DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

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MILITANTE DE REDAÇÃO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAGNOVALDO SANTOS – PALM COAST – ESTADOS UNIDOS

Prezado Berto:

até ontem, 8 de abril, os dois mais comentados assuntos aqui nos Estados Unidos eram o eclipse total do sol e o reco-reco entre Elon Musk e aquele cabeça-de-ovo.

Hoje, passado o eclipse, a encrenca levantada pelo Musk, o homem mais rico do mundo (ou o segundo, isso não importa), é o tópico mais sacudido por aqui.

O vídeo anexo, produzido por um jornalista do qual ignoro o nome, representa muito bem o que muita gente, americanos principalmente, pensam.

Como ponto de discussão, acho que seria de boa valia compartilha-lo com nossa comunidade fubânica.

Grande abraços a todos.

COMENTÁRIO DO LEITOR

NOS ZISTEITES

Dois comentários sobre a postagem ESTAMOS BRILHANDO NOS ZISTEITES !!!

Magnovaldo Santos:

Aqui nos zizteites, todos meus amigos americanos, sem exceção, estão me inundando com perguntas sobre o que está acontecendo no Brasil.

Se queriam um bom assunto, o Musk providenciou para que se levantasse a bola para darem a raquetada.

José Roberto (JP):

Magnovaldo, fala pra turma que o nosso desgoverno ameaçou romper o contrato com a Star link de Elon Musk, que fornece internet para a Amazônia.

A resposta do Elon foi que: “caso isso aconteça, ele vai fornecer internet de graça”.

Que tapaço na careca do careca!

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

VÍCIO EM PORNOGRAFIA

Tenho alguns vícios, como qualquer mortal deste pedregulho que orbita uma estrela de quinta magnitude, pequena, em relação a outras estrelas espalhadas no firmamento. Há pessoas que são viciadas em álcool, em jogos, voyer, erotismo, pornografia escrita, falada, também chamada de coprolagnia, ou visual. O vício em pornografia – quem não se lembra de Sylvia Cristel fazendo aqueles malabarismos eróticos às duas da manhã de domingo, na televisão aberta, com certeza, não teve adolescência.

Mas, o meu vício é muito mais escatológico, mais pesado, que envergonharia qualquer cidadão, independente da religião que professe, do culto que pratica, ou mesmo o mais empedernido ateu que pisou este planeta. É um vício novo, adquirido há pouco tempo, mas que me impele, todas as manhãs, seja no serviço, em casa, ou mesmo em lugares públicos. Adquiri o vício de ler o Diário Oficial, da gloriosa Campo Grande e do Estado de Mato Grosso do Sul.

Vocês podem até rir, achando que fumei orégano estragado, ou mesmo coentro mofado. Mas, é sério. Depois que você adquire esse vício, fica muito difícil se desprender dele, ou mesmo abandoná-lo de vez. E, após a leitura, vem aquela sensação de impotência, de desânimo, de frustração. Se qualquer tipo de vício, seja o legal, ou o ilegal traz uma sensação de euforia durante o seu uso, vindo depois uma frustração, o vício na leitura dos diários oficiais é um vagalhão de frustrações, assim que começa a brilhar na tela do computador a página inicial do dito diário.

Começa-se pela apresentação das “otoridades” responsáveis pela administração pública e todas as tetinhas gordas em que se penduram centenas de gente ao qual eu não confiaria nem com um estilingue nas mãos, mas estão no comando de verbas “pìu grassas”, com um magote de assessores, diretores, coordenadores, superintendentes, adjuntos, e por aí vai. Recentemente, no diário oficial daqui da gloriosa capital do Mato Grosso do Sul houve a reestruturação da secretaria de saúde. Trata-se de um secretário, um secretário adjunto (numa época em que se pode fazer e tomar decisões via rede de computadores, ter um vice virou uma excrescência), onze superintendente, vinte e dois coordenadores e catorze chefes de departamentos. Só para começar.

Os diários oficiais, apesar de ser um jornal de comunicação da administração pública só traz leis inúteis, decretos absurdos, interferências diárias do Poder Público sobre quem produz e gera riquezas, normas feitas para atrapalhar o cidadão, instruções espertalhonas que visam criar dificuldades para quem produz, para depois se vender facilidades, além de reorganizações do próprio serviço visando a criação de vantagens remuneratórias, verbas e gratificações para quem comanda a máquina pública.

Afora essas coisinhas, o que mais existe são extratos de contratos, termos aditivos de contratos, reajustes em contratos, despesas financeiras sem fim, e num crescendo que, se a estrutura pública fosse uma empresa privada, á teria ido à falência há muito tempo. A gestão pública, pelo que tenho visto e lido nos diários oficiais, se enquadram, com perfeição ao que se chama de “gestão temerária”, aplicada às sociedades de capital aberto.

Basicamente o Poder Público, que toma o dinheiro de quem produz riqueza virou um mero atravessador dessa riqueza, pois todas as ações, todas as intervenções são feitas com a contratação de agentes privados, de empresas privadas, de pessoas físicas privadas, sem ligação com esse mesmo poder. O caso da dita “filósofa” Marcia Tiburi dando uma palestra na Petrobras sobre gênero é a cereja do bolo dessa balbúrdia. Aí vou me utilizar da frase lapidar do ex-presidente Ernesto Geisel sobre a empresa: a Petrobras existe para furar poços de petróleo. Ponto Final.

Cada órgão do Poder Público é obrigado por lei a dar publicidade às suas ações, mas o que ninguém repara é que noventa e nove por cento dessas informações é sobre gastos da máquina pública, e gastos que tem aumentado na mesma proporção em que os impostos estão subindo e escorchando o cidadão que produz riqueza. Nesses sete meses de vício pesado, ainda não vi um ato da administração pública que vá na contramão dessa ação. Não vi um ato que busque a economia, a restrição de gastos, a eficiência e efetividade dos serviços supostamente prestados.

As ditas conferências, seminários, palestras, dentre tantas ações, sempre são feitos com contratações elevadas de entidades privadas. Sempre me pergunto se não há, dentro do próprio serviço público pessoas qualificadas, tituladas, com expertise para encabeçar esses eventos. Alexandre Garcia, certa vez, declarou que não cobra centavo algum para dar palestra quando o ente é público, pois entende que é um dever como cidadão cooperar para a elevação da qualidade do serviço prestado.

Mas Garcia é uma exceção. Honrosa, mas exceção. Qualquer evento que envolve palestra o Poder Público contrata pessoas a peso de ouro para duas, máximo três horas de palestras. Não existe gente qualificada no serviço público, nas universidades públicas, nas autarquias e fundações que vivem diariamente os desafios, e com muito mais experiência para compartilhar com os demais? Sairia mais barato, já que funcionário público não pode cobrar para prestar serviço para o órgão público. Além de mais barato, valorizaria o próprio servidor, honraria o próprio serviço e criaria um ambiente propício para a busca da qualificação permanente.

Afora discussões inócuas, em leis e decretos inócuos. Fica-se debatendo se a faca que feriu uma pessoa entrou na vertical, na horizontal, ou na diagonal no bucho do indivíduo. A pergunta é: que diferença isso faz para o esfaqueado? Nenhuma. Mas, acima de tudo, depois que se adquire esse vício, é muito difícil, quase impossível se apartar dele e ter o resto do dia alegre e tranquilo.