DEU NO JORNAL

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BILHÕES E BILHÕES

O governo Lula (PT) distribuiu mais de R$ 500 milhões em emendas parlamentares nas últimas duas semanas.

No total, já são mais de R$ 2,5 bilhões em emendas pagas pela administração petista, este ano. Há 14 dias, o total era de pouco mais de R$ 2 bilhões.

As emendas individuais dos parlamentares custaram R$ 1,35 bilhão aos pagadores de impostos, enquanto R$ 1,17 bilhão custearam as emendas de bancadas.

Os números estão na transparência do Tesouro Nacional. O Portal da Transparência do governo Lula contabiliza apenas R$ 269 milhões.

A previsão do governo é pagar R$ 13 bilhões (já empenhados), este ano, diz o Portal da Transparência. O Orçamento prevê de R$ 50 bilhões.

Em 2025, foram pagos R$ 28,9 bilhões em emendas parlamentares, segundo o Tesouro Nacional.

* * *

A nota aí de cima diz que a previsão é pagar 13 bilhões este ano.

Um número coerente: 13 é a dezena da patota que comanda o país atualmente.

A nota diz também que estas emendas bilionárias foram custeadas pelos “pagadores de impostos”.

Se tem algum leitor aqui que é pagador de impostos, nós gostaríamos de ouvir sua opinião sobre essa farra bilionária.

Fique à vontade!

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ANISTIA PARA AMERICANO VER

Editorial Gazeta do Povo

editorial anistia venezuela

A ditadora Delcy Rodriguez anunciou que não haver mais presos políticos beneficiados pela lei de anistia aprovada após a captura de Nicolás Maduro

Em fevereiro, o Legislativo venezuelano aprovou uma lei de anistia que estava muito longe de proporcionar a libertação de todos os presos políticos encarcerados ao longo de anos de repressão sob o ditador Nicolás Maduro. Embora o texto legal não tivesse prazo de validade, nesta quinta-feira, dia 23, a ditadora Delcy Rodríguez anunciou o fim do processo: quem conseguiu a liberdade pode comemorar, mas quem não deixou as prisões chavistas até agora continuará detido; pode até recorrer ao Programa para a Paz e Convivência Democrática ou à recém-instalada Comissão para a Reforma da Justiça Penal, mas sem garantia nenhuma de sucesso.

As organizações de direitos humanos que monitoram a situação dos presos políticos na Venezuela informaram que, desde a captura de Maduro por forças norte-americanas no início de janeiro deste ano, 768 pessoas foram libertadas – dessas, apenas 186 saíram dos centros de detenção chavistas por se beneficiarem da lei de anistia. No entanto, ainda há 473 presos políticos na Venezuela, até porque a legislação continha um truque, aplicando-se apenas a certos eventos específicos, e deixando de lado condenados por crimes comuns – sendo que o Judiciário e o Ministério Público chavistas costumavam usar acusações como corrupção para se livrar de opositores, que não estariam contemplados pela anistia nesses casos.

Se Delcy Rodríguez se sente à vontade para encerrar unilateralmente a aplicação da lei de anistia recém-aprovada, é porque de alguma forma ela se percebe mais confortável no posto, a ponto de manter na cadeia centenas de dissidentes sem medo de alguma retaliação da parte dos Estados Unidos – que, desde o fim de fevereiro, têm preocupações muito maiores, com a campanha no Irã. O grande perigo, para os democratas venezuelanos que nutriram a esperança de uma mudança de regime em Caracas, mesmo que no médio prazo, é que se esteja caminhando para uma situação em que a manutenção da ditadura socialista se torne aceitável para todos.

No início de março, o governo Trump reconheceu formalmente Delcy Rodríguez como governante legítima da Venezuela. Na última quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional anunciou a retomada das relações com o país. Até a oposição brasileira já planeja uma visita à Venezuela para abrir canais de negócio com os vizinhos, em um reconhecimento tácito não muito diferente daquele que Lula deu a Maduro quando mandou a embaixadora brasileira à “posse” do chavista, no início de 2025. Isso nada mais é que legitimar uma fraude eleitoral: Delcy era a vice de Maduro, que se proclamou vencedor da eleição de 2024 após uma violação grosseira do processo de apuração. Enquanto isso, o vencedor legítimo daquele pleito, Edmundo González Urrutia, segue exilado na Espanha. A principal líder oposicionista, María Corina Machado, também está fora do país.

Dois terços dos venezuelanos querem eleições ainda este ano. No entanto, quanto mais os atores internacionais aceitam Delcy Rodríguez como interlocutora, mais fortalecem a posição dos fraudadores, e não a dos democratas. Como os bolivarianos insistem que seu presidente ainda é Maduro, com Delcy sendo apenas uma interina, já se produziu a situação de “falta absoluta” que, segundo a Constituição, exigiria a convocação de novas eleições. Isso, no entanto, não importa para o Legislativo e o Judiciário dominados pelo chavismo, que seguirão prorrogando o mandato da ditadora indefinidamente. O atual mandato presidencial – que deveria estar sendo exercido por González, mas foi usurpado por Maduro e Delcy – vai até 2031; que o povo venezuelano não precise esperar tanto para ver a democracia retornar a seu país.

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VOTO

Este ano ainda teremos presos provisórios votando nas eleições, foi o que decidiu o Tribunal Superior Eleitoral.

A decisão do TSE contraria o que foi aprovado pela Lei Antifacção, sancionada em fevereiro.

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Preso tem mesmo que votar.

Estamos no Brasil.

A cumpanherada em campanha ficou satisfeita.

Normal, normal.

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TÁ RUIM, MAS TÁ MELHOR

Boletim médico mais recente de Jair Bolsonaro registra melhora na crise de soluço do ex-presidente, com média de um episódio semanal.

O problema agora é o ombro, que aguarda decisão do STF para cirurgia.

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Aguarda decisão judicial para cirurgia…

Deixe eu ler de novo…

É. 

É isso mesmo.

Não é a Medicina que decide. É o juiz.

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FANTOCHES E SOTAQUE MINEIRO: OS NOVOS MOTIVOS PARA A IRA DO MINISTRO

Nikolas Ferreira

O ministro do STF Gilmar Mendes enviou a Alexandre de Moraes uma solicitação para que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema seja investigado no inquérito das “fake news”, por causa de um vídeo mostrando fantoches que satirizavam alguns de seus colegas da corte, cujos nomes têm sido relacionados com o escândalo do Banco Master.

É evidente que esse tal inquérito não é nada mais que uma ferramenta de uso exclusivamente político, criada e prorrogada para perseguir figuras de direita. Diversos parlamentares e influenciadores não só postam notícias e ataques falsos, como sobrevivem e buscam engajamento em cima disso, e nunca foram alvos de nada parecido.

Gilmar, provavelmente inspirado por Dilma Rousseff, quando questionado sobre o inquérito das “fake news” por uma jornalista da Globo, nos contemplou com esta resposta: “Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário e ele vai acabar quando terminar”.

Sabemos que, se depender do STF, nunca irá terminar. Por qual motivo abririam mão de uma arma que tem sido amplamente usada para ampliar o autoritarismo?

Ademais, é absurdo ver que o Supremo e boa parte da imprensa normalizaram o fato de magistrados estarem dando diversas entrevistas e opiniões políticas, algo que foge totalmente da verdadeira função deles. Como parece ter muito tempo sobrando, além de fazer participações em veículos de mídia como comentarista, Gilmar Mendes passou a se preocupar com fantoches e com a fiscalização e crítica de sotaques.

Durante entrevista ao programa JR Entrevista, da Record, ao ser questionado sobre a inclusão de Zema no inquérito das fake news, Gilmar fez a seguinte afirmação: “Muitas vezes a gente não entende. Estava imaginando que ele fala uma língua do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim. Mas, de qualquer forma, daquilo que for inteligível, é importante que a Procuradoria e a Polícia Federal apreciem”.

Os ministros nem sequer foram eleitos pelo povo, mas acham-se deuses acima de tudo e de todos, demonstrando total falta de respeito com milhões de mineiros, cujo representante, inclusive, foi eleito recentemente como o mais cativante do país.

Para piorar, ele deu outra entrevista, desta vez para o Metrópoles, e disse: “Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão, é só isso, é isso que precisa ser avaliado”.

Será que alguém terá coragem de chamar isso de homofobia e pedir a condenação de Gilmar com base na decisão do STF que equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo, mesmo que não haja crime sem lei anterior que o defina, bem como não seja de competência do Supremo criar leis? Nesses casos, parlamentares de esquerda como Erika Hilton, que dizem defender os LGBTs, desaparecem como se nada tivesse acontecido.

Rejeitado pela maioria dos brasileiros, passou da hora de o STF passar a enxergar sua atual realidade, e começar a cuidar apenas do que é de sua competência e atuar de forma justa, imparcial e sem se envolver em escândalos. É o mínimo que repetiremos 129 milhões de vezes, se for necessário.