🚨GIGANTE – Milhões de pessoas inundaram as ruas de Málaga para a procissão de Jueves Santo pic.twitter.com/f395CrR6qU
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) April 3, 2026
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Nikolas Ferreira
O chamado “PL da Misoginia” foi mais um exemplo de como a esquerda insiste em vestir a capa da virtude em vários temas, agora na suposta defesa das mulheres, mas, na prática, coleciona contradições que a impossibilitam de enganar a população. O objetivo é sempre o mesmo: levantar uma narrativa sobre proteção a algum grupo ou causa específica e, na prática, promover ainda mais a perseguição estatal.
O primeiro problema do tal projeto, que pretende equiparar a misoginia ao crime de racismo, é que, para início de conversa, não há a definição do que é uma mulher; portanto, o primeiro absurdo já começa por aí. O segundo ponto é que, obviamente, é mais um tipo penal aberto, permitindo a inclusão de qualquer coisa com base em “achismos” e interesses pessoais.
Qualquer “constrangimento” a uma mulher poderia ser considerado misoginia, ou seja, uma simples cobrança a uma parlamentar poderia te colocar na cadeia. Claro que as vítimas de algo assim não seriam somente os homens, tendo em vista que o ativismo trans, por exemplo, tem perseguido também as mulheres, inclusive as do mesmo lado ideológico.
Há pouco tempo, Rosângela Lula da Silva, a Janja, culpou o machismo e a misoginia, inclusive das mulheres, pelo fato de não ter um gabinete próprio à sua disposição. Seria justo ir para a cadeia por discordar disso, enquanto a própria esquerda se posiciona contra o endurecimento de penas para crimes hediondos e rejeita debates sobre medidas mais severas contra agressores, como a castração química? Afinal, que tipo de proteção é essa que não enfrenta com firmeza as raízes do problema?
Por falar em Janja, a atual esposa de Lula utilizou sua rede social para me atacar pelo meu posicionamento contrário ao projeto. Ela só esqueceu que ficou em silêncio quando Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula e seu afilhado, teve uma conversa divulgada pela mídia na qual chama a própria Janja de “puta”.
Também não houve indignação quando seu marido, Luiz Inácio Lula da Silva, resolveu comentar sobre o aumento da violência contra mulheres após jogos de futebol, afirmando que “se o cara é corinthiano, tudo bem”. Se, para eles, isso é defender as mulheres, imagine se não defendessem…
Nos momentos em que a pauta pode ser usada politicamente, a reação é imediata, com vídeos, postagens e discursos inflamados. Mas, quando os fatos envolvem figuras alinhadas ideologicamente, a indignação simplesmente desaparece.
Por isso, a minha resposta à Janja obteve cerca de 26 vezes mais visualizações que o ataque raso da primeira-dama, que, no fim, ainda teve que limitar os comentários em sua publicação apenas para seus seguidores.
Narrativas podem até tentar distorcer a realidade, mas fatos continuam sendo fatos. Tudo isso só confirma que a direita não precisa ter medo de rótulos e mentiras que a esquerda utiliza para nos intimidar. Jamais podemos nos permitir ser pautados por eles, e sim não hesitar um milímetro em defender a verdade, mesmo que isso custe votos.
INACREDITÁVEL : “Isso não é cachaça, é pura falta de caráter! O cara ( LULADRAO ) tá lá no palco falando merda atrás da outra, sem nem perceber o ridículo que tá fazendo!” pic.twitter.com/XR6JIh5j19
— Cl@u🇧🇷Florid@ (@Claudiotuck2017) April 3, 2026
O Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União do governo Lula (PT), responsável por divulgar despesas federais variadas, passou o dia fora do ar, ontem (2).
“Instabilidade” foi a justificativa.
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O esbanjanjamento do nosso dinheiro com coisas inúteis é tão grande que chega a tirar do ar o portal encarregado da divulgação.
Um gasto tão absurdo que ficaram com vergonha de divulgar e inventaram a tal da “instabilidade”.
