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DEU NO JORNAL
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O DESASTRE PÚBLICO DO MINISTRO
Guilherme Macalossi
No futuro, algum estudioso na área de gestão de imagem e de crise ainda vai usar o recente conjunto de entrevistas do ministro Gilmar Mendes como caso a ser estudado de prejuízo político e institucional autoinfligido. Nos últimos dias, o magistrado mais antigo e bem relacionado do Supremo Tribunal Federal, decano da casa e jurista com vasta bibliografia no campo da doutrina do direito, saiu a falar pelos cotovelos para veículos diversos, cumulando uma inacreditável sequência de declarações desastrosas, ampliando a crise de imagem que recai sobre a mais alta cúpula do poder Judiciário.
Começou com a longa entrevista concedida à Renata Lo Prete, durante uma participação no Jornal da Globo. Lo Prete, que foi a responsável por revelar o escândalo do Mensalão em uma conversa com Roberto Jefferson, sabe como conduzir o convidado. Firme, direta, técnica, educada e sem demonstrar qualquer reação ao que era dito, ela foi deixando Mendes se enforcar na própria língua ao tratar de temas diversos e desgastantes como a reação ao pedido de indiciamento pela CPI do Crime Organizado, a inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news e as relações de ministros da corte com o caso do Banco Master.
O pior, entretanto, veio na sequência. Gilmar Mendes se perdeu em manifestações que foram da xenofobia à homofobia. Na TV Record, tentando ironizar a forma com que o ex-governador de Minas se expressa, afirmou que ele falava “uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim”.
No portal Metrópoles, quando tentou justificar a notícia-crime apresentada contra Zema junto à PGR, Mendes comparou homossexualidade corrupção: “Imagina que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando o dinheiro do Estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso?”, disse.
Ao invés de parecer didático, professoral e equilibrado (o que deveria se presumir de alguém com sua trajetória) Gilmar Mendes ressaltou a arrogância, a percepção de que se acha dono da verdade, de que, ao contrário dos demais, pode ofender e atacar livremente aqueles que considera seus adversários. Um sujeito cujo poder subiu à cabeça e que se encontra alheio a qualquer senso de autocrítica num momento de inédita fragilidade da corte.
Movido pela sanha pessoal de responder os críticos do STF, em especial Zema, só o que Gilmar Mendes conseguiu foi produzir fatos novos para aprofundar o desgaste que abala a confiança de parte expressiva e crescente da população na instituição. Por tabela, anabolizou o discurso político daqueles que encontraram na corte um filão para a obtenção de votos, explorando a rejeição de seus integrantes. Raras vezes alguém tão experiente protagonizou um desastre público dessas proporções.
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O INTOCÁVEL E O BONECO: A CARAPUÇA SERVIU?
Marcel van Hattem
Há um vídeo com fantoches circulando nas redes. Um fantoche telefona para o outro e pede favores, prontamente atendidos. Percebe-se uma alegoria: são os ministros do Supremo Tribunal Federal brasileiro sendo ironizados como bonecos de teatro. Um dos ministros, porém, não gostou do que viu – talvez por que a carapuça tenha servido.
E, assim, Gilmar Mendes resolveu enviar uma notícia-crime ao colega Alexandre de Moraes para incluir no inquérito das fake news Romeu Zema, que postou o vídeo satírico. A ação, sigilosa, foi divulgada na imprensa e, a partir daí, o Brasil passou a assistir, mais uma vez, ao espetáculo de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) mobilizando a máquina do Estado contra um cidadão.
O vídeo que provocou a ira do ministro era uma sátira. Bonecos com vozes montadas, discutindo fatos públicos e amplamente noticiados sobre o caso Banco Master. Tinha exagero? Provavelmente. Era cômico? Muito. Ofensivo? Jamais! É o tipo de produção utilizada em programas humorísticos pelo mundo e também aqui no Brasil. Quem não se lembra do Casseta e Planeta?
No Brasil dos intocáveis, porém, isso já não é mais possível. Não é difícil enxergar o que está acontecendo. Qualquer um que possa ameaçar Lula nas eleições ou que ouse enfrentar os ministros da Suprema Corte – ou ambas as coisas – , entra no foco do STF. Os intocáveis de Brasília não querem uma eleição: querem eliminar todos os candidatos com força para derrotar Lula, o candidato do consórcio PT-STF. Isso não é democracia mas, mais uma vez, configura o estado de exceção em que vivemos.
E para quem ainda duvida o quão longe Gilmar Mendes pode chegar no seu autoritarismo, além do show de baixaria em que o ministro chegou a comparar ser chamado de gay a ser chamado de ladrão, a coluna Radar, da revista Veja, revelou que um ministro do STF teria dito que “isso pode terminar em prisão”. Disse-o sob covarde anonimato, registre-se.
Isso mesmo: um pré-candidato à Presidência da República pode vir a ser preso apenas por criticar ministros do Supremo. Por fazer humor. A ameaça anônima diz ainda mais sobre seus autores do que expressou a sátira com bonecos. É a confissão involuntária de quem sabe que não tem argumento e, por isso, recorre à intimidação, à ameaça, à chantagem.
Por todos esses motivos, fica mais evidente ainda a necessidade de que sejam contidos esses abusos. E isso, para além de medidas que já tomadas sob a liderança do deputado Cabo Gilberto, líder da oposição, de apresentar pedido de impeachment e notícia-crime contra Gilmar Mendes, somente será possível com um Senado da República renovado, comprometido com a limitação dos arbítrios de ministros do STF e altivo no respeito à Constituição e à democracia.
Continuarei a repetir: a eleição ao Senado em 2026 é a mais importante de nossas vidas. O humor, a comédia e a política não podem falecer diante dos nossos olhos. A postura de Romeu Zema, firme na resposta às provocações e intimidações de Gilmar Mendes, é necessária e inspiradora. E serve como motivação e alento para um povo cada vez mais anestesiado e que pratica a autocensura no sentido de perceber que nossa reação tem muito valor – e muita efetividade.
DEU NO JORNAL
TORRANDO NOSSO DINHEIRO
Apenas nos últimos 30 dias, o governo Lula (PT) elevou para quase R$ 7 milhões os gastos com propaganda no Facebook e Instagram.
Entre 22 de março e 20 de abril a administração federal petista torrou R$ 6,86 milhões com 97 anúncios que ainda estão ativos nas redes sociais de Mark Zuckerberg.
O Governo do Brasil é, de longe, o maior anunciante do Facebook no País, à frente do Partido dos Trabalhadores (PT), que é atualmente o segundo maior anunciante da Meta no Brasil: R$ 936 mil.
Em cinco dias, apenas um anúncio do governo Lula sobre a carteira de motorista (CNH) custou US$ 125 (R$ 628) mil aos pagadores de impostos.
* * *
Se o governo luloso quiser usar o espaço desta gazeta escrota pra fazer propaganda, estamos às ordens.
Use e abuse!
Chupicleide está torcendo pra que ele tope.
E a gente vai cobrar bem mais barato que esses incríveis números citados na nota aí de cima.
Qualquer trocadinho será muito bem vindo.
E, acreditem, vamos garantir que Lula nunca mentiu e que o atual governo está excelente !!!
DEU NO JORNAL
DA SÉRIE “FAZ O L”
DEU NO JORNAL
AMÉM !
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VISTA GROSSA PARA AS VÍTIMAS DE MADURO
Guilherme Fiuza

Enquanto presos políticos seguem sem informações na Venezuela, Roger Waters defende Maduro em NY. A repressão continua.
Enquanto as famílias de cerca de 500 presos políticos tentam obter informações sobre eles na Venezuela, o músico inglês Roger Waters foi a Nova York pedir a libertação do ditador Nicolás Maduro. O ex-líder do Pink Floyd diz que está defendendo a democracia.
Waters poderia adaptar sua famosa obra “The Wall” para a tragédia venezuelana. No caso, o refrão “another brick in the wall” significaria mais um tijolo na parede da prisão que o regime chavista impôs a seus opositores. Dessa vez, o libertador está a favor do muro.
