Ano eleitoral e seus milagres!!! pic.twitter.com/XttM7ZJ8WV
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 19, 2026
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Nesse País que leva o nome de Pindorama e alguns o chamam pelo apelido de um pé de pau, como diz Teles, ‘Biu’ Shakespeare não se criaria. Quando ele dissesse ‘Ser ou Não Ser’ não faltaria um gaiato tupiniquim levantando o dedo e gritando:
– Nem uma coisa nem outra, seu Galego. Deixe de onda e fique na sua!
Eis a crucial questão. Todo esse preâmbulo, sem beira nem beira, apenas para comentar as pequenas dúvidas (ou grandes dilemas) que enfrentamos no dia-a-dia: ir ou não ir, cerveja ou whisky, que roupa vestir? Tudo bobagem: terminamos por ir ao lugar mais próximo, a beber o que estiver mais perto, a escolher uma ou outra vestimenta aleatoriamente, comonum par ou ímpar e a vestir a primeira roupa que pegar no armário.
Desde os tempos em que Eva só enxergava Adão à sua frente, que não via outro homem naquele imenso Paraíso – até porque só existia ele, além das serpentes – que é assim: sempre temos que decidir entre pelo menos duas opções. Até Eva, longínquo tempo, teve de decidir entre Adão e a fruta: deu preferência à maçã, mas isso já é outra história. Então, na vida, isto ou aquilo, escolhamos. Sábado à tardinha, por exemplo, surge a dúvida, outra necessidade de decidir: jantar fora ou pedir uma pizza? calabrezza ou mussarella? Feita a opção, pede-se acessoriamente uma coca-cola. Ou um guaraná.
Ontem mesmo, lembrando o tempo em que se fumava um cigarrinho que passarim não fuma, ocorreu-me a dúvida cruel que confirma minha tese aqui exposta: assistir o programa do Ratinho ou escrevinhar minhas baboseiras e besteiragens semanais para encher o saco de meus 5 ou 6 leitores. Perdeu o leitor. Também, quem mandou o protótipo de roedor ser tão ruim apresentando seu programa? Daí, escrevi este sem-assunto, estas mal tecladas linhas, pelo que já me desculpo perante aqueles que tiverem a infeliz ideia de lê-las ao invés de escolherem algo melhor a fazer. Da próxima, prometo, vou optar pela TV: dos males, o menor.
ÓDIO AO POEMA um livro de amor
“hoje é sexta-feira e ninguém mais fala da chacina da candelária”
Vitor Miranda volta à poesia trazendo o Poema como personagem que limpa o banheiro da Madonna e é uma criança assassinada pela polícia no livro que Heron Coelho chamou de “Poema Sujo” dessa geração.
poema prosa ensaio onde Vitor reafirma seu estilo híbrido particular experimental que usou em “A moça caminha alada sobre as pedras de Paraty” de 2019 quando numa conversa a poeta mestra Alice Ruiz disse ao autor: “não sei se é bom, mas é diferente de tudo que tem por aí”.
“ÓDIO AO POEMA” é um livro sobre amor, como bem disse o poeta filósofo mineiro Lucas Guimaraens no profundo ensaio que acompanha o poema nesse livro publicado pela Barraco Editorial. Lucas vai até o início da trajetória de Vitor, em seus movimentos e amizades, em sua evolução estilística e na sua escuta atenta para as pessoas, para elucidar mais uma ironia do autor nessa luta contra tudo que assassina a poesia da vida.
“éramos todos poemas antes do ódio”
a publicação solidifica a parceria e amizade de Vitor com o escritor editor Wesley Barbosa após um ano de correria nas feiras de livros numa resposta a um de seus livros de contos: “O que a gente não faz para vender um livro?”
talvez a resposta seja amar o poema, amar a literatura.
o livro está em pré venda por R$ 50,00. procure o autor ou a editora Barraco Editorial no Instagram:
https://www.instagram.com/vitorlmiranda?igsh=MWNtYnBxZWNmM2Y5ZA==
https://www.instagram.com/barraco952?igsh=MXF1ODlwZWwydjhsOQ==
Minibio: Vitor Miranda
https://www.instagram.com/vitorlmiranda/
Vitor Miranda é poeta e escritor paulistano com vivências pelo Paraná e Minas Gerais. Atualmente se divide em São Paulo e Valinhos.
“Os ratos vão para o céu?” é seu sétimo título lançado. Entre poemas e contos, e o romance experimental “A moça caminha alada sobre as pedras de Paraty”.
É poeta e letrista da Banda da Portaria, projeto que nasceu para musicar os poemas,