DEU NO JORNAL

O CIRCO MACABRO CONTRA TRUMP

Guilherme Fiuza

A esquerda instrumentalizou o ressentimento para retratar adversários como opressores e justificar radicalização política e social

Qual é o primeiro reflexo da imprensa quando tentam matar Trump? São dois, na verdade: minimizar a importância do fato e chamar “especialistas” para dizer que a culpa é da vítima. Seria exagero dizer que o moderno jornalismo “lacrador” é cúmplice do problema?

A terceira linha que habitualmente surge é a da negação simples do acontecido. As tropas digitais de sempre vão a campo espalhando que foi tudo encenação. E a grande imprensa não adota, nessas horas, aquele expediente rigoroso e implacável contra qualquer vestígio de fake news ou “desinformação”. Se é para desumanizar Trump, está liberado.

Desde Butler, na Pensilvânia, no dia 13 de julho de 2024, quando o então candidato a retornar à Casa Branca escapou de um fuzil AR-15 por milímetros, a cabeça de Donald Trump está no alvo — literalmente. Cerca de dois meses depois, um atirador de AK-47 foi capturado à margem de um campo de golfe na Flórida no momento em que a próxima jogada de Trump o colocaria na mira do assassino.

Em pelo menos dois outros episódios, já com o atual presidente empossado, o atentado foi evitado com ações preventivas — uma delas a metros da Casa Branca. Agora, o atirador foi detido dentro do hotel Washington Hilton (chegando a fazer disparos no saguão) antes de alcançar o salão onde Trump se encontrava com os correspondentes da Casa Branca.

E as milícias da bondade seguem imperturbáveis em sua missão de manter a cabeça de Trump a prêmio. Esse ativo demagógico e antidemocrático tem valor em várias partes do mundo — inclusive na política brasileira. O presidente Lula não deixa escapar uma única oportunidade de se apresentar como pacifista em contraste com a suposta beligerância de Trump — a quem classificou como a nova cara do nazismo na campanha de 2024.

Todo esse sistema propagandístico anti-Trump — que vai da imprensa aos governos, passando pela classe artística e setores variados — tem tido, indisfarçavelmente, uma postura complacente com a tirania iraniana. É uma espécie de efeito colateral demagógico.

Foi comovente o agradecimento oficial do regime iraniano ao jornalismo da TV Globo.

Respondendo à pergunta inicial: sim, a mídia é cúmplice da caçada contra o presidente americano. E vale a generalização. Quando foi revelado que a BBC fraudou um discurso de Trump para acusá-lo de atentar contra a democracia, o assunto não durou 48 horas nas manchetes. Tornou-se “cool” investir na demonização de Trump. E, pelo visto, as tentativas de eliminá-lo continuarão. Mas cada um precisa saber a sua responsabilidade nesse circo macabro.

DEU NO JORNAL

GARFADA HISTÓRICA

A garfada que o governo federal dá no bolso do pagador de impostos bateu novo recorde em março deste ano.

A tunga somou R$ 229,2 bilhões no mês.

É o maior resultado da série histórica para um mês de março.

* * *

É bilhão que só a peste!!!

Parece um buzinaço: bi, bi, bi, bi…

Um recorde de altíssima rapinagem do gunverno luloso.

DEU NO JORNAL

A HORA DA VERDADE

Editorial Gazeta do Povo

Pela terceira vez desde o início do atual mandato presidencial de Lula, o Senado terá diante de si a missão de analisar uma indicação de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal. É uma escolha que pode marcar de maneira muito importante o início da reação de toda a sociedade aos abusos que o Brasil tem testemunhado desde há sete anos. Nesta quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sabatina o advogado-geral da União, Jorge Messias, e vota o parecer do senador Weverton Rocha (PDT-MA), favorável à nomeação; se tudo correr como de costume, no mesmo dia o plenário do Senado analisa a indicação. Chegou, portanto, o momento em que a consciência de poder estar recolocando o país nos trilhos, de estar dando uma chance ao Brasil, tem de pesar mais que qualquer outro interesse.

O governo Lula tem manobrado para facilitar o caminho de Messias na CCJ, substituindo nomes potencialmente hostis por aliados confiáveis. Na vaga que pertence ao União Brasil, Sergio Moro (que pertencia ao União e agora está no PL) foi trocado por Renan Filho (MDB-AL). A estratégia está sendo aplicada mesmo dentro de partidos de esquerda, como o PSB, que tirou Cid Gomes para colocar Ana Paula Lobato. O ministro do Desenvolvimento Social, o petista Wellington Dias, volta ao Senado só para esta votação. Tanto as mudanças na composição da CCJ quanto os R$ 12 bilhões em emendas recentemente empenhados pelo governo evidenciam o que a matemática já diz: a esquerda, sozinha, não tem os votos necessários nem na CCJ, nem no plenário, para colocar Messias no Supremo.

Os senadores ideologicamente comprometidos com Lula, com a esquerda e com suas pautas ideológicas apoiariam qualquer indicado pelo presidente da República; não há como travar diálogo razoável com eles a esse respeito, embora fosse de se esperar um mínimo de dignidade de sua parte. É a todos os demais que nos dirigimos; são eles que precisam estar cientes de que darão um alento ao país caso façam o que devem fazer, caso sigam a consciência em vez da conveniência, caso se questionem com sinceridade se Jorge Messias é de fato um nome digno de fazer parte da principal corte de Justiça do Brasil. Pois, se buscarem com honestidade a resposta, perceberão que não se trata de algo duvidoso, que exija um balanceamento delicado entre pontos positivos e negativos, prós e contras. A resposta é claríssima e insofismável: não há motivo algum que justifique a aprovação de Messias.

Ele não foi escolhido por Lula por cumprir os requisitos constitucionais de notável saber jurídico e reputação ilibada, mas apenas por ser um aliado que lhe será muito útil no Supremo. A atuação de Messias na AGU o comprova; o advogado-geral extrapolou completamente as atribuições do órgão que comanda para transformá-lo em polícia política do governo Lula, vigiando e perseguindo críticos por meio da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), o braço do “Ministério da Verdade” no Poder Executivo. O caso recente das notificações ao X para que censurasse críticos do PL da Misoginia é apenas o mais recente, em uma longa lista de ataques à liberdade de expressão patrocinados pela AGU.

Aos senadores comprometidos com a defesa da vida desde a concepção também não pode deixar de pesar o parecer assinado por Messias – que agora diz ter assinado sem ler, o que deveria apenas piorar a situação, pois evidencia um desleixo inaceitável em qualquer gestor público – em defesa da assistolia fetal, a prática bárbara de matar bebês após a 22.ª semana de gestação, injetando-lhes uma solução para provocar uma parada cardíaca. Messias pode até não estar qualificado para votar na ADPF 442 caso chegue ao STF, pois estaria substituindo um ministro que já votou nesta ação, mas sua posição como advogado-geral no caso da assistolia fetal é suficiente para sabermos que ele, mesmo alardeando sua fé evangélica, não seria confiável em nenhuma outra ação que lidasse com a proteção do nascituro.

Os senadores que amam seu país, os senadores que viram no que se transformou o Brasil sob a juristocracia liberticida do Supremo, os senadores que se elegeram com plataformas de respeito à vida humana por nascer, têm nas mãos a chance de entregar a todos os brasileiros um enorme tesouro. Bastará, nesta quarta-feira, um gesto simples, discreto e correto ao mesmo tempo: um “não” a Jorge Messias. Não se tratará simplesmente de um marco histórico, de algo que jamais foi feito nos últimos 130 anos, mas de uma atitude que engrandecerá o Senado na batalha pela redemocratização do país. A história não cobra perfeição, mas cobra que, diante do essencial, cada um – sobretudo quem tem posições de comando e influência – faça o que é devido. E o que os senadores devem fazer não poderia ser mais claro.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

A CENSURA AO MERCADO DE PREVISÕES

Editorial Gazeta do Povo

O brasileiro que usa plataformas de mercado de previsões, seja para se informar sobre tendências, seja para participar das transações de compra e venda de contratos envolvendo eventos futuros (esportivos, políticos, culturais, econômicos etc.) perdeu totalmente o acesso a 27 desses sites – incluindo o Polymarket, o principal deles – na manhã desta segunda-feira, quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) os bloqueou. A agência aplicou uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), por sua vez embasada em uma nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Um caso grotesco em que três órgãos extrapolaram completamente suas funções, afetando não apenas a liberdade econômica, mas principalmente a liberdade de expressão.

