JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Sílvio Romero

Sílvio Vasconcelos da Silveira Ramos Romero nasceu em 21/4/1851, em Lagarto, SE. Advogado, escritor, crítico literário, poeta, historiador, filósofo, jornalista e político. Ainda garoto, mudou-se para o Rio de Janeiro onde completou os primeiros estudos no Ateneu Fluminense. Em seguida partiu para o Recife e entrou na Faculdade de Direito, concluindo o curso em 1873. Foi um destacado participante da “Escola do Recife”, um movimento intelectual, filosófico, jurídico, poético… ao lado de Tobias Barreto.

Em 1875 elegeu-se deputado por sua província, quando já atuava como crítico literário de vários jornais do Recife e Rio de Janeiro. Seus dois primeiros livros foram publicados em 1878: A filosofia no Brasil e Cantos do fim do século (poesias). Lecionou filosofia no Colégio Pedro II entre 1881 e 1910. Neste período manteve estreito convívio com os intelectuais cariocas, junto aos quais fundou a Academia Brasileira de Letras, em 1897.

Seu apego a literatura resultou na publicação da Introdução à História da Literatura Brasileira, em 5 volumes, em 1882. No entanto perdeu o interesse pela poesia, encerrado em 1883 com a publicação de Últimos harpejos. No mesmo ano publicou mais dois livros, fruto de seu interesse pelo folclore: O elemento popular na literatura do Brasil e Cantos populares do Brasil. A partir de 1891, passou a colaborar com artigos para o jornal carioca “Diário de Notícias”, dirigido por seu amigo Rui Barbosa. No mesmo ano, foi nomeado membro do Conselho de Instrução Superior por Benjamim Constant. Foi um dos primeiros pensadores a se interessar por Antônio Conselheiro, o qual via como missionário vulgar que agregara em torno de si fanáticos depredadores. Seu amigo Euclides da Cunha, tendo sido enviado para Canudos, foi responsável pelo esclarecimento dos fatos ainda nebulosos para muitos intelectuais da época.

Entre 1900 e 1902 foi deputado federal pelo Partido Republicano, trabalhando na comissão encarregada de rever o Código Civil na função de relator-geral. Seu posicionamento ideológico pregava um “evolucionismo spenceriano, no qual os fatores biológicos dariam um suporte maior à sua crítica sociológica”. Em termos literários não tinha posições definidas: “Em mim o caso literário é complicadíssimo e anda tão misturado com situações críticas, filosóficas, científicas e até religiosas, que nunca pude me separar delas”. Não obstante sua competência, era conhecido pelo embate violento e intolerante contra outros escritores, intelectuais e políticos, gerando numerosas polêmicas com pessoas conhecidas como Lafayette Rodrigues Pereira, José Veríssimo, Teófilo Braga etc.

Segundo Antônio Cândido, é considerado como “uma das fontes básicas do pensamento e da literatura nacional”. Como resultado de sua investigação nesse campo, publicou Estudos sobre a Poesia Popular Brasileira (1888). O interesse pelo aprendizado sociológico inspirou a publicação dos Estudos de Filosofia do Direito (1895) e dos Ensaios de Sociologia e Literatura (1901). De 1890 a 1911, publicou, entre outros títulos, o ensaio Machado de Assis (1897), em que faz violenta crítica e mereceu resposta de José Verissimo, em defesa de Machado. Crítico polêmico, sarcástico, violento em suas afirmações, é considerado hoje, ao lado de Veríssimo e Araripe Júnior, um dos criadores da crítica literária no Brasil.