Segundo a BTG Pactual/Nexus, entre os eleitores que vão votar em Lula, o principal problema do Brasil é a saúde pública (28%).
A corrupção é apenas o quarto maior problema (18%).
Para quem vai votar em Flávio Bolsonaro, a corrupção é, de longe, o maior problema do País: 39%.
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Quer dizer que pra quem faz o L, a corrupção está lá embaixo.
Apoiam o chefe do bando sem qualquer restrição.
Nada de espanto: está tudo dentro dos conformes.
Normal, normal, normal.
Todos os anos, quando chega a Semana Santa, sinto uma saudade imensa da minha infância e juventude em Nova-Cruz, que, para mim, será sempre a minha “aldeia”. A Nova-Cruz, de um tempo em que a maldade não tinha nascido, e quando a vida era um doce mel, com a família toda reunida, sob as bênçãos de Deus e do nosso porto seguro, Francisco e Lia.
A Semana Santa, que se inicia no Domingo de Ramos, com a entrada de Jesus em Jerusalém, para os adeptos da Igreja Católica, era uma época triste e sombria.
O martírio de Nosso Senhor Jesus Cristo era revivido com respeito. Não se ouvia música profana. Não se dizia palavrões, e quase não havia brigas na cidade. Era um período de reflexão, e esperança de um mundo melhor.
Nesse tempo, durante a Semana Santa, a religiosidade pairava sobre a cidade e o povo lotava a Igreja Matriz da Imaculada Conceição, para participar dos ritos religiosos.
O ar que se respirava era melancólico, diante da expectativa de que Jesus morreria crucificado na Sexta-Feira da Paixão.
Na sala da nossa casa, ficavam dois sacos grandes, um com brote, outro com bacalhau. Eram as esmolas que minha mãe distribuía aos pedintes, na Quinta-Feira Santa e na Sexta-Feira da Paixão. Nessa época, década de 60, bacalhau era produto de baixo custo.
As comadres da minha mãe, que residiam na zona rural, traziam-lhe beijus de goma com coco, de presente, feitos em Casa de Farinha, cujo cheiro e gosto nunca esqueci.
Na Quarta-Feira da Semana Santa, a chamada Quarta-Feira de Trevas, se relembra a traição de Judas Iscariotes, um dos Doze Apóstolos de Jesus Cristo.
“Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e perguntou-lhes: Que quereis dar-me e eu vo-lo entregarei. Ajustaram com ele trinta moedas de prata. E desde aquele instante, procurava uma ocasião favorável para entregar Jesus ( MT 26, 14- 16)”
Judas representa todas as forças do mal, que se opõem aos planos maravilhosos de Deus.
À tarde, a Igreja ficava lotada, e os fiéis participavam do Ofício das Trevas.
Algumas pessoas, por ignorância ou fanatismo religioso, naquele dia, não tomavam banho, achando que iriam pecar e ficar entrevadas, por castigo de Deus.
Esses medos faziam parte da crendice popular, espalhada pelos recantos mais atrasados do Nordeste.
Em uma das Missões de Frei Damião, em Nova-Cruz, foi desmistificada essa crendice, e o santo Frade, no fim de suas pregações, falava:
“Todo mundo pra casa, tomar banho, inclusive na Quarta-Feira de Trevas. Não quero ninguém aqui fedendo a bacorinha!” (porco novo).
A Vigília Pascoal faz parte do Tríduo Pascoal, onde vivemos os passos de Jesus, rumo ao Calvário, ao Sepulcro e à Ressurreição. Esse Tríduo começa com a Quinta-Feira Santa, pela conhecida Missa do Lava-Pés”, por meio da qual, Jesus instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio, com uma recomendação:
“Fazei isso em minha memória” (Lc 22, 19).
Na Quinta-Feira Santa, portanto, se comemora o Lava-Pés e a Última Ceia de Jesus com seus apóstolos, segundo o relato dos evangelhos canônicos. É quando se revive a traição de Judas, durante a Última Ceia. É o começo do martírio de Jesus, que, enxotado e levando chibatadas dos guardas, carregaria sua Cruz, para ser crucificado e morto na colina “Calvário”.
Na Sexta – Feira da Paixão, Jesus Cristo estava morto e a imagem do seu corpo ficava em exposição na Igreja, durante todo o dia. Formava-se uma fila interminável, para que os fiéis o beijassem. Era o dia do “Beija”.
Nesse dia, minha mãe jejuava, alimentando-se apenas de pão e água, assim como outras pessoas católicas.
Paralelamente, na Sexta-Feira da Paixão, havia uma grande preocupação das famílias, de esconder suas galinhas dentro de casa. Os “biriteiros” de plantão costumavam furtá-las dos quintais nessa noite, e transformá-las em guisados, para lhes servir de tira-gosto.
O furto de galinhas, na noite da Sexta-Feira Santa, era uma tradição, fruto da cultura popular nordestina. Geralmente, os “gatunos” eram jovens conhecidos e de boa família, e, às vezes, faziam isso por brincadeira.
Por preceito religioso, nesse dia triste, eram praticados o jejum de carne e abstinência de bebidas alcoólicas. Não se ouvia o apito do trem, pois ele não trafegava. Não havia entrega de leite dos currais, pois, não se tirava leite naquele dia, “sob pena” de, ao invés de leite, o animal jorrar sangue. As rádios só transmitiam músicas sacras ou clássicas. Não se comercializava nenhuma mercadoria, em respeito ao sofrimento de Jesus Cristo, traído por Judas, em troca de 30 moedas. Os bares e outros ambientes de entretenimento não funcionavam, em respeito à morte de Jesus Cristo.
Adultos e crianças pobres, de casa em casa, faziam um apelo, na Quinta- Feira Santa e Sexta Feira da Paixão, pedindo esmolas:
– Uma esmolinha, pelo amor de Deus, pra minha mãe jejuar no dia d’oje!
Na Sexta-feira da Paixão, até a natureza silencia. O Cordeiro é imolado. Jesus, morre na Cruz, rezando: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46).
Sábado de Aleluia era um dia diferente e menos triste, uma vez que se revivia, e ainda se revive, a expectativa da Ressurreição de Jesus Cristo.
Havia a malhação de Judas, em praça pública, o que divertia crianças e adultos. Era um dia de alegria e Esperança, pois o Padre, na missa da madrugada, celebraria a Aleluia, em louvor à Ressurreição de Jesus Cristo.
Ainda por causa da crendice popular, havia pessoas ingênuas, que temiam que a Aleluia não fosse “encontrada” e o mundo se acabasse. Achavam que a Aleluia, cântico de alegria e ação de graças, ligado ao tempo da Páscoa e Ressurreição de Cristo, era uma pinta de sangue, dentro do livro de orações do Padre.
O sino da Igreja da Imaculada Conceição repicava, em regozijo pela Ressurreição de Cristo, enquanto o Padre celebrava a “Aleluia”, entoando cânticos de louvor.
A liturgia da Páscoa, ou passagem, ocorre pela madrugada. Ao amanhecer, é o Domingo de Páscoa, ou Passagem, a festa da Ressurreição de Jesus Cristo.
A Páscoa Cristã é uma das festividades mais importantes do Cristianismo. A Ressurreição de Jesus Cristo, prova que Ele é o Filho de Deus, feito homem.
De acordo com o calendário cristão, a Páscoa consiste no encerramento da chamada Semana Santa.
No tempo da minha infância e juventude em Nova-Cruz, não se falava em Ovos de Páscoa, nem se dava presente de chocolates a ninguém. O mercado de chocolates era muito precário. E Ovos de Páscoa, lá, era utopia.
Terminava a Semana Santa e a saudade batia, pois os estudantes voltavam às aulas, inclusive aqueles que estudavam na capital potiguar. O fluxo de pessoas que passavam a semana Santa em Nova-Cruz era grande, Iam rever os parentes que lá residiam.