No mercado de previsões, os interessados adquirem contratos vinculados à um determinado evento – por exemplo, o resultado de uma eleição –, com um certo potencial de valorização. Caso o resultado previsto se concretize, o investidor embolsa essa valorização; do contrário, perde o que gastou na aquisição do contrato. Essa característica levou o secretário-adjunto de Prêmios e Apostas, Fabio Macorin, a apontar uma “identidade com a modalidade lotérica de aposta de quota fixa”, e o CMN decidiu que essas plataformas devem ser governadas pelas mesmas regras dos sites de apostas, as bets.

Aqui, de partida, já temos um erro conceitual. Ainda que nas apostas esportivas o ganho potencial também possa mudar ao longo do tempo anterior ao evento, de acordo com os volumes de apostas, há uma diferença fundamental entre as bets e sites como a Polymarket: no mercado de previsões, a “banca” não lucra nada com as previsões frustradas, enquanto as bets prosperam exatamente dessa forma. Por esse ângulo, mesmo a lei de 2023 que proíbe apostas fora do âmbito dos eventos esportivos não poderia se aplicar ao mercado de previsões. Uma comparação mais plausível seria com o mercado de opções, em que investidores aplicam seu dinheiro confiando na valorização ou na desvalorização de certa ação; se errarem, perdem o valor investido (na gíria do mercado financeiro, a opção “vira pó”), mas, se acertarem, podem conseguir ganhos robustos.

Forçar a mão na equiparação entre o mercado de previsões e as bets foi a maneira simples (e equivocada) de contornar um fato já apontado por parlamentares do Novo que protocolaram um projeto de decreto legislativo para derrubar a resolução: a restrição a uma atividade econômica, nos moldes do que acabam de fazer a Fazenda, o CMN e a Anatel, só poderia ser imposta pela via legislativa, e jamais por atos normativos do Poder Executivo. “A discussão não é se o setor deve ou não ser regulado. A questão é que regulação não pode ser confundida com proibição administrativa destinada a eliminar concorrência econômica”, disse à Gazeta do Povo o advogado Ricardo Scheiffer. Em outras palavras, se o governo federal acha que o mercado de previsões deveria ser regulamentado como as bets, que enviasse um projeto de lei ao Congresso.

A inconstitucionalidade escandalosa, no entanto, está na forma escolhida para coibir a atuação do mercado de previsões. Suponhamos que a analogia com as bets fizesse sentido, ou que o Ministério da Fazenda e o CMN de fato tivessem a autoridade legal para decidir por restrições a sites como a Polymarket; isso jamais poderia servir de argumento para simplesmente tirar do ar todos os sites que foram bloqueados. Este, sim, é o tipo de decisão que extrapola totalmente os poderes dos órgãos envolvidos e agride frontalmente a liberdade de expressão e o direito de acesso à informação.

O mercado de previsões é bastante usado mesmo por pessoas que não estão participando da compra e venda de contratos, mas que precisam se inteirar das tendências, usando como parâmetro aqueles que têm o chamado skin in the game, ou seja, estão colocando o próprio dinheiro na confiança sobre a concretização de um determinado cenário. Não poucas decisões de negócio são feitas tendo em mente o que o mercado de previsões aponta, por exemplo, a respeito do resultado de uma eleição. O advogado Scheiffer chegou a mencionar a possibilidade de o governo estar interessado em esconder previsões negativas, por exemplo sobre uma possível derrota de Lula em outubro.

O mercado de previsões é atividade legal em inúmeros países, as informações contidas nesses sites são relevantes, e o simples acesso às plataformas por parte de quem deseja consultar as tendências ali exibidas não tem (e nem deveria ter) nada de ilícito. Se o governo quer restringir a participação de brasileiros como investidores, que proponha regras e as submeta à avaliação do Congresso, já que o inciso II do artigo 5.º da Constituição afirma que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”, ou seja, “obrigações de não fazer” dependem necessariamente do Poder Legislativo. Mas em hipótese alguma se pode aceitar um bloqueio como o determinado pela Anatel, e que algo assim seja tratado com normalidade mostra a que ponto chegou a ignorância da sociedade sobre o alcance e a importância da liberdade de expressão e da livre circulação de informações.

