DEU NO JORNAL

ANTIPETISMO É AMOR PELO BRASIL

Luís Ernesto Lacombe

antipetismo eleicões

Quem ama o Brasil de verdade sabe quem deve rejeitar neste domingo, diante das urnas

Esta é a última coluna que escrevo antes do primeiro turno das eleições. Então, preciso dizer: seguindo a classificação do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, sou um “realista esperançoso”. Assim, enxergo no que aconteceu ontem, em relação ao debate na Rede Globo, uma nova força para o despertar de muita gente, da imprensa, mesmo que tenham alimentado até aqui o monstro da tirania… Fomos inevitavelmente empurrados para um ponto de virada. Os adoradores do Estado devem ser defenestrados de uma vez por todas. Aqueles que prometem o paraíso para o próximo mandato, depois de 18 anos no poder, precisam sumir do mapa. Até porque tudo o que sempre quiseram, e continuam querendo, é manter a população na pobreza, na ignorância, para tomar-lhe o pão e entregar migalhas. É assim o comunismo, em qualquer uma de suas metamorfoses… Ele funciona, sim, já que seu objetivo é não deixar pedra sobre pedra.

Os eleitores brasileiros deveriam barrar Lula por tudo o que ele e seu partido produziram de desgraças, ao longo de tantas décadas, e por tudo o que não fizeram de decente e correto também. O que resulta disso nos esbofeteia a cara todo dia: inflação, com consequente alta taxa de juros, endividamento de empresas, das famílias, do país, serviços de saúde e de ensino na lona, criminalidade altíssima. O que vem do PT é a decadência geral, geral, em todas as áreas. E sempre numa onda destruidora de corrupção, de tráfico de influência, de negociatas, de politicagem. O Brasil, entregue a Lula e à sua turma, é o país das mentiras, das trapaças, das fraudes, da violação das leis. Tudo na maior desfaçatez, na caradura, carregado de arrogância, prepotência, soberba. Tudo carregado de ódio, divisão e intolerância. E chegamos à falência moral, ética, reféns de uma tirania.

Chega disso tudo. Chega! Há fortes indícios de que os jovens, em sua maioria, começam a despertar. Pesquisas formais – do instituto Paraná Pesquisas, por exemplo – e informais mostram isso. Uma enquete no perfil no Instagram do funkeiro, DJ e “influenciador” Buzeira, com mais de 15 milhões de seguidores, teve 60% de votos para Flávio Bolsonaro… Os mais velhos, confio nisso, serão guiados pelo tempo que já viveram. E a maior parte dos eleitores – o “insuspeito” Datafolha mostrou – associa corretamente a turma do Lula ao caso Master, ao Alexandre de Moraes, até pelo histórico de corrupção em governos do PT. Sem falar no escândalo do INSS, potencializado nesse terceiro mandato do petista e com grandes chances de engolir o Lulinha, e talvez o irmão do Lula, se o Brasil tomar jeito, no que, repito, acredito.

É hora de mobilização geral. O que Lula e seus aliados no Supremo Tribunal Federal estão fazendo deve ter nas urnas uma reação à altura. Reforço, mais uma vez, liberdade não se fatia, ou todos têm, ou ninguém tem. Chega de PT, de Moraes, Gilmar, Dino… Há uma chance de derrotá-los já no primeiro turno. Nunca o voto útil foi tão necessário ao país. Se não der agora, que a migração de votos no segundo turno seja redentora. E que haja um milagre qualquer, de Padre Cícero, Irmã Dulce, capaz de iluminar os eleitores nordestinos… Que entendam, no mínimo, que Lula não pode indicar mais quatro ministros para o Supremo. O processo eterno de melhora precisa de um primeiro passo forte agora, no próximo domingo, ou no dia 25. Todos têm de entender que o antipetismo é o mais puro sentimento de amor ao Brasil.

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COM MEDO DE ENCARAR

Ronaldo Caiado diz que o motivo que leva Lula (PT) a fugir dos debates é “medo de encarar e responder sobre Vorcaro, Lulinha, inflação, escândalos e tantos outros problemas que carrega no bolso”.

* * *

Só isso seu Ronaldo???

Não são apenas “tantos outros problemas”.

Existem centenas, milhares e milhões de outros motivos $.

O mentiroso descondenado se caga de medo dos debates.

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APOSTAS NOS ZISTADOS ZUNIDOS

Apostas na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) passaram dos 62% nesta quinta (1º) na plataforma de apostas e previsões Polymarket, e dos 61% na prestigiada Kalshi, também dos EUA.

É o maior patamar de Flávio em mais de 12 meses.

Apostas na reeleição de Lula (PT) despencaram para 38%.

As plataformas têm elevado índice de acerto: os investidores nesse negócio contratam os melhores consultores e se valem de pesquisas detalhadas para orientar apostas milionárias.

Na Polymarket, apostas na eleição brasileira mobilizam cerca de US$ 20 milhões (R$ 104 milhões).

* * *

Essa nota aí de cima diz que as plataformas citadas “têm elevado índice de acerto”.

Ótima notícia para começar o expediente desta sexta-feira.

