DEU NO JORNAL

A REAÇÃO DOS BRASILEIROS AO HORROR NO SUPREMO

Editorial Gazeta do Povo

Após a sessão desta terça-feira no Supremo Tribunal Federal, que deveria decidir sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes, mas terminou sem nem sequer definir uma questão de ordem levantada por Gilmar Mendes com o objetivo (alcançado) de tumultuar a análise, aqueles que sonham com um Brasil decente se questionam: e agora? A possibilidade de afastamento de Moraes e a abertura de uma investigação por iniciativa do Supremo se tornou ainda mais incerta e, no mínimo, será adiada, sem um horizonte concreto e previsível de tempo – considerando que Flávio Dino tem até três meses para segurar seu pedido de vista protelatório, é quase certo que tudo ficará para depois das eleições, ou até mesmo para 2027.

O que restava da respeitabilidade da corte derreteu-se ainda mais, quase completamente. o STF perdeu uma oportunidade – talvez a maior que lhe tenha sido oferecida nos últimos anos – para, de alguma forma, resgatar por iniciativa própria algo de sua própria dignidade, e começar o movimento de retorno à normalidade democrática. Definitivamente, não há o que celebrar diante do deprimente espetáculo oferecido por Alexandre de Moraes e sua “tropa de choque”, formada por Gilmar Mendes e Flávio Dino, com a colaboração ativa de Cristiano Zanin e a omissão de Nunes Marques, em uma sessão que Edson Fachin poderia ter conduzido de forma bastante diferente, caso tivesse usado as prerrogativas que o cargo de presidente da corte lhe confere. No entanto, por mais incrível que isso possa parecer, mesmo do mal é possível tirar algo bom, e o desfecho da sessão, embora frustrante, tem um lado positivo.

O caso Master serviu para que parte dos brasileiros – especialmente os formadores de opinião – finalmente dedicasse ao Supremo o olhar crítico que havia negado à corte ao longo dos últimos anos, enquanto ela foi expandindo seus poderes e limitando as liberdades até transformar o Brasil em uma juristocracia autoritária. Aquilo que esta Gazeta do Povo enxerga e critica há quase dez anos começou a ficar um pouco mais claro para a imprensa e a sociedade civil organizada; jornais que até pouco tempo atrás hesitavam (inexplicavelmente) em perceber a necessidade do impeachment começaram a sugerir e a propor essa medida.

A sessão de terça-feira teve o efeito de consolidar, entre os brasileiros que já se questionavam a respeito, o quadro de absoluta desqualificação e degeneração moral de vários dos ministros. Mesmo quem ainda se recusava a perceber o óbvio, diante do show de horrores protagonizado especialmente por Moraes, Dino e Gilmar, não teve como ignorar a realidade de um tribunal disfuncional, que tem entre seus membros pessoas comprometidas não com a justiça, mas com a impunidade e a blindagem mútua. As máscaras caíram a ponto de os questionamentos já não envolverem apenas possíveis crimes comuns cometidos pelos ministros (como corrupção passiva, advocacia administrativa, obstrução de Justiça ou prevaricação), mas também os abusos de autoridade, infinitamente mais graves, porque agridem diretamente a própria governabilidade.

E gostaríamos de acreditar que, nesta terça-feira, alguns dos protagonistas daquela sessão tenham se tornado verdadeiros contraexemplos para muitos jovens, especialmente aqueles interessados em seguir a carreira do Direito. Os que já estão no mundo das leis há um certo tempo se formaram, por exemplo, tendo em Gilmar Mendes um exemplo de constitucionalista respeitado. Mas que jovem estudante, hoje, desejará se espelhar no Gilmar Mendes chicaneiro, grosseiro, autoritário, perseguidor de críticos, desmoralizador da suprema corte? Que nossos acadêmicos e jovens profissionais usem o show de horrores do dia 15 como um incentivo para se tornarem o contraponto do que esses ministros representam.

Também esperamos que o absurdo desta terça tenha aumentado a possibilidade de que os atuais senadores se encham de um pouco de brio para assumir seu papel constitucional de contrapeso ao Supremo. O pusilânime Davi Alcolumbre é o presidente do Senado, mas não é seu dono. Uma maioria incansável e inteligente pode e deve encontrar um caminho para fazer valer sua vontade e dar início a um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes (e, talvez, não apenas contra ele). Mas, ainda que isso não ocorra, os olhos de muitos brasileiros hão de se abrir para a enorme responsabilidade de suas escolhas em 4 de outubro.