Foi um pesquisador prolífico com mais de 70 livros publicados. Sua força estava nas ideias de âmbito geral e no profundo sentido de brasilidade que imprimia em tudo que escrevia. Sua contribuição à historiografia literária brasileira é uma das mais importantes de seu tempo. Sua obra principal é A História da Literatura Brasileira, publicada em 1888, em que expõe “o essencial do que desejava dizer sobre a cultura e mesmo a sociedade de seu país”. A primeira parte do livro é dedicada aos “elementos de uma história natural de nossas letras, as condições de nosso determinismo literário, com as aplicações da geologia e da biologia às criações do espírito”, A segunda parte, por sua vez, “apresenta, em largos traços, o resumo histórico das quatro grandes fases de nossa literatura: período de formação (1500-1750); período de desenvolvimento autônomo (1750-1830); período de transformação romântica (1830-1870); período de reação crítica (de 1870 em diante)”.

Como crítico, condenou o indianismo de autores como Gonçalves Dias e José de Alencar que, segundo ele, apresenta uma visão precária da formação histórica do Brasil, uma vez que há pouca informação sobre a vida real dos indígenas e, portanto, não é possível reconstituí-la com exatidão em romances históricos ou poemas épicos. O sentido da crítica, para ele, não é apenas fazer uma ampla análise e revisão de valores, letras e artes, conforme observa Antônio Candido, mas também de demolir aquilo que julga anacrônico ou contrário à evolução cultural. O caráter muitas vezes polêmico de suas opiniões é decorrência dessa noção da crítica como um elemento para a reforma social e intelectual do país.

O mapeamento que fez da literatura brasileira, de suas origens até o século XIX, é o mais completo e detalhado que se fizera até então, colocando seu autor na posição de fundador dos estudos literários brasileiros. Era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e de diversas outras associações literárias. Faleceu em 18/6/1914.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

AUGUSTO NUNES

A OFENSIVA DO SUPREMO PODER

O artigo 2° da Constituição informa que os três Poderes são independentes e harmônicos entre si. Mas o Supremo Tribunal Federal aparentemente decidiu que o Judiciário é mais independente que os outros – e deve, portanto, subordinar o Legislativo e o Executivo a partituras compostas por nove homens e duas mulheres cobertos por togas.

O ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, impediu que o presidente da República nomeasse o superintendente da Polícia Federal – atribuição do chefe do Executivo. E, há poucas semanas, atropelou as imunidades parlamentares ao mandar prender um deputado federal por crime de opinião.

Nesta quinta-feira, o ministro Luís Roberto Barroso ordenou ao Senado que instalasse imediatamente uma CPI para investigar o desempenho do governo federal no combate à pandemia de coronavírus. Enquanto democratas de picadeiro anunciam aos berros o parto iminente do fascismo à brasileira, vai-se consolidando a hegemonia do Supremo Poder.

Antes que seja proclamada a ditadura do Judiciário, os brasileiros deveriam reler com atenção o parágrafo único do artigo 1° da Constituição: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos”. Ao contrário dos integrantes dos demais Poderes, ministros do STF são indicados pelo presidente da República e chancelados pelos senadores. Que tal escolher também nas urnas, pelo voto direto, os 11 juízes que mandam no Brasil?

A julgar pelas pesquisas de opinião, todos os atuais ministros teriam de procurar outro emprego.

DEU NO TWITTER

DEU NO JORNAL

COMISSÃO PARLAMENTAR DA INFÂMIA

Guilherme Fiuza

A CPI da Covid é para investigar a atuação do governo federal na pandemia? Ok. Então ela tem que começar investigando a decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu o governo federal de comandar o enfrentamento à pandemia.

É até bom porque a ordem para instalar a CPI veio do próprio STF, em ato do ministro Luiz Roberto Barroso, então ninguém vai poder dizer que a suprema corte foi pega de surpresa. Mas aí é aquela hora em que a resistência cenográfica grita: o STF não impediu o governo federal de atuar na pandemia! Fake news! Cada vez mais cresce essa mania dos senhores da verdade de chamar de mentirosos todos os que não recitam as suas cartilhas de empatia cosmética. Mas não vamos gritar com eles – vamos continuar falando baixo.

O governo federal não foi impedido pelo STF de distribuir R$ 700 bilhões de reais em caráter de emergência para livrar o país do colapso e da fome. Esse aporte foi feito e o dinheiro chegou a quem deveria, inclusive a dezenas de milhões de pessoas que não teriam o que comer sem o auxílio emergencial. Vale aqui uma nota: o governo não fez mais do que a sua obrigação. E vale outra nota: nem todos sabem cumprir esse tipo de obrigação – como se viu no programa Fome Zero, de 2003, que matou a fome de zero pessoas e foi extinto pelo próprio governo da época (ninguém tinha avisado a eles que slogan não enche barriga).

Já a autoridade para comandar as políticas de saúde e segurança sanitária dentro da pandemia foi, sim, retirada do governo federal pelo STF. De que forma?

Da seguinte forma: no dia 8 de abril de 2020, em decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal resolveu que “não compete ao Poder Executivo federal afastar, unilateralmente, as decisões dos governos estaduais, distrital e municipais que, no exercício de suas competências constitucionais, adotaram ou venham a adotar, no âmbito de seus respectivos territórios, importantes medidas restritivas como a imposição de distanciamento/isolamento social, quarentena, suspensão de atividades de ensino, restrições de comércio, atividades culturais e à circulação de pessoas (…)”.

Na referida decisão, o STF manda que sejam respeitadas “as determinações dos governadores e prefeitos” quanto às referidas regras de funcionamento e restrições da sociedade durante a pandemia. E acrescenta que deve ser “respeitada a descentralização político-administrativa do Sistema de Saúde (…) com a consequente descentralização da execução de serviços e distribuição dos encargos financeiros entre os entes federativos, inclusive no que diz respeito às atividades de vigilância sanitária e epidemiológica”.

Ficou alguma dúvida? Sim, claro que ficou: vocês querem saber se mesmo assim, com esse embargo judicial escrito e escarrado às possibilidades de ação do governo nacional na crise de saúde, vocês podem continuar acusando de fake news quem menciona essa decisão do STF. Claro que sim! Os próprios ministros do STF fazem isso! Tá liberado! Vocês têm o habeas cinicus, fiquem à vontade.

Mas agora com a CPI da Covid que vocês queriam tanto não vai dar pra fingir que nada aconteceu, né? Ou vocês vão querer radicalizar o teatro? Porque aí fica uma mentira em cima da outra, né? Vocês acham que dá para encarar essa? Fingir que não houve o embargo do STF ao governo federal e passar a investigar esse mesmo governo federal por aquilo que o STF não o deixou fazer? Bom, nada é impossível para vocês quando se trata de fingimento, então boa sorte.

Mas aí é o seguinte: vocês vão encarar uma CPI, ou seja, uma devassa sobre a crise da Covid fingindo que não houve o covidão? Fingindo que o governador do Rio de Janeiro não foi afastado do cargo por desvio de verbas emergenciais providas pelo governo federal? Ou vocês vão fingir que a culpa pelas tramoias do governo do Rio de Janeiro é do presidente da República?

Repetindo: boa sorte. Não se esqueçam de esconder a falta de fundamento científico para os lockdowns medievais e a completa inexistência de eficácia comprovada para uma medida em vigor de forma discricionária há mais de um ano. Porque se a maioria acordar para a pantomima devastadora de vocês, talvez a quarentena vip comece a se tornar um lugar não tão confortável.

PROMOÇÕES E EVENTOS

KASA DO KEIJO – OLINDA, RECIFE E REGIÃO METROPOLITANA

A Kasa do Keijo está localizada no Mercado de Sítio Novo, Box 35, em Olinda – Av. Luis Correia de Brito.

Queijos, frios e produtos regionais, além de 80 itens de conveniência

Telefones 9-9729-8469 e 3104-4002

É só ligar e falar com Alexandre ou com Sonia.

Também é possível fazer consultas e compras por e-mail: amalta2@hotmail.com

A Kasa do Keijo opera com cartão e não cobra pela entrega.

