DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

PLANO DE ZORRA

Apesar de a campanha de reeleição de Lula (PT) já estar na rua, o plano de governo, o seu sétimo, ainda é ‘mistério’.

O plano petista deve ser apresentado apenas no fim de agosto.

* * *

Num precisa apresentar plano.

Quem usa o juízo já sabe qual é:

Zorra total !!!!

DEU NO X

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

UMA NOITE NO HOMERINHO

Foi numa noitada alegre o lançamento de meu novo romance HELENA DA RUA DAS ÁRVORES, a plateia bem acomodada lotou o Theatro Homerinho, nova pérola de Jaraguá, sonho louco construído com sangue, suor e lágrimas por Ivana Iza, um presente que a bela atriz deu à cidade de Maceió. Assinei os autógrafos enquanto os convidados chegavam. Por intermédio da professora Virgínia Miller, 27 alunos do CEJA (curso noturno) – Paulo Freire ganharam um exemplar e assistiram a “entrevista-show”. Por duas horas, o ator Chico de Assis entrevistou, recitou, cantou; eu e Weldja Miranda contamos histórias do bairro boêmio de Jaraguá e da Avenida da Paz. Weldja deu uma canja cantou com o coração belas canções de amor, a plateia adorou. Foi um show divertido em local maravilhoso, meus amigos aprenderam um pouco sobre o bairro boêmio de Jaraguá, divertiram-se com as histórias. Terminamos no Bar Lampi no Beco das Raparigas comentando o show, conversando até altas horas. Peço licença para repassar postagem da professora Virginia e a opinião do Dr. Fernando Gomes, pesquisador, escritor, cirurgião plástico sobre o romance, me comoveram.

A Turma do CEJA Paulo Freire foi pela primeira vez ao Theatro Homerinho, também foi a primeira vez para maioria que estiveram em um teatro. Ficaram emocionados por participar de um lançamento de livro e terem recebido de presente o romance “Helena da Rua das Árvores” autografado. Eles passaram pelo coquetel no Beco da Rapariga, para fazer uma foto de todos com o Carlito Lima, o autor. Foi como uma aula de História da Cidade. Virgínia MIller, professora.

A Metafísica dos Afetos das Personagens da Maceió de Carlito Lima. Em Helena da Rua das Árvores, Carlito Lima — o nosso ilustre Velho Capitão — realiza uma sutil e profunda mudança em sua trajetória literária. Acostumados à sua verve bem-humorada, ao tom festivo e à vivacidade com que retrata a alma maceioense, vemos aqui o momento em que o riso largo dá lugar à serenidade e à reflexão próprias da maturidade.

Sob o olhar da história e da literatura, a personagem Helena vai além da ficção: torna-se o centro de uma meditação poética sobre a brevidade da vida e a passagem do tempo. O Velho Capitão conduz essa narrativa com enorme sensibilidade, como quem pisa com respeito o solo sagrado da memória e dos afetos mais profundos. Ao desacelerar o tom festivo e iluminar os sentimentos essenciais, o escritor confere à existência humana uma nobreza singular. Na Maceió de Carlito Lima, não se trata apenas de contemplar a vida urbana por meio de suas crônicas, mas de valorizar o próprio caminho do homem sobre a terra através da beleza e do respeito à história vivida. Um feito literário que honra as nossas letras. Bravo, Carlito!

— Fernando Antônio Gomes de Andrade. Historiador, Médico e Acadêmico da AAL.

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MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

A REPÚBLICA DOS CARRASCOS DE SOFÁ OU COMO EXECUTAR UM HOMEM SEM JAMAIS TER CARREGADO SUA CRUZ

Há uma profissão em franca expansão no mundo moderno. Não exige diploma. Não exige inteligência. Não exige coragem. Não exige experiência. Basta uma língua afiada, uma memória seletiva e uma impressionante incapacidade de enxergar além do próprio umbigo. É a profissão de juiz da vida alheia. Jamais houve tantos. Estão por toda parte. Nas famílias. Nas igrejas. Nos grupos de WhatsApp. Nas mesas de jantar. Nas redes sociais. Nos corredores das empresas. São criaturas curiosas. Nunca aparecem quando a casa está pegando fogo. Mas surgem pontualmente para comentar as cinzas.

Desaparecem durante a batalha. Retornam para avaliar os estragos. Jamais carregam o piano. Mas possuem opiniões detalhadas sobre a qualidade da música. Observava-se um homem sentado diante desse espetáculo grotesco. Um homem que já havia conhecido o desemprego. A humilhação. A rejeição. A escassez. A solidão. As noites em que o amanhã parecia uma ameaça. As manhãs em que levantar da cama exigia mais coragem do que muitos imaginam. Mas nada disso interessava ao tribunal. Os tribunais populares não apreciam contextos. Contextos atrapalham condenações. Explicações humanizam. E a humanidade é uma inconveniência para quem deseja apontar o dedo.

Por isso a sociedade desenvolveu uma técnica extremamente eficiente. Apaga-se a história. Preserva-se apenas a acusação. Décadas inteiras são comprimidas até caberem numa frase miserável: “Ele sempre foi assim.” Que maravilha. Que prodígio intelectual. Que demonstração espetacular de preguiça mental. Uma existência inteira reduzida a um slogan. Os anos desaparecem. As lutas desaparecem. Os sacrifícios desaparecem. As renúncias desaparecem. As noites sem dormir desaparecem. As contas pagas com dinheiro inexistente desaparecem. Os empréstimos feitos para ajudar filhos desaparecem. Os sonhos adiados desaparecem. Tudo desaparece.

Exceto o erro. O erro permanece. Brilhante. Intacto. Polido diariamente pela memória seletiva dos acusadores. A sociedade possui um estranho fetiche por falhas. Uma pessoa pode passar vinte anos construindo pontes. Basta um único tropeço para que a multidão passe a descrevê-la como especialista em quedas. É fascinante. Os mesmos indivíduos incapazes de administrar a própria existência tornam-se especialistas em administrar retrospectivamente a vida dos outros. E o fazem com a arrogância característica dos ignorantes. Porque o ignorante possui uma vantagem invejável. Ele desconhece a própria ignorância. Por isso fala com tanta convicção.

O homem observava tudo aquilo e chegava a uma conclusão amarga. Poucas pessoas querem conhecer a verdade. A verdade é trabalhosa. A verdade possui camadas. A verdade exige escuta. A verdade exige humildade. A verdade frequentemente destrói preconceitos. E preconceitos são móveis confortáveis. Pouca gente deseja levantar-se deles. É muito mais fácil construir caricaturas. O irresponsável. O fracassado. O sonhador inútil. O pai ausente. O incompetente. Os rótulos são baratos. A investigação é cara. A multidão prefere promoções. E então acontece o fenômeno mais perverso de todos. Os beneficiários dos sacrifícios transformam-se em auditores dos resultados. Não sabem quanto custou. Não sabem o que foi perdido. Não sabem quantas vezes o homem precisou engolir o orgulho para continuar de pé. Não sabem quantas humilhações foram suportadas em silêncio. Não sabem quantas derrotas foram escondidas para não preocupar ninguém.

Mas apresentam-se diante dele com a segurança de quem acredita possuir o monopólio da verdade. A verdade. Essa palavra magnífica. Tão frequentemente usada por quem jamais se deu ao trabalho de procurá-la. O homem percebeu então uma das grandes tragédias da maturidade. Chega uma idade em que você descobre que algumas pessoas não querem compreender sua história. Elas querem apenas confirmar a versão que inventaram sobre você. São coisas completamente diferentes. A compreensão procura fatos. A condenação procura munição. E munição nunca falta para quem decidiu atirar.

O mais irônico de tudo é que muitos desses juízes ocasionais se consideram virtuosos. Falam de bondade. Falam de empatia. Falam de justiça. Falam de amor. Mas não conseguem oferecer cinco minutos de escuta honesta. Pregam compreensão enquanto distribuem sentenças. Defendem misericórdia enquanto afiam guilhotinas emocionais. São pacifistas armados até os dentes. E talvez seja por isso que o mundo esteja tão cansado. Não pela falta de opiniões. Mas pelo excesso delas. Não pela falta de julgamentos. Mas pela abundância deles. Não pela escassez de palavras. Mas pela miséria de compreensão. O homem olhou para os escombros das próprias memórias. Ali estavam os fracassos.

Sim. Ele os possuía. Como qualquer ser humano minimamente real. Mas ali também estavam as tentativas. Os recomeços. As renúncias. As batalhas invisíveis. As derrotas suportadas sem testemunhas. As responsabilidades assumidas quando seria mais fácil fugir. E percebeu algo libertador. Os seus acusadores conheciam seus erros. Mas ignoravam seu percurso. Conheciam os resultados. Mas desconheciam os custos. Conheciam os boatos. Mas jamais estudaram os fatos. E foi então que compreendeu a insignificância moral de muitos julgamentos. Afinal, uma sentença pronunciada por quem desconhece a história vale tanto quanto um diagnóstico feito por quem nunca examinou o paciente. Produz barulho. Não produz verdade. E enquanto os carrascos de sofá continuavam distribuindo veredictos, o homem fez algo que eles jamais compreenderiam: Continuou vivendo. Continuou escrevendo. Continuou criando. Continuou sonhando. Porque descobriu uma verdade terrível para os seus detratores.

O valor de uma vida não é determinado pelos que a julgam. É determinado pela coragem de continuar quando todos já decretaram o seu fim. E não existe vingança mais elegante do que essa: Prosseguir. Enquanto os juízes falam. Enquanto os acusadores apontam. Enquanto os ingratos esquecem. Enquanto os covardes comentam. Prosseguir. Porque a história tem um hábito curioso. Muitas vezes ela absolve aqueles que a multidão condenou. E condena aqueles que acreditavam possuir o direito de julgar.

DEU NO JORNAL

É MILHÃO QUE SÓ A PESTE!!!

Há duas semanas o governo federal petista passou da marca bilionária de despesas com viagens, em 2026, e “abriu”: agora, no total, Lula (PT) e cia. já conseguiram torrar mais de R$ 1,15 bilhão.

São R$ 499 milhões com passagens aéreas e – principalmente – mais de R$ 650 milhões com diárias distribuídas a funcionários.

Quase R$ 148 milhões foram destinados a viagens internacionais, que representam 13% do total.

A ministra Márcia Lopes (Mulheres) é quem mais custou aos pagadores de impostos com viagens: R$ 445 mil, aponta o Portal da Transparência.

O ministro Eloy Terena (Povos Indígenas) é o segundo maior gastão com viagens do governo do PT, no ranking da Transparência: R$ 355,6 mil.

Já são R$ 7 milhões os “outros gastos” das viagens do governo do PT, este ano. É o custo de taxas, seguros de viagens etc.

* * *

Esse mi, mi, mi abssurdo deveria ser pago apenas por quem fez o L.

Mas num tem jeito: é arrancado também da banda decente do contribuinte brasileiro.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

OS DENTES DO MONSTRO

Na terça feira (18/08) recebi no grupo de zap do meu local de trabalho um recorte do instagran, da ANPUH – Associação Nacional de Professores Universitários de História – com uma nota de repúdio ao Senado Federal pela censura a um livro que iria ser publicado pela gráfica daquela casa legislativa. O livro, diga-se de passagem, necessário, fala sobre a história do Brasil, principalmente sobre o período cívico-militar, que muito historiador com menos de quarenta anos chama de ditadura militar.

Eu, caeté que gosto de atiçar o fogo só para ver a fogueira irracional de Pindorama crepitar mais alta, que gosto de dizer que o céu é verde, só para deixar os outros irritados, desci a minha borduna feita de guatambu e questionei….. agora? Foi o bastante para se levantar um alarido de guerra na taba, pintarem os corpos com urucum e colocarem o cocar de guerreiros.

Mas, o fato, esse ente que não controlamos é teimoso como uma vaca dentro de uma quitinete. Por mais que tentemos jogar uma toalha por cima, por mais que tentemos fazer dela uma parte da mobília, ela vai continuar cagando, mijando e berrando para quem quiser ouvir. Não tem como esconder o fato, depois que ele faz a zona dentro da quitinete.

Passei a lembrar aos meus interlocutores que entidades como a Anpuh, e não somente ela, mas muitas outras, quando viram o monstro nascer acharam ele bonitinho. E, de fato, quando ele nasce é quase inofensivo, não tem dentes, tem olhinhos calmos, procura sempre um colo onde possa se aquecer e se aninhar.

Senão vejamos; quando a suprema corte brasileira proibiu advogados de ter acesso a processos para defenderem seus clientes, violando uma prerrogativa que eu considero sagrada, não vi a OAB, a ABI, a Anpuh, nenhum conselho regional de nenhuma profissão, nenhum sindicato, nenhum veículo de informação levantarem suas vozes e clamarem contra. Ao contrário, quando o monstro mostrava seus dentes e suas garras nascendo, enquanto estava dirigido àqueles considerados inimigos, ou adversário, houve até aplausos.

