DEU NO JORNAL

SELADO O “GRANDE ACORDO NACIONAL”

Editorial Gazeta do Povo

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Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta almoçaram no Palácio da Alvorada e acertaram apoio mútuo

Difícil acreditar que, quando redigiu o artigo 2.º da Constituição, o que descreve os três poderes como “independentes e harmônicos entre si”, o constituinte de 1988 tivesse em mente o que estamos vendo hoje: não uma harmonia construída no entendimento de que cada poder tem seu papel, de que eles trabalham juntos pelo bem comum e de que diferenças são resolvidas sempre pelas ferramentas institucionais, mas o conchavo puro, simples e despudorado entre autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. É como se aquele artigo da Carta Magna tivesse sido reescrito por Romero Jucá e Sérgio Machado, flagrados em conversas telefônicas dez anos atrás falando de “um grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo”.

No início de agosto, o ministro e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes organizou, ao lado do colega Cristiano Zanin, um jantar de “reconciliação” entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os dois andavam brigados desde novembro do ano passado, quando o petista resolveu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no STF com a saída de Luís Roberto Barroso – Alcolumbre não escondia de ninguém que seu favorito era o também senador Rodrigo Pacheco, e passou a retaliar o governo até articular a rejeição de Messias no plenário do Senado, submetendo Lula a uma humilhação quase sem precedentes na história brasileira.

Ministros de suprema corte, em qualquer democracia digna do nome, não se portam como agentes políticos; no Brasil, eles assumem esse papel abertamente, sem corar. Essa harmonia entre poderosos, mais que entre poderes, é conveniente para todos porque resulta em um grau de autoproteção e blindagem que vai além daquilo que os ministros do STF já fazem entre si. Lula vê o escândalo do INSS cada vez mais próximo do seu gabinete, enquanto Alcolumbre e Moraes estão enrolados com Daniel Vorcaro e o Banco Master. Mas Alcolumbre é a garantia de que nem Moraes, nem qualquer outro membro do Supremo perderá a paz com processos de impeachment, enquanto a campanha de Lula pela reeleição sempre poderá esperar alguma mãozinha amiga do ministro, que ainda se acha dono do TSE, como quando ameaçou Flávio Bolsonaro com a inelegibilidade devido ao uso de um vídeo feito com inteligência artificial mostrando o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com Lula e Alcolumbre acertados – a ponto de o Senado ter praticamente desistido de ser casa legislativa com vontade própria para agir como carimbador do que vem da Câmara nas PECs da Segurança Pública e da escala 6×1 –, faltava incluir Hugo Motta na equação. O presidente da Câmara, um dos participantes das famosas degustações de uísque patrocinadas por Vorcaro, almoçou com os presidentes da República e do Senado no Palácio da Alvorada, na última quarta-feira, e o trio saiu totalmente fechado: o Legislativo deve correr, nos próximos dias, com pautas que o governo pretende usar na campanha; Motta e Alcolumbre anunciaram seu apoio à reeleição de Lula; e o petista retribuiu afirmando que a dupla também tem seu aval para seguir à frente das duas casas do Congresso no ano que vem.

Há os que desejam continuar demolindo as liberdades no Brasil sem a devida responsabilização; os que não querem dar explicações à nação sobre seus negócios nebulosos; os que desejam manter a qualquer custo o poder que receberam, da população ou dos seus pares; os que precisam desesperadamente empurrar para debaixo do tapete as estripulias de familiares e assessores. São muitos interesses fortíssimos e, quando eles se encontram, o resultado são os jantares e almoços que temos presenciado em Brasília. Quando Jucá e Machado falavam do “grande acordo nacional”, diziam que ele serviria para “estancar a sangria”. A sangria das autoridades, essa certamente será estancada por Moraes, Lula, Alcolumbre e Motta caso essa aliança prospere; já a sangria do Brasil, essa cabe ao eleitor estancar em outubro.

DEU NO JORNAL

CAMPEÃO

Segundo a ONG Ranking dos Políticos, Lula (PT) é o político que mais mentiu na sabatina da TV Globo.

