DEU NO JORNAL

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

RACIOCÍNIO CAQUÉTICO

Comentário sobre a postagem LÁ EM PORTUGAL

Maurino Júnior:

Este inútil tenta soar grandioso, mas cada palavra denuncia o óbvio: por trás do barulho, só existe um raciocínio caquético, cambaleante e ridiculamente ultrapassado.

É curioso como alguém pode falar tanto e, ainda assim, revelar apenas um pensamento seco, gasto e completamente inútil.

Não é arrogância, é desespero: quem sustenta ideias vazias costuma gritar alto para ver se o eco disfarça a própria ignorância.

Ele não argumenta, ele agoniza, porque, cada frase é o espasmo de uma mente doentia tentando parecer viva.

Há algo quase “comovente” em vê-lo insistir no absurdo: um monumento patético erguido sobre a própria ignorância.

Se opinião fosse combustível, a dele não moveria nem um fósforo — é obtusa, rarefeita e já nasceu falida.

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

REGRESSO AO LAR – Guerra Junqueiro

Ai, há quantos anos que eu parti chorando
Deste meu saudoso, carinhoso lar!…
Foi há vinte?…há trinta? Nem eu sei já quando!…
Minha velha ama, que me estás fitando,
Canta-me cantigas para eu me lembrar!…

Dei a volta ao mundo, dei a volta à Vida…
Só achei enganos, decepções, pesar…
Oh! a ingénua alma tão desiludida!…
Minha velha ama, com a voz dorida,
Canta-me cantigas de me adormentar!…

Trago damargura o coração desfeito…
Vê que fundas mágoas no embaciado olhar!
Nunca eu saíra do meu ninho estreito!…
Minha velha ama que me deste o peito,
Canta-me cantigas para me embalar!…

Pôs-me Deus outrora no frouxel do ninho
Pedrarias dastros, gemas de luar…
Tudo me roubaram, vê, pelo caminho!…
Minha velha ama, sou um pobrezinho…
Canta-me cantigas de fazer chorar!

Como antigamente, no regaço amado,
(Venho morto, morto!…) deixa-me deitar!
Ai, o teu menino como está mudado!
Minha velha ama, como está mudado!
Canta-lhe cantigas de dormir, sonhar!…

Cante-me cantigas, manso, muito manso…
Tristes, muito tristes, como à noite o mar…
Canta-me cantigas para ver se alcanço
Que a minhalma durma, tenha paz, descanso,
Quando a Morte, em breve, ma vier buscar!…

Abílio Manuel Guerra Junqueiro, Potugal, (1850-1923)

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

DEU NO JORNAL

VISTA GROSSA PARA AS VÍTIMAS DE MADURO

Guilherme Fiuza

Enquanto presos políticos seguem sem informações na Venezuela, Roger Waters defende Maduro em NY. A repressão continua.

Enquanto as famílias de cerca de 500 presos políticos tentam obter informações sobre eles na Venezuela, o músico inglês Roger Waters foi a Nova York pedir a libertação do ditador Nicolás Maduro. O ex-líder do Pink Floyd diz que está defendendo a democracia.

Waters poderia adaptar sua famosa obra “The Wall” para a tragédia venezuelana. No caso, o refrão “another brick in the wall” significaria mais um tijolo na parede da prisão que o regime chavista impôs a seus opositores. Dessa vez, o libertador está a favor do muro.

Por ação da administração Donald Trump, o governo da Venezuela libertou mais 46 presos políticos na semana passada. Já são 250 as vítimas do chavismo postas em liberdade após a captura de Maduro — o protegido de Roger. Enquanto dezenas de pessoas esperavam a saída dos seus familiares da prisão de Yare, próximo a Caracas, na última quinta-feira, Roger Waters berrava diante da fortaleza no Brooklyn o nome de Nicolás Maduro — dizendo aos passantes ter a certeza de que estava sendo ouvido por ele.

Um dos presos venezuelanos disse à agência AFP, ao sair da cadeia, que foi vítima de uma armação do governo Maduro, de sabotagem e corrupção. “Trabalho na indústria do petróleo há 33 anos. Nunca roubamos nada”, declarou o ex-preso, cuja identidade a agência preservou.

Segundo entidades locais de direitos humanos, como o Foro Penal, o trabalho para libertação dos presos políticos é permanentemente dificultado pelo governo, apesar da lei de anistia promulgada após a pressão estabelecida pelos EUA. Cerca de 8 mil pessoas já recuperaram sua cidadania plena desde então, mas o governo venezuelano continua não divulgando listas oficiais de detidos.

O presidente brasileiro, candidato à reeleição este ano, parece não ter nada a dizer sobre os massacrados pelo regime do seu aliado — a quem inclusive chegara a aconselhar a busca de uma “narrativa” melhor. A narrativa de Lula parece se resumir a uma tentativa de polarizar com Trump — justamente o principal agente da libertação das vítimas de Maduro. E por algum motivo misterioso, o líder petista não tem sido chamado pela imprensa a dizer o que acha das masmorras do chavismo expostas pela ação de Trump.

Vale lembrar que, de Waters a Lula, a retórica da defesa da democracia contra o inimigo imaginário tem sido a base para ações autoritárias de “boa aparência” — como as proposições de regulação digital sempre com algum pretexto humanitário. O próprio presidente brasileiro voltou ao tema “regulatório” na semana passada — dessa vez associando esse tipo de controle à proteção da soberania nacional.

Pretexto para perseguição sempre vai existir. O que pode mudar é a disposição de parte da sociedade de legitimar o teatro.