SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O CÂNTICO DA TERRA – Cora Coralina

Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranquila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranquilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.

Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (Cora Coralina), Cidade de Goiás (1889-1985)

DEU NO JORNAL

FARTURA !!!

Para o senador Rogério Marinho (PL-RN) “a promessa da picanha virou símbolo da mentira do PT”.

E acusou o presidente Lula de entregar comida cara e churrasco de abóbora.

* * *

Pare com essa conversa fiada, sinhô senadô!!!

A comida tá barata de norte a sul, de leste a oeste.

Uma fartura arretada!

Os pobres estão comendo como nunca comeram antes neste país.

Lula não mente nunca!!!

Tudo que promete, ele cumpre.

PROMOÇÕES E EVENTOS

LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO CARLITO LIMA

Um assassinato misterioso ocorrido na Lagoa Mundaú – onde, por uma infeliz coincidência, uma mina está cedendo e afetando milhares de moradores de Maceió – é o cenário que abre o romance de Carlito Lima, que leva o nome da lagoa.

A obra conta a história de uma família, suas lutas, aventuras e alegrias em um período histórico para o Brasil entre as décadas de 1960 e 1970. Uma mistura de ficção e realidade que retrata o país durante a ditadura militar.

Para Carlito Lima, mais que um romance, a obra é a historiografia de uma época.

“Mundaú é um depoimento do modo de vida daquela época, quando o machismo e a violência contra a mulher eram naturalizados, mas também quando havia muita música popular brasileira, romantismo e ideais. Em 50 anos as coisas mudaram e o leitor pode tirar suas conclusões”, afirma.

Contato com o autor:

carlitoplima@gmail.com

(82) 9-9690.9964

ALEXANDRE GARCIA

MASTER E BRB: INVESTIGAÇÃO EXPLODE NO GOVERNO DO DF

BRB

BRB venderá R$ 15 bilhões em ativos herdados do Master à gestora Quadra Capital para tentar conter crise de liquidez

Mais uma vigarice envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB), desta vez ligada a Daniel Vorcaro e ao Banco Master, teria ocorrido no segundo semestre de 2024. O Banco de Brasília, instituição estatal, comprou R$ 9,9 bilhões em títulos. No entanto, o valor real seria entre R$ 2,2 bilhões e R$ 2,4 bilhões menor. Apenas nessa operação, alguém teria recebido um ágio de R$ 2,4 bilhões. É o que aponta a Polícia Federal.

O governador Ibaneis Rocha se licenciou para disputar o Senado, mas sumiu. A vice-governadora Celina Leão (PP) assumiu o comando e deve estar em desespero, já que a situação do banco piora a cada dia. Ficou muito claro que o governo de Brasília se empenhou e pressionou a Câmara Legislativa para aprovar a compra do Banco Master.

Não se tratava da compra dos títulos, que já haviam sido adquiridos anteriormente, mas da aquisição do próprio banco, após a operação marcada pela diferença de R$ 2,4 bilhões. O governo encaminhou a proposta ao Legislativo, pressionou e conseguiu aprová-la por 14 votos a 10. Ainda assim, a compra não saiu por causa do Banco Central.

* * *

Inflação pressiona governo Lula e cenário eleitoral

A situação também se complica para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O boletim Focus, do Banco Central, projeta inflação fora da meta e já acima do máximo admissível. A meta oficial é de 3%, com tolerância de até 4,5%. Porém, a partir de junho, esse teto deve ser rompido, avançando na direção de outubro e, consequentemente, das urnas.

Lá atrás, Lula foi beneficiado pela conjuntura econômica. Não tinha relação direta com isso, mas foi beneficiado. Agora, ao que tudo indica, a conjuntura voltou para cobrar a conta.

* * *

STF, código de ética e desgaste institucional

O PT cobra um código de ética para o Supremo Tribunal Federal (STF) e se posiciona ao lado de Edson Fachin, em oposição a Flávio Dino. Isso porque Dino teria apresentado uma proposta que embute críticas ao projeto de Fachin e, na prática, amplia ainda mais o poder da Corte. Para o Supremo ter mais poder, seria preciso perguntar ao povo se ele deseja conceder esse poder adicional.

