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EDUCAÇÃO LULO-PETRALHAL-PAULOFREIRIANA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO JORNAL

UMA PERGUNTA QUE JÁ VEM COM A RESPOSTA

O STF vai mandar prender os delinquentes que participaram de ato antidemocrático na sede da Aprosoja?

* * *

Não.

Claro que não.

Os vândalos delinquentes são zisquerdóides da oposição.

Eles constituem o tipo de bandido que tem todo amparo lá no ninho dos urubus.

E os vagabundos, de barriga cheia, ainda fizeram pichações dizendo que “soja não enche prato”.

Uma pajaraca de grosso calibre no olho do furico de cada um desses marginais gorduchos seria um ato extremamente exemplar e didático.

PROMOÇÕES E EVENTOS

DESENVOLVIMENTO DE SITES E SISTEMAS

Sua empresa não está na internet?

Onde ela está então?

No futuro só existirão dois tipos de empresas, as que estão na INTERNET, e as que faliram” – Bill Gates.

Como você deseja estar no futuro que já chegou?

Veja meu portfólio clicando na imagem abaixo:

AUGUSTO NUNES

DELAÇÃO FANTASIADA DE JORNALISMO

Jânio Quadros e Fernando Henrique Cardoso entraram emparelhados na reta final da corrida pela prefeitura de São Paulo. A votação ocorreria no dia 15, uma sexta-feira, e me cabia cuidar da reportagem de capa da revista Veja, que incluiria obrigatoriamente o ainda imprevisível desfecho do duelo. Para redigir o texto eu teria parte da noite de sexta e a madrugada de sábado. O problema era a foto. Como a capa da edição requeria cuidados que consumiam cerca de 48 horas, a imagem teria de ser produzida até o dia 13. E havia uma complicação adicional: o ex-presidente e o senador deveriam posar para a câmera – separadamente, claro – sentados na cadeira então ocupada pelo prefeito Mário Covas. Jânio nem quis conversa. Mandou um assessor avisar que não confiava em nenhum jornalista e encerrou o assunto. Bem mais gentil, Fernando Henrique aceitou de imediato a proposta da revista: se não vencesse a eleição, receberia tanto as fotos reveladas quanto os negativos. Na tarde da quarta-feira, a sucessão de cliques se aproximava do fim quando uma assessora do candidato entrou no gabinete para transmitir-lhe a insatisfação de duas duplas, compostas de um repórter e um fotógrafo, acampadas na sala de espera.

– Os coleguinhas estão enciumados – informou a assessora, referindo-se aos jornalistas do Estadão e da Folha de S.Paulo. – Acham que a Veja tem tratamento privilegiado.

Depois de alguns segundos de silêncio, Fernando Henrique quis saber se me opunha à entrada dos queixosos.

– O senhor é quem decide – saí pela tangente. – Mas acho bom deixar claro que as fotos estão embargadas até o encerramento da apuração.

Os quatro jornalistas concordaram sem hesitação com os termos do acordo. No dia seguinte, descobrimos que a Folha resolvera antecipar-se à Veja e ao Estadão: lá estava a foto embargada arrendando um latifúndio de papel na primeira página. O repórter alegou mais tarde que o editor de Política se limitara a lembrar aos dois subordinados que nenhum deles estava autorizado a fechar acordos em nome do jornal. Ainda hoje a foto é apresentada como prova do presunçoso açodamento de um poço de vaidade. Tremenda fake news. Fernando Henrique foi vítima de mais uma prova contundente de que a Folha não tem palavra.

Entrevistado pelo programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, o jornalista Alexandre Garcia resgatou outro episódio exemplar. Ele era subsecretário de Imprensa Nacional do governo João Figueiredo quando foi encarregado de escalar o grupo de colegas que testemunhariam um encontro entre o presidente da República e o cardiologista Euryclides Zerbini. A pedido de amigos e parentes de Figueiredo, o médico famoso tentaria publicamente convencer o chefe de governo a abandonar o cigarro. Foi o que fez quando a conversa ia chegando ao fim. Zerbini insistiu em saber o que impedia o anfitrião de livrar-se do vício. A resposta emergiu já com cara de manchete: “Doutor, eu não paro de fumar porque não tenho caráter”. Garcia assustou-se: “Imaginei o Hélio Fernandes afirmando na primeira página da Tribuna da Imprensa que Figueiredo finalmente havia reconhecido que não tem caráter”, contou Garcia, que foi à luta: por telefone, repetiu aos participantes do encontro, um por um, o mesmo pedido escoltado pelo mesmo argumento. “Não use aquela frase, por favor. No Rio Grande do Sul, não ter caráter quer dizer que a pessoa não tem força de vontade.” Todos prometeram atender ao apelo, inclusive o enviado pela Folha. Todos cumpriram a promessa, menos a Folha, que incluiu na reportagem a frase que atribuía o tabagismo à falta de caráter.

Entre leitores capazes de assoviar e caminhar ao mesmo tempo, esses registros na folha corrida podem ter abrandado a surpresa, mas não o assombro provocado pela manchete da edição deste 7 de outubro, uma quinta-feira: BLOGUEIRO BOLSONARISTA USA DE INFORMANTE ESTAGIÁRIA DO STF. Sete palavras e uma sigla resumem a reportagem, torpe na forma e sórdida no conteúdo, que se baseou em diálogos telefônicos grampeados pela Polícia Federal para concretizar uma façanha e tanto. Simultaneamente, a Folha conseguiu reduzir a farrapos bandeiras que vive hasteando ao som de tambores e clarins, violentar a Constituição com o estupro do sigilo da fonte e consumar o parto do jornalismo de delação.

“Blogueiro bolsonarista” foi a expressão escolhida para esconder a atividade profissional de Allan dos Santos, que comanda o portal Terça Livre e é tão jornalista quanto qualquer condecorado com um crachá da Folha. A palavra “informante”, pinçada do jargão policial, tentou transferir para uma fonte o papel que a Folha desempenhou: dedo-duro. As patéticas trucagens se completaram com o termo “estagiária”, que confere ares de jovem avoada à brasileira Tatiana Garcia Bressan, de 45 anos, que trabalhou por 18 meses no gabinete do ministro Ricardo Lewandowski. Essas piruetas semânticas tentaram camuflar a verdade vergonhosa: a Folha pariu a imprensa delatora para transformar em casos de polícia um jornalista e uma funcionária que o ajudara a ver o Supremo como o Supremo é. Nada do que Tatiana revela surpreende quem conhece o Pretório Excelso. Num dos trechos destacados pelo jornal, por exemplo, Tatiana diz que se espantou ao constatar que os ministros mudam frequentemente de ideia quando políticos de estimação necessitam de ajuda. Ganha uma viagem só de ida para a Venezuela quem ainda não sabia disso.

A delação pareceu funcionar. Na edição seguinte, a Folha noticiou que o ministro Alexandre de Moraes anexara a “informante” ao inquérito das fake news (podem chamá-lo de “inquérito do fim do mundo”; ele atende). A medida incorporou a delatada ao elenco de depoentes na mira da Polícia Federal. Previsivelmente, redes sociais trataram de fechar a Allan dos Santos os espaços que ocupa. Mas o jornal que faz o diabo para derrubar o presidente fora longe demais. Dois dias depois da feérica entrada em cena, o caso caiu fora da Folha à francesa – e não voltou a dar as caras sequer nas páginas internas. O jornalista Nelson Rodrigues provavelmente teria sugerido que os autores da ignomínia sentassem no meio-fio, chorando lágrimas de esguicho, até se sentirem prontos para a expiação da torpeza numa seção “Erramos” de página inteira. Em vez disso, os envolvidos no espetáculo da infâmia andam murmurando por aí que só jornalistas de verdade têm direito ao sigilo da fonte.

O que seriam “jornalistas de verdade”? Os formados por faculdades de comunicações? De jeito nenhum, garante o editorial da edição de 19 de junho de 2009, que exaltou o Supremo Tribunal Federal por ter abolido a exigência do diploma para o exercício da profissão. Trecho: “O que nunca se justificou – e vai se tornando cada vez mais anacrônico diante da proliferação do jornalismo pela internet – é restringir-se apenas aos detentores de diploma específico uma atividade que só se beneficia quando profissionais de outras áreas – médicos, biólogos, historiadores, filósofos – encontram lugar nas redações.” Outro parágrafo ensina que esse tipo de impedimento, “desconhecido na ampla maioria dos países democráticos, é incompatível com o direito à informação, com a liberdade profissional e com a realidade, cada vez mais complexa, do jornalismo contemporâneo”.

Coerentemente, vagas na redação e cargos de chefia estão ao alcance de gente que nunca viu de perto um professor de jornalismo. O próprio Otavinho Frias preparou-se para fundar a Folha moderna na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. É natural que tenha dispensado da apresentação de diplomas os originários de outras ramificações do conhecimento humano que hoje integram o primeiro escalão, como Gustavo Patu, Uirá Machado e Hélio Schwartsman. Erros cometidos por algum deles não podem ser atribuídos à formação profissional. Não foi por falta de estudos específicos, por exemplo, que Schwartsman confessou torcer pela morte do presidente da República. O que falta é parafuso. Ou juízo. Ou caráter. E o que sempre sobra é a vontade de fazer bonito nos bares da Vila Madalena frequentados pelos rapazes da imprensa. Allan dos Santos não é menos jornalista que carrascos homiziados em colunas de papel. O problema é que não deseja morte de nenhum adversário político. Pior: não apoia o impeachment de Jair Bolsonaro. Pior ainda: convive muito bem com presidente da República.

O jornalista alvejado pela Folha decidiu processar Alexandre de Moraes pela quebra do sigilo da fonte. É mais uma evidência de que não houve nada de ilegal nas relações com Tatiana. Ainda que houvesse, ele seria beneficiário do precedente aberto por Glenn Greenwald. Suspeito de envolvimento no roubo de mensagens trocadas entre juízes e procuradores federais engajados na Operação Lava Jato, Glenn foi socorrido pelo ministro Gilmar Mendes, que proibiu qualquer tipo de investigação contra o advogado norte-americano que a Folha, em nome da coerência, deveria qualificar de “blogueiro lulista”. Caso alguém insistisse em investigá-los, Allan e Tatiana poderiam incorporar aos argumentos da defesa a montanha de artigos e reportagens que a Folha publicou em louvor da inviolabilidade do sigilo da fonte.

Já que vai processar Alexandre de Moraes, Allan poderia interpelar a Folha e a Polícia Federal sobre o vazamento das conversas que teve com a funcionária do STF. Quem entregou a qual jornalista a transcrição dos diálogos telefônicos? Vai ser divertido ver a Folha, no esforço para livrar-se de enrascadas judiciais, recorrer ao sigilo da fonte que acabou de estuprar.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

NO TEMPO DAS NORMALISTAS

Comentário sobre a postagem MEIO DO MÊS, FINAL DA SEMANA

Osnaldo:

Lembranças do saudoso Nelson Gonçalves…

Minha irmã era normalista (Colégio Santa Gertrudes, Olinda).

Curioso era o anel de formatura: Tinha uma Pérola no meio rodeada por uma Safira, uma Ametista um Brilhante, uma Esmeralda e um Rubi.

A Pérola representava “Pelo” e as demais pedras formavam a palavra SABER.

Naqueles tempos as pessoas saiam do 2º grau com uma profissão, como professora primária, técnico de contabilidade etc.

Hoje as pessoas terminam o 2º grau sem saber interpretar um texto.

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CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

MACACHEIRA MAL CHEIROSA

Os mais velhos – não se pode negar – são “professores de vida”. Devemos, portanto, estar atentos para sempre que possível transmitir aos nossos pósteros os valores que a vida nos ensina. Sobremodo em termos de precaução.

Eu, a exemplo, nos meus saudáveis 85 anos, ainda consigo com facilidade escrever meu besteirol aqui e ali, costumo sair sozinho, mas sempre estou dizendo à minha santa esposa – coitada, sofrida pelos 32 anos de convivência matrimonial – que estou começando a ficar velho.

Hoje confirmei. A PVC chegou! (Porcaria da Velhice Chega).

Ela estava no banho e havia deixado uma panela no fogão, com o fogo aceso, pois colocara uma macaxeira para ser saboreada durante o jantar, e pressentiu que estava na hora de fechar o gás. Aí apelou:

– Meu filho, – olhem só; de Meu Velho passei a Meu Filho – apague o fogo da macaxeira, por favor!

Rápido que só um preá, chispei da cadeira em que estava sentado, escrevendo, e fui e fui dar uma rodada no pitôco do fogão. Olhei pelo fundo da panela e vi que a chama se apagara.

Pra mim tudo certo. Só que, pensei em completar a “operação”, acionando novamente o tal pitôco, reabrindo, assim, o gás. Coisa de velho!

Saindo do banho e depois dos “complementos” ela foi para a cozinha e ao passar por mim, na sala, balbuciou em voz alta:

– Que cheiro diferente tem essa macaxeira!…

Ao chegar à cozinha, identificou a “desgraceira”. O gás estava escapando. Eu havia deixado o pitôco do butano aberto.

Logo que providenciou a solução de fechar o bico, abriu todas as janelas e a porta principal do apê e partiu pra cima de mim espantada, com os olhos arregalados feito uma garoupa do rio Amazonas:

– Meu filho, você está mesmo ficando velho!… Pois não é que deixou o fogão ligado! …

Ao que respondi com a maior seriedade:

Eu já repeti isso várias vezes. Acho que agora você entendeu! Comecei a ficar velho!…

Bendita a “macaxeira mal cheirosa”…!