Então candidato ao terceiro mandato à frente da Presidência, Lula (PT) prometeu há 1.335 dias que o brasileiro “voltaria a comer churrasquinho, picanha e cervejinha”.
A afirmação do petista em entrevista ao Jornal Nacional da Globo, em 24 de agosto de 2022, virou mantra da campanha petista.
Após quase 44 meses, todos os preços aumentaram; a cerveja, por exemplo, ficou 25% mais cara, em média, em mercados e bares.
Só a inflação acumulada desde janeiro de 2023 significa que todos os produtos ficaram ao menos 17% mais caros. No mínimo.
Entre janeiro de 2024 e março de 2026 a picanha acumulou 12% de alta; o contrafilé subiu 26%; acém, 31,8%; e músculo, 25,7%, diz o Farmnews.
O preço nominal da arroba do bezerro passou dos R$ 500 pela primeira vez na história, em abril. A alta anterior foi em 2021, durante a pandemia.
“O povo tem que voltar a comer um churrasquinho, a comer uma picanha e tomar uma cervejinha”, disse Lula em 2022.
Em 2026, não disse nada.
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Quem fez o L deve estar achando ótimo.
Tâo tudo se rindo-se de felicidade.
Uma coisa é certa:
Acreditar no que Lula fala, é igual dar conselho a doido: pura perda de tempo.
O ex-governador de Brasília Ibaneis Rocha sumiu, e sumiu na véspera da prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Interessante: ele pode ter tido informação de que o ex-presidente do banco seria preso e imediatamente sumiu. Ninguém sabe onde ele está.
Eu estou na França, quem sabe eu dou de cara com ele por aqui. A gente sabe por que ele sumiu: foi medo de ser preso. Ele imaginou que, prendendo o ex-presidente do BRB, o prenderiam também.
É uma atitude que o incrimina, porque ele reconhece que tanto o ex-presidente do Banco de Brasília como ele têm responsabilidade sobre a tentativa de compra do Banco Master, para aliviar o Daniel Vorcaro do banco quebrado.
Ele estava comprando R$ 12 bilhões em títulos podres. Os dois convenceram o Legislativo de Brasília a aprovar, por 14 a 10 — em um total de 24 deputados distritais —, a compra do banco, que o Banco Central vetou, porque ia contaminar o banco estatal do Distrito Federal, que é um dos poucos estatais de unidades da federação que ainda subsistem. Ninguém sabe que fim levou Ibaneis. Ibaneis sumiu.
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STF dá mau exemplo
Vejam só o mau exemplo, de impunidade, que o Supremo Tribunal Federal (STF) deu na Operação Lava Jato, ao livrar a maior parte das pessoas, principalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Transmitiu a mensagem para os mal intencionados de que corrupção fica na impunidade.
O Maurício Camisotti, ligado ao Careca do INSS, foi preso, fez delação premiada e se comprometeu a devolver R$ 400 milhões. Ou seja, ele tem R$ 400 milhões, cash à vista, depositados à vista em algum paraíso fiscal para devolver. Isso só aconteceu na Lava Jato, mas foi um décimo disso: foi o Pedro Barusco, gerente da Petrobras, que se comprometeu a devolver cerca de R$ 40 milhões.
Quer dizer que essa gente vai levando, vai levando e depositando num banco fora do Brasil. É o crime compensando. Depois que Lula foi solto, depois que o Dias Toffoli liberou a multa da JBS — uma coisa que todo mundo tomou como um escândalo, multa de bilhões.
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Universidade é progressista só no nome
Universidade Federal do Rio Grande, da cidade de Rio Grande (RS): fazia 43 anos que a Marinha subsidiava todas as viagens para a Antártida para o curso de Oceanologia daquela instituição, que é um curso brilhante, só que agora não vai ter mais esse financiamento e aporte material.
Por quê? Porque retiraram o título de doutor honoris causa do almirante de esquadra Maximiano da Fonseca. A Marinha reagiu. O almirante Marcos Sampaio Olsen, que é o comandante da Marinha, disse que a Marinha está (vou colocar ipsis litteris aqui) “muito incomodada” porque a universidade negligenciou as contribuições de um homem honrado, de uma vida dedicada ao país.
Eu sou testemunha dessa vida de Maximiano da Fonseca. O almirante Olsen recebeu isso com profundo desagrado, e tem toda a razão.
Aquela universidade que está totalmente aparelhada por uma ideologia retrógrada, não tem nada de progressista. Se chama de progressista exatamente pelo mesmo motivo pelo qual o lado de Berlim, o da Alemanha ligada à União Soviética, se chamava República Democrática da Alemanha. Quando precisa dizer que é, é porque não é. “O homem que diz ‘sou’ não é, porque quem é mesmo não diz”, escreveu Vinícius de Moraes.
Fez muito bem a Marinha, que recebia a universidade lá na estação da Antártida, que dava todo o apoio, que criou o programa especial para beneficiar os estudos da universidade, que agora fica sem isso; prefere ficar no palanque ideológico retrógrado, apoiando ditaduras.
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Congresso vai votar derrubada de veto ao PL da Dosimetria
Está marcada para o fim do mês a votação que pretende derrubar o veto do presidente da República ao projeto que se convencionou chamar de PL da Dosimetria, que foi aprovado por 339 deputados e senadores e teve um total de 173 deputados e senadores contra. É esse o escore que espera o exame dos vetos de Lula, que certamente serão derrubados.
Nesse País que leva o nome de Pindorama e alguns o chamam pelo apelido de um pé de pau, como diz Teles, ‘Biu’ Shakespeare não se criaria. Quando ele dissesse ‘Ser ou Não Ser’ não faltaria um gaiato tupiniquim levantando o dedo e gritando:
– Nem uma coisa nem outra, seu Galego. Deixe de onda e fique na sua!
Eis a crucial questão. Todo esse preâmbulo, sem beira nem beira, apenas para comentar as pequenas dúvidas (ou grandes dilemas) que enfrentamos no dia-a-dia: ir ou não ir, cerveja ou whisky, que roupa vestir? Tudo bobagem: terminamos por ir ao lugar mais próximo, a beber o que estiver mais perto, a escolher uma ou outra vestimenta aleatoriamente, comonum par ou ímpar e a vestir a primeira roupa que pegar no armário.
Desde os tempos em que Eva só enxergava Adão à sua frente, que não via outro homem naquele imenso Paraíso – até porque só existia ele, além das serpentes – que é assim: sempre temos que decidir entre pelo menos duas opções. Até Eva, longínquo tempo, teve de decidir entre Adão e a fruta: deu preferência à maçã, mas isso já é outra história. Então, na vida, isto ou aquilo, escolhamos. Sábado à tardinha, por exemplo, surge a dúvida, outra necessidade de decidir: jantar fora ou pedir uma pizza? calabrezza ou mussarella? Feita a opção, pede-se acessoriamente uma coca-cola. Ou um guaraná.
Ontem mesmo, lembrando o tempo em que se fumava um cigarrinho que passarim não fuma, ocorreu-me a dúvida cruel que confirma minha tese aqui exposta: assistir o programa do Ratinho ou escrevinhar minhas baboseiras e besteiragens semanais para encher o saco de meus 5 ou 6 leitores. Perdeu o leitor. Também, quem mandou o protótipo de roedor ser tão ruim apresentando seu programa? Daí, escrevi este sem-assunto, estas mal tecladas linhas, pelo que já me desculpo perante aqueles que tiverem a infeliz ideia de lê-las ao invés de escolherem algo melhor a fazer. Da próxima, prometo, vou optar pela TV: dos males, o menor.