Por ação da administração Donald Trump, o governo da Venezuela libertou mais 46 presos políticos na semana passada. Já são 250 as vítimas do chavismo postas em liberdade após a captura de Maduro — o protegido de Roger. Enquanto dezenas de pessoas esperavam a saída dos seus familiares da prisão de Yare, próximo a Caracas, na última quinta-feira, Roger Waters berrava diante da fortaleza no Brooklyn o nome de Nicolás Maduro — dizendo aos passantes ter a certeza de que estava sendo ouvido por ele.
Um dos presos venezuelanos disse à agência AFP, ao sair da cadeia, que foi vítima de uma armação do governo Maduro, de sabotagem e corrupção. “Trabalho na indústria do petróleo há 33 anos. Nunca roubamos nada”, declarou o ex-preso, cuja identidade a agência preservou.
Segundo entidades locais de direitos humanos, como o Foro Penal, o trabalho para libertação dos presos políticos é permanentemente dificultado pelo governo, apesar da lei de anistia promulgada após a pressão estabelecida pelos EUA. Cerca de 8 mil pessoas já recuperaram sua cidadania plena desde então, mas o governo venezuelano continua não divulgando listas oficiais de detidos.
O presidente brasileiro, candidato à reeleição este ano, parece não ter nada a dizer sobre os massacrados pelo regime do seu aliado — a quem inclusive chegara a aconselhar a busca de uma “narrativa” melhor. A narrativa de Lula parece se resumir a uma tentativa de polarizar com Trump — justamente o principal agente da libertação das vítimas de Maduro. E por algum motivo misterioso, o líder petista não tem sido chamado pela imprensa a dizer o que acha das masmorras do chavismo expostas pela ação de Trump.
Vale lembrar que, de Waters a Lula, a retórica da defesa da democracia contra o inimigo imaginário tem sido a base para ações autoritárias de “boa aparência” — como as proposições de regulação digital sempre com algum pretexto humanitário. O próprio presidente brasileiro voltou ao tema “regulatório” na semana passada — dessa vez associando esse tipo de controle à proteção da soberania nacional.
Pretexto para perseguição sempre vai existir. O que pode mudar é a disposição de parte da sociedade de legitimar o teatro.
DEU NO JORNAL
ARENGANDO COM OS ZISTEITES
A promessa de Lula (PT) de aplicar “reciprocidade” no caso do delegado brasileiro expulso dos Estados Unidos por tentar burlar regras de imigração contra o ex-deputado Alexandre Ramagem, é apenas mais uma das várias tentativas do petista, ao longo dos anos, de “criar caso” e desestabilizar a relação entre os dois países.
Começou em 2004, quando Lula ameaçou expulsar o jornalista Larry Rohter, do New York Times, por reportagem sobre sua bebedeira. Lula acabou recuando. Sempre recua.
Em 2010, tentou “mediar” em favor do programa nuclear do Irã. Foi enxotado pelos EUA, que iniciava sanções contra a ditadura dos aiatolás.
Na guerra da Ucrânia, Lula passou pano para invasores russos. E apoiou os terroristas do Hamas contra Israel, onde virou persona non grata.
Em 2023, atual mandato, Lula passou a criticar a “hegemonia do dólar” e a colecionar provocações aos EUA, país que mais investe no Brasil.
* * *
Criar encrencas com o país de Trumpão é uma glória pro Descondenado.
Aparece e ganha mais espaço na mídia do que quando posa tomando cachaça.
Ele fica numa felicidade enorme!
DEU NO JORNAL
NEM OS FANTOCHES ESCAPAM
Editorial Gazeta do Povo
Depois de cobrar silêncio do ex-governador e pré-candidato presidencial Romeu Zema por ter dado decisões favoráveis ao governo de Minas Gerais, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi além e pediu que Zema seja incluído no abusivo e eterno inquérito das fake news, enviando uma notícia-crime ao colega Alexandre de Moraes. E nem adianta questionar o que o mineiro teria feito de tão grave, porque muitas vezes não é preciso ter feito nada para acabar incluído neste inquérito. Com Zema foi parecido: ele apenas compartilhou um vídeo em que fantoches representando Gilmar e Dias Toffoli conversavam sobre uma quebra de sigilo.
