DEU NO JORNAL

AVUANDO PELO MUNDO

As despesas do governo Lula (PT) com viagens saltaram para R$ 489,3 milhões, em 2026.

Após quase dois meses sem atualizar os dados do Portal da Transparência, a administração petista revelou gastos de R$ 219,4 milhões com passagens aéreas e outros R$ 267,2 milhões apenas para bancar as diárias dos funcionários.

Em pouco mais de um mês e meio, o governo conseguiu torrar R$ 256 milhões com as viagens.

Viagens internacionais de integrantes do governo Lula custaram R$ 59,4 milhões aos pagadores de impostos entre 1º de janeiro e 15 de maio.

Essas despesas não incluem o custo de viagens de Lula e da primeira-dama Janja, que são protegidos por sigilo por “motivo de segurança”.

* * *

E tudo isso pago pelo contribuinte desse taxado país.

Preparem o bolso:

Daqui pro final do ano esses números devem aumentar.

A farra avuadora vai continuar com mais vigor ainda!!!

DEU NO JORNAL

COMO ASSIM ESSAS MENINAS NÃO OUVEM FUNK NEM SERTANEJO?

Paulo Briguet

A imagem mais antiga que carrego na memória é do ano de 1972: meu pai, sentado à luz do abajur, em nosso pequeno apartamento da Alameda Barão de Limeira, lê um livro. Dezessete anos depois, durante a hiperinflação do Sarney, quando o país inteiro passava por grandes dificuldades, Paulo se virou para mim, apontou a estante de livros e disse:

– Eles podem nos tirar tudo, exceto isso.

Quem eram eles? Os donos do poder. O que era isso? Não eram os livros físicos (objetos materiais que podem ser confiscados ou queimados), mas o conhecimento contido em suas páginas, e que agora estava dentro de sua alma de leitor. Meu pai me ensinou muitas coisas valiosas ao longo do tempo, mas talvez nenhum ensinamento tenha sido tão determinante para o curso da minha vida.

Pensei no saudoso Paulo Lourenço quando li a notícia sobre os pais das meninas de Jales, condenados a 50 dias de prisão por praticarem homeschooling (educação domiciliar). Um dos aspectos que mais me chamou a atenção no caso foi o fato de que as filhas do casal condenado leram juntas mais de 60 livros somente em 2025. Aos 14 anos, a filha mais velha leu 32 livros, totalizando 6.146 páginas. Aos 10, a mais nova leu 30 obras, totalizando 2.502 páginas. Isso é mais do que um universitário lê; acredito mesmo que muitos doutores não leem tanto. E não se trata de bobagens: entre as obras lidas, encontram-se autores como Júlio Verne, J. R. R. Tolkien e a Doutora da Igreja Santa Teresinha de Lisieux.

A menina mais velha atingiu qualificação em língua inglesa, recebendo um prêmio da Escola Kumon. As irmãs têm aulas de latim, piano e canto coral, nas quais praticam atividades comuns com outras crianças e adolescentes. Segundo o depoimento de várias testemunhas, inclusive conselheiros tutelares, as filhas do casal de Jales encontram no próprio lar um ambiente de estudos que faria inveja a qualquer escola.

Mesmo assim, um juiz da comarca local decidiu condenar o pai e a mãe dessas meninas a 50 dias de prisão em regime semiaberto, por suposto abandono intelectual (!). Entre os fundamentos de sua decisão, o magistrado aponta o fato de que as meninas não gostam de funk nem de música sertaneja — o que, segundo ele, indica uma atitude preconceituosa dos pais —, não assistem aos maravilhosos filmes nacionais (esses que precisam de cota para obrigar o público a vê-los) e não têm aulas sobre sexualidade, gênero e questões ambientais.

