí chegaremos lá!

Calma!

Ele vai estar com uns 160 anos de idade, mas isso não é nada!

O que é uma idade avançada para quem é mais honesto que Jesus Cristo????

DEU NO JORNAL

CRISE

O Brasil enfrenta a mais grave crise institucional em décadas e o Supremo é sacudido por degradantes revelações da própria Polícia Federal sobre as relações com ministros do STF de um ex-banqueiro fraudador, conhecido por subornar autoridades.

Apesar disso, entidades do meio fazem silêncio constrangedor, próprio de quem apoiou o vale-tudo recente no órgão.

A OAB escapou da lista da omissão: quarta (9), pedirá ao presidente do STF “investigação rigorosa” do caso Vorcaro/Moraes.

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Que os céus se apiedem deste nosso sofrido país.

E que a OAB tenha sucesso no seu pedido.

Será que vai ter??

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

FILHA DO NORDESTE

Sou Dalinha, sou da lida.
Sou cria do meu Sertão.
Devota de São Francisco
De “Padim Cíço” Romão.

Eu sou rês da Macambira,
Difícil de ir ao chão.
Sou o brotar das caatingas,
Quando chove no sertão.

Sou cacimba de água doce,
Jorrando em pleno verão.
Sou o sol quente do agreste.
Sou o luar do sertão.

Adoro o mandacaru.
Meu peixe, curimatã.
Eu tomo com tapioca,
O meu café da manhã.

Eu sou bichinha da peste,
Meu ídolo é Lampião.
Sou filha das Ipueiras.
Sou de forró e baião.

Sou rapadura docinha,
Mas mole eu não sou não.
Sou abelha que faz mel,
Sem esquecer o ferrão.

E se alguém realmente,
Saber quem eu sou deseja,
Digo sem medo de errar:
Sim Senhor, sou sertaneja!

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NÃO EXISTE EQUIVALÊNCIA MORAL

Editorial Gazeta do Povo

Alexandre de Moraes está nas cordas desde o início da semana passada, quando seu colega André Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro direcionadas a Moraes, evidenciando um relacionamento de extrema proximidade e confiança – “promiscuidade” não é exagero – entre magistrado e investigado. Sem ter como questionar os fatos, os aliados de Moraes no STF, na política e na imprensa partiram para uma outra estratégia, vil e rasteira: a de estabelecer uma falsa equivalência moral entre Moraes e Mendonça, para tentar abafar o escândalo.

O mote usado para levar adiante a trapaça é dizer que “Moraes errou, mas Mendonça errou também” – uma afirmação que exige duplo escrutínio. Em primeiro lugar, que “erros” seriam esses? O procurador-geral da República, Paulo Gonet – também ele mencionado nas conversas de forma nada positiva, aliás –, diz ter encontrado um desses “erros” no procedimento usado por Mendonça, mas seu argumento já foi devidamente (e facilmente) refutado. Outro desses “erros” seria o momento escolhido por Mendonça para retirar o sigilo sobre o relatório, já que estamos em meio a uma campanha eleitoral – como se investigações e processos tivessem de se submeter ao calendário político.

Erros, portanto, não houve. Mas admitamos, por um segundo que seja, e apenas para fins retóricos, que eles tivessem existido. Por acaso seriam igualmente graves? De um lado, um ministro que “atropelou o rito” (e, repetimos, o afirmamos apenas por amor ao debate, pois não foi o que ocorreu); de outro, um ministro que atua como conselheiro informal de banqueiro investigado, que envia mensagens autodestrutíveis (um tipo de ocultação que esse ministro já usou para condenar uma pessoa, afirmando que isso indica a consciência da ilegalidade), que tem a esposa contratada a peso de ouro por esse mesmo banqueiro (por meio de um contrato editado por esse ministro), que é visto pelo investigado como alguém com poder para frear investigações, e que contra-ataca juridicamente usando um relatório apócrifo e sem valor legal algum.

Apenas pessoas muito comprometidas ideologicamente, ou umbilicalmente ligadas a Moraes, ou que também estejam no bolso de Vorcaro e queiram acabar com toda a investigação poderiam afirmar que existe um “zero a zero” moral entre essas duas situações. Pelo contrário, qualquer indivíduo cuja bússola moral esteja funcionando, mesmo que precariamente, e que tenha independência intelectual haverá de reconhecer que um caso é infinitamente mais grave que outro (que, reiteramos, não envolve irregularidade alguma), e que seria um enorme insulto ao povo brasileiro tratá-los como minimamente semelhantes e merecedores das mesmas providências.

Entre os defensores da falsa equivalência moral destaca-se uma figura cuja covardia e pusilanimidade já está gravada na história do Senado Federal: o atual presidente da casa, Davi Alcolumbre. Mesmo antes do terremoto da semana passada, os crimes de responsabilidade cometidos por Moraes já eram volumosos o suficiente para justificar seu impeachment, mas Alcolumbre sempre blindou o ministro. Agora, o senador (indiretamente implicado no escândalo do Master devido à atuação de um indicado seu à frente da previdência dos servidores do Amapá) admite a possibilidade de um “impeachment cruzado”, afirmando que, se não houver mais clima para proteger Moraes, ele também autorizará a abertura de um processo contra Mendonça. Por quais crimes de responsabilidade? Ninguém sabe, e nem teria como saber, já que eles não existem. Tudo, claro, para baixar a temperatura no Senado. O objetivo é evidente, e a torpeza o é ainda mais.

E, ainda que o presidente do STF, Edson Fachin, esteja muito longe de compartilhar das mesmas motivações de um covarde como Alcolumbre, infelizmente o encaminhamento que ele tem dado à controvérsia dentro da corte dá força aos defensores da equivalência moral. Fachin ordenou o mesmo trâmite, com prazo para explicações, no caso das mensagens de Vorcaro a Moraes, e ao pedido de investigação feito por Moraes contra Mendonça. O primeiro foi embasado em um relatório oficial, que levou o relator Mendonça a decidir pelo procedimento correto quando surgiu ali o nome de uma autoridade com foro privilegiado; o segundo não passa de uma vingança irracional, baseada em um relatório apócrifo, repleto de ilações – incluindo a de uma suposta camaradagem entre Mendonça e o advogado-geral Jorge Messias, pelo fato de ambos serem evangélicos – e feito em circunstâncias tão estranhas que justificaram o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por ordem de Mendonça.

Fachin acertou ao negar que o pedido de Moraes fosse incluído no abusivo inquérito das fake news, mas isso não basta. É essencial suspender qualquer questionamento sobre a conduta de Mendonça, rejeitando de vez um pedido sem fundamento, inepto, que seria descartado por qualquer juiz decente. Ao dar prazo para que a PGR se manifeste sobre a eventual admissibilidade e regularidade de um pedido de investigação contra Mendonça, Fachin legitimou o que não pode ser legitimado, quando o momento pede o fim dessa pseudoinvestigação para que o STF coloque todas as energias onde elas de fato devem estar: na análise da solução adequada para o caso de Alexandre de Moraes.

O Brasil decente, o que deseja um Supremo que volte a ter o devido respeito, precisa estar atento a essas manobras e resistir a elas de todas as formas possíveis – da tribuna do Senado às ruas (e às urnas). Não existe equivalência moral possível entre Moraes e Mendonça; ainda que este último tivesse cometido algum erro processual (o que tratamos como mera hipótese argumentativa, repita-se), ele jamais teria a mesma gravidade de tudo o que já sabemos sobre as relações entre Moraes e Vorcaro. A estratégia de apontar “erros” de Mendonça, como lembramos no começo, é o último recurso de quem permanece ao lado de Moraes e não tem como negar a realidade. O futuro da República depende de a sociedade brasileira não deixar esse truque prosperar.