Por 26% do tempo o petista contou mentiras, calculou a ONG.

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Ganhar de Lula na área da mentira é tarefa impossivel.

Ele é imbatível neste campo.

DEU NO JORNAL

AVUANDO PELOS ARES ESBANJANJEIROS

Nos últimos dez dias, o governo Lula (PT) conseguiu torrar mais de R$ 53 milhões com viagens.

Foram cerca de R$ 36 milhões com diárias distribuídas a funcionários e quase R$ 26 milhões para bancar as passagens aéreas.

“Outros gastos” representam mais de R$ 300 mil, que bancaram taxas, seguros de viagens etc.

O total das despesas com viagens do governo já ultrapassou a marca de R$ 1,21 bilhão, em 2026.

Essas despesas não incluem os gastos, quase todos sigilosos, de Lula e Janja nos jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB).

O total torrado com diárias até agosto (R$ 685,7 milhões) já representa mais que tudo gasto com passagens em 2022 (R$ 553 milhões).

Viagens internacionais de funcionários do governo do PT já custaram R$ 153,7 milhões (13% do total) aos pagadores de impostos.

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Já passou de um bi somente este ano.

Eu chega se engasguei-se-me lendo os numeros dessa nota aí de cima.

E isso tudo sai do bolso da gente…

É pra arrombar!!!

DEU NO JORNAL

LULA NO “JORNAL NACIONAL” E O PAÍS ENTREGUE ÀS MENTIRAS

Luís Ernesto Lacombe

lula entrevista jornal nacional

O presidente Lula em entrevista ao Jornal Nacional

Não pode ter mesmo futuro um país que acredita em mentiras. Quando um mentiroso se declara a “alma mais honesta” do Brasil, ele atinge um nível inimaginável numa escala gradativa de picaretagem. Com Lula, sempre foi assim. Suas ideias políticas, sua ideologia, é tudo baseado em inverdades. Nada do que ele defende tem como dar certo, nunca deu, em época nenhuma, em lugar nenhum do mundo. E o petista sabe disso. Ele não insiste em fórmulas fajutas, esperando resultados diferentes. No fundo, no fundo, é falsidade escancarada. O que se busca é a desgraça de um povo, é a manutenção de sua dependência em relação ao Estado. Lula é mestre em tomar o pão e distribuir migalhas.

Houvesse ainda uma imprensa de verdade, e esse monstro não teria se criado. Só que a maior parte dos jornalistas abandonou os princípios e os interesses que devem nortear sua profissão. Não há apenas condescendência com as mentiras do petista, é muito pior. Há também a criação de mentiras pela imprensa para proteger Lula, para incensá-lo. Há omissão, há silêncio, quando decidem, igualmente numa agressão ao verdadeiro jornalismo, que é melhor que seja assim. Há mentiras contra seus adversários… Há sempre facilidades oferecidas ao petista, que tomou gosto pela bajulação. Infelizmente, não há mais o tal “quarto poder”, aquele que, em última instância, de forma equilibrada e independente, fiscaliza os outros. A imprensa simplesmente desistiu de ser imprensa.

A sabatina do Jornal Nacional escancarou como nunca o jornalismo abandonado. Até agora, Lula foi o único autorizado a levar um calhamaço de papéis para a bancada. Mentir e não cair em contradição, isso exige sempre muito cuidado… Os apresentadores até pareciam, no início, dispostos a fazer uma entrevista de verdade. Foi só uma impressão, passou rapidamente. Lula pôde mentir sobre o roubo a aposentados e pensionistas do INSS, sobre as suspeitas contra o filho, a lobista Roberta Luchsinger, sobre seu chefe de gabinete. Pôde mentir sobre déficit fiscal, sobre PIB, sobre as estatais, a Lava Jato, sobre segurança pública…

Qual é a chance de um país dar certo se ele é refém de mentiras? Se um político poderoso pode se entregar a falsidades, sem que seja confrontado pela imprensa… E que a própria imprensa se renda a narrativas fajutas, a notícias deturpadas, distorcidas, manipuladas… Não é mentira que o Brasil seja o país do futuro, tem tudo para ser, mas, entregue a covardes e tiranos, não há nenhuma chance de dar certo. E a resposta tem de ser dada pelo povo. Que outro absurdo o Lula precisa dizer ou fazer para que os eleitores entendam, de uma vez por todas, que ele é um grande mentiroso? E do pior tipo: aquele que sabe que pode ser facilmente desmascarado, mas continua mentindo, mesmo assim.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

HERDEIRO TALENTOSO

Enquanto se multiplicam no noticiário policial e até no Supremo Tribunal Federal as denúncias envolvendo falcatruas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a Câmara acumula requerimentos da oposição que tentam avançar contra o filho do presidente da República.

Tem de tudo: pedidos de informação, solicitação de acesso a dados que ministros de Lula escondem a sete chaves, tentativas de convocação de auxiliares do petista e acesso a informações financeiras de Lulinha.

Parlamentares tentam acesso aos registros de acesso à Telebras. Suspeitam de atuação de Lulinha em negociatas por lá.

Gustavo Gayer (PL-GO) cobra de Wellington César Lima e Silva (Justiça) explicações sobre estranha reunião com advogados do filho do petista.

Há ainda dúvidas sobre contratos, de mais de R$ 53 milhões, envolvendo a 3Structure, que implica Lulinha em suposto tráfico de influência.

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Um filhote brilhante e talentoso, que não nega a sua origem.

Tá no sangue, tá no DNA.

O filhinho é um mamador incansável, que segue com muito orgulho os passos do papai.

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A APROXIMAÇÃO ENTRE BRASIL E CHINA

Editorial Gazeta do Povo

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Lula e Xi Jinping durante cerimônia de assinatura de acordos em Brasília, em 2024

Sendo a China praticamente o principal parceiro comercial do Brasil em termos de valores de importação e exportação, e considerando que nos últimos tempos os capitais chineses vêm fazendo relevantes investimentos em empresas e negócios no território brasileiro, torna-se necessário que governo, autoridades, políticos e empresários conheçam aspectos históricos daquele país e, principalmente, como governo e investidores chineses costumam se relacionar com o resto do mundo. Para situar os dois países em termos de seu tamanho e relevância econômica, o Brasil tem 215,3 milhões de habitantes, enquanto a China atualmente está com 1,405 bilhão, em função da redução de 7,7 milhões de habitantes entre 2021 e 2025, após ter atingido 1,413 bilhão.

O principal desafio diário da China é como garantir oferta de alimentos em quantidades suficientes para atender a uma população dessa magnitude (17% da população mundial), razão pela qual o governo chinês tem interesse e necessidade de estabelecer relações comerciais pacíficas e amistosas com países de elevado potencial como fornecedores de produtos alimentícios ao mercado chinês. Foi por isso que o Brasil se tornou um dos principais parceiros comerciais da China, cuja história tem um dos casos de maior sofrimento derivado da fome. Após o fim da guerra com o Japão e a rendição japonesa em 1945, a China padeceu anos terríveis de pobreza e fome, que ajudaram a criar tensões políticas e a implantação do comunismo em 1949, sob a liderança de Mao Tsé-tung.

Mao instaurou uma ditadura comunista truculenta e feroz, marcada por repressão e por novos episódios de fome generalizada. Estimativas confiáveis afirmam que, no período de 1958 a 1961, mais de 45 milhões de pessoas morreram de fome e 70 milhões de vidas foram exterminadas pelo regime comunista, com destaque para a execução de mais de 2 milhões de proprietários rurais. O período de Mao Tsé-tung durou até sua morte, em 1976, e foi responsável pela superpopulação do país, com a duplicação do número de habitantes, atingindo perto de 950 milhões de pessoas. Dois anos após a morte de Mao, em 1978, Deng Xiaoping assumiu a liderança da China e deu uma guinada na linha do governo, começando reformas que introduziram instrumentos capitalistas, como o direito de propriedade privada, liberdade de mercado e direito de lucro.

Nos anos seguintes, o governo chinês impôs rigoroso controle populacional, principalmente pela decretação, em 1981, da “política de filho único”, sem abandonar a ditadura comunista que, no campo político e das liberdades individuais, continuou submetendo a população aos rigores do governo comunista – foi Deng quem ordenou o Massacre da Praça da Paz Celestial, em junho de 1989. A mistura complexa que caracterizou o governo Deng aplicou, na economia, um choque de capitalismo, com estímulo à iniciativa individual, reconhecimento da meritocracia (que permitia aos mais capazes rendas e lucros mais altos), com estímulos às pessoas para a busca do enriquecimento.

Nessa mesma época, a China iniciou um tempo em que a legislação se tornou favorável ao aumento da produção e ao enriquecimento pessoal, estratégia essa que tinha como objetivo aumentar a arrecadação de tributos, sob o argumento de usar o dinheiro para programas sociais de transferência de renda e combate à pobreza. Uma curiosidade histórica interessante e útil à compreensão da realidade mundial é que, ao introduzir estruturas capitalistas dentro de um pais comunista ditatorial, a China se viu obrigada a adotar uma política econômica apropriada típica de país capitalista, como equilíbrio nas contas do governo, controle da moeda nacional e do meio circulante para impedir o aumento da inflação, vinculação dos salários à produtividade e política cambial realista para dar suporte ao comércio exterior e à sobrevivência das empresas exportadoras.

Se há algo que o Brasil pode aprender com a China é que as políticas econômicas e as medidas adotadas pelo regime chinês não são uma invenção dos capitalistas nem dos neoliberais; são instrumentos de gestão macroeconômica determinados pela realidade e pela lógica do sistema de produção, circulação, consumo, investimentos e fluxos financeiros. Ou seja, a realidade do sistema econômico e seus componentes financeiros, cambiais, tributários e monetários têm caráter técnico e aspectos científicos que determinam as medidas e as políticas econômicas, seja numa economia de mercado sob uma democracia, ou numa economia socialista sob uma ditadura política. Nas ocasiões em que o dirigismo estatal se sobrepõe ao respeito às regras básicas da economia, o resultado aparece em episódios como a bolha do setor imobiliário chinês, que resultou no surgimento de enormes cidades fantasmas.

Quando Lula declara que admira o sistema chinês, que os livros de economia estão superados, que um pouco mais de déficit público não é importante, e que uma inflação um pouco maior não é problema, ele está dizendo que admira algo e também o seu contrário, numa demonstração de que, no fundo, ele não entende do que está falando, ou está apenas sendo um grande demagogo. Foi o respeito a certas regras da economia capitalista que permitiram à China, em menos de meio século, retirar milhões de pessoas da pobreza absoluta e começar a reduzir a fome que matou tanta gente no passado, ainda que sem eliminar totalmente o problema da subnutrição.

Conhecer a história da China é importante tanto para o Brasil saber como negociar com aquele país como para se defender da tática quase invasiva de ocupação de espaços dentro do Brasil, com destaque para a implantação de empresas chinesas por aqui e a compra de terras brasileiras para a produção de alimentos. Em outros países, a China tem trabalhado para criar dependência e comprar lealdade por meio de investimentos massivos em infraestrutura, dentro do projeto chamado de “Nova Rota da Seda”.

Que as autoridades e a sociedade não se enganem: a China não tem amigos; ela tem parceiros e aliados submetidos aos interesses chineses. Por tudo isso, não há nada mais perigoso para o futuro do Brasil do que provocar os Estados Unidos e ameaçar rompimento com os norte-americanos sob ameaça de que o Brasil se aproximará da China, pois os EUA são uma democracia política e uma economia capitalista de livre mercado, que se submete a eleições livres periodicamente, enquanto a China é uma ditadura truculenta, sem liberdade de opinião e expressão, e longe de qualquer marca democrática.

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