Fubânicos de Olinda, do Recife e redondezas, fiquem à vontade pra fazer suas encomendas!!!!

Carnes frescas e de sol, cabrito, cordeiro, leitão, queijo de coalho defumado com orégano, linguiças caseiras, matuta, bode, charque, frango com bacon, buchada já temperada, sarapatel de bode e de porco, tripinha de porco pré cozida, mel de engenho e de abelha puro (colhido na fazenda), massa e goma de tapioca (direto da casa de farinha), doces em calda caseiros (mamão, mamão e coco, goiaba, jaca, caju, banana e abacaxi), doce de leite, cocada de rapadura recheada com leite condensado, bolo caseiro de Mandioca, Macaxeira, Barra Branca, Engorda Marido, de rolo, castanhas, amendoins, frutas cristalizadas, passas, amêndoas etc.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

CARTAS E FALAS LUSAS

Sou trineto de avós lusos, de Trás-os-Montes, E vez por outra me delicio com o jeitão de raciocinar dos meus parentes de além-mar. Ofereço, pois, algumas notáveis estruturações lógicas dos meus ancestrais que muito amo. Vamos aos finalmentes, para atender leitores desta Gazeta Escrota, magnificamente bem dirigida pelo escritor Luiz Berto, um pernambucano de Palmares pra lá de muito arretado de ótimo.

1. Carta de mãe portuguesa a seu filho no Brasil

Querido filho: Te escrevo estas linhas para que saibas que estou viva. Redijo devagar porque sei que tu não consegues ler rápido. Por aqui, tudo como ontem, embora não reconhecerás a casa quando aqui vieres, porque a gente se mudou. Finalmente enterramos o seu avô. Encontramos o seu cadáver com a mudança. Estava no armário desde aquele dia em que ele ganhou da gente, brincando de esconde-esconde. Hoje, tua irmã Júlia pariu, mas como ainda não sei o sexo, não posso dizer se tu és tio ou tia. Quem não tem mais aparecido por aqui é o tio Venâncio, que morreu totalmente no ano passado. E também o teu primo Jacinto, que sempre acreditou ser mais rápido que um touro e acabou comprovando que não era. Estou preocupada com o nosso cachorro Bob, que insiste em perseguir os carros parados. Teu irmão José fechou o carro com a trava e deixou as chaves dentro: teve que ir lá em casa pegar a chave duplicata para poder tirar todos nós de dentro dele. Esta carta te mando pelo Manolo, que vai amanhã para aí. Será que podes pegá-lo no aeroporto? Não subscrevo o novo endereço no envelope porque desconheço. A última família que morou aqui levou os números para permanecer com o mesmo endereço. Se encontrares a dona Maria, dês um alô da minha parte. Se não a encontrares, não digas nada. Um beijo saudoso, Maria do Monte Dourado. PS: Ia te mandar cem escudos, mas já fechei o envelope.

2. Certa feita, estava eu em Cascais, na casa de uma amiga pernambucana, após um estágio de trinta dias na Universidade do Porto, em julho, enviado pela Universidade de Pernambuco. Por volta do meio dia, desejou retornar à Lisboa. Na bilheteria solicitou: “Quero um bilhete no comboio que partirá doze e trinta para o Cais do Sodré”. A resposta veio educada: “Desculpe-me, mas no comboio d’agora não será possível. Face a greve dos maquinistas, que estão retardando as viagens em duas horas, o comboio das 12:30 está atrasado. Caso o Dr. queira, poderá embarcar no comboio programado para as 10:30 da manhã, que partirá pontualmente às doze e trinta”. E o Campozana fez uma excelente viagem.

3. No funeral da sua tia Tereza de Jesus, acontecido em 14 de fevereiro último, na Aldeia de Modim de Basto, Trás os Montes, Portugal, o Campozana recebe as condolências, em prantos, de uma velhinha nonagenária, típica aldeã, apoiada num cajado, luto fechado: “Sr. Dr. Engenheiro, muito chorosa cá está a morrer quem nunca morreu”.

4. Bilhete desesperado de filho para o pai, residente em Oeiras: “Pai querido, estou encalacrado. Fui trabalhar numa loja de carros usados e fui despedido no primeiro dia, só porque, para cada Uno vendido, eu dava um Prêmio de cortesia!!”.

No mais, viva o congraçamento sempre fraternal de brasileiros e lusitanos, uns e outros eternos admiradores do sempre lembrado outro Fernando, o amado Pessoa de todos nós, que um dia nos ensinou, através do Álvaro de Campos: “Sou técnico mas só tenho técnica dentro da técnica. Fora disso sou louco, com todo direito de sê-lo”.

5. Desabafos de um luso da Cidade Maravilhosa: Por que é que o governador do Rio é Castro e não castrado pelas festinhas que oferece? Votei no Bolsonaro, mas logo notei que o capitão não tem bom motor mental. E de nula criatividade, sem mourões.

DEU NO JORNAL

ESTÁ FALTANDO TESTOSTERONA NO CONGRESSO

Percival Puggina

Em nova decisão monocrática, o STF invade competência de outro poder mediante decisão monocrática de um de seus membros. Não lhes basta interferir na política nacional segundo um ativismo nunca antes visto. Não lhes basta a toda hora largarem de mão o carro de bombeiro e botarem fogo no circo. Não lhes basta emitirem opiniões pessoais destemperadas e desbragadas, como se fossem líderes mal educados de facção política. Não lhes bastam os votos ridículos recheados de adjetivos e interjeições. Querem, mesmo, desestabilizar o país interna e externamente.

Quando os deputados federais mantiveram a absurda prisão do colega preso de modo totalmente irregular, assustados talvez porque o ministro Alexandre mostra os dentes quando fala (vá que morda), o problema de que trato aqui começou a se evidenciar. Colhe-se aquilo que se semeia e nada mais.

Neste momento, dezenas de pedidos de pedidos de impeachment se amontoam nas duas casas do Congresso. No Senado, especificamente, há CPIs contra o presidente e pedidos de impeachment contra ministros do STF. Recentemente ingressou um contra Alexandre de Moraes com quase três milhões de assinaturas populares. E nada!

Ah! – dirá alguém – o ministro atendeu à Constituição, que manda instalar as CPIs quando os três requisitos nela alinhados são atendidos. É verdade. Mas não tem sido assim. E é bom que não seja porque, se fosse, o Congresso não cuidaria de outras coisas, pois sempre existe um terço das Casas querendo desfrutar de alguém no paredão dos interrogatórios e impropérios. A matilha, quando longe do poder, está sempre ouriçada. Danem-se as consequências internas e externas da instabilidade política. O nome disso é irresponsabilidade.

Ademais, como bem disse o dócil Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, não há como fazer uma CPI em sessões virtuais. Aliás, em sessões virtuais o Congresso tem aprontado cada uma!…

Parece evidente, ao menos para mim, que está faltando ao Parlamento, doses de reforço daquele hormônio próprio da masculinidade, a testosterona, que responde por algumas características do macho na espécie humana. Nada contra as senhoras congressistas, mas já passou da hora de alguém bater na mesa. É do parlamento a ação prioritária para isso. E não é necessariamente do seu presidente que até agora só mostrou altura e voz grossa. É atribuição do plenário, que, aliás, já fugiu de votar a lava-toga.

Por que não andam os pedidos de impeachment dos ministros do STF que se acumulam no Senado? Por que nenhum senador atravessa a rua e cobra do Supremo atitude simétrica, desta feita contra eles mesmos?

São perguntas que vejo sem resposta nesta manhã do dia 9 de abril, quando sinto cada vez mais evidente a consigna “Acuse-os do que faz”, a que me referi quando abordei o plano golpista que as forças militantes da mídia e da oposição, atribuíam ao presidente.

DEU NO TWITTER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA