A saída da delegação americana de Pequim nesta sexta-feira, 15 de maio, terminou com uma cena digna de Guerra Fria tecnológica.
Segundo a correspondente da New York Post, Emily Goodin, funcionários da Casa Branca e integrantes da comitiva de Donald Trump descartaram literalmente tudo o que haviam recebido das autoridades chinesas antes de embarcar no Air Force One.
Crachás, presentes, pins comemorativos, materiais oficiais e até os celulares descartáveis usados pela equipe foram jogados em uma lixeira ao pé da escada da aeronave.
A ordem do governo americano era direta – “Nada vindo da China entra no avião.”
A medida revela o nível extremo de cautela envolvendo espionagem eletrônica e infiltração tecnológica durante a cúpula entre EUA e China em Pequim.
De acordo com a reportagem do New York Post, membros da delegação deixaram seus celulares pessoais nos Estados Unidos antes da viagem e operaram exclusivamente com “burner phones”, aparelhos temporários e “limpos”, usados para evitar vazamentos, rastreamento, clonagem de dados ou infiltrações digitais.
Os dispositivos pessoais ficaram armazenados dentro de bolsas Faraday no Air Force One – equipamentos especiais que bloqueiam sinais de GPS, Wi-Fi, Bluetooth e radiofrequência. A prática faz parte dos protocolos de segurança americana para viagens a países considerados de alto risco de vigilância eletrônica.
A tensão nos bastidores também expõe algo maior; apesar dos sorrisos, banquetes e cerimônias públicas entre Donald Trump e Xi Jinping, Washington continua tratando Pequim como a principal ameaça global em inteligência, tecnologia e espionagem estratégica.
A maior potência militar do planeta participou da cúpula diplomática mais importante do século XXI… sem confiar sequer em um crachá entregue pelos chineses. Isso diz muito
Petistas divulgam Lucas (8:17): “não há nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz”, sobre Flavio Bolsonaro omitir as relações com Vorcaro.
Serve também para Lula, que ainda não contou o que tanto conversou com o banqueiro em dezembro de 2024 por uma hora e meia.
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Uma hora e meia de conversa é até pouco.
Mesmo assim ele deve ter falado somente verdades para o banqueiro.
Você consegue acompanhar o mar de anúncios bombásticos, operações da Polícia Federal, áudios “vazados”, descobertas, escândalos, denúncias, disse-que-disse daqui e dali? Coincidência? Nada disso: é a operação engana-trouxa a todo vapor e o brasileiro, coitado, está, de novo, à beira de cair no golpe.
Governos passam três anos sem fazer nada de bom, mas agora lançam toda semana uma nova benesse, entregam obras inacabadas ou requentam as mesmas promessas emboloradas de décadas atrás. Políticos posam de bonzinhos, moderados, preocupados com o país, boa gente. Só que não. Na outra ponta, denúncias, escândalos, corrupção, troca de favores, negociatas, perseguições, fim do Estado de Direito e da liberdade de expressão, tudo bem acobertado, escondido por baixo do tapete. O segredo é desviar a atenção do observador.
Para os astutos prestidigitadores, o segredo de qualquer truque não está naquilo que o público não vê, mas, sim, naquilo que ele está vendo com toda atenção. Enquanto olhamos atentos aos anúncios bombásticos, aqueles que querem nos passar a perna ficam livres para fazer o que quiserem. Quanto mais ficamos tentando explicar o que estamos vendo, mais suscetíveis estamos de não ver o que acontece ao nosso redor.
Não esqueçamos que, para os poderosos de plantão, somos sempre burros de carga, crianças que precisam de bonequinhos para votar bem, serezinhos simplórios que se encantam com o colorido dos fogos de artifício, enquanto temos os bolsos surrupiados. Não podemos deixar que eles nos enganem, nos desviem daquilo que realmente importa.
Há escândalos gravíssimos no país que jamais foram devidamente esclarecidos, como o do INSS e do Banco Master, que correm o risco de serem soterrados no mar de esquecimento e não darem em nada – como é praxe nas terras brasileiras, infelizmente. Nossas eleições, que deveriam servir para que o povo – e apenas ele – escolhesse seus representantes, já começam a dar sinais de que acabarão sendo estrategicamente “higienizadas” pelo grande poder, que, lembremos, em outras ocasiões já deu o ar de sua graça durante as campanhas, limitando discursos e a divulgação de informações e posicionamentos de candidatos ou, depois das eleições, simplesmente cassando, sem base legal, políticos eleitos legitimamente.
Os grandes poderosos, como vêm fazendo há anos, continuam dando as cartas do país, ao seu bel-prazer, alheios a qualquer controle externo. Têm orgulho de moldar o país da forma como bem entendem, tomam o lugar do Legislativo, destroem direitos, acabam com liberdades. E continuam a entoar a mesma ladainha de que criticá-los é um ataque institucional, que só fazem o que fazem por zelo à Constituição e para o nosso bem.
Enquanto perdemos tempo com os fogos de artifício ardilosamente lançados de tempos em tempos, eles riem da nossa ingenuidade.
A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (14), um mandado de prisão contra Henrique Moura Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Ele foi preso em Belo Horizonte.
A sexta fase da operação Compliance Zero cumpre ainda outros seis mandados de prisão e 17 de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
O atônito PT parece, também, esquecido ao ignorar que o filme “Lula, o filho do Brasil” foi bancado por ao menos quatro empresas que, tempos depois, foram reveladas como corruptoras e protagonistas de um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil: a Lava Jato.
O pastelão, de 2009, recebeu caminhões de dinheiro das empreiteiras Odebrecht, Camargo Correa e OAS, que mais tarde viram seus controladores atrás das grades. Outra que colocou grana no filme de Lula foi a manjada JBS.
Diferente de Jair e Flávio Bolsonaro, Lula estava na Presidência da República quando as empresas bancaram o filme.
Em dezembro de 2009, empreiteiras patrocinadoras do filme assinaram ao menos cinco contratos com a Petrobras. No total: R$ 8,9 bilhões.
Os contratos envolviam a refinaria Abreu e Lima, antro de corrupção. Em janeiro de 2024, Lula achou uma boa ideia retomar as obras paralisadas.
A JBS, de Wesley e Joesley Batista, até fez delação premiada. Hoje, com livre trânsito no governo, Lula até usa telefone dos irmãos para ligações.