Os fatos: a CPI do Crime Organizado no Senado havia decretado a quebra de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático da Maridt Participações, a empresa familiar da qual Toffoli é sócio (o que ele tentou esconder do país até não ser mais possível) ao lado dos irmãos, e que tinha participação no resort Tayayá. As cotas foram vendidas a um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, e cuja controladora era investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro para o crime organizado. Em uma manobra jurídica extravagante (para usar um eufemismo) para evitar que o caso fosse sorteado, a Maridt apresentou recurso dentro de uma ação de 2021, arquivada em 2023, envolvendo uma quebra de sigilo contra a produtora Brasil Paralelo, e cujo relator era Gilmar Mendes, que desenterrou a ação e derrubou a quebra de sigilo da empresa dos Toffoli.
É este o episódio real que os autores da série “Os Intocáveis” ironizaram, usando o exagero e outros recursos clássicos da sátira, recursos esses que já foram empregados inúmeras vezes, contra toda classe de políticos e autoridades, sem que ninguém tivesse visto crime algum. Em um trecho que, levado ao extremo, justificaria até a criminalização dos imitadores profissionais, Gilmar escreve na notícia-crime que “valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de deep fake, o vídeo emula vozes de ministros da suprema corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”. Convenhamos: é preciso muita fé para acreditar que os espectadores do vídeo de fato tomarão um diálogo travado entre dois fantoches como retrato exato do que aconteceu – e muita má-fé para usar esse argumento como indício de existência de crime.
O que os autores de “Os Intocáveis” fazem não difere em nada do que muitos outros antes deles já fizeram em termos de sátira a autoridades no Brasil: o grupo Porta dos Fundos, os humoristas do Casseta & Planeta, os cartunistas do Pasquim – como lembrou o colunista Paulo Polzonoff Jr., o Cabaré do Barata, do humorista Agildo Ribeiro, também usava fantoches. A história da sátira política, na verdade, remonta à Grécia Antiga. E, em todo esse tempo, muitas autoridades podem até ter se irritado com a forma como foram retratadas, mas só os ditadores perseguiram e criminalizaram a piada política; em democracias, ela é corretamente entendida como expressão do animus jocandi, protegido pela lei e pela jurisprudência de inúmeros países (inclusive o Brasil), e o jogo segue, como afirmou um certo ministro em 2018, exatamente em um julgamento sobre sátiras a candidatos: “Quem não quer ser criticado, quem não quer ser satirizado, fique em casa (…) Essa é uma regra que existe desde que o mundo é mundo. Querer evitar isso por meio de uma ilegítima intervenção estatal na liberdade de expressão é absolutamente inconstitucional”.
Ao que tudo indica, o senso democrático de Gilmar Mendes é diretamente proporcional a seu senso de humor – que o diga o senador Sergio Moro, tornado réu por calúnia a propósito de uma piada envolvendo o decano do Supremo. Naquela ocasião, a Procuradoria-Geral da República ofereceu a denúncia, e a Primeira Turma a aceitou de forma unânime, com o voto de Moraes. A notícia-crime de Gilmar contra Zema foi enviada por Moraes à PGR, que ainda não se pronunciou; manter neste caso o entendimento adotado no caso de Moro significa, mais uma vez, abolir a liberdade de expressão no Brasil – e mostrar que os autores da sátira acertaram em cheio na escolha do adjetivo para o título de sua série.
DEU NO JORNAL
FARTURA !!!
Para o senador Rogério Marinho (PL-RN) “a promessa da picanha virou símbolo da mentira do PT”.
E acusou o presidente Lula de entregar comida cara e churrasco de abóbora.
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Pare com essa conversa fiada, sinhô senadô!!!
A comida tá barata de norte a sul, de leste a oeste.
Uma fartura arretada!
Os pobres estão comendo como nunca comeram antes neste país.
Lula não mente nunca!!!
Tudo que promete, ele cumpre.