As pesquisas indicariam justamente o contrário: a população confia cada vez menos no Supremo. A falta de confiança já teria ultrapassado a metade dos brasileiros, reflexo de uma atuação que deveria enquadrar as leis na Constituição, e não enquadrar a Constituição nos desejos do próprio Supremo.

A Constituição é intocável. Só pode ser modificada, desde que não envolva cláusulas pétreas, por aqueles que detêm o poder constituinte derivado: os representantes eleitos no Congresso Nacional. Por isso, qualquer mudança exige votação em dois turnos e apoio qualificado de 60% dos membros de cada Casa Legislativa.

E o código de ética, afinal, serviria para quê? Para fazer moda durante alguns anos, cortar penduricalhos, afastar parentes e fechar escritórios ligados a familiares. Advogados reclamam da concorrência desleal desses escritórios. Faz-se então uma devassa, uma caça às bruxas e, depois, com o passar do tempo, tudo cai no esquecimento e volta a ser como antes. Pelo menos é o que eu tenho visto nesse tempo de vida desde 1940.

DEU NO X

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

O MEU CORDEL CIRANDEIRO

Para falar de Ciranda
O meu coração balança
Eu faço a roda girar
Quando a musa entra na dança
Avivando a inspiração
Assim flui minha oração
Diante dessa aliança.

Peguei na mão da ciranda
Buscando sempre agregar
Juntei ciranda e cordel
Para melhor propagar
Com canto e literatura
Nossa popular cultura
Com dança para animar.

No meu cordel cirandeiro
Trago o canto de alegria
Trago meu Cordel de Saia
Trago o cordel de Maria
Pra mostrar meu universo
De rima de canto e verso
De peleja e cantoria.

Pra melhor salvaguardar
O cordel literatura
Eu criei As Cirandeiras
E gostei dessa mistura
Quem sabe canta o refrão
E faz a declamação
Nos moldes dessa estrutura.

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DEU NO X

DEU NO JORNAL

COMO O GOVERNO ATRAPALHA O CRESCIMENTO

Editorial Gazeta do Povo

governo atrapalha o crescimento

Os países de maior sucesso econômico são aqueles em que o governo mais respeita a liberdade econômica

O Brasil é um país pobre. As provas dessa constatação são várias. A primeira está no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) informado pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre seus 193 países filiados. No relatório, os 36 países com IDH acima de 0,900 são considerados desenvolvidos; o Brasil está na 84.ª posição, com índice 0,786. A segunda prova está na comparação da renda por habitante brasileira, que está abaixo de US$ 11 mil/ano, com a mesma renda nos Estados Unidos, que é superior a US$ 85 mil/ano. Este dado nos leva à terceira prova: a classificação do Brasil no ranking da renda por habitante: de 193 países, dos quais 36 são considerados desenvolvidos, e o Brasil oscila em torno da 80.ª posição, conforme o momento em que os dados são coletados.

Uma vez aceita a realidade de que o país é rico de recursos naturais e pobre em padrão de vida e de bem-estar social médio, um dos principais temas de debate nas eleições deste ano, sobretudo a eleição presidencial, girará em torno das propostas para fazer a economia crescer e melhorar os indicadores sociais. Sem dúvida, os discursos de campanha recairão sobre propostas para combater a pobreza, diminuir o desemprego e reduzir as carências sociais que afetam a maior parte da população. Seguramente, a safra de promessas será grande e conterá, como sempre, as mais diversas demagogias recheadas de soluções inviáveis.

A compreensão das causas da pobreza no Brasil é carregada de mitos e meias-verdades, sem que sejam levantadas e analisadas as causas que historicamente vêm solapando os esforços de desenvolvimento. As campanhas eleitorais sempre contribuem para a disseminação da ideia demagógica de que os pobres serão salvos pelo governo, pelo aumento dos impostos e por mais benefícios distribuídos aos pobres. Por óbvio, há programais sociais bons e defensáveis, como é o caso de benefícios aliados a mecanismos pelos quais os beneficiados possam se preparar e se qualificar para inserção no mercado de trabalho.