Sinal de que o fim de semana vai ser excelente!

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O JULGAMENTO DE DALLAGNOL

Editorial Gazeta do Povo

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Deltan Dallagnol teve sua campanha suspensa pelo TSE, que agora vai julgar o registro de sua candidatura ao Senado

Às vésperas das eleições de 4 de outubro, os sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm diante de si um caso emblemático, com o potencial de definir como sua atuação neste pleito de 2026 será julgada pela história. Um caso em que ministros serão chamados a escolher entre aplicar a lei ou jogar seu nome na lama, assim como já fez a “tropa de choque” do Supremo. Entre votar com base nos fatos, ou votar movidos por pressões, simpatias ou lealdades, para perpetuar uma injustiça. Falamos da análise da ação protocolada pelo PT e que pretende impugnar o registro de candidatura do ex-procurador Deltan Dallagnol ao Senado pelo estado do Paraná.

O petismo jamais perdoou os agentes da lei que dedicaram anos, de forma heroica, ao combate à corrupção. Quando Dallagnol deixou o Ministério Público para buscar a carreira política, a esquerda, incapaz de derrotá-lo nas urnas, tentou inviabilizar sua candidatura recorrendo aos argumentos mais esdrúxulos possíveis, mas que caíram em ouvidos amigos no TSE. Foi assim que, em 2022, o ex-procurador foi o candidato a deputado federal mais votado no Paraná, mas teve seu registro de candidatura cassado meses depois de tomar posse na Câmara, em uma das decisões mais absurdas tomadas pelo TSE naquela eleição (que foi pródiga em decisões absurdas).

A Lei da Ficha Limpa diz que um membro do Ministério Público que pede exoneração com processo administrativo pendente está inelegível, mas este não era o caso de Dallagnol. Mesmo assim, o relator Benedito Gonçalves votou pela anulação do registro de candidatura, e foi seguido de forma teratológica pelos outros seis ministros. Inventou-se, portanto, uma inelegibilidade que não existia na lei e que violava grotescamente toda a doutrina, que impede interpretações alargadas da legislação eleitoral. A voz de quase 350 mil eleitores paranaenses foi cassada junto com o mandato de Dallagnol por meio de uma ficção jurídica.

Foi com base nesse episódio que o petismo tentou acabar logo de início com a candidatura atual de Dallagnol. Ainda que por margem mínima, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná não engoliu a lorota, reconhecendo que a decisão de 2023 do TSE só produzia efeitos relativos à eleição de 2022, e que a cada pleito é preciso reavaliar as circunstâncias de elegibilidade. E os fatos estão indiscutivelmente a favor do ex-procurador. A lei só impede a candidatura de quem deixou o MP enquanto tinha contra si processos disciplinares abertos; Dallagnol não tinha PADs em curso contra si, mas apenas reclamações ou denúncias, e a lei não diz absolutamente nada sobre isso.

Como afirmou certa vez o ex-ministro Marco Aurélio Mello, que presidiu por três vezes o TSE, “as normas relativas à inelegibilidade são de direito estrito e que, portanto, hão de ser observadas tal como se contêm, vedado o recurso a métodos de interpretação e aplicação que acabem por agasalhar casos a elas estranhos”. Em outras palavras, só se declara alguém inelegível com base no que está de fato escrito na lei, e não com base em interpretações, ilações ou possibilidades – isso seria deixar o reino da justiça para entrar no reino da fantasia, ou do arbítrio.

No entanto, o TSE já deu mostras de que, no caso de Dallagnol, continuará agindo tão vergonhosamente agora quanto na eleição passada. O ex-procurador está com a campanha suspensa graças a uma liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques, referendada no plenário da corte eleitoral por 5 votos a 2 – coincidência ou não, todos esses cinco votos vieram de ministros indicados pelo PT: Dias Toffoli, cuja biografia ninguém ignora, ocupa uma das vagas do Supremo; Sebastião Reis e Ricardo Villas Bôas Cueva ocupam vagas do Superior Tribunal de Justiça, corte para a qual foram nomeados por Dilma Rousseff; e Azevedo Marques e Estela Aranha ocupam vagas reservadas no TSE a juristas, tendo sido nomeados por Lula, com o apadrinhamento de Moraes e Flávio Dino, respectivamente. À época, ninguém fez questão de esconder que a dupla deveria servir de contrapeso a Nunes Marques e André Mendonça, que seriam presidente e vice do TSE durante a campanha de 2026.

“Quando uma de nossas decisões constitucionais está errada, o país é obrigado a conviver com uma decisão ruim até que nós consertemos nosso próprio erro”, escreveu o justice Samuel Alito na emblemática decisão Dobbs v Jackson, que reverteu o erro judicial de Roe v Wade nos Estados Unidos. A decisão do TSE que tirou o mandato de Dallagnol em 2023 foi mais que errada: foi profundamente injusta, uma perversão da lei, com o objetivo oculto ma non troppo de castigar quem havia liderado a força-tarefa que trabalhou para colocar Lula na cadeia. Os sete ministros atuais do TSE podem consertar o erro de seus predecessores, como recomenda Alito; ou podem repetir a perversidade, juntando-se a eles no grupo dos que envergonharam a toga ao usá-la para fazer política.

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O BRASIL NÃO TEM A CARA DO STF

Carlos Alberto Di Franco

A atual situação do Brasil preocupa. E muito. O desencanto da população é imenso. Os poderes da República, isolados no conforto da Ilha da Fantasia, parecem viver de costas para a cidadania. Não escutam as ruas, desprezam as críticas e, frequentemente, reagem às cobranças legítimas da sociedade com arrogância e autoritarismo.

Existe um Brasil real, constituído por um povo bom, trabalhador e honrado. Um povo que acorda cedo e dorme tarde, que enfrenta transportes precários, hospitais deficientes e uma insegurança crescente. Paga impostos escorchantes e recebe pouquíssimo em troca. É o Brasil dos pequenos empresários, dos profissionais liberais, dos agricultores, dos professores e de milhões de famílias que lutam para educar seus filhos e preservar seus valores.

E existe outro Brasil: o país dos poderosos da República, daqueles que se consideram acima das leis e imunes à prestação de contas. É o universo dos privilégios, dos gabinetes refrigerados, das decisões tomadas longe da realidade e dos que chegam ao absurdo de invocar a ética da máfia como baliza de comportamento para magistrados. Uma inversão moral que, em qualquer democracia saudável, provocaria imediato e generalizado repúdio.

As cenas ocorridas antes, durante e depois da sessão do Supremo Tribunal Federal, realizada em 15 de setembro, para decidir sobre a abertura de investigação acerca das supostas relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, provocaram espanto, indignação e verdadeira vertigem ética nas pessoas de bem.

O dia 15 de setembro ficará registrado como uma data triste na história da República. O que deveria ter sido uma sessão sóbria, transparente e esclarecedora transformou-se num espetáculo lamentável de bate-bocas, ironias, ataques pessoais, manobras processuais e acusações gravíssimas. Em vez de oferecer respostas objetivas à sociedade, a mais alta corte do país expôs suas fraturas internas e terminou sem decidir a questão fundamental.

O Supremo começou a sessão pressionado por suspeitas muito graves e a encerrou ainda mais desacreditado. A discussão foi desviada do ponto central. O que precisava ser esclarecido era simples: existem ou não elementos suficientes para investigar a conduta de Alexandre de Moraes? Em lugar de enfrentar essa pergunta, alguns ministros preferiram embaralhar os casos, discutir o rito, lançar suspeitas sobre colegas e criar obstáculos a uma apuração independente.

Mais grave: Alexandre de Moraes participou da discussão e votou numa matéria que dizia respeito diretamente a ele. É uma aberração. O mais elementar princípio da imparcialidade recomenda que ninguém julgue o próprio caso. Não se trata de antecipar culpa nem de condenar sem provas. Trata-se de preservar a dignidade da Justiça.

O pedido de vista de Flávio Dino, depois de horas de confrontos e acusações, adiou uma decisão que o país exigia com urgência. Houve ironias, interrupções e agressividade. O resultado foi devastador: o plenário do STF, que deveria pacificar conflitos, converteu-se no palco da própria crise.

Positivamente, o Brasil não tem a cara do atual Supremo Tribunal Federal.

O Judiciário está politizado e insensível. A corte suprema tornou-se uma das instituições de menor credibilidade do país. A perda de autoridade não ocorre por acaso. É consequência de decisões monocráticas abusivas, inquéritos intermináveis, censura, prisões preventivas prolongadas, invasão de competências do Congresso e confusão entre os papéis de investigador, acusador e julgador.

Impõe-se, por intermédio do Congresso Nacional, uma profunda reforma do Supremo. É preciso estabelecer mandatos para os ministros, regras objetivas de impedimento, limites às decisões monocráticas e mecanismos efetivos de controle. Ministros devem receber remuneração digna, dar aulas e produzir conhecimento. E só. Não podem manter institutos que negociem palestras, promovam eventos patrocinados por grupos interessados em decisões judiciais ou criem zonas nebulosas entre a magistratura e o poder econômico.

Da mesma forma, seus familiares não deveriam exercer advocacia nos tribunais superiores. A proximidade familiar com um ministro não pode converter-se em cartão de visitas profissional. Ainda que não exista ilegalidade formal, permanece o evidente conflito ético.

O cenário é desanimador? Sim. Mas quem escreve esta coluna, por paradoxal que pareça, é um otimista. Acredito no Brasil e na democracia. Não é mais possível abafar o grito de desespero nem menosprezar a revolta dos cidadãos. Há algo de podre na democracia brasileira. Mas não se reformará a democracia destruindo-a. Diante de manifestações tão fortes de antipolítica, é preciso valorizar a boa política, o diálogo, a transparência e as posturas propositivas.

O Brasil real não tem a cara da sessão de 15 de setembro. Não tem a cara dos privilégios, das manobras e da arrogância. Tem a face sofrida, mas esperançosa, de milhões de cidadãos que ainda acreditam na Justiça. É justamente por eles – e pelo futuro da República – que chegou a hora de dizer, mais uma vez, com serenidade e firmeza: basta!