DEU NO X

DEU NO X

DEU NO JORNAL

PT AGORA QUER PARECER “ANTI-SISTEMA”

Guilherme Fiuza

A diretriz eleitoral do PT, de se apresentar como antissistema, precisará de uma engenharia dramatúrgica sofisticada para lograr êxito

O presidente do PT declarou, em referência à campanha eleitoral de 2026, que o partido precisa demonstrar ser o “anti-sistema”. Para Lula e o PT se tornarem anti-sistema, será necessário inaugurar o primeiro governo de oposição da história.

É natural que o PT queira ser visto como anti-sistema. As coisas no sistema não vão nada bem. Por uma coincidência atroz, repete-se o mesmo evento verificado entre 2005 e 2015 no Brasil — em casos que ficaram popularmente conhecidos como mensalão e petrolão: o uso do aparelho de Estado para negociatas particulares.

No mensalão, contratos falsos, especialmente na área de publicidade, sangravam empresas estatais para irrigar o grupo que estava no poder. Essa verba era usada, entre outros objetivos menos “nobres”, para comprar votos no Congresso.

No petrolão, um cartel de empreiteiras conseguiu direcionar obras públicas, notadamente no setor petrolífero, para distribuir dinheiro (farto) aos sócios do esquema. A instituição do “pixuleco” fez a festa da corte. De novo, o Partido dos Trabalhadores aparecia como veículo central do esquema, por meio da moderna tecnologia da falsificação de doações eleitorais.

Hoje temos o conluio entre sindicatos e agentes públicos para lesar aposentados do INSS em uma escala bilionária. Há também um tentáculo bancário no esquema dos descontos fraudulentos, o que leva a outro uso do sistema para lesar o contribuinte: o caso Master.

A começar pelas investigações envolvendo um filho e um irmão do presidente da República na teia de desfalques previdenciários. Para completar o proverbial desafio, há as investigações do escândalo Master sobre o aliciamento de agentes públicos para o acobertamento das maiores fraudes da história do sistema financeiro nacional.

Isso tudo no momento em que o presidente declara que o Brasil será um dos países “mais respeitados do mundo no crime organizado”. Se a intenção de Lula era anunciar um novo tempo no combate ao crime organizado, fica faltando a explicação de por que não aderir ao programa Escudo das Américas e autorizar a classificação das grandes facções como terroristas.

Não só há terror suficiente para isso, como há também a interface política. Aliás, as investigações sobre uma das entidades acusadas de lavar dinheiro para o Comando Vermelho também apuram a relação do filho do presidente com um ex-sócio do grupo.

Como se vê, o plano do PT de parecer anti-sistema nas eleições deste ano talvez dependa dos milagres da inteligência artificial.

COMENTÁRIO DO LEITOR

A CIRANDA DE LIA

Comentário sobre a postagem AS BRASILEIRAS: Lia de Itamaracá

Deco:

Estive pela primeira vez no Estado de Pernambuco na década de setenta.

Ao visitar uns amigos em Recife, eles me levaram para passar um final de semana na Ilha de Itamaracá. Naquela ocasião, sabia tão somente da existência da Ilha de Itamaracá.

Mas, para minha felicidade foi um fim de semana inesquecível, pois tive a grande oportunidade de conhecer a Lia, sua ciranda, dançar a ciranda com os amigos, turistas e moradores da ilha.

Até hoje guardo na memória aquele momento especial na minha existência.

Nunca esqueci a Lia, a musicalidade dela e “Esta ciranda quem me deu foi Lia, que mora na Ilha de Itamaracá”.

“O tempo passa, mas as lembranças felizes ficam provando que vivemos momentos eternos.”

O que reforça a importância das biografias.

* * *

DEU NO X

DEU NO JORNAL

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

A SERENATA – Augusto de Lima

Plenilúnio de maio em montanhas de Minas!
Canta, ao longe, uma flauta e um violoncelo chora,
Perfuma-se o luar nas flores das campinas,
sutiliza-se o aroma em languidez sonora.

Ao doce encantamento azul das cavatinas,
nessas noites de luz mais belas do que a aurora,
as errantes visões das almas peregrinas
vão voando a cantar pela amplidão afora…

E chora o violoncelo, e a flauta, ao longe, canta.
Das montanhas, brilhando, a névoa se levanta,
banhada de luar, de sonhos, de harmonia.

Com profano rumor, porém, desponta o dia;
e, na última porção da névoa transparente,
a flauta e o violoncelo expiram lentamente.

Augusto de Lima - o poeta | Templo Cultural Delfos

Antônio Augusto de Lima, Congonhas de Sabará-MB (1859-1934)

DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO