Teve um período de minha vida recente que estagiei no TJSP… e acessei por força do trabalho a alguns casos absurdos que envolviam a USP.
“Alunos”, principalmente das tais aéreas humanas, com mais de 40, quase 50 anos de idade – fechando e abrindo matriculas, mudando de curso, nunca se formam – com suas famílias vivendo no CRUSP…
Nada pagam, se alimentam nos refeitórios a preço mínimo, se adoecem têm o Hospital Universitário e promovem festas de arromba, onde rola o suficiente para o que não conseguem de graça…
De graça não, às custas dos impostos de quem trabalha.
É lógico, então, fazerem “movimentos”, “greves” contestando qualquer coisa que pode mudar sua situação ….
Ah, como a vida é bela para tais seres… nada almejam, nada produzem, nada pensam… apenas a continuidade dos parasitas.
E, segue assim… creio, não posso ter certeza quanto a todas as universidades públicas, onde após o vestibular os alunos se sentem “donos do pedaço” e, exigem direitos sem saber de obrigações.
Assim, como formaremos verdadeiros cidadãos?
Ou seriam “cidadões”, como disse a nossa matriarca de plantão?
Raphael Sousa, criador da página Choquei, foi preso pela PF
Se a Choquei não informou, nós informamos. Raphael Sousa Oliveira, dono da página de fofoca, foi preso em uma operação da polícia contra a lavagem de dinheiro e transações ilegais. Segundo a PF, ele era o operador de mídia de um esquema que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão.
Não foram poucas as vezes em que a Choquei, em mais de 113.000 posts no X, fez uma série de ataques contra mim e contra o meu trabalho parlamentar, claro, unicamente por ideologia e interesses. Em 2023, por exemplo, o próprio Raphael admitiu vínculo e amizade com Felipe Neto e André Janones. Se considerarmos somente isso, já é motivo para não esperar nada de bom vindo de lá.
O perfil também ganhou destaque pelas diversas interações que recebia de Lula e Janja; uma delas, inclusive, virou chacota quando a primeira-dama respondeu a uma postagem deles sobre a famosa “taxa das blusinhas”. Segundo Janja, a taxação “seria para as empresas, não para o consumidor”. Na época, cheguei a fazer uma publicação sobre a mobilização de contas de fofoca e alguns influenciadores para tentar levantar narrativas sobre o aumento de mais um imposto e pedi investigação. No fim, obviamente, tudo se tratou de mais uma mentira do governo Lula, e mais uma conta caiu no colo dos brasileiros.
Da mesma forma, aqueles que acusavam a direita de ter um “gabinete do ódio” durante o governo Bolsonaro nunca se importaram com as postagens coordenadas e parciais de diversas contas com o mesmo propósito de defender a gestão petista e atacar seus opositores.
Para destacar como a hipocrisia progressista nunca falha, após toda a repercussão da prisão de Raphael, viralizou nas redes um trecho de sua participação no Flow Podcast, quando ele destaca para o apresentador Igor 3K que um story da Choquei alcançava, em média, de 3 a 4 milhões de visualizações. Em resposta, Igor disse: “Espero de verdade que você seja uma pessoa boa, cara”. E Raphael finaliza: “Eu sou sim, pode acreditar”. Não sei se alguém acreditou, mas agora certamente ninguém acredita.
Selecione bem as fontes em que você busca informações importantes e os perfis que costuma acompanhar. Por mais que, infelizmente, isso não seja comum, o jornalismo sério e as opiniões relevantes ainda existem e precisam ser valorizadas.
Marília Gabriela “Cara a Cara” com Jô Soares (07/06/1988)
Entrevistar não é coisa fácil. Por isso, admiro os profissionais que sabem fazê-lo com graça e boa qualidade.
Marília Gabriela, na TV, tornou-se campeã de audiência durante entrevistas, por saber mergulhar na intimidade de cada personagem, sem cair nas indiscrições ou mesmices.
Outro dia, na TV, revi Jô Soares, no “Cara a Cara com Gabi”, na Bandeirantes. Foram momentos para registro na História do Teatro, do Rádio e da TV, mostrando a atividade profissional do artista.
Daquela entrevista selecionei partes para embasar esta crônica, sobressaindo-se algumas respostas dele.
Jô Soares
O humorista tem que ser múltiplo. Deve escrever, representar, saber contar piadas; e ao mesmo tempo, quando no palco ou fora dele, também causar risos.
Todo gordo já é engraçado; e se for gordo nem precisa ser humorista. Fiz do meu tipo físico u’a marca emblemática, inclusive para dar títulos aos meus espetáculos.
Gosto de me apresentar no Teatro porque a resposta do trabalho é imediata: a satisfação pelos aplausos. No teatro, escrevi e apresentei: “O Gordo ao vivo”, espetáculo que no Rio e São Paulo, ficou em cartaz durante um ano.
Considero-me um “produtor artístico”, além de humorista e escritor. E aproveitando, devo dizer que conheci o Boni na cama! Ele estava doente.
Sobre minha “quilografia”, atesto que já cheguei a pesar 160 quilos. Fiz dieta e fiquei com 80.
Finalizando devo dizer que, quanto mais famoso for o personagem, mais difícil fica de se entrevistar.
Jô Soares foi um artista completo e um dos maiores ícones da televisão brasileira. Atuou como humorista, entrevistador, escritor, diretor e ator por mais de 60 anos. Consagrou-se no humor com personagens marcantes e revolucionou as madrugadas com os programas de entrevistas que apresentou, primeiro no SBT e depois na Globo, além de escrever best-sellers, dentre eles, “O Xangô de Baker Street”.
Entre as décadas de 1960 e 2000 – o auge da fama – criou e representou vários personagens de grande sucesso, nos programas televisivos Jô Show, Família Trapo, Satiricom, Planeta dos Homens e Viva o Gordo, além dos programas de entrevistas já mencionados: Jô Soares Onze e Meia e o Programa do Jô, nos quais apresentou dezenas e dezenas de convidados, dentre personagens ou celebridades, nacionais e internacionais.
Precisando realizar um programa do seu jeito, sem interferências e em época de muitos programas de humor na Globo, depois de 17 anos naquela equipe transferiu-se para apresentar um espetáculo de humorismo e entrevistas no SBT, tornando-se o precursor da modalidade conhecida como talk-show, no Brasil.
E em abril de 2000 retornou, após um “acordão” entre Sílvio Santos e Roberto Marinho, depois de 12 anos no SBT, para apresentar o “Jô Soares Onze e Meia, que ficou no ar até dezembro de 2016.
Jô soube introduzir nos programas de entrevistas, boas doses do seu incomparável humor, além de dar sua contribuição para a História do Rádio, do Teatro e da Televisão brasileira.
O que lamento é nunca haver estado com Jô Soares, para uma prosa tipo “Cara a Cara”.
Presidente Lula defende regular “tudo que é digital”:
“Temos que regular tudo o que é digital, para que a gente dê soberania ao nosso país, e não permita, inclusive, intromissão de fora, sobretudo em um ano eleitoral.” pic.twitter.com/JQ6BA3dxPV
Quando não está usando o enorme poder que tem para perseguir seus críticos, o decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, está usando as mídias sociais para reclamar da ingratidão de autoridades beneficiadas pelas decisões da corte. O alvo da vez foi Romeu Zema, que deixou o governo de Minas Gerais e é pré-candidato à Presidência da República pelo Novo. O ex-governador havia afirmado que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli mereciam não apenas impeachment, mas prisão, devido a suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Dois dias depois, Gilmar foi ao X lembrar que o STF havia dado ganho de causa a Minas Gerais em ações relativas à recuperação fiscal do estado.
“É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União”, afirmou o ministro, acrescentando que “sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal”. Gilmar acrescentou link para uma reportagem sobre uma nota técnica do Ministério da Fazenda, listando duas decisões do STF que permitiram a Minas ficar 21 meses sem pagar parcelas de sua dívida com a União.
Na primeira destas decisões, a ADPF 983, o Supremo reconheceu a omissão da Assembleia Legislativa mineira, que simplesmente não colocou para votação os projetos de lei que instituíam as medidas de ajuste necessárias para a adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal, adesão essa que já tinha o aval do governo federal. A segunda decisão veio na Petição 12.074 (apresentada em conjunto por Minas e pela União), prolongando a suspensão dos pagamentos enquanto se concluía a homologação do plano de recuperação. Terminados os prazos concedidos pelas liminares, Minas voltou a pagar as parcelas devidas e, no fim de 2025, aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), substituto do RRF.
Gilmar Mendes, então, parafraseia Augusto dos Anjos ao dizer que a mão que pede é a mesma que apedreja: quando precisava do Supremo, Zema correu até ele; agora, fala em impeachment e prisão de dois de seus ministros. “É a política do utilitarismo: o STF serve como escudo fiscal e contábil, mas é tratado como vilão quando decide conforme a Constituição”, queixa-se o decano, sem explicar onde a Constituição prevê a blindagem e a autoproteção escancarada dos ministros e, especialmente, sem perceber que o utilitarista, aqui, é ele mesmo, ao tratar decisões passadas em ações judiciais como moeda de troca que compraria o silêncio, da parte de quem obteve ganho de causa no tribunal, em relação aos abusos cometidos por seus membros.
Uma corte – qualquer corte, da primeira instância ao Supremo – serve para interpretar a lei e fazer justiça, não para funcionar como balcão de troca de favores. O tribunal é o lugar da técnica, não da política. Zema recorreu ao STF porque a corte era a instância que deveria resolver aquela controvérsia específica. Se a sua demanda era justa, os ministros não fizeram mais que a sua obrigação ao julgar corretamente – embora saibamos que nem sempre é fácil a uma autoridade cumprir a obrigação. Mas, ainda que Zema não tivesse razão e os ministros tivessem se equivocado quanto à existência de uma omissão legislativa (e não é nosso objetivo aqui discutir o mérito da disputa), isso não lhe retiraria o direito de criticar os mesmos juízes que decidiram em seu favor no passado, especialmente por motivos completamente alheios aos que motivaram a querela judicial que Gilmar Mendes agora quer usar como um cala-boca.
Ao insinuar hipocrisia ou ingratidão da parte de Romeu Zema, é Gilmar Mendes quem rebaixa o Supremo, que deixa de ser o julgador imparcial para se portar como ator político; as decisões já não são a interpretação técnica da lei e sua aplicação aos fatos, mas apenas questão de conveniência – a mesma citada pelo decano em sua publicação –, de favores feitos esperando-se a retribuição, ainda que ela seja apenas o silêncio diante de uma arbitrariedade. É o famoso “você tem de me ajudar a te ajudar” do sargento Rocha, personagem de Tropa de Elite. Que Gilmar não tenha resistido à tentação de tornar pública sua irritação nesses termos específicos é uma demonstração de como ele amesquinha uma das mais altas funções da República, transformando um chamado para defender a Constituição, a lei e a justiça em um trampolim para um poder absoluto, capaz de dizer até mesmo quem pode criticar e quem pode ser criticado.