O próximo presidente da República nomeará ao menos quatro novos ministros para o Supremo – um para ocupar a vaga já aberta com a saída de Luís Roberto Barroso, e mais três que substituirão Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, que chegarão à idade de aposentadoria até o fim de 2030. Dois terços do Senado serão escolhidos em poucos dias – e são os senadores que aprovam as indicações presidenciais, além de poder remover os ministros que já deram razões mais que suficientes para o impeachment. Que brasileiro, em sã consciência, haverá de desejar mais quatro Dinos, mais quatro Gilmares, mais quatro Alexandres na suprema corte?

A renovação do STF passa pela necessidade fortíssima, imperiosa, premente, de elegermos um presidente e sobretudo senadores realmente comprometidos com o retorno ao equilíbrio de poderes, ao respeito à liberdade de expressão e ao devido processo legal. O momento pede determinação e responsabilidade; pede que o brasileiro vote com toda a consciência, procurando informação de qualidade – consultando, por exemplo, o Placar STF ou o próprio levantamento desta Gazeta do Povo, com as posições que todos os candidatos ao Senado de todo o Brasil têm manifestado acerca do impeachment dos atuais ministros. Não erremos o nosso voto. Tenhamos presente que o próximo presidente da República precisará ser alguém disposto a colocar o Brasil nos trilhos e tirar as amarras que atrofiam tanto talento e tanto potencial.

Os brasileiros decentes podem retomar as rédeas deste país. Não é fácil, mas não é impossível, se cada um – do cidadão anônimo à autoridade – fizer o que está ao seu alcance. Só assim poderemos começar de verdade a lutar pelo que mais desejamos: um Brasil rico, decente e seguro, vibrante, cheio de oportunidades para todos os brasileiros, em uma transformação esplêndida para nossa nação.

PENINHA - DICA MUSICAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

ALEXANDRE GARCIA

GILMAR E DINO NÃO FAZEM ESTRAGO SOZINHOS: TODO O STF É RESPONSÁVEL PELO CAOS ATUAL

Plenário do STF durante a sessão de 15 de setembro

Estão todos dizendo que Gilmar Mendes e Flávio Dino enrolaram Edson Fachin, para que o STF não decidisse coisa nenhuma a respeito de Alexandre de Moraes – que, ainda por cima, participou do próprio julgamento com um voto, o que é um absurdo. Isso não existe no Direito – ao menos não no verdadeiro Direito; mas existiu durante o inquérito do fim do mundo, criado há sete anos porque o Supremo se julgava criticado e difamado, e por isso abriu um inquérito ele próprio, para punir aqueles que o difamavam.

É um inquérito que começou sem Ministério Público, totalmente ilegal, mas que o Supremo validou por 10 votos a 1. O Supremo como um todo é responsável por isso. Tanto que a ministra Cármen Lúcia, na terça-feira, afirmou que, se foi omissa por não ter ajudado a evitar isso, pedia desculpas ao povo brasileiro. Ela disse estar constrangida e triste. Talvez esteja vendo a luz agora, a luz que o jornalismo brasileiro demorou sete anos para ver porque havia vergonhosamente deixado de lado os seus princípios.

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Ministros do STF depredam a corte muito mais que os manifestantes do 8 de janeiro

Um coronel que mora no Novo México, nos Estados Unidos, está lá há um ano sem receber salário. Reginaldo Vieira de Abreu foi condenado a 15 anos nos “processos do golpe” e, quando viu que seria preso, saiu do país. Fez um pedido de refugiado político, que ainda não foi decidido; enquanto isso, seu visto de turista venceu, e ele foi preso há dois ou três dias. Não sei da situação dele agora. É mais uma vítima de Alexandre de Moraes, como os milhares de vítimas nos processos do 8 de janeiro, que não tiveram direito à ampla defesa e ao devido processo legal. A cabeleireira Débora foi punida porque escreveu com batom “perdeu, mané” em uma estátua que no dia seguinte já estava limpa. Mas o estrago que os ministros do Supremo estão fazendo na própria instituição é muito maior e bem mais difícil de consertar que o feito pela Débora.

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Brasil de Lula não está combatendo o crime organizado, dizem EUA

O governo de Donald Trump entregou ao Congresso americano um relatório dizendo que o Brasil não está combatendo o crime organizado, as facções como o PCC e o Comando Vermelho. Outros países ocidentais estão dando exemplo de combate enérgico ao crime, mas o Brasil não. Nós sabemos que Lula não gosta da polícia, que gosta de bandidos. Agora, ele diz que sempre combateu o crime aqui, mas demagogos e populistas como ele só combatem o crime com saliva. Saliva não acaba com o crime; no máximo, molha a pólvora.

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Eleitor que não quer Lula é a maioria

Neste momento delicado, perto da eleição, saiu uma pesquisa feita pela Data Trends em todo o Brasil, em todas as 27 unidades da Federação. Na simulação de primeiro turno, Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro tem 35%. Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, juntos, têm 14%; com isso, o voto anti-Lula pularia para 49%, enquanto Lula subiria para algo em torno de 40%. Os nulos, brancos e indecisos são 12%, o que daria 20 milhões de votos – eu acho pouco; deve haver mais gente planejando ficar de fora.

(Metodologia: O levantamento ouviu 2 mil eleitores em 27 unidades da Federação entre 12 e 14/9. Margem de erro estimada é de 2,19 pontos porcentuais para mais ou para menos. Nível de confiança: 95%. Registro no TSE: BR-08691/2026.)

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Em seis anos, juros americanos foram multiplicados por 16

Sinal dos tempos: o Fed, o Banco Central americano, subiu sua taxa básica de juros de 3,75% para 4%. Isso significa atração de aplicações nos Estados Unidos, com investidores comprando papéis nos EUA e não no Brasil. Em 2020, a taxa básica de juros era de 0,25%; para se chegar a 4%, a taxa foi multiplicada por 16 nesse intervalo; uma senhora subida.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PAULO CARVALHO – RECIFE-PE

Julgando a Justiça

A justiça deveria ser cega,
Não julgar conforme a aparência.
Deveria agir como a ciência
Que apenas aos fatos se apega.
Há injustiça quando ela renega
O prescrito na Constituição:
Todo poder vem da população
E em seu nome deve ser exercido.
Quando a justiça defende o bandido,
Quem há de defender o cidadão?

No tribunal, nem sempre prevalece
A dureza da imparcialidade.
Às vezes, o que ocorre, na verdade,
É que outra verdade aparece;
Outro entendimento se oferece
Pra mudar o culpado em inocente:
Fruto de uma manobra indecente
Ou de algum acordo proibido.
Quando a justiça defende o bandido,
Quem há de defender o cidadão?

Eu vejo injustiças desde menino,
Na rua, a toda hora, acontecer
No rádio, no jornal e na TV,
Mostradas como se fosse o destino
Traçado por algum “juiz divino”,
Que manda no povo com opressão.
Indefesa, essa pobre nação
Se rende e dá tudo por perdido.
Quando a justiça defende o bandido,
Quem há de defender o cidadão?

DEU NO X

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

DEU NO X

PROMOÇÕES E EVENTOS

LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO XICO BIZERRA

Dia desses andei relendo esse livrinho e me encantei, de novo. 30 conversas interessantes com gente do Nordeste, tipo Dom Hélder, Manoel Bandeira, Luiz Gonzaga, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Jackson do Pandeiro, Sivuca, dentre outros.

Como se não bastasse tem prefácio e apresentações de Dr. José Paulo Cavalcanti Filho, Maciel Melo, Luiz Berto e Paulo Rocha.

Gostei e recomendo.

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E custa só R$ 46,00, frete incluso.

MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

O ÓCIO E OS BEÓCIOS DA POLÍTICA E DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

Existem civilizações que sucumbem à espada. Outras, ao fogo. Algumas são esmagadas pela fome, pela peste ou pela invasão estrangeira. O Brasil, contudo, parece ter escolhido um método mais sofisticado de autoflagelação: ser administrado por uma aristocracia do ócio e supervisionado por uma confraria de beócios convencidos de sua própria genialidade. Não é uma tragédia explosiva. É pior. É uma decomposição lenta.

Uma putrefação institucional conduzida por homens e mulheres que falam sem parar e realizam quase nada; que produzem montanhas de palavras para justificar grãos de resultados; que transformaram a burocracia numa religião e a ineficiência num modelo de negócios. Há séculos, filósofos advertiam que a ignorância é perigosa. Estavam parcialmente errados. A ignorância comum é inofensiva. O agricultor que desconhece astronomia continua produzindo alimentos. O pedreiro que nunca estudou filosofia continua erguendo paredes. O motorista que ignora latim continua levando pessoas ao destino.

Perigosa é a ignorância revestida de autoridade. Perigoso é o beócio que descobre uma cadeira de poder. Perigoso é o medíocre que recebe um carimbo. Perigoso é o incapaz que passa a acreditar que sua incapacidade se transformou em virtude apenas porque foi oficialmente reconhecida. A partir desse momento, instala-se uma patologia institucional. O sujeito deixa de buscar a verdade e passa a buscar apenas a preservação da própria importância. Sua missão não é resolver. É permanecer. Sua meta não é servir. É sobreviver. Seu compromisso não é com a realidade. É com a perpetuação da estrutura que o alimenta.

Nasce então a forma mais refinada de parasitismo: aquela que se apresenta como serviço público. Enquanto o cidadão acorda cedo para produzir riqueza, uma parcela da elite burocrática dedica seus dias a produzir obstáculos. Enquanto milhões trabalham para gerar valor, outros trabalham para gerar formulários. Enquanto a sociedade tenta avançar, eles aperfeiçoam a arte de impedir o movimento. Não por maldade. A maldade exige energia. E energia é algo incompatível com o ócio institucional. O que existe é algo muito mais deprimente: a indolência elevada à categoria de método administrativo.

O problema brasileiro não é apenas a corrupção do dinheiro. É a corrupção do tempo. Roubam-se anos. Décadas. Gerações inteiras. Uma obra que deveria durar dois anos consome dez. Uma decisão simples atravessa labirintos processuais capazes de fazer um arqueólogo envelhecer antes de encontrar a saída. Questões óbvias são submetidas a discussões intermináveis entre especialistas que frequentemente demonstram compreender menos a realidade do que o cidadão que aguarda na fila. E a fila, evidentemente, é sempre do outro. Jamais deles.

A beleza do sistema está precisamente em sua capacidade de converter fracasso em formalidade. Quando algo não funciona, cria-se um grupo de trabalho. Quando o grupo falha, cria-se uma comissão. Quando a comissão fracassa, cria-se um observatório. Quando o observatório não observa nada, produz-se um relatório. E quando o relatório comprova aquilo que todos já sabiam desde o início, convoca-se um seminário para discutir as conclusões do relatório que analisou os resultados da comissão criada para estudar o fracasso do grupo de trabalho. A esse espetáculo dá-se o nome de governança. Os antigos alquimistas tentavam transformar chumbo em ouro. Os modernos alquimistas institucionais transformam urgência em protocolo. Transformam simplicidade em procedimento. Transformam bom senso em jurisprudência. Transformam problemas concretos em debates abstratos tão longos que acabam sobrevivendo às pessoas afetadas por eles.

Enquanto isso, o cidadão observa. Observa porque não lhe resta alternativa. Observa o Estado exigir eficiência que ele próprio não pratica. Observa autoridades pregarem responsabilidade que raramente assumem. Observa discursos inflamados sobre igualdade pronunciados por indivíduos protegidos por muralhas de privilégios. Observa sermões sobre sacrifício vindos daqueles que jamais precisaram sacrificar coisa alguma. E talvez seja essa a maior ironia nacional. Os verdadeiros sustentáculos da República raramente aparecem nos retratos oficiais. São os que acordam às cinco da manhã. Os que enfrentam ônibus lotados. Os que abrem pequenos negócios. Os que produzem, ensinam, constroem, dirigem, cultivam, consertam e trabalham. A nação continua existindo não por causa dos seus administradores, mas apesar deles. É um milagre estatístico. Uma anomalia histórica.

Uma demonstração de que a capacidade de resistência do povo brasileiro desafia qualquer modelo matemático conhecido. Porque, se dependesse exclusivamente da lucidez dos ociosos e da competência dos beócios, o país já teria sido transformado há muito tempo em um gigantesco museu dedicado ao estudo do fracasso. Mas há algo ainda mais perturbador. Os ociosos sabem que são inúteis? Os beócios percebem sua ignorância? Provavelmente não. A estupidez raramente reconhece a própria imagem no espelho. Essa é sua característica mais notável. O tolo acredita possuir respostas para tudo. O sábio, ao contrário, desconfia até de suas certezas. Por isso a história costuma ser cruel. Não com os sábios. Com os arrogantes. Porque o tempo possui uma qualidade que tribunais, parlamentos, gabinetes e repartições não possuem: ele não se impressiona com cargos.

O tempo não respeita títulos. O tempo não teme discursos. O tempo apenas observa. E registra. Registra cada oportunidade desperdiçada. Cada reforma adiada. Cada problema empurrado para a próxima geração. Cada mentira transformada em política pública. Cada vaidade travestida de virtude. E quando finalmente a poeira dos séculos baixar sobre os arquivos da nação, talvez reste apenas uma conclusão devastadora: O Brasil nunca foi pobre de recursos. Nunca foi pobre de inteligência. Nunca foi pobre de talento.

Foi, muitas vezes, governado por uma abundância obscena de ócio onde deveria haver trabalho, por uma abundância obscena de beócios onde deveria haver sabedoria e por uma abundância obscena de vaidade onde deveria haver serviço. E nenhum império, nenhuma república e nenhuma instituição sobreviveram indefinidamente quando a mediocridade passou a acreditar que era genialidade e a preguiça passou a se apresentar como virtude.