Quando essa mesma corte, através de um de seus ministros chantageou um acusado pela tentativa de golpe de carochinha do oito de janeiro, a fazer uma delação com aquilo que ele queria, nenhuma dessas entidades, nem mesmo a outrora honrada Polícia Federal disse um “A” contra essa arbitrariedade, já que era contra o inimigo da “democracia e da liberdade”. Não vi sindicato de nenhuma categoria, nem federação, ou confederação, emitirem nota de repúdio.

Quando um ministro da suprema corte entregou um arquivo com mais de quarenta mil página para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e deu quinze dias para essa defesa apresentar seu libelo, nem a AOB, nem a ABI, nem a imprensa, nem ninguém que está à frente de organizações falou nada. Muitos, inclusive, até aplaudiram a vontade de “celeridade” desse ministro para se fazer justiça. O monstro estava mostrando seus dentes e garras, mas ainda eram pequenos e metia pouco medo.

Quando esse mesmo ministro negou a advogados o sagrado direito de audiência presencial, houve, inclusive, advogados que aplaudiram a medida, quanto ao resto da dita “sociedade civil organizada”, o que se ouviu foi um retumbante silêncio. Mais uma vez o monstro exercitava seu poder com a conivência e proteção de quem tinha o poder de trancá-lo em um baú de ferro e jogar a chave fora.

Neste ano, o monstro, já taludo, mandou quebrar o sigilo de uma fonte jornalística, violando uma cláusula pétrea da constituição brasileira, começou uma onda de gritaria. Tímida, mas, no meu pensar caeté, tarde demais. O monstro já está em sua fase adulta, incontrolável, indomável, como sempre foi.

Depois disso, o presidente de plantão baixa decreto estabelecendo censura prévia nas redes sociais. Com termos vagos e imprecisos, as ditas “fakes News” serão tudo aquilo que o monstro quiser que seja, e as plataformas que dão suporte a essas redes, ou censuram previamente qualquer notícia que desagrade o monstro, ou vai ser punida.

O monstro, diga-se de passagem, não tem coloração ideológica, não tem afinidade político-partidária, não tem filiação filosófica, não tem compromisso com ninguém a não ser consigo mesmo. Ele é manso enquanto todos fazem aquilo que ele quer e manda. Qualquer desvio ele mostra os dentes e as garras e devora.

Nesse quid pro quo com meus colegas de zap, sempre há aqueles que se fazem de desentendidos, de tolos a serviço de uma causa, a pergunta mais comentada foi: você fala de um monstro, mas não diz quem é esse monstro. Precisa? Só sendo um canalha com carteirinha, ou um lunático com laudo poderia fazer uma pergunta dessas, pois sabem, e muito bem do que estou falando. Eu o chamo de monstro, mas a Língua Portuguesa tem um nome bem menos glamouroso para ele: CENSURA.

Entidades como AOB, ABI, Anpuh, ANDES, FASUBRA, CUT, CONTAG, CNTE, Conselhos Regionais de diversas profissões, Associações de Magistrados, Sindicatos de todas as categorias cevaram o monstro, acalentaram o monstro, colocaram o monstro no colo para ele ninar, trocaram as fraldas do monstro. Agora que ele cresceu e os dentes e garras definitivas se firmaram, começaram, ainda que timidamente a reclamar da cria que eles mesmo pariram.

Temo que seja tarde demais!

DEU NO JORNAL

LOROTAS NA EXCREMENTAÇÃO DIÁRIA

Lula (PT) dedica seu tempo apenas à campanha ou para tratar de temas de interesse eleitoral, mas de vez em quando faz promessas de investir em defesa.

Como sempre, é lorota: o desenvolvimento do submarino nuclear da Marinha, por exemplo, arrasta-se há anos, mas Lula passou ontem (19) pelo Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP) fazendo de conta que ninguém sabe do seu corte de quase 52% no orçamento de 2025 e 2026 para esse submarino de propulsão nuclear.

No ano anterior à posse de Lula, 2022, sob gestão de Jair Bolsonaro, o projeto tinha orçamento de R$ 519,46 milhões.

Quando Lula colocou o pé na Presidência, a torneira fechou e os recursos escassearam. Para 2023, encolheu para R$ 185,82 milhões.

Em 2025, o projeto até ensaiou um fôlego, contou com generosos R$ 615,12 milhões. Mas minguou este ano: só R$ 297,32 milhões.

Prestes a fechar 4 anos no poder, Lula passou quase 20 anos sem dar as caras nas instalações. Só pisou em Iperó em 2007 e nunca mais.

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A nota aí de cima, se refere à fala do descondenado dizendo que “como sempre é lorota”.

E isso dito, está dito tudo.

Não precisa falar mais nada.

Lorota faz parte do excremento oral diário do falador.

ALEXANDRE GARCIA

DIPLOMA OBRIGATÓRIO PARA JORNALISTAS

O jornalista que recebeu informações sobre o ministro Flávio Dino, de que ele estaria usando veículo blindado do Tribunal de Justiça do Maranhão para ir à praia, teve seu sigilo da fonte quebrado. Mas isso é cláusula pétrea da Constituição, uma garantia fundamental – como outros direitos que também estão lá e já foram pisoteados pelo “guardião da Constituição”, que é o Supremo. Agora os ministros estão começando a discutir se deveriam garantir o sigilo da fonte previsto na Constituição para quem não tem diploma de jornalista. Isso que foi o próprio Supremo que derrubou a exigência do diploma em 2009. Eu proponho o seguinte: vamos respeitar a formalidade do diploma, então; se não tem diploma, não tem sigilo da fonte; mas, se não tem foro privilegiado, também não tem julgamento no Supremo, certo? Que tal?

Porque não é só o Silas Malafaia, que agora virou réu: quase todos os réus do 8 de janeiro e de vários outros inquéritos estão sendo ou foram julgados no STF, que não é o juiz natural. Essa é outra garantia da Constituição: ninguém pode ser condenado a não ser pelo juiz natural, e não haverá tribunal de exceção. Tudo isso é cláusula pétrea, que o Supremo não pode abolir porque não é constituinte. Nem mesmo o Congresso Nacional pode remover cláusula pétrea; para isso, é preciso haver uma nova assembleia constituinte, escolhida pelo povo, chancelada pela procuração dada por cada brasileiro que é fonte do poder, para escrever uma nova Constituição, e só então é possível mudar os direitos fundamentais que estão no atual artigo 5.ª. Mas nada disso importa para o STF, que já chegou ao cúmulo de dizer que o que está escrito na Constituição é inconstitucional, como no julgamento do marco temporal.

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Nunes Marques aparece em conversa de lobista amiga de Lulinha

Um outro ministro do Supremo – Kassio Nunes Marques, que agora também é o presidente do TSE – apareceu nas conversas da lobista Roberta Luchsinger, ex-mulher do delegado Protógenes Queiroz, filha de um ex-acionista de banco suíço, que disse para Lulinha que “o nosso futuro é na Suíça”. Lulinha já está respondendo a três inquéritos; Lula diz que ele vai responder e que, “se você é inocente, vá à luta; se é culpado, contrate um advogado”. O advogado ele já contratou: é um do grupo Prerrogativas, até; então, pelo que Lula disse, liguem aí os pontos.

Roberta falou de um outro advogado: Otto Medeiros, que estaria participando da venda de um contrato de cannabis para o Ministério da Saúde, envolvendo também Swedenberger Barbosa, conhecido como “Berg”, que era chefe de gabinete no Ministério da Saúde e depois foi para o Palácio do Planalto. Segundo a lobista, esse advogado era muito influente porque era sócio de Nunes Marques. Tanto o advogado quanto Nunes Marques desmentiram: não são sócios, mas são bons amigos; e o ministro chegou a dizer que, por causa disso, tem se declarado impedido nas ações em que Medeiros representa alguma das partes.

Mas ainda falta esclarecer o papel do Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Marcola é aquele que teve R$ 249 mil em contas pagas por Roberta Luchsinger, e que chegou a vender, ou penhorar, umas joias para Roberta. Em posse dele, foi encontrada uma minuta de um contrato para vender cannabis ao governo, pelo Ministério da Saúde – a venda acabou não sendo concluída. Essa história toda é um rolo enorme, e muito mais deve vir à tona, com mais transparência; afinal são três inquéritos envolvendo o Lulinha. Todos eles por tráfico de influência, porque ele é o “filho do rapaz”, como está lá em uma das frases do “careca do INSS”: ele transferiu R$ 1,5 milhão para Roberta, mas parece que R$ 1,1 milhão era para o “filho do rapaz”.