Neste Brasil de Alexandres, Gilmares, Toffolis, Vorcaros, Mottas, Alcolumbres e Messias, o bloqueio governamental ao mercado de previsões pode até parecer coisa menor, mas não é – principalmente por suas consequências sobre a liberdade de expressão, já tão vilipendiada no Brasil. Como informações relevantes estão bloqueadas ao público brasileiro, não exageramos quando afirmamos que, sob o pretexto de “proteger a poupança popular e evitar o endividamento das famílias brasileiras e de pequenos produtores”, nas palavras de um conselheiro da Anatel, estamos diante de mais um ato de censura por parte de um governo sempre disposto a impedir a circulação de críticas e fatos inconvenientes. O Congresso tem a oportunidade de consertar esse erro, e não pode desperdiçá-la.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

SÓ LEVAREMOS A SÉRIO CANDIDATOS COMPROMETIDOS COM O FIM DOS ABUSOS

Luís Ernesto Lacombe

Em época de eleição, fica muito evidente uma característica dos políticos brasileiros: quase nada do que eles fazem é para o bem do Brasil e do povo. Os interesses particulares, partidários, ideológicos, corporativistas, mercadológicos costumam definir as ações. Até que se aproxima a hora de os eleitores voltarem às urnas. Aí parece que os candidatos passam a pensar no que realmente importa. É uma postura transitória, invariavelmente, um movimento oportunista para caçar votos dos desinformados, daqueles que não têm senso crítico e capacidade de registrar e guardar na memória grande parte do que já vivemos.

O exemplo mais evidente disso vem do atual ocupante do Planalto. De repente, Lula resolveu demonstrar preocupação com o endividamento recorde dos brasileiros. Nunca o país teve tantos inadimplentes. Nunca essa gente deveu tanto. Quase 82 milhões de pessoas têm, hoje, dívidas que não conseguem pagar, dívidas que somam R$ 539 bilhões. E esse quadro não surgiu de uma hora para outra. Se o petista agora considera esse tema importante, isso obviamente tem a ver com a queda dele nas pesquisas eleitorais e de popularidade.

Governos petistas sempre incentivaram o endividamento das pessoas, de várias formas. E, ao mesmo tempo, são especializados em produzir seus próprios déficits, rombos e suas dívidas. Diante disso, um Banco Central comprometido com o controle da inflação não pode baixar a taxa básica de juros. Hoje, a Selic está em 14,75% ao ano, e é apontada por economistas como o principal fator do endividamento do povo. Lula gasta demais e gasta mal. Ele tem empurrado o país e a maior parte da população para o buraco, impedido a queda dos juros, e finge que não tem nada a ver com o problema, mas com a solução, que, partindo dele, certamente, nunca virá.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema agora surgiu como um grande crítico de abusos, arbítrios e ilegalidades praticados por ministros do Supremo Tribunal Federal. É um comportamento que surgiu justamente com o fim de seu segundo mandato à frente do estado e o início da pré-campanha presidencial. Ao longo de seus dois mandatos como governador, sua postura foi predominantemente pragmática. Não há registros de críticas sistemáticas, confrontos diretos ou denúncias públicas consistentes contra os inúmeros absurdos que partiram do Supremo. O Partido Novo, sim, fazia críticas pontuais à censura e ao Inquérito do Fim do Mundo, mas Zema não liderou ou amplificou esse discurso.

Ele tem apresentado propostas boas para tentar moralizar o Supremo, mas a pergunta é: essa atitude está ligada apenas a um interesse eleitoral? Os embates com Gilmar Mendes têm favorecido o ex-governador mineiro… Uma das pesquisas indica que Zema saiu de quase zero para 7% das intenções de voto em poucos dias. Sim, ele é um bom gestor, já provou isso. Sim, seu foco era a administração estadual, mas os embates nacionais com a maior corte do Judiciário não podem mais ser evitados, e também não podem ser passageiros, apenas peça de propaganda política.

Só podemos considerar candidatos a presidente sérios aqueles que assumirem posição contrária aos desmandos de ministros do Supremo como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, eles principalmente. É preciso haver, de alguma forma, um compromisso inabalável com a defesa da Constituição, das leis, da liberdade, do devido processo legal. É isso que se espera dos três principais opositores de Lula: Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado – que, infelizmente, no ano passado, entregou a Toffoli, Gilmar e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o Título Honorífico de Cidadania Goiana… Que a campanha eleitoral indique o correto, o que deve ser feito, aponte para aquilo que importa mesmo ao Brasil, e que ninguém se desvie jamais desse caminho.