DEU NO JORNAL

PRESENTE ELEITOREIRO

Editorial Gazeta do Povo

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Aprovação rápida do fim da escala 6×1 é conveniente tanto para Lula quanto para Davi Alcolumbre

Davi Alcolumbre está nas cordas. Seu principal adversário político se elegeu governador no Amapá; sua candidata ao Senado ficou apenas em quinto lugar; e Flávio Bolsonaro já avisou que, se eleito, não apoiará nem Alcolumbre nem Hugo Motta nas disputas pela presidência do Senado e da Câmara, respectivamente. Cada vez mais a sobrevivência política do senador amapaense depende de uma vitória de Lula no segundo turno da corrida ao Planalto, e por isso o presidente do Senado resolveu dar um presente a seu aliado: na última sexta-feira, ele marcou para esta quarta-feira a votação, em primeiro turno, da PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho semanal – e, a depender do resultado, nada impede que os prazos regimentais sejam abolidos para que a segunda votação ocorra na mesma sessão.

Neste espaço, já explicamos inúmeras vezes por que, mesmo compreendendo o desejo da enorme maioria dos brasileiros por mais tempo livre para se dedicar à família e a interesses pessoais, consideramos que a PEC tem inúmeros problemas. Ela novamente privilegia canetadas impostas de cima em vez de fomentar o espírito de negociação entre patrões e empregados; difunde a ilusão de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos tempo, sem que todos os outros fatores que influenciam nossa (baixíssima) produtividade sejam resolvidos; impõe novas despesas a quem produz, despesas que serão inevitavelmente repassadas ao preço final de produtos e serviços. Enfim, falamos de menos crescimento econômico, mais dificuldade para contratar, aumento de custos para pequenos negócios, redução das oportunidades para quem procura emprego, e menos perspectivas de crescimento profissional – efeitos que estão sendo sumariamente ignorados no parco debate sobre o tema, apesar dos alertas do setor produtivo, e que certamente influenciariam a percepção do brasileiro sobre a proposta.

Em condições normais, levar adiante uma votação de matéria tão importante sem a devida discussão já seria uma enorme irresponsabilidade. Mas nem sequer estamos em condições normais: estamos em meio a uma disputa eleitoral acirradíssima, em que o candidato preferido do atual presidente do Senado está atrás nas pesquisas e precisa desesperadamente de uma bala de prata, a uma semana e meia do segundo turno. A PEC da escala 6×1 é esse trunfo, com uma vantagem dupla: não apenas Lula poderá se proclamar o “pai da criança” na propaganda eleitoral, mas também colocará o senador Flávio Bolsonaro e o grupo que atualmente está na oposição, majoritariamente contrário à pauta, em uma sinuca de bico. Esses senadores podem votar contra a PEC e correr o risco de serem rotulados como “inimigos do trabalhador”, ou podem endossar a proposta (como o próprio Flávio afirmou que fará) para evitar a pecha, mas entregando uma vitória fácil (e o dividendo eleitoral) a Lula.

Cabe, portanto, aos senadores com senso de responsabilidade uma postura firme e corajosa. Primeiro, denunciar o uso eleitoreiro de uma proposta com efeitos diretos sobre a vida de dezenas de milhões de trabalhadores do país. Segundo, fazer o que for possível para retardar a tramitação, de forma que o debate seja descontaminado de seu fator eleitoral e possa de fato incluir todos os interessados, analisar os números, comparar experiências de outros países, e avaliar alternativas. E terceiro, aproveitar todas as chances possíveis para explicar aos brasileiros, com todo o didatismo possível, que não são contra os trabalhadores, mas contra a votação apressada de propostas cujos efeitos precisam ser conhecidos, na medida do possível – e contra propostas que, por trás da roupagem de preocupação com o bem-estar do trabalhador, podem acabar inviabilizando seu desejo de prosperar e construir riqueza para si e sua família.

No fim das contas, Lula e Alcolumbre estão apenas usando o trabalhador brasileiro como escada para manterem o próprio poder. Um quer vender a PEC como grande realização a um eleitorado que, até o momento, parece resistir à ideia de lhe dar um quarto mandato presidencial; outro quer montar o palanque para se manter no comando do Senado – e, com isso, seguir também blindando covardemente os ministros do Supremo Tribunal Federal que se tornaram indignos de sua toga e mereciam o julgamento por crimes de responsabilidade. Que a PEC da escala 6×1 seja debatida com franqueza e tranquilidade – tudo o que essa votação de quarta-feira não representa.

