A máquina de propaganda do governo Lula (PT), bancada com impostos, opera sem limites neste ano eleitoral.
Quase inimputável nos tribunais superiores, Lula estendeu essa condição a seu governo, o que explica a olímpica indiferença do Tribunal Superior Eleitoral sobre o fato de haver gasto entre janeiro e junho R$ 255,3 milhões, superando seu recorde de 2009, e tem R$ 584,7 milhões para torrar sem piedade até outubro.
Total: R$ 840 milhões que fazem falta em segurança, saúde, educação etc.
A linha entre publicidade legítima e promoção eleitoral se desfaz e expõe uma sofisticada operação de influência paga com dinheiro público.
Gastos abusivos da propaganda de Lula até junho de 2026 somam mais que o triplo dos gastos do governo Bolsonaro no ano eleitoral de 2022.
A gastança cria relação de dependência financeira que, em ano eleitoral, suaviza notícias negativas e prioriza pautas desfavoráveis à oposição.
A bolha informativa bancada pelo pagador de impostos não disfarça o objetivo de diluir críticas e ampliar a mensagem oficial.
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É milhão que só a peste!
É o mi, mi, mi financeiro pagando o mi, mi, mi conversa mole do gunverno.
E tudo bancado por nós outros, os contribuintes.
O correto seria essa despesa ser coberta só por quem fez o L.
Em entrevista, Armínio Fraga, que apoiou Lula em 2022, afirmou que não descarta uma recessão em 2027, causada pela política fiscal do petista
O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, é um dos economistas mais influentes do Brasil, com vivência extensa no exterior (onde ocupou cargos relevantes) e trânsito nos grandes centros econômicos. Ele acaba de fazer uma análise grave e pessimista sobre a situação da economia brasileira, em forma de entrevista à seção “Páginas Amarelas” da edição mais recente da revista Veja. Sob o título “o quadro é desastroso”, Fraga afirma na entrevista que “a situação fiscal é bastante grave” e que, “embora o governo tenha criado o arcabouço fiscal, ele chutou o pau da barraca logo de cara e os resultados estão aí, na forma de juros altos”. Fraga ainda afirmou não descartar uma recessão em 2027, e por isso tem recomendado às empresas e às pessoas que tomem muito cuidado com as dívidas, preservem o caixa e não peguem empréstimos.
O economista prossegue seu diagnóstico, afirmando que a taxa de investimento como porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) continua muito baixa e, “sem isso [uma elevação neste indicador] e sem ganhos de produtividade, o país não vai andar” e “as fragilidades da economia estão crescendo”. Desde 1994, ano do nascimento do Plano Real – que pôs fim à hiperinflação e teve Fraga com um de seus consolidadores –, o crescimento por habitante foi de apenas 1,3%, considerado medíocre para um país que tem renda per capita inferior a US$ 11 mil/ano, um terço da renda do último colocado entre os países desenvolvidos.
Fraga acrescenta que há várias medidas que podem ser tomadas para melhorar as condições econômicas do país. Segundo ele, primeiro é preciso fazer uma reforma importante da Previdência – que, apesar da reforma de 2019, segue deficitária estruturalmente e no longo prazo. Outro problema a ser enfrentado é o da qualidade do Estado, pois nenhum país se desenvolve sem um setor estatal que funcione bem e preste serviços de qualidade à população, pois é daí que surgem ganhos de produtividade.
O economista ainda rebate as críticas do governo aos que dizem não haver austeridade fiscal. “Que austeridade fez o governo se o gasto público saiu de um quarto do PIB para um terço nos últimos 40 anos?”, questiona, e ele mesmo responde: “não houve austeridade nenhuma”, defendendo a revisão dos gastos tributários, especialmente na questão dos subsídios e renúncias fiscais, incluindo os estaduais, que chegam a representar 9% do PIB. Faltou a ele, no entanto, dizer que esse mesmo Estado que oferece subsídios e renúncias fiscais já teve carga tributária de 21% em meados dos anos 1970, passou para 25% em meados dos anos 1980, e hoje a carga efetivamente arrecadada atingiu 34% do PIB – ou seja, o governo deu subsídios e renúncias tributárias com uma mão, mas com a outra retirou isso e muito mais por outras vias de aumentos de tributos.
Fraga conclui suas declarações dizendo que “O Brasil precisa passar por uma boa peneirada, porque o quadro geral é desastroso. Uma verdadeira vergonha”; e que “os mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes e as dificuldades das empresas em rolar dívidas são sintomas de problemas no mercado de crédito que costumam anteceder a períodos recessivos” – mas afirma também que “por outro lado, há muito espaço para melhorar em todas as áreas, o que viabilizaria um crescimento acelerado e inclusivo”.
O diagnóstico do economista está bem feito – o problema não é este. Por mais que a polarização política no Brasil tenha empobrecido tremendamente a discussão sobre os grandes temas nacionais, com qualquer crítico ao governo e às políticas públicas sendo rotulado de “inimigo do Brasil”, “oportunista”, “bolsonarista” e outros tantos adjetivos que dispensam Lula, o governo e seus representantes de contestar e apresentar provas em contrário, este definitivamente não é o caso de Armínio Fraga.
Em outubro de 2022, Fraga e outros economistas responsáveis pelo Plano Real endossaram a candidatura de Lula. “Votaremos em Lula no 2º turno; nossa expectativa é de condução responsável da economia”, afirmaram, em nota, Fraga, Edmar Bacha, Pedro Malan e Persio Arida. Os economistas criticavam Jair Bolsonaro, mencionando “ameaças a democracia”, e fazer essa avaliação para rejeitar o então presidente era um direito seu – se estava certa ou errada, pouco importa. Mas, ao afirmar que esperavam uma “condução responsável da economia” da parte de Lula, os “pais do Real” demonstraram uma ingenuidade (para dizer o mínimo) indesculpável, pois o petista já havia manifestado inúmeras vezes que, uma vez eleito, faria do gasto público a tônica de seu governo.
As críticas de Fraga à política econômica de Lula não chegam a ser novas – ainda durante a transição, o ex-presidente do BC já havia dito que as ideias do petista estavam se distanciando daquilo em que ele acreditava; Henrique Meirelles, outro defensor da responsabilidade fiscal que anunciou apoio a Lula após , chegou ao cúmulo de desejar “boa sorte” aos que o ouviram em uma palestra em novembro de 2022. Eles não estão errados nas críticas que fazem; mas erraram, sim, em apoiar uma candidatura que prometia o exato oposto daquilo que eles defendiam, e justificar esse apoio com base em expectativas sem lastro algum na realidade, e que não passavam de wishful thinking – algo inexplicável para pessoas que estão muito longe de serem ignorantes em economia. E ainda erram ao não reconhecer que, ao emprestar sua credibilidade a uma candidatura que já nascera disposta a jogar o Brasil no caos fiscal, tornaram-se cúmplices do cenário que agora denunciam. O diagnóstico certeiro de agora acaba manchado pela ausência de um mea culpa em relação ao que ocorreu em 2022.
A decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de negar vistos de entrada no Brasil a dois altos funcionários do Departamento de Estado americano, que pretendiam verificar a integridade do sistema eleitoral brasileiro, repercutiu na imprensa mundial neste sábado (25).
A revelação, divulgada primeiramente pelo jornal The Washington Post, diz que a Casa Branca planejava enviar uma delegação ao país com o objetivo de se reunir com autoridades eleitorais brasileiras e discutir assuntos relacionados às eleições presidenciais de outubro, entre eles a integridade e a transparência do sistema eleitoral.
A ação foi tomada pelo Ministério das Relações Exteriores, que rejeitou os pedidos de Riley Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, subsecretário Adjunto do mesmo departamento americano, pouco antes do início das campanhas para o pleito.
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Diz a nota aí de cima que a decisão do Descondenado “repercutiu na imprensa mundial”.
“Viramos uma republiqueta e caminhamos para uma ditadura”, concluiu o ex-deputado Roberto Freire, sobre a ação contra o senador Alessandro Vieira pelo seu relatório na CPI do Crime Organizado.
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Só agora que o sinhô viu???
Faz tempo que somos uma republiqueta, nobre ex-deputado.
Ao reagir ao novo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, desta vez de 12,5%, o governo Lula (PT) prometeu retaliação através da Lei de Reciprocidade e também garantiu que o Estado brasileiro vai “levar o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”.
O problema é que a OMC está paralisada; há quase sete anos deixou de solucionar controvérsias de verdade.
O Órgão de Apelação (Appellate Body) da OMC encontra-se paralisado desde 11 de dezembro de 2019, sem solucionar qualquer controvérsia.
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Tudo dentro dos conformes.
O Descondenado vai apelar para um órgão que está paralisado há anos.
Isso é cagado e cuspido a cara do gunverno atual deste nosso país surrealista.
Chamar de democracia um sistema como nosso é como chamar um pão vazio de cachorro-quente
O voto não tem como objetivo eleger aquele que é mais capacitado para governar. A função do voto é conferir legitimidade ao governo.
Isso quer dizer o seguinte: um governo só é legítimo se for escolhido pelo voto popular.
Acontece que o eleitor, em geral, não tem como saber qual dos candidatos é o mais competente ou o mais honesto. O eleitor pode ser enganado e errar na escolha. As eleições podem colocar no poder políticos incompetentes e corruptos – e isso já aconteceu na maioria dos países.
Para impedir que o voto errado tenha consequências desastrosas, foram criadas a tripartição de poderes e os mecanismos de freios e contrapesos. O Estado é dividido em 3 poderes independentes – Executivo, Legislativo e Judiciário – que se vigiam e se fiscalizam, usando mecanismos como a aprovação de leis, processos judiciais e impeachment.
Esses mecanismos deveriam conter os maus governantes e impedir que eles ficassem no poder por muito tempo.
Deveriam.
Na prática, uma das primeiras coisas que um governante ruim faz é aparelhar as instituições do Estado e tentar se perpetuar no poder. Um presidente que nomeia magistrados aliados pode, depois, contar com decisões judiciais favoráveis. Um governo que distribui cargos e verbas a parlamentares pode driblar qualquer oposição.
São raros os governos brasileiros em que isso não aconteceu de alguma forma. Isso também acontece em outros países, inclusive nos EUA. O primeiro instinto da maioria dos políticos, quando chegam ao poder, é fazer tudo para ficar lá o maior tempo possível.
Se eleições legítimas podem instalar governos incompetentes e corruptos, e se esses governos podem corromper as instituições que deveriam controlá-los, qual é a saída?
Essa pergunta não tem uma resposta boa. Mas merece uma reflexão.
Qualquer cidadão interessado em sua liberdade e na preservação de seus direitos precisa examinar essa questão de forma sincera, abandonando os slogans ideológicos.
Além da possibilidade de corrupção dos mecanismos de controle e da eternização de governos ruins, outra questão perturba o sonho democrático: a ascensão da juristocracia.
Juristocracia é o regime político no qual a última palavra sobre qualquer assunto pertence a magistrados e tribunais. É uma tendência nos países ocidentais e um fenômeno onipresente no Brasil.
Decisões judiciais são um instrumento de defesa de direitos e de controle do poder do Estado. Elas não podem se transformar em uma forma de exercer poder ilegítimo através de ativismo excessivo e captura ideológica.
A essência da democracia é a concessão do poder através do voto. Através do voto, o cidadão escolhe quem o governa. Por isso, a democracia é chamada de governo por consentimento.
O voto está para a democracia como a salsicha está para o cachorro-quente.
Se o poder do voto é anulado ou desconsiderado, não há mais democracia.
Se as pessoas mais poderosas do país não receberam nenhum voto, há algo errado.
Chamar de democracia um sistema como esse é como chamar um pão vazio de cachorro-quente.
Para o senador Jorge Seif (PL-SC), a incapacidade diplomática e falta de pulso firme do governo Lula (PT) são responsáveis pelos prejuízos com o tarifaço dos EUA.
“Quem paga a conta da incompetência é povo”, diz.
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O sinhô deputado só falou o óbvio.
O povo é que paga a conta de tudo nesse desordenado gunverno.
Uma situação que piora mais e mais a cada dia que passa.
Movimentação no aeroporto de Guarulhos: Brasil, Argentina, Chile e Paraguai assinaram acordo que prevê céus abertos no futuro
No Brasil, o transporte aéreo é um dos modais que estão muito aquém do seu potencial, seja pela quantidade de empresas e rotas oferecidas, seja pela infraestrutura aeroportuária, especialmente na aviação regional. Em alguns casos, políticas públicas para o setor tiveram bons resultados, como na maioria das concessões de aeroportos, especialmente na modelagem adotada a partir de 2017; outros programas não passaram de populismo barato – o Voa Brasil, que prometia passagens a R$ 200, não entregou nem 5% do previsto, segundo um levantamento do jornal O Estado de S.Paulo feito no início deste ano. Agora, um acordo entre países sul-americanos abre portas para um possível aumento na oferta não apenas no Brasil, mas em toda a região.
O Brasil assinou um memorando de entendimento com Argentina, Chile e Paraguai para estabelecer um acordo de Liberalização Aérea para o Desenvolvimento do Céu Único Sul-Americano (Alas). As quatro nações, agora, terão um ano para estabelecer regras comuns para o transporte aéreo – por exemplo, na certificação de aeronaves e normas de segurança –, com o objetivo final de criar uma política de céus abertos, em que companhias aéreas de um país têm liberdade para operar rotas que não envolvam origem ou destino no país dessa empresa.
Em uma primeira etapa, o transporte aéreo entre cidades de um país por uma empresa de outro país só poderá ocorrer como parte de uma rota internacional – por exemplo, uma empresa argentina poderá vender passagens entre São Paulo e Salvador, se o trecho fizer parte de um voo proveniente de Buenos Aires; da mesma forma, uma empresa brasileira poderia vender passagens entre Buenos Aires e Bariloche, desde que a rota tenha começado no Brasil. Posteriormente, as empresas teriam a liberdade de oferecer trechos desvinculados de seu país de origem – uma companhia brasileira poderia operar trechos domésticos na Argentina, ou entre Assunção e Santiago, por exemplo, sem que a rota envolvesse qualquer cidade brasileira.
Nada disso é novidade – trata-se de implementar em sua totalidade as chamadas “liberdades do ar”, e que já são praticadas em outras regiões, especialmente a Europa, onde a União Europeia abriu o mercado de aviação há mais de 20 anos. A liberalização levou ao aumento da oferta de rotas diretas entre destinos europeus – algo que seria muito bem-vindo no caso brasileiro, onde frequentemente é preciso fazer conexões em grandes hubs como Congonhas, Viracopos ou Brasília – e o aumento da concorrência ajudou a baixar preços.
No entanto, ninguém deve esperar mudanças significativas no curto prazo. Primeiro, porque será preciso harmonizar regulamentações de quatro países; segundo, porque ao menos no Brasil há muitos outros entraves à maior oferta de rotas aéreas. Questões tributárias, trabalhistas e a alta judicialização dificultam a entrada de novos players e atrapalham a vida dos que estão no mercado. O ambiente regulatório brasileiro, por exemplo, é especialmente hostil ao modelo das empresas low cost, conhecidas por venderem passagens baratas enquanto cobram separadamente por todo o resto, e que são parte importante do sucesso dos céus abertos europeus.
Destravar o potencial do transporte aéreo brasileiro é importante também para fomentar o turismo, já que o Brasil ainda recebe pouquíssimos visitantes internacionais para uma nação com tantas belezas naturais e atrativos culturais e arquitetônicos. As regras europeias, por exemplo, permitiram o estabelecimento de inúmeras rotas aéreas sazonais para destinos de férias, sem falar do estímulo ao uso de aeroportos menores em centros regionais. O Brasil tem de fazer sua parte não apenas no acordo Alas, mas também removendo todos os outros obstáculos que atrapalham a expansão do transporte aéreo.