Nunca é demais lembrar a velha tese de que o melhor programa social é a geração de empregos. Programa social que tenha apenas a porta de entrada, sem nenhum esquema que funcione como porta de saída, somente é aceitável para aquelas pessoas que, em função de limitações severas (às vezes insanáveis), não tenham condições de disputar as oportunidades, trabalhar, produzir e obter renda. Embora sem precisão absoluta, estima-se que no Brasil haja 94 milhões de pessoas dependentes de programas de ajuda do governo, conforme dados do Cadastro Social Único. Essa enorme fração da população dependente de ajuda governamental exige profunda reflexão sobre as verdadeiras causas da pobreza constante. Sem respostas válidas e tecnicamente corretas, o enfrentamento da miséria, da pobreza e do desemprego acaba sendo feito de modo deficiente, por meio de medidas e políticas erradas, que terminam por não funcionar.

Em linhas gerais, sabe-se que a miséria e a pobreza na maioria dos países pobres vêm de cinco causas: inflação, elevada carga tributária, baixo nível educacional, baixo crescimento da infraestrutura física e baixa produtividade/hora do trabalho. Outras causas existem, como bem explicou o filósofo e economista austríaco Ludwig von Mises: quando perguntado sobre a causa histórica inibidora do crescimento econômico nos mais diversos países em comparação com os Estados Unidos, ele respondeu: “o povo dos Estados Unidos é mais próspero que os habitantes de todos os outros países porque seus governos resistiram a adotar políticas de obstrução dos negócios e incentivaram a economia”.

Por longo tempo, Mises alertou que a segurança jurídica e o bom ambiente para fazer negócios são dois elementos que definem se a economia de um país vai crescer ou vai continuar emperrada e pobre. Roberto Campos, economista, diplomata, político, escritor e ministro do Planejamento de 1964 a 1967, passou parte do tempo que viveu insistindo na tese de que “o respeito ao produtor de riqueza é o começo da solução da pobreza”. Ou seja, sem o empreendedor, que corre riscos, e o incentivo do ambiente legal ao espírito de iniciativa empresarial, o sonho do desenvolvimento não será realizado.

Nas eleições de outubro, socialistas e estatizantes de todos os matizes irão propor mais Estado, mais impostos, maior interferência na vida das pessoas e mais regulamentação dos investimentos e do mercado. Quanto ao aumento de impostos, apesar da alta carga tributária já existente, seus defensores darão como justificativa que com isso a vida dos pobres será melhorada – o que, apesar de falso, tem apoio de certos intelectuais e amplas faixas da população. Um desses casos é o badalado economista francês de esquerda Thomas Piketty, cujo livro O Capital no Século XXI vem fazendo sucesso desde sua publicação, em 2013, com sua tese central de que o combate às desigualdades deve ser travado com aumento de impostos.

A falácia desse raciocínio vem da prova mostrada pela história: o aumento da carga tributária não resolve a pobreza, até porque são vastos os exemplos, em todo o mundo, de que aumento de impostos tem servido prioritariamente para o inchaço do setor estatal, o aumento da burocracia, a elevação de salários e benefícios de funcionários públicos dos três poderes, a eterna ineficiência e a elevada corrupção nos governos e aparatos estatais. Além disso, o aumento da carga tributária não tem levado os governos a conter o crescimento perigoso da dívida pública, pela simples razão de que seus gastos crescem mais que o aumento da receita tributária, como mostram os déficits fiscais crônicos. Isso tem sido verdadeiro neste Brasil do PT, pois o próprio presidente Lula disse mais de uma vez que o déficit público não é importante e que os livros de Economia estão superados. Descontrole de gastos públicos, déficits fiscais e aumento da dívida do governo são freios ao crescimento econômico e ao desenvolvimento social.