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ME ENGANA QUE EU GOSTO

O ministro Dario Durigan (Fazenda) negou que o novo anúncio do governo Lula (PT) de zerar impostos para combustíveis tenha algo a ver com a eleição.

Diz ele que medidas semelhantes começaram logo depois do início da guerra EUA-Irã.

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Logo depois do início da guerra EUA-Irã…

Ou seja… no meio do período pré-eleitoral.

Essa patota ministreira do Lula é de fazer a gente se rir-se-mos muito.

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SUPREMAS

Caso a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) se confirme no segundo turno, três mulheres já são consideradas para assumir uma das vagas que vão se abrir no Supremo Tribunal Federal.

Angela Gandra, advogada e filha do jurista Ives Gandra Martins, Gabriela Hardt, juíza federal que foi responsável pela Lava Jato, e Marianna Fux, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e filha do atual ministro Luiz Fux.

Jurista e antiaborto, Angela Gandra integrou a equipe do governo de Jair Bolsonaro como secretária nacional da Família, em 2019.

Gabriela Hardt é lembrada pela atuação firme contra a corrupção nos julgamentos da operação Lava Jato e na condenação de Lula.

Marianna Fux é considerada por aliados de Flávio e tem atuação elogiada como desembargadora no Rio de Janeiro.

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Um trio de mulheres consideradas pra assumir uma vaga no Supremo.

As militantes feministas devem estar muito felizes.

E com certeza irão participar da campanha de Flávio.

Aguardem.

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CLÁUSULA DE BARREIRA FUNCIONA, MAS IDEAL SERIA O FIM DO FINANCIMANEOT PÚBLICO DOS PARTIDOS

Editorial Gazeta do Povo

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Convenção nacional do partido Missão: legenda foi uma das que não ultrapassaram a cláusula de barreira

A cláusula de barreira, o dispositivo que impede partidos com pouca representatividade de ter acesso a uma série de benesses e recursos, fez novas vítimas em 2026. PDT, Avante, Missão e as federações PRD/Solidariedade e Psol/Rede se juntaram à lista das legendas que já não cumpriam os critérios legais, que vão aumentando a cada pleito: para 2026, era preciso receber 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, com pelo menos 1,5% em cada uma de nove unidades da Federação; ou eleger ao menos 13 deputados federais, distribuídos por pelo menos nove unidades da Federação – o caso mais dramático foi o da federação Psol/Rede: se tivesse conseguido mais 186 votos no Espírito Santo, teria cumprido o critério da votação mínima.

Os partidos ou federações que não superam a cláusula de barreira não deixam de existir, e os parlamentares eleitos por essas legendas têm sua cadeira garantida. No entanto, eles perdem o direito a um gabinete de liderança no Congresso e, o mais importante, ficam sem o dinheiro do Fundo Partidário e sem acesso ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na televisão. Já é um enorme estrago, em uma cultura partidária que se acostumou a receber do Estado todos os seus meios de subsistência, e por isso ao menos alguns desses partidos começam a considerar a possibilidade de fusão, ou a formação (ou o alargamento) de federações partidárias, em que cada partido mantém sua individualidade, mas os números são contados em conjunto para efeitos de cláusula de barreira.

Às vezes diz-se que o excesso de partidos é uma deficiência do sistema político brasileiro. No entanto, o verdadeiro problema não está no número em si; já há muitos anos a Gazeta do Povo vem afirmando que abrir um partido político no Brasil deveria ser tão simples quanto abrir uma empresa, dentro de um espírito de liberdade de associação que ajuda a formar sociedades saudáveis. No entanto, a lei brasileira faz o oposto disso, com exigências por vezes absurdas – basta recordar que a Rede Sustentabilidade só conseguiu seu registro na segunda tentativa de coleta de assinaturas, e mesmo Jair Bolsonaro não conseguiu colocar de pé seu Aliança Pelo Brasil.

Mas, se por um lado abrir um partido deveria ser facílimo, a contrapartida estaria no seu sustento: um único centavo de dinheiro público já seria demais. Partidos políticos e campanhas eleitorais devem ser sustentados apenas por quem acredita neles: seus filiados e simpatizantes. E, novamente, o Brasil faz questão de inverter esse raciocínio: simplesmente pelo fato de existirem, os partidos já têm direito a montanhas de recursos tirados dos pagadores de impostos. Até mesmo as legendas que ficaram para trás na cláusula de barreira seguem contempladas: elas podem ter perdido o Fundo Partidário, mas 2% do bilionário fundo eleitoral é repartido igualmente entre todos os partidos do país, por mais nanicos e irrelevantes que sejam, o que em 2026 rendeu R$ 3,3 milhões a cada um.

Em resumo, o Brasil precisa virar do avesso seu sistema partidário: retirar os entraves desproporcionais à criação de partidos, mas também acabar com o financiamento público. O brasileiro não tem nenhuma obrigação de sustentar, com o dinheiro suado de seus impostos, partidos e políticos que despreza; no caso daqueles que admira, que contribua voluntariamente. Que a próxima legislatura seja capaz de fazer essa alteração, por mais difícil que seja acabar com uma situação tão conveniente para os partidos, independentemente de sua posição ideológica. Enquanto isso não ocorre, que ao menos a cláusula de barreira faça seu papel, retirando benesses de quem não se mostra representativo de ao menos parte dos brasileiros.

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A MENTIRA É TUDO QUE RESTOU

Paulo Briguet

O PT, “nascido na mentira”, desenterra velhas farsas eleitorais. Seu amor à mentira revela o ódio à verdade e a obsessão pela censura

“Nada, no mundo humano, se compara à capacidade comunista de mentir. O próprio diabo, ao vê-la, sente inveja.” (Olavo de Carvalho)

Desde que nasceu, em 1980, o PT corresponde plenamente à fama de ser “o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam”. À precisa definição de Roberto Campos, eu acrescentaria: e dos cristãos que odeiam a Igreja. Nascido na mentira, o PT agora está morrendo abraçado a ela.

Todo o poder conquistado pelo PT em seus 46 anos de existência tem como fundamento a inversão ontológica da realidade. Se alguém se diz trabalhador e não trabalha; se alguém se diz estudante e não estuda; se alguém se diz intelectual e não pensa; se alguém se diz cristão e não tem Jesus como centro da existência — esse alguém não é um simples mentiroso, ele é um adorador da mentira, um indivíduo cuja existência está inteiramente mergulhada na revolta contra tudo que existe.

O mal, como explica Santo Agostinho, não é o oposto do bem, é a sua ausência. A essência do PT é opor-se ao bem criado por Deus, especialmente ao bem comum, que deveria ser o objetivo central de toda a atividade política.

Diante da humilhante derrota sofrida no último dia 4, e que tende a se repetir daqui a duas semanas, Lula e seus companheiros de lorota decidiram desenterrar as mentiras contadas em 2018 contra Jair Bolsonaro. “Ele” vai acabar com o Bolsa Família. “Ele” vai perseguir os pobres, os negros, os gays e as mulheres. “Ele” vai fechar as universidades. “Ele” vai acabar com a Farmácia Popular. “Ele” vai transformar o Brasil em um cenário de bangue-bangue.

Nada disso aconteceu. O Bolsa Família foi reajustado como nunca. Não houve perseguição a ninguém. As universidades continuaram. Os remédios para o povo (inclusive as vacinas, aos milhões) foram distribuídos para quem quisesse. A violência e os crimes diminuíram. E a economia melhorou, apesar da pandemia!

O psicólogo Juan Alfredo Cesar Müller dizia: “A neurose é a mentira esquecida em que você ainda acredita”. A frase explica perfeitamente o comportamento da manada esquerdista diante da iminência da derrota em 25 de outubro.

As mentiras petistas me fazem lembrar um filme de terror B dos anos 80 em que os cadáveres voltavam à vida mediante a inoculação de uma substância. O problema é que, a partir da segunda aplicação da substância, os cadáveres reagiam com menor intensidade, e por fim morriam definitivamente. A mentira desenterrada não tem apenas pernas curtas, mas vida curta. No caso, algumas horas.

Tentaram agora disfarçar os cadáveres antigos com roupas novas — “Ele” vai acabar com o Pix, “Ele” vai banir o voto feminino, “Ele” vai destruir a Constituição —, quando, na verdade, quem tentou taxar o Pix, criminalizou a participação política de inúmeras mulheres e rasgou a Constituição nós sabemos bem quem foi.

No mundo dos sonhos do PT — em que vigoraria o sistema de controle chinês amado por Flávio Dino e Gilmar Mendes —, jamais saberíamos que a moça agora escolhida como figura central da campanha de Lula afirmou, quatro anos atrás, que igrejas deveriam ser fechadas, que o aborto deveria ser legalizado para evitar o nascimento de conservadores e que o empreendedor brasileiro “tem que se f(…) mesmo”.

A esquerda passou os últimos anos xingando os cristãos, cuspindo na direita, ridicularizando as famílias, aplaudindo a destruição de inocentes, bajulando criminosos, desrespeitando Jesus e Nossa Senhora, zombando de tudo que amamos, e agora quer “diálogo”.

Deixem o poder, anulem todas as farsas, libertem os inocentes, reconheçam seus crimes — aí talvez haja diálogo. No banco de réus.

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O FANTASMA DA EXTREMA-DIREITA INEXISTENTE

Roberto Motta

Os regimes tradicionalmente chamados de “extrema-direita” – fascismo e nazismo – são sistemas totalitários ultraviolentos, coletivistas e adoradores do Estado. Isso representa uma oposição completa ao ideário dos conservadores

Desde os tempos de Stálin, sempre que está em desvantagem, a esquerda recorre ao mesmo truque de chamar seus oponentes de fascistas. A mensagem da esquerda é simples: só ela pode vencer eleições. A vitória de qualquer outra força política é uma ameaça antidemocrática.

A esquerda chama a oposição de fascista. Foi o que o grande líder do PT fez nos últimos dias. Mas, se você conferir a definição de fascismo, verificará que ela nada tem a ver com as ideias defendidas pela direita do Brasil. Absolutamente nada.

Ontem, ao passar acidentalmente na frente de uma televisão ligada no maior canal de TV, ouvi uma jornalista falando do perigo representado pela possibilidade de a extrema direita chegar ao poder. Mas qualquer pessoa com um mínimo de informação e bom senso constata que não existe nenhuma força política organizada no Brasil que possa ser chamada de extrema direita. Mas existem pelo menos seis partidos de extrema-esquerda (PCO, PSTU, UP, PCB, PCdoB e PSOL).

“Fascista” e “extrema-direita” são as expressões que a esquerda e seus parceiros usam para se referir aos seus opositores. Qualquer um deles.

Mas, na verdade, fascismo é uma ideologia irmã do comunismo/socialismo. Regimes comunistas e fascistas têm muito em comum: glorificação do Estado, desprezo pelos direitos individuais, sujeição da propriedade à conveniência do Estado, partido único ou hegemônico e uso da violência – campos de concentração, tortura, tribunais de exceção e assassinato de opositores – como instrumento de ação política.

O objetivo permanente tanto de comunistas quanto de fascistas é conquistar e manter o monopólio do poder.

O confronto entre comunismo e fascismo não é um conflito entre ideologias opostas, mas uma disputa entre concorrentes.

Fascismo não é o oposto do comunismo. Fascismo é outra ideologia totalitária e coletivista que compete com o comunismo pelo controle do Estado e pela dominação da sociedade. É um fato histórico a aliança entre comunistas soviéticos e nazistas alemães, formada antes da Segunda Guerra Mundial, através do pacto Ribbentrop-Molotov. Comunistas e nazistas dividiram a Europa. O pacto foi violado pela Alemanha. Se dependesse dos comunistas, a aliança com os nazistas teria continuado.

Há apenas três diferenças entre o fascismo e o comunismo. O fascismo se define em termos nacionais, enquanto o comunismo tem caráter internacionalista. A segunda diferença é que, enquanto o comunismo divide a sociedade em classes econômicas em conflito, para os fascistas as divisões importantes são étnico/raciais. A última diferença é o tratamento dado à economia. Os comunistas defendem o planejamento econômico centralizado e a estatização completa da economia; o Estado deve ser dono de todas as empresas. Os fascistas, embora também defendam o controle da economia pelo Estado, preferem a propriedade privada subordinada ao Estado.

Comunistas e fascistas têm a mesma natureza e pertencem, juntos, ao lixo da história.

Os regimes tradicionalmente chamados de “extrema-direita” – fascismo e nazismo – são sistemas totalitários ultraviolentos, coletivistas e adoradores do Estado. Isso representa uma oposição completa ao ideário dos conservadores, liberais e libertários que formam a direita. Como se podem chamar de “extrema-direita” ideologias que não têm nada a ver com as ideias da direita?

Segundo vários autores, como Stephen Hicks, o fascismo deve ser classificado como uma ideologia de extrema-esquerda por seu caráter coletivista e pela supremacia que reivindica para o Estado. Essa também é a visão da escritora Susan Sontag, quando diz que “o comunismo é, em si, uma variante, a variante mais bem-sucedida, do fascismo. Fascismo com rosto humano”.

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