Muitíssimos de nossos agentes públicos — juízes, promotores, políticos, funcionários, burocratas, professores, jornalistas, produtores culturais, ativistas sociais — possuem a convicção de que existe uma fórmula perfeita para transformar o mundo; consequentemente, acreditam eles, todos os que atrapalham esse projeto político devem ser rigorosamente punidos. Dentro de uma tal visão doentia, famílias educadoras fazem parte daqueles grupos da população que os revolucionários consideram inimigos da fórmula perfeita para salvar o mundo; portanto, devem ser castigadas.

Estou entre aqueles que consideram importantíssimo evitar um quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, mas devo advertir que uma eventual derrota eleitoral do ocupante da Presidência não vai eliminar essa doença política que corroeu a vida institucional brasileira. Por isso, digo a vocês, meus sete leitores: o estrago que a esquerda fez na alma do país só será curado por uma restauração da inteligência — ou seja, por meio de uma guerra infinitamente mais importante e demorada do que qualquer eleição.

DEU NO JORNAL

ESTRANHEZA

Alfredo Gaspar (PL-AL) cobrou explicação do Ministério da Justiça sobre a troca do delegado da Polícia Federal que investigava Lulinha e a gatunagem no INSS.

Relator da CPMI do INSS, Gaspar vê “estranheza”.

* * *

“Estranheza” é um eufemismo na medida pra substituir “semvergonheza”.

Já na expressão “Lulinha e a gatunagem” temos uma parelha perfeita.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

FOLGADOS AVUANTES

Apenas entre janeiro e abril, autoridades do governo Lula (PT) realizaram 400 viagens nos jatinhos administrados pelo Grupo de Transporte Especial da Força Aérea Brasileira.

Somente no mês passado, os folgados voaram 117 vezes nos jatinhos da FAB, recorde no ano até agora.

O ministro da Educação de Lula, Camilo Santana, é o recordista de voos em jatinhos em 2026: 52 viagens.

E nem por isso consegue firmar reputação de competência.

* * *

E tudo pago com o dinheiro do contribuinte.

Interessante a expressão que fecha essa nota aí de cima: reputação de competência.

Uma tipo de reputação que a gente não encontra em canto nenhum desse desgunverno que assola o país.

A começar pelo chefe do bando.

DEU NO JORNAL

TÁ SE OBRANDO DE MEDO

Convidado foi, mas Lula ainda não confirmou ida à Marcha dos Prefeitos, esta semana.

O ambiente não é exatamente controlado e muito menos amigável ao petista, que costuma ser alvo de vaias bem robustas.

* * *

Nas condições atuais, é mais fácil a gente enxergar um boi voando do que ver o descondenado na rua, andando no meio do povo.

A população, que tem sofrindo muito com a atual situação do país, tá caindo na real.

DEU NO JORNAL

ZONA FEDERAL

Casas de tolerância em Brasília redobraram entrega de panfletos e reforçaram a mão de obra.

É que começa nesta segunda (18) a Marcha dos Prefeitos.

O evento é considerado o “Natal” nos prostíbulos da capital.

* * *

Tem lógica.

Botam no rabo da população em suas cidades.

Em Brasília, botam no rabo das profissionais.

DEU NO JORNAL

AS BLUSINHAS E A CARA-DE-PAU

Editorial Gazeta do Povo

lula taxa das blusinhas

O presidente Lula (ao centro) durante assinatura da MP que acaba com a taxa das blusinhas

A julgar pelo carnaval com que o governo anunciou (e com que os petistas comemoraram nas mídias sociais) o fim da “taxa das blusinhas” – a alíquota de 20% no Imposto de Importação para compras abaixo de US$ 50 –, em breve o óleo de peroba precisará de subsídio governamental devido à súbita alta na demanda. Desesperado por votos entre os setores mais pobres da população, que o petismo sempre viu como seu curral eleitoral por excelência, mas que vinha “se rebelando” ao sentir no bolso os efeitos da irresponsabilidade fiscal petista, Lula quer agora se vender como o presidente que “libertou” esses brasileiros de uma cobrança que seu próprio governo instituiu.

A ideia da “taxa das blusinhas” surgiu ainda no primeiro ano do terceiro mandato Lula, quando o governo já se via às voltas com a necessidade de aumentar a arrecadação para bancar a gastança que planejava fazer, em sua estratégia de fazer do gasto público o motor do crescimento da economia. Para disfarçar a verdadeira intenção, Lula e o ministro Fernando Haddad alegaram para uma premissa verdadeira: a isenção para compras de pequenos valores introduzia uma distorção que prejudicava a indústria e o comércio nacionais, sujeitos à pesadíssima carga tributária brasileira sobre a produção e o consumo. No entanto, entre reduzir e elevar impostos, o petismo sempre escolheu a segunda opção (a não ser em caso de desespero eleitoral); como na época não havia votos a caçar, em vez de tornar o produto nacional mais competitivo, que se taxasse o importado. Haddad virou meme, e até a primeira-dama Janja tentou defender a cobrança, exibindo todo o seu conhecimento da economia real ao afirmar que “a taxação é para as empresas e não para o consumidor”.

Não é, e nunca foi. A “taxa das blusinhas” entrou em vigor em 2024, após ser aprovada pelo Congresso como um jabuti inserido em outro projeto de lei; como acontece com qualquer criação ou elevação de impostos que afete o consumo, os mais pobres sentiram o baque: diante do aumento no preço final dos produtos, eles seguraram as compras – com o efeito colateral de agravar a crise nos Correios. O petismo, percebendo a insatisfação, correu para se livrar do filho feio. Ficou célebre o episódio em que o deputado Lindbergh Farias, debatendo com o colega Kim Kataguiri, afirmou que “se tem um brasileiro que foi contra aquela taxa das blusinhas, foi o Lula”, culpou o Congresso pela taxação, e disse que Lula não vetou o imposto para não criar uma crise com o Legislativo.

Era mentira, evidentemente. O presidente da República até demonstrou alguma hesitação diante da ideia da taxa das blusinhas, mas a bancada petista na Câmara e no Senado foi unânime no apoio ao imposto – a votação foi simbólica, mas nenhum parlamentar do PT encaminhou declaração de voto contrário, o que foi feito por parlamentares (poucos, é verdade; a oposição também não se esforçou para barrar a cobrança) de outras legendas. Depois, Lula não vetou a taxa – e, se o problema fosse uma possível crise com o Legislativo, o petista não teria vetado ou tentado reverter no STF vários outros projetos também aprovados pelo Congresso, como fez com o marco temporal (vetado vários meses antes da sanção da taxa das blusinhas), o aumento do IOF e a dosimetria.

O insulto final à inteligência do brasileiro veio na cerimônia organizada de última hora para a assinatura da medida provisória que abria caminho para o fim da taxa das blusinhas – fim que é provisório, pois a cobrança retornará no ano que vem. “Depois de três anos em que nós conseguimos praticamente eliminar o contrabando e regularizar o setor, nós podemos dar um passo adiante. Temos a satisfação de anunciar que foi zerada a tributação sobre a importação da famosa ‘taxa das blusinhas’”, disse o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Se o objetivo era meramente de fiscalização, nunca houve necessidade de uma alíquota de 20%. Quanto à defesa da indústria nacional, nem uma palavra, obviamente.

Lula e o petismo mentiram no passado, quando inventaram a taxa das blusinhas para arrecadar, disfarçando-a de proteção do produto brasileiro contra uma concorrência desleal de importados; e mentem quando tentam vender como grande feito o fim do que eles mesmos criaram, tirando da cartola um argumento sobre “combate ao contrabando” para não assumir os objetivos puramente eleitoreiros da medida. No fim das contas, tanto no surgimento quanto na extinção da taxa das blusinhas, o governo só estava pensando em si próprio.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL