É preciso eleger líderes dispostos a enfrentar as crises institucional, econômica e ético-cultural
Infelizmente, o Brasil tem sido sacudido dia sim, dia também, por escândalos de todos os tipos. São os já muito conhecidos casos de corrupção, como a fraude no INSS e o caso do Banco Master, sempre repleto de novidades; são as decisões arbitrárias vindas da cúpula do judiciário; são os sucessivos episódios de apropriação do Estado para benefício pessoal, como no caso dos “penduricalhos”; são as agressões às liberdades democráticas cometidas em nome do identitarismo, como a acusação infundada de transfobia que quase custou a uma estudante o seu doutorado, ou as declarações de Janja, Tábata Amaral e Erika Hilton sobre o PL da Misoginia.
Multiplicam-se pelo país, portanto, exemplos de disfunção, de decisões arbitrárias, de agressões ao bom senso. Não necessariamente se trata de má-fé; ela também existe, mas de certa forma é muito pior quando tudo isso acontece sem que ela esteja presente, pois indica que pessoas de bem passaram a considerar corretas ideias que são claramente contrárias ao bem comum. Podemos dizer, então, que o Brasil vive o momento mais delicado desde a redemocratização, caracterizado por uma crise muito mais profunda que uma mera sucessão de escândalos. E esta crise merece um olhar atento.
A crise atual é uma crise da alma do Brasil, da alma do brasileiro, que perdeu a confiança no futuro, na democracia, nos concidadãos, até nos próprios amigos e familiares. Essa perda da confiança é seguida pela perda da esperança, em que milhões passam a acreditar que o país já não tem a capacidade de construir consensos. Em termos concretos, essa falta de esperança se manifesta nos casais que deixam de desejar ter filhos, nos jovens que sonham em deixar o Brasil, nos empreendedores que adiam investimentos. A esperança gera entusiasmo e alegria, mas sem essas duas forças não há como batalhar por uma sociedade melhor. Se descrevemos essa crise como a principal, nós o fazemos não porque seja a mais difícil de debelar, ou porque seja a origem das outras crises, mas porque ela dificulta a reação, mesmo sem atingir a totalidade da população.
A falta de confiança e a desesperança têm causas profundas, como o conjunto de ideias que levam à polarização, à oposição opressor-oprimido, ao vitimismo e à cultura do cancelamento; e o caso brasileiro mostra que essa crise da alma resulta de três outras grandes crises: a institucional, a econômica e a que chamaríamos de ético-cultural. Dessas três, a que mais desestabiliza o país hoje é a institucional, com a ruptura da ordem constitucional por um poder autocrático, que atropela direitos e garantias. A crise econômica se reflete na incapacidade de crescer, na chamada “armadilha da renda média”, na pobreza não erradicada, resultados de decisões históricas equivocadas de nossos governantes ao longo de décadas, que fragilizaram o Brasil perante os desafios e transformações da sociedade e do mundo. Por fim, a crise cívica, ou ético-cultural, envolve a baixa qualidade da nossa educação pública, a violência fora de controle, a disseminação do crime organizado, a cultura da corrupção, o baixo associativismo, a desconfiança nos demais, a crença na força bruta como meio de impor as próprias plataformas, a ânsia de censurar os outros em vez de fomentar o debate de ideias. Essas crises não são compartimentos estanques; uma alimenta a outra, e é dessa retroalimentação que nasce a desesperança.
Com a campanha eleitoral prestes a começar oficialmente (pois, informalmente, ela já está em curso há tempos), temos de nos convencer de que não bastará eleger representantes preocupados com apenas uma dessas três crises. Mesmo defendendo que sociedades saudáveis se constroem de baixo para cima, a Gazeta reconhece a importância dos líderes, pois eles podem inibir ou impulsionar o potencial da sociedade. E os líderes de que precisamos agora têm de ser capazes de renovar as instituições que protegem a liberdade; de criar as condições de uma prosperidade que dure; e de devolver vitalidade à sociedade civil brasileira – tudo ao mesmo tempo. E, antes de qualquer coisa, será necessária a coragem de impedir que vença quem certamente destruirá o que ainda resta de bom. O Brasil tem uma população jovem e criativa, recursos naturais como poucas nações possuem, e um mercado interno gigantesco. São fundamentos sólidos para um potencial que não desapareceu; o que falta, muitas vezes, é a vontade e capacidade de coordenação para destravá-lo.
Neste momento, portanto, a missão de todos os brasileiros é a de não nos portarmos como meros espectadores, mas agir como eleitores conscientes do poder de influir nos rumos do país; manter viva a esperança de que estamos em um bom momento para alterar a direção da história; reavivar a esperança de todos os que estão à nossa volta; e examinar com atenção redobrada as propostas que os candidatos apresentarão nas próximas semanas (se as apresentarem, evidentemente). O candidato ideal terá respostas concretas para cada uma dessas três dimensões, e estatura para enfrentá-las ao mesmo tempo, sem se perder em soluções parciais que aliviam um sintoma e agravam outro. Cabe ao eleitor julgar com inteligência e procurar quem tenha esse perfil, ou ao menos o que mais se aproxime deste ideal e o que não contribua para piorar nossas crises. Discutir o Brasil, mais que discutir nomes, ajuda a escolher melhor, pois presidentes passam, mas o país permanece.
Todos os números da dívida pública brasileira dispararam nos primeiros seis meses de 2026.
Desde 1º de janeiro do quarto ano do governo Lula (PT), tanto a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), quanto a Dívida Pública Federal (DPF), interna e externa, explodiram.
A DBGG aumentou em R$ 950 bilhões, 2,4% a mais.
Até o início deste ano, esse buraco equivalia a 78,7% do PIB e em 1º de julho já representava 81,1%.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) ultrapassou – pela primeira vez na História – a marca dos R$ 10,6 trilhões.
A DPF, que é a dívida emitida pelo Tesouro Nacional, passou de R$ 8,3 trilhões no início de 2026 para R$ 8,68 trilhões após apenas seis meses.
Isso quer dizer que o governo do PT emitiu R$ 404 bilhões em títulos do Tesouro brasileiro, que precisam ser pagos dentro de alguns anos.
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É bilhão e trilhão que só a peste!!!
Chega fiquei zonzo de ler estas quantias piramidais.
Isso é cagado e cuspido a cara do gunverno lulo-petralha.
Ortega enterrou oficialmente um regime que há anos sobrevivia apenas como fachada eleitoral
O gerontocrata Daniel Ortega anunciou que não haverá mais eleições na Nicarágua. Ele disse isso com a serenidade de quem comunica a criação de um feriado nacional. Segundo Ortega, o voto não poderá voltar a servir de caminho para que partidos “apoiados pelos ianques” tomem o governo e interrompam a revolução (ou seja, ele próprio e sua mulher, Rosario Murillo, que já foi vice do marido e agora exerce as funções de co-ditadora). O mundo reagiu como se tivesse presenciado um assassinato. Não presenciou. Ortega não matou a democracia diante das câmeras. Apenas mandou retirar do palco um cadáver que, há anos, estava insepulto.
Na Nicarágua, as eleições já não serviam para escolher governantes. Eram simulacros usados para produzir atas, percentuais e fotografias destinadas aos diplomatas que ainda precisavam fingir que havia institucionalidade no país centro-americano. Em 2021, sete possíveis candidatos presidenciais foram presos antes da votação. Outros opositores foram proibidos de concorrer, perseguidos ou empurrados para o exílio. Ortega disputou contra o vazio que ele mesmo produziu e chamou o resultado de vontade popular. A esquerda latino-americana celebrou a “festa da democracia” e saudou o companheiro vencedor.
É assim que as ditaduras modernas vêm sendo construídas. Raramente começam fechando o Congresso, queimando urnas e anunciando o fim da Constituição.
Quando já não resta ninguém autorizado a disputar o poder, mantêm-se as eleições por algum tempo. O ritual anestesia a opinião pública externa.
A Nicarágua atravessou essa sequência inteira. Em abril de 2018, manifestações contra uma reforma da Previdência se transformaram em revolta nacional. Em menos de uma semana, pelo menos 25 pessoas foram mortas pela polícia.
Ao longo de cerca de um mês de protestos, o número de mortos passou de 350, com mais de 2.000 feridos. Além da polícia, formalmente falando, foram acionados paramilitares e militantes sandinistas para massacrar os estudantes e manifestantes. Hospitais chegaram a receber ordens para negar atendimento aos feridos.
Depois vieram prisões em massa, fechamento de meios de comunicação e de milhares de organizações civis. Em 2023, 222 presos políticos foram colocados em um avião, enviados aos Estados Unidos e privados da nacionalidade nicaraguense. O regime também voltou sua artilharia contra a Igreja Católica. Bispos e padres foram presos, condenados, deportados ou impedidos de retornar. Mais de 200 religiosos foram forçados ao exílio, expulsos ou barrados desde outubro de 2023.
Nada disso aconteceu escondido. A democracia foi espancada, morta e esquartejada em praça pública. Muita gente não fez nada. Pelo contrário. Houve até quem batesse palmas. Em 2017, Gleisi Hoffmann, recém-eleita presidente do PT, participou do encontro do Foro de São Paulo, em Manágua, capital da Nicarágua, e de lá saudou os “triunfos eleitorais” de Daniel Ortega.
Um ano depois, quando os corpos ainda eram recolhidos das ruas, o PT voltou ao encontro do Foro, desta vez em Havana. O discurso oficial do partido celebrou a “rotunda vitória” de Nicolás Maduro e descreveu a reação sandinista como “resistência às tentativas de desestabilização”. A resolução do encontro chamou os opositores nicaraguenses de violentos, terroristas e golpistas e ofereceu respaldo político a Ortega.
Autocratas latino-americanos não sobreviveram apenas por causa da polícia, dos juízes domesticados ou dos serviços de inteligência. Sobreviveram porque construíram uma rede continental de legitimadores. Cada prisão podia ser explicada como defesa da soberania. Cada fraude, como reação ao imperialismo ou até mesmo como “defesa da democracia”. Cada massacre, como resposta a uma tentativa de golpe. A linguagem revolucionária funcionou como lavanderia moral para crimes cometidos à luz do dia.
O espanto atual, portanto, revela menos sobre Ortega do que sobre aqueles que insistiram em não enxergá-lo. O ditador não mudou. Apenas abandonou o eufemismo. Durante anos, o mundo aceitou chamar de eleição um processo sem oposição, de justiça uma máquina de perseguição e de governo popular uma ditadura familiar conduzida por Ortega. Até hoje há quem o chame de “presidente”. Agora, quando ele informa que nem o simulacro será mais necessário, surgem notas indignadas em defesa de uma democracia que poucos defenderam quando ainda havia nicaraguenses nas ruas tentando salvá-la.
Fico com a dúvida se líderes mundiais e organismos internacionais de fato defendem a democracia ou apenas a fachada democrática.
O que aconteceu nesta semana é o seguinte: Ortega não encerrou a democracia nicaraguense de repente. Apenas declarou encerrada a necessidade de continuar mentindo sobre ela. Ortega apenas decidiu fazer um funeral tardio para um cadáver há muito tempo insepulto.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (com dados de 2025), divulgado nesta quinta-feira (23), reforça a percepção da dificuldade que governadores de esquerda têm no enfrentamento à violência.
O estudo revela que os piores resultados são do campo progressista quando o assunto é o cuidado à vida da mulher.
O Amapá, governado pelo esquerdista Clécio Luís (à época do Solidariedade, agora no União), registra a maior variação na taxa de feminicídio: alta de 347,7%.
O estado, que elegeu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), também lidera taxa de homicídios de mulheres, subiu 198,5%.
Antes de se hospedar no União Brasil, Clécio Luís teve como lar o PT, por 16 anos; o Psol, outros 11 anos; e a Rede, mais 4 anos.
Governado por uma mulher petista, Fátima Bezerra, o Rio Grande do Norte é o 2º na lista: + 61,8% no número de homicídio de mulheres.
Observada a taxa de homicídios de mulheres, a cada 100 mil, o Ceará de Elmano Freitas (PT) lidera, com 6,2. Acima da média nacional de 3,2.
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Cadê as femineiras da isquerda???
Tão caladinhas, de bocas trancadas.
Até agora não se pronunciaram sobre esses números absurdos.
E num adiante esperar: vão continuar sem se manifestar sobre o assunto.
Viralizou nas redes sociais, nesta quarta-feira (22), a hashtag “linguiça virou luxo”, após postagens com o preço de um quilo de linguiça, tipicamente uma das carnes mais baratas, a quase R$ 35 no mercado.
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No governo lulo-petralha a linguiça não entra mais pela boca.
Está sendo enfiada impiedosamente no furico do povão.