No Japão o governo pede desculpas pelos erros cometidos na pandemia COVID-19.
Aqui, ainda hoje temos pessoas que culpam Bolsonaro pelas 700 mil mortes (que terminaram de ser computadas em 31/12/2022).
isso ainda vai ser revisto pela história.
Editorial Gazeta do Povo

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan
Em 2022, a lorota do “Lula democrata” foi a estratégia usada para vender o petista na busca pelo terceiro mandato presidencial – que ele fosse amigo e protetor de ditadores mundo afora, que fosse hostil à imprensa livre, ou que seu partido tivesse fraudado a democracia brasileira com dois megaesquemas de corrupção era mero detalhe. Quatro anos depois, com uma nova eleição à frente e as contas públicas em estado crítico, já começou a operação para vender um “Lula fiscalmente responsável” – sim, ele mesmo, o pai da Nova Matriz Econômica (ao lado de seu então ministro Guido Mantega) e o atual gastador-mor da República, estaria preocupado com o (próprio) descontrole fiscal!
Conversando com representantes de três grandes instituições financeiras, na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse estar tentando convencer Lula a endurecer as regras do arcabouço fiscal em um eventual quarto mandato. Segundo as informações de bastidores, estariam na mesa ideias como reduzir o limite anual de crescimento real da despesa pública (ou seja, acima da inflação) de 2,5 para 1,5 ponto porcentual ao ano, e novos gatilhos para reduzir a elevação de despesas obrigatórias. Durigan ainda tem dito que recebeu de Lula o encargo de ser o interlocutor com os agentes econômicos, para desfazer algumas trapalhadas recentes do coordenador do programa de governo petista, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli.
Todo ceticismo, aqui, é justificável. Primeiro, porque não há como saber se Durigan e outras fontes próximas a Lula que têm falado com a imprensa estão de fato tentando convencer o presidente, ou se na verdade tudo não passa de uma estratégia eleitoral: a de convencer o resto do país de que Lula poderia ser convencido de algo – ainda mais desse algo, o gasto público. Afinal, se em 2022 houve economistas renomados que apoiaram o candidato do PT acreditando que ele faria um terceiro mandato fiscalmente responsável, apesar de todas as indicações em contrário, por que não tentar mais uma vez?
Segundo, porque seria de fato extraordinária a história contada por esses interlocutores palacianos, de um Lula preocupado com a explosão da dívida pública durante o seu mandato, e ciente de que é preciso fazer algo para conter esse aumento. É o mesmo Lula que passou quatro anos defendendo gasto público desenfreado, e que ainda hoje segue lançando bondade atrás de bondade, em um pacote eleitoreiro cujo efeito fiscal está na casa das centenas de bilhões de reais. Epifanias e conversões súbitas acontecem, mas, se fosse esse o caso, a gastança já teria sido interrompida para não agravar ainda mais a “herança maldita” que Lula pretende receber de si mesmo, caso vença em outubro.
E, por último mas não menos importante, porque as tais propostas citadas por Durigan não teriam o poder de frear a acelerada expansão da dívida pública. Se elas fossem aprovadas, o arcabouço continuaria mantendo uma de suas principais deficiências, a previsão de aumento real nas despesas independentemente do desempenho da economia. Além disso, os últimos três anos e meio foram repletos de demonstrações de que o arcabouço fiscal é mera peça de ficção, tantas as despesas retiradas do cálculo formal para efeitos de cumprimento da meta fiscal – em 2025, por exemplo, o resultado primário oficial foi déficit de 0,1% do PIB, com meta cumprida; considerados os itens excluídos da meta, no entanto, o rombo subia para 0,48% do PIB, fora da margem de tolerância do arcabouço. Como resultado dessa contabilidade criativa, nenhum agente financeiro sério ainda leva em conta os números do governo sobre déficit primário, preferindo fazer a conta considerando também os gastos excluídos da conta oficial.
Acredita nisso tudo quem quiser, obviamente. Mas ninguém pode culpar os que duvidam, já que a gastança esteve na essência desse terceiro mandato de Lula, e alguém que já havia passado oito anos no Planalto deveria estar bem ciente da relação de causa e efeito entre gasto desordenado, deterioração das contas públicas e explosão da dívida desde o momento em que subiu a rampa do Planalto, em janeiro de 2023. Uma guinada (nem tão radical assim, diga-se de passagem) a essa altura do campeonato, quando a realidade aponta para uma lamentável manutenção de curso caso Lula permaneça no poder, é improvável; e, se vier, difícil saber quanto tempo durará – que o diga Joaquim Levy, recrutado por Dilma Rousseff para botar ordem em um caos parecido, e que não chegou a completar um ano no cargo.
Estaria ele preocupado com o aumento da gasolina?
Com os preços exorbitantes nos supermercados?
Com quem vai vencer as eleições?
Com o que Moraes faz ou deixa de fazer?
Com Trump? Com o que disse Milei?
Com guerras?
Ou será que ele para pra pensar na frase de autoria desconhecida que circula nas redes: “Vejo um oceano imenso de pessoas e não encontro uma gota sequer de humanidade “.
E euzinha aqui com a cabeça a milhão e nem mesmo sei tocar violão.
Praia de Pajuçara 1970
A Organização Mundial da Saúde – OMS – tem como parâmetro o mínimo de 12,00 m² de área verde por habitante para que uma cidade seja razoavelmente oxigenada, ventilada, boa qualidade de vida. No Brasil existem cidades com 50,00 m² de área verde por habitante, como Curitiba, e a nordestina João Pessoa é recordista nacional com 60,00 m².
Maceió carece de muitas praças, parques e jardins; nossas áreas verdes não alcançam o raquítico número 6,00 (seis) m² por habitante. Ainda bem que temos o mar e a brisa para amenizar, Maceió seria um inferno de quente e abafado.
Tudo na vida tem uma causa. Aqui nessa nossa bendita e linda cidade de Nossa Senhora dos Prazeres, os governantes têm a mania criminosa de doar áreas do município para entidades e até para particulares, diminuindo nossa área verde, área pública, pulmão da cidade.
Numa rápida lembrança cito: a Praça Napoleão Goulart que o Clube Fênix, o clube mais rico do Estado, anexou a seu patrimônio. A Praça 13 de Maio, local de encontro da comunidade do Poço, marco de várias gerações, foi doada ao Sesc para construir sua sede. No loteamento da Avenida João Davino, uma bela e enorme área verde foi doada ao Clube dos Sargentos, onde construíram sua sede.
É preciso fazer um esforço para aumentar essas áreas verdes, plantando mais árvores nas ruas, cuidando melhor das praças e jardins; assim Maceió será além da mais bela, a mais gostosa e fresca capital do Nordeste, basta atingir esse índice mínimo de 12,00 m² por habitante.
Domingo passado, comendo meu imperdível acarajé no Alagoinha, encontrei duas amigas da velha guarda. A conversa foi a lembrança do bucólico e saudoso Gramado da Pajuçara, deu-me uma dor no coração, até de indignação, hoje, aquela aprazível e bonita área foi tomada por um enorme posto de gasolina. Quem deu nosso pedaço de juventude? Quem derrubou nosso munguzá?
O Gramado da Pajuçara, no início da Rua Jangadeiros Alagoanos, era uma belíssima e gostosa área verde, toda gramada, arborizada, onde a juventude dos anos 60/70 jogava voleibol, conversava, cantava e principalmente era o ponto de encontro das paqueras, dos namoros. Célebres amores dessa terra começaram no Gramado.
Embora eu morasse na Avenida da Paz, dava incursões pelo Gramado, amava passar as tardes, as noites, paquerando ou mesmo jogando naquele bucólico tapete verde feito de grama macia, onde nas noites de Lua deitávamos olhando para o céu e a própria Lua, ao som de um violão, curtindo uma bonita serenata. Do gramado, às vezes, partíamos para as jangadas no mar, rumo às, ainda desconhecidas, piscinas naturais da Pajuçara. Onde o mar beija as areias com mais alma e mais amor, como diria o poeta Aldemar Paiva.
Uma amiga com sua brilhante memória lembrou uma paródia da música carnavalesca, EVOCAÇÃO, composta pelas belas meninas (Vânia Papini), assíduas frequentadoras do Gramado, a gente assim cantava:
“Felipe, Pedro Rolete, Guilherme, Moacir, Cadê Fernando Totó? Cadê Carlinhos? Mário Jorge? Carlos Cunha? Faixa Branca?
Dos assaltos saudosos…
Na alta madrugada partiam do Gramado pras farras desatinados.
E era um sucesso… das férias ideais, na Terra dos Marechais.
Adeus, adeus, minha gente, que já brincamos bastante,
As férias terminaram, as aulas começaram,
E muita gente está distante…”
Gramado da Pajuçara, marco cultural, social, encantamento dos amores da nossa geração. Ponto de encontro, de lazer, de uma juventude que não morreu, que ainda vive em nossos corações e mentes dos que ainda têm capacidade de amar. Hoje, o bucólico gramado virou Posto de Gasolina É de fazer chorar, e como dói.!
Transformação milagrosa de uma mulher.
Eu tenho um palpite em quem ela vota.
O Brasil tem jeito sim, é só acabar com a malandragem.
Esquina milagrosa!!
Saindo da perícia do INSS, dobrou a Esquina e a transformação veio. pic.twitter.com/vocJqQDDTF— Tumulto BR (@TumultoBR) July 30, 2026