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UM PEDIDO AOS FILHOS DO CRAMULHÃO E AOS NETOS DO TINHOSO

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

ISOLAMENTO

Viver é bom, mas passar a vida sofrendo ameaças de surtos de doenças, é o fim da picada. É uma passagem da vida extremamente desagradável, como alega boa parte da população que se queixa de ficar trancado, distanciado da vida social. Por conta do isolamento.

Existe uma série infindável de enfermidades para atrapalhar a vida na Terra. Algumas, são hereditárias, outras, congênitas. Até o bebê pode receber bactérias de herança, quando estiver no ventre materno se preparando para o parto. Entretanto, tem pessoas que pegam vírus durante a convivência na sociedade.

Porém, tem moléstias que são casca-grossa. Essas afecções, propositadamente, vêm para atormentar e prostrar pessoas na cama, fazendo a vítima sofrer graves consequências. Às vezes, dependendo da condição física do adoentado, a mazela pode levar a óbito.

A primeira doença a infestar a humanidade, segundo a história, foi a hanseníase. Surgida no século VI a.C., muito embora a medicina tenha registrado a descoberta somente no ano de 1873, a lepra, como é conhecida na patologia médica, é causada por uma bactéria. O bacilo é transmitido por via aérea, através de secreções do nariz ou pelo contato com a saliva do doente. Modo de contaminação semelhante ao da coronavírus que inferniza o mundo. Causando sérios transtornos à humanidade e às economias locais.

Por coincidência, as anotações da hanseníase apontam que ela surgiu, também, coincidentemente, na China. O nome hanseníase homenageia o médico pesquisador, Gerhard Hansen. Estudioso e descobridor da bactéria.

Devido à falta de literatura sobre a doença, e como a cura era imprevisível, o leproso sofria de preconceito social. Os sintomas começam a aparecer na pele, que empalidece, provocando manchas. Depois atacam outros órgãos, nervos, olhos, rins, testículos, baço e fígado.

Felizmente, apesar do tratamento ser demorado, muito embora em alguns casos deixe deformações na pele, a hanseníase, atualmente, tem cura. Contudo, na época, os contaminados pela doença viviam enclausurados em colônias, longe do convívio com a sociedade. Muitos, somente esperando a hora da morte chegar.

Outra miserável doença é a malária, também conhecida como paludismo. O primeiro registro da malária foi feito num livro chinês, datado de 2.700 a.C. Todavia, segundo o jornal Wall Street Journal, atribui-se ao paludismo a causa de ter morto a metade da população que até aquela época, viveu desde a Idade da Pedra.

O paludismo é uma doença infecciosa e endêmica, própria das regiões tropicais e subtropicais. É transmitida pela fêmea de um mosquito. Quinze dias após a picada, caso não seja tratada, a vítima começa a apresentar sintomas desagradáveis. Inicialmente, aparece febre no corpo, fadiga, vômitos e dores de cabeça, podendo se estender para outros estados endêmicos como icterícia, convulsões, como ou morte.

Como epidemia, a cólera importunou a humanidade. Fatal, a cólera causa uma infecção do intestino delgado. Caso não seja tratada a tempo, provoca brutal e duradoura diarreia, cujos resultados são desidratação, choque hemorrágico e convulsões. Surgiu na Índia e se espalhou pelo mundo, a partir de 1817. O aparecimento da cólera no Brasil, se deu em 1885. A bactéria da cólera é o vibrião colérico.

Outra poderosa epidemia que derrubou o afamado império grego foi a febre tifoide. Na Guerra do Peloponeso, no ano de 431 a.C. entre Atenas e Esparta, duas importantes cidades-estado da Grécia Antiga, a febre tifoide aperreou. Originária da Etiópia, a peste tifoide inflama os olhos e a garganta, tira o sono e provoca convulsões violentas na vítima. O pior da febre tifoide é a diarreia que acomete nas pessoas. Caso venha a óbito, o cadáver fica tão fedorento que até os urubus rejeitam os restos mortais do defunto. Com a tifoide 30 mil pessoas morreram.

A tuberculose também amedrontou o mundo. A infecciosa doença afeta principalmente os pulmões. É transmitida por via aérea e os principais sintomas são tosse crônica, podendo escarrar sangue, febre, suores noturno e emagrecimento. Em 2016, aconteceram mais de 10 milhões de casos de tuberculose, com 1,3 milhão de mortes. A maioria dos óbitos ocorreu na Índia, China, Indonésia, Paquistão e Filipinas.

Já ocorreram tantas epidemias, quanto pandemias na história mundial. A maioria mortais. Todavia, esta da Covid-19, apesar de estar no início causa muito estrago. Mata imediatamente. No quadro de epidemias violentas, os registros apontam a varíola, a cólera, o tifo e a tuberculose.

A respeito de pandemias, constam a varíola, a cólera, o tifo e a tuberculose. Fatal também, foi o HIV, surgido em 1920, no Congo. Na teoria de virólogos, a razão da propagação da AIDS pelo mundo, deu-se em função de alguns fatores. Rápida urbanização, construção de ferrovias na África e alterações na fantasia do sexo. Desde o aparecimento, a pandemia da AIDS já matou 36 milhões de vítimas. Por isso, apavora tanto quanto a Covid-19.

Sobre o coronavírus, há um detalhe significante. Das pessoas atacadas, a maioria, como apresenta sintomas leves, se recupera. Escapa do óbito. No mundo, dos que reclamam de dor muscular, de cabeça e de garganta, além de tremores e calafrio, a quantidade de infectados chega a 6 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, dos mais de 1,7 de casos confirmados, cerca de 400 mil pereceram.

No Brasil, pais muito relaxado com a saúde púbica, a situação é horrível, em virtude de a taxa de contágio encontrar-se elevada. O país registra mais de mil mortes diárias. Por isso, o desespero endoida a população. Provoca brigas nas famílias, desarmoniza a união entre os líderes políticos, deixa até o alto escalão puto, trocando farpas constantemente.

Pelas estatísticas, somos o quarto colocado na escala mundial em relação à doença. Como o país tornou-se o epicentro da pandemia, estamos logo atrás do país de Donald Trump.

De fato, o conoravirus, outro grave problema sanitário, veio para fustigar. Isolar a vida social, castigar a população, enfraquecer a atividade econômica, desorientar as empresas, diminuir a renda, empobrecer os estados, reduzir a riqueza nacional. O que vai aparecer de casos de corrupção, não está no gibi.

A herança que se espera pela passagem do coronavírus é endividamento e um emaranhado de déficits nos caixas do país. Provavelmente, a solução deve sobrar, quem sabe, para a redução no emprego público, congelamento de salários e uma baixa enorme nos serviços.

Então, pra sair desse furacão, cabeça fria e responsabilidade dos gestores é imprescindível. Senão, não tem santo que ajude na solução.

PENINHA - DICA MUSICAL

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

NOS TEMPOS DO GINASIAL

Comentário sobre a postagem NATALIE COLE & NAT KING COLE

Luiz Berto:

Essa foi pra arrombar, Peninha!

Nat King Cole, meu ídolo, e sua talentosa filha.

O saudoso Amaro Matias, meu professor de Inglês no Curso Ginasial, em Palmares, anos 60, botava a turma toda pra ouvir os LPs de Nat King Cole durante as aulas.

Gratíssimo por esse magnífico presente!

* * *

Nota adicional:

Uma das minhas músicas prediletas, interpretada por Nat King Cole, é Fascination, que está a seguir.

E, para ouvir um álbum completo com várias canções interpretadas por esta grande figura da música americana, clique aqui .

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DE FIDELIDADE – Vinicius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes, Rio de Janeiro-RJ (1913-1980)

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

FALTAM APENAS 15 DIAS

Comentário sobre a postagem ADEUS, LULA

Goiano Braga Horta:

PREVISÃO:

Jair Messias Bolsonaro não dura mais trinta dias no governo.

Vai renunciar na boa.

Comentário feito no dia 15 de maio de 2020

* * *

“Vou embora daqui uns dias. Goiano está certo. Xiuf, xiuf, snif, snif…”

COLUNA DO BERNARDO

A PALAVRA DO EDITOR

TERMINA HOJE

Será encerrada hoje a Enquete promovida pelo Instituto Data Besta.

Um instituto que é um pouquinho mais confiável que o Data Folha…

Só um pouquinho…

Não deixe de ir aí do lado direito do jornal e exercer a sua cidadania fubânica.

Segundo uma leitora, a pesquisa que está no ar “lembra jogo de futebol com uma só torcida.”

A pergunta da enquete é se o leitor confia no STF e são apenas duas opções: sim e não.

Como existem respostas nas duas opções, isto significa que temos duas torcidas, e não apenas uma.

A diferença é que, até a essa altura do jogo, uma torcida é bem maior que a outra. Só isso.

E, já que o tema é STF, vamos fechar a postagem com um vídeo que nos foi enviado por Amélia Lúcia, uma leitora da cidade de Curvelo, no acolhedor e histórico estado das Minas Gerais, onde é grande a quantidade de seguidores desta gazeta escrota..

Um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica!!!

J.R.GUZZO

RESULTADO PRÁTICO DA INVESTIGAÇÃO DE FAKE NEWS VAI SER TRÊS VEZES ZERO

O Supremo Tribunal Federal, como se sabe, abriu em março do ano passado uma investigação para apurar possíveis delitos – e os culpados por eles – na divulgação de “fake news”, ou notícias falsas, que têm ou teriam ocorrido contra o próprio STF, seus integrantes e membros de suas famílias. É uma dessas coisas que começou no escuro e caminha em direção ao escuro. Sua manifestação mais ruidosa acaba de acontecer com a realização de cerca de 30 buscas e apreensões, executadas por agentes da PF numa inédita missão a serviço do Supremo, na manhã desta quarta-feira, 27. Os alvos foram editores de blogs pró-governo e anti-STF, indivíduos diversos e oito deputados no exercício dos seus mandatos, seis deles federais. Pode isso?

Não foi uma decisão dos 11 ministros que compõem o plenário do tribunal. Quem resolveu assim foi o presidente do STF, Dias Toffoli – e, desde o início o Ministério Público, a quem cabe segundo a lei brasileira a exclusividade pela condução de inquéritos criminais e o eventual oferecimento de denúncias à Justiça, foi contra. O STF, segundo entendia o MP de então, não tinha o direito de abrir e operar uma investigação de crimes supostamente cometidos contra ele mesmo – ou, na verdade, contra ninguém.

Muitos dos mais respeitados juristas brasileiros têm exatamente a mesma posição. Mas por uma dessas coisas que tornam o Brasil, com frequência, um país incompreensível, a Procuradoria-Geral da República mudou de opinião e começou a achar que o procedimento era legal, sim, desde que o presidente Jair Bolsonaro nomeou o novo e atual chefe, Augusto Aras. Como assim? A PGR, que era contra, passou a ser a favor de uma operação de legalidade intensamente duvidosa que reprime os grandes amigos do governo Bolsonaro? Pois assim está.

O ministro Luís Roberto Barroso tinha dito, justamente dois dias antes, que o STF é quem garante a manutenção da democracia no Brasil, e que as críticas a ele são livres – o que não se pode é deixar de cumprir as suas decisões. Onde se encaixa, então, o rapa de hoje?? Se as críticas são realmente livres, por que as apreensões de celulares e outros atos de repressão contra editores de blogs e, mais que isso, seis deputados federais, que fazem parte de um Poder independente? Por que, dentro deste mesmo inquérito, o ministro Alexandre Moraes censurou o site O Antagonista e a sua revista digital Crusoé? Independente da opinião do atual PGR, qual a lei brasileira que permite ao STF abrir e conduzir diretamente uma investigação criminal? Onde está escrito que delegados e agentes de polícia passem a obedecer a ordens de um ministro e saiam por aí apreendendo celulares, entrando em residências e convocando para depor pessoas que não são acusadas oficialmente de nenhum crime pelo Ministério Público – inclusive parlamentares com imunidades constitucionais perante os dois outros poderes? É legal fazer um inquérito que não tem um fato determinado a apurar, nem indiciados?

O resultado prático de todo esse som e fúria vai ser três vezes zero: ninguém vai para a cadeia, nenhum deputado será cassado e não haverá órgãos de imprensa proibidos de funcionar. A questão é o clima tóxico que se estimula no Brasil por força da crescente incerteza sobre o que é legal e o que é ilegal neste País

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