DEU NO JORNAL

OS CRETINOS NÃO VENCERÃO

Luís Ernesto Lacombe

Quando se trata de certas personalidades da República, o jornalismo se torna tão amigável que desculpa tudo e esconde tudo.

Quando se trata de certas personalidades da República, o jornalismo se torna tão amigável que desculpa tudo e esconde tudo

Não importa o que eu escrevo, sobre o que escrevo, meus textos sempre geram comentários com a mesma cobrança: “o que podemos fazer para escapar da tragédia?” Não é difícil listar todas as desgraças por que estamos passando, mesmo que sejam excessivas, apontar todos os absurdos, um a um. Está muito claro quem age pela calamidade, no Legislativo, no Executivo e no Judiciário, por ação ou omissão. As divergências entre essa turma costumam ser leves, os raros protestos de um lado são feitos tardiamente, de forma errática, e quase sempre em fala mansa… No descompasso, no descaminho, um país inteiro vira refém. E a imprensa que desistiu de ser imprensa endossa a condenação de todos nós.

Em outros tempos, os jornalistas eram hipersensíveis. Se para seus questionamentos agressivos e tendenciosos vinham respostas à altura, reativas, a imprensa estava “sendo atacada”. Claro, isso valia apenas quando o entrevistado era Jair Bolsonaro ou alguém ligado a ele. Ao ministro Gilmar Mendes, por exemplo, sempre foi permitido mandar um repórter enfiar sua pergunta em determinado lugar… Lula e os petistas também sempre puderam acusar a imprensa de “agir de má-fé e com assédio moral”, sempre foram autorizados a questionar a credibilidade de jornalistas, de apontar neles “desvios éticos”. Lula já chamou veículos de imprensa de lixo, já disse que eles não valem nada. Em outubro de 2018, a revista Veja publicou o seguinte: “Lula está à vontade. Desaforo é com ele. Desacato é com ele. Partir para cima é com ele”.

A imprensa que desistiu de ser imprensa aceita de bom grado que Lula se considere uma vítima dos jornalistas, que ele agora chama de “cretinos”. E ninguém parece se importar. Se fosse com Bolsonaro… Lula pode mentir à vontade, há cretinice suficiente em sua defesa. Não, o petista não tem nada a ver com a alta do dólar… Não, a moeda americana começou a subir antes da entrevista que ele deu ao UOL. Exatamente 15 minutos antes. E ninguém rebate, ninguém expõe as toneladas de provas de que seus atos e suas falas são desastrosos, não apenas nesse caso. As empresas que Lula disse terem quebrado por apostar na alta do dólar, na verdade, acreditaram na valorização do real… Eram, de alguma forma, próximas do PT. Foram vítimas do seu desapego ao mundo real. Uma cretinice em série que os cretinos da imprensa que Lula aponta fazem questão de ignorar.

Há cretinos em grande número, prontos para não perguntar, não desconfiar, não buscar a verdade. Há cretinos aos montes que não vão a fundo no que realmente importa. Se a Amazônia e o Pantanal queimavam no governo Bolsonaro, a culpa, claro, era dele. Com Lula no poder, falam em El Niño, La Niña, “mudanças climáticas”, fazendeiros malvadões… Os ianomâmis morriam, com Bolsonaro… Depois das eleições de 2022, foram todos salvos. O governo Bolsonaro foi o culpado pelas mortes atribuídas à Covid. O atual não tem nada a ver com os casos recordes de dengue, com a falta de vacina para a doença.

Os cretinos querem decidir sobre tudo, com a empáfia, arrogância e soberba que lhes é peculiar. Aceitam inventar que um projeto contra o assassinato de bebês com mais de 22 semanas de gestação não é a favor da vida, é a favor de estupradores e contra meninas violentadas… Também não querem falar do que aconteceu nos países que liberaram as drogas… E o que houve é muito claro: tudo piorou. Há mais usuários, mais tráfico, mais crimes, de todos os tipos, mais acidentes de trânsito, mais doentes, mais mortes. O presidente do Supremo Tribunal Federal pode dizer que “o combate às drogas no Brasil fracassou” e provocar o eco submisso dos cretinos. Eles devem imaginar que, seguindo esse raciocínio, a guerra contra os homicídios no Brasil foi perdida, e é melhor autorizar de uma vez os assassinatos.

Como tratar quem acha lindo um fórum jurídico brasileiro feito em Lisboa, com a participação de ministros do STF, parlamentares e 12 empresas com ações no Supremo? O que dizer de quem só faz aos participantes perguntas amigáveis, como manda a cretinice absoluta? Como chamar quem acompanha as respostas sem sentido aos questionamentos sem sentido com o balançar concordante de suas cabeças? Não é cretino quem se acha um repórter e não tem nada que confirme esse pensamento? Parecem todos à vontade, querendo de volta a “polarização” entre PT e PSDB. Era ótima, era civilizada, era saudável. Aí vieram os radicais, os extremistas… A culpa é toda deles, a culpa por tudo; a coligação de cretinos repete isso o tempo todo.

Só pode ser cretinice aceitar o descabido aumento da carga tributária e dos gastos do governo, a dívida e os déficits crescentes. Só pode ser cretinice não querer investigar a revisão repentina para baixo dos gastos com a Previdência (e, magicamente, “sobrou” dinheiro para pagar emendas parlamentares…). É o cúmulo da cretinice o uso político de estatais, o sigilo sobre o prejuízo quase bilionário dos Correios, o leilão de arroz, o ministro indiciado pela Polícia Federal por suspeita de cometer cinco crimes… Viramos o país dos cretinos? Então, precisamos apontá-los, todos eles. Precisamos combatê-los, com todas as nossas forças, com o alcance possível, dentro das leis. Vamos deixar claro quem eles são, o que fazem, o que deixam de fazer. Parece pouco, mas não é. Os cretinos não vencerão.

DEU NO JORNAL

LÍNGUA ARDENDO

A língua ferina de Lula, que insiste em atacar o Banco Central como se não fosse o petista e sua equipe quem conduz a economia, empurrou, outra vez, o dólar para cima.

A moeda fechou a sexta em R$ 5,59.

* * *

Onde se lê “lingua ferina”, leia-se “língua ferida”.

A lingueta faladeira do Descondenado está ardendo muito.

A coitada padece muito com uma terrível ardência cachaçal.

Lula vai vetar projeto do marco temporal aprovado pelo Congresso | Brasilagro

XICO COM X, BIZERRA COM I

MEUS BREVES CONTOS – 3

A LAGARTIXA

Na parede da cozinha, azulejos de claros azuis, a lagartixa colhia sobejos. Por instantes cortejou um inseto, imóvel, discreto, no alto, no teto. A princípio platônico, o amor a fez tentar subir. Não conseguiu e na parede lisa escorregou, caiu. Já no chão, vendo que ele sumiu, lamentou o romance não consumado, mais até que a pata fraturada …

* * *

Todos os Livros e a maioria dos Discos de autoria de XICO BIZERRA estão à disposição para compra através do email xicobizerra@gmail.com. Quem preferir, grande parte dos CDs está disponível nas plataformas digitais. 

Nossos CDs estão nas plataformas virtuais e, em formato físico, na Loja Passadisco do Recife.

DEU NO JORNAL

OS 30 ANOS DO REAL

Editorial Gazeta do Povo

Detalhes da primeira família de notas de real em painel exposto no Banco Central, em 2019.

Detalhes da primeira família de notas de real em painel exposto no Banco Central

Em 1.º de julho de 1994, o Brasil abandonou a Unidade Real de Valor (URV, uma moeda fictícia transitória) e uma sucessão infindável de cruzeiros e cruzados para entrar no mais longo período de estabilidade monetária do passado recente. O real chega aos 30 anos e uma geração inteira de brasileiros já não sabe o que é viver sob a hiperinflação e todos os hábitos que marcaram aquela época, como o de correr para os supermercados assim que o salário era depositado, para comprar alimentos em quantidade suficiente para durar todo um mês.

Esses mesmos brasileiros também não presenciaram nenhum dos choques heterodoxos que marcou a década anterior a 1994, com seus congelamentos e tabelamentos de preços, “fiscais do Sarney” e filas enormes para comprar carne racionada, já que os bois haviam sumido dos pastos para que produtores não tivessem de vender a carne pelo preço tabelado. Tais choques, como os dos planos Cruzado, Bresser, Verão e Collor, construídos em bases artificiais, reduziam drasticamente a inflação em um primeiro momento, mas logo os preços voltavam a subir vertiginosamente. Era a armadilha que os economistas do Plano Real, capitaneados pelo então ministro Fernando Henrique Cardoso, da Fazenda, quiseram evitar.

A inflação foi controlada de forma gradual, mas duradoura. Em 1995, primeiro ano cheio de vigência da nova moeda, o IPCA ainda era de 22,41%, valor que hoje qualquer brasileiro considera inaceitável, mas que à época soava como uma grande vitória – a título de comparação, a inflação de 1993, último ano antes do real, fora de 2.477,15%. Desde 1996, apenas três vezes o IPCA ultrapassou os 10%: em 2002, 2015 e 2021. Neste período, o país foi atingido por fortes crises internacionais – a da Ásia, a da Rússia e a do subprime – e internas, como a provocada pela irresponsabilidade da Nova Matriz Econômica lulopetista. Ainda assim, o real suportou as tempestades e a hiperinflação não retornou.

A resiliência do real não se deve apenas ao fato de o plano de estabilização ter sido melhor desenhado, mas também a todo o conjunto de reformas que o acompanhou, desde o saneamento do sistema financeiro por meio do Proer até a Lei de Responsabilidade Fiscal e a implantação do tripé macroeconômico formado por câmbio flutuante, metas de inflação e busca pelo superávit primário. A estabilidade e a credibilidade da moeda dependiam especialmente dessas reformas estruturantes, algumas das quais miravam especialmente o descontrole do gasto público, que é fonte de inflação; o sucesso dessas reformas pavimentou o caminho para que a estabilização tivesse a longevidade que tem. E apontam o caminho para que ela se perpetue.

Lula e o PT resistiram e criticaram virulentamente cada etapa da estabilização, desde o Plano Real propriamente dito – chamado por eles de “estelionato eleitoral” – até as reformas posteriores. O petista chegou ao Planalto em 2002 sem jamais agradecer ao antecessor por receber um país estabilizado economicamente; pelo contrário, passou anos repetindo o mantra da “herança maldita”. Lula pode até não ter dado marcha a ré nas conquistas do Plano Real, mas lançou as bases da Nova Matriz Econômica que, no mandato de sua sucessora Dilma Rousseff, levaria o país à maior recessão de sua história. E, ainda hoje, Lula não apenas segue sem dar a FHC e aos economistas do real – que, aliás, apoiaram o petista na campanha de 2022 – o merecido reconhecimento como ainda se empenha em alimentar crises que contribuem para a perda de valor da moeda. A defesa incessante da elevação do gasto público, a recusa veemente a qualquer ajuste fiscal e as críticas constantes ao Banco Central e a Roberto Campos Neto feitas por Lula afetam negativamente o câmbio e as expectativas de inflação.

Seria um exagero enorme dizer que a irresponsabilidade petista poderia nos trazer de volta aos tempos pré-real. Décadas de convivência com índices de inflação mais civilizados acabaram com a tolerância do brasileiro ao descontrole total que vigorava antes de 1994. Mas o Lula de 2024, em certos aspectos, segue repetindo o Lula de três décadas atrás e desprezando o valor da criação de um bom ambiente de negócios, com previsibilidade econômica; da estabilidade; e de políticas fiscal e monetária convergindo no sentido de promover a racionalização do gasto público. E, ao agir assim, o presidente estraga a celebração do maior marco da história econômica recente do país.

DEU NO JORNAL

A “IMPRENSA PROFISSIONAL”

Leandro Ruschel

Por que não há mais qualquer respeito pela autointitulada “imprensa profissional”?

Porque os jornalistas se transformaram em militantes de redação de extrema-esquerda, com o único propósito de defender regimes socialistas autoritários, através de mentiras e manipulações.

Aqui está um exemplo, entre milhares.

A militante de redação petista, eufórica, apresenta propaganda política como se fosse notícia:

“Você vai voltar a comer picanha”, falava ela, apontando para o ticker das ações da atacadista Assaí.

“Pobre gosta de coisa boa e de se vestir bem”, afirmava a militante, apontando para o ticker das lojas Renner.

“Você voltará a ver aeroporto lotado como uma rodoviária”, comemorou ao apontar para a alta das ações da CVC, empresa de turismo.

“Foram frases ditas por Lula”, finalizou, sem esconder de onde partiu a propaganda.

“São palavras virando dinheiro”.

O que aconteceu 20 meses após essas afirmações?

🔻ASSAÍ -67,67%
🔻RENNER -59,38%
🔻CVC BRASIL – 65,38%

Para completar, o dólar apresentou alta de 8,38% no mesmo período, por conta da completa irresponsabilidade fiscal do governo do descondenado.

O que aconteceu com a carteira de quem seguiu essa brilhante avaliação da militante de redação?

PENINHA - DICA MUSICAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Vejam isto, meu amigos:

Aconteceu hoje, dia 30 de junho, no norte do Brasil.

Foi em Belém do Pará.

A esquerda fica louca e morrendo de inveja.

Quero ver o Nove Dedos ser capaz de aparecer assim no meio da rua.

Ele se caga de medo do povão!!!

DEU NO X

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A CASA DOS GIRASSÓIS

A casa dos girassóis

Hoje vos levo a conhecer uma pequena parte da história da família Semyonova, originária da Rússia, que, conseguindo fugir daquele país nos momentos mais difíceis, foi praticamente trazida pelos ventos fortes, e acabou encontrando abrigo-esconderijo no Ceará, mais propriamente na Serra da Ibiapaba.

Ali, quando os Semyonova chegaram (o casal, Yury e Eugene), com as dificuldades naturais do idioma falado, com poucos recursos financeiros, surgiram as primeiras conquistas: a liberdade e a paz. Foram recebidos na pensão de Dona Dica, viúva e proprietária de alguns hectares de terra, na serra e num local pouco visto e ainda menos visitado. Era o lugar ideal para o casal russo.
Abro um parêntesis nesta história que tem muito pouco ou quase nada de estória – aproveitem para ir ao banheiro e/ou apagar o fogo da panela para não queimar o arroz importado da China – para lembrar aos que têm mais 50, o maravilhoso filmes “Os girassóis da Rússia” dirigido por Vittorio De Sica, protagonizado por Marcello Mastroianni e Sophia Loren, que retratou um antes, um durante e um pós-guerra que o amor ajudou a amenizar as dores e os traumas.

Girassol e suas sementes

“O girassol (Helianthus annuus) é uma planta anual da família das Asteraceae, gênero Heliantheae. Está situado na tribo Heliantheae, subtribo Helianthinae. É cultivada pelo seu óleo e frutos comestíveis. O nome é derivado do formato de sua inflorescência.

É caracterizada por possuir grandes inflorescências do tipo capítulo — com aproximadamente 30 cm de diâmetro — cujo caule pode atingir até 3 metros de altura e apresenta filotaxia do tipo oposta cruzada. O girassol mais alto já registrado chegou a 9.17 metros.

Os girassóis são plantas originárias da América do Norte cultivada pelos povos indígenas para alimentação, foram domesticadas por volta do ano 1 000 a.C. Francisco Pizarro encontrou diversos objetos incas e imagens moldadas em ouro que fazem referência aos girassóis como seu deus do Sol.

Dos seus frutos, popularmente chamados sementes, é extraído o óleo de girassol que é comestível. A produção mundial ultrapassa 20 milhões de toneladas anuais de grão. A semente também é usada na alimentação de pássaros em cativeiro além de ser uma das mais utilizadas na alimentação viva.

A sua flor é comercializada como flor de corte. Existem dois grupos de variedades importantes: uniflor com haste única e uma flor terminal; multiflor com flores menores que com ramos desde a base que são mais utilizadas na confecção de bouquet.

A semente do girassol tem sido utilizada no Brasil na produção de biodiesel. Tem sido também uma boa alternativa para alimentação de gado, em substituição a outros grãos.

Os girassóis foram tema na série de pinturas de Van Gogh, da qual Doze Girassóis numa Jarra faz parte. (Essas informações técnicas e qualitativas foram extraídas do Wikipédia)”

Vencidas as primeiras dificuldades normais de estarem num lugar estranho, com dificuldade de entendimento na linguagem, Yury e Eugene conseguiram um bom atendimento de Dona Dica, e se abancaram. Ficaram. Convenceram a proprietária em lhes confiar a venda de parte daqueles hectares – que seria paga no “correr dos dias”.

Garantiram também, que, enquanto o novo lar não lhes permitisse morar, ali seria a casa deles e também o local do antepasto.

Pois Yury se preparou para desbastar a área adquirida preparando-a para semear. A garantia da alimentação na pensão de Dona Dica, abriu a possibilidade para que, as sementes de girassol que carregavam para “matar a fome” durante a fuga desde a Rússia, servisse para o início tentador de uma nova cultura.

Eis que apareceu aquela velha vaticinação: “quando alguém fecha uma porta, Deus abre uma nova janela”.

Plantadas as sementes, Yury foi beneficiado pela chuva que facilitou o nascimento e o crescimento da semeadura. Antes mesmo da chegada da primavera, a área plantada foi transformada num atrativo da Serra da Ibiapaba – um campo extenso, e amarelecido por igual. Coisa de Deus. Claro!

“O óleo de girassol é uma gordura saudável rica em vitamina E, uma vitamina com potente ação antioxidante e cicatrizante, fortalecendo o sistema imunológico, prevenindo o envelhecimento precoce e ajudando na cicatrização de feridas.

Além disso, o óleo de girassol também contém ômega 3, ômega 6 e ômega 9, que são gorduras saudáveis com ação anti-inflamatória e antioxidante, que ajudam a diminuir o colesterol “ruim”, o LDL, evitando doenças como aterosclerose e derrame.

Obtido através das sementes de girassol, esse óleo pode ser usado para temperar saladas, e no preparo de alimentos grelhados, refogados ou assados. Além disso, o óleo de girassol também é aplicado na pele e nos cabelos ou usado na forma de suplemento em cápsulas.

O óleo de girassol extra virgem é um produto de alta qualidade que oferece inúmeros benefícios para a saúde e o bem-estar. Produzido a partir das sementes de girassol cuidadosamente selecionadas, este óleo é prensado a frio para preservar todas as suas propriedades nutritivas e sabor delicioso”.

O campo cresceu. Os benefícios chegaram, mas trouxeram consigo os problemas. Preocupados com o futuro e as benfeitorias, Yury e Eugene não queriam “deixar para trás aquela conquista dada por Deus”, quando voltassem ao barro e chegassem em Pasárgada. A solução preventiva foi a adoção de Margarida, uma menina que, na época tinha menos de um ano de nascida. Foi, sabe-se, o anjo que Deus resolveu colocar naquele imenso jardim de girassóis e na vida do casal russo.

A notoriedade trazida pelo imenso jardim de Deus, acabou por ajudar a descobrir e localizar Yury e Eugene, fugitivos da Rússia. Foi feito um acordo entre os governos russo e brasileiro e o casal foi levado de volta para a terra de origem, Mologa, antes, “impondo uma condição”: que Margarida ficasse. Até porque, Margarida era adotada e brasileira.

O tempo passou e nunca mais se soube de Yury e Eugene. Na Rússia muito mudou. Mas, na Serra de Ibiapaba, a mudança foi o crescimento do campo de girassóis, seus frutos e benefícios das sementes e das flores.

Anos depois, descobriu-se, também que, todo ano Margarida viaja para Mologa, na Rússia, levando consigo sementes (que semeia) e uma muda de girassol, que coloca ao lado da lápide do casal Yury e Eugene.

DEU NO X