COMENTÁRIO DO LEITOR

MAÇÃS PODRES

Comentário sobre a postagem TAXISTA E POPULAÇÃO: POVINHO MALDOSO…

Monteiro:

Como diria um gringo: Gee! I wonder why!

A ficha aparentemente ainda não caiu para Dona Carmen…

Em Banânia, Dona Carmen, os manés – de ambos os sexos, e até quem não se definiu – não são indicados aos cargos, quaisquer que sejam, por suas qualidades técnicas e morais, e tampouco são arrebanhados (gostei do termo!) na Mensa Society.

Tem só que pertencer à tribo da ocasião.

Em sistemas assim, maçãs podres aparecem aos magotes e degeneram o cesto onde aterrissam.

Aparentemente o STF foi alvo, por assim dizer, de algumas maçãnzinhas já não tão saudáveis…

Como novamente diria um gringo: Suck it!

Ou em bom e polido português: aguente firme e se conforme…

DEU NO X

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

MEU PAPANGU DE MENINO

Meu Papangu de menino
Reside dentro de mim.

Mote deste colunista

Meus carnavais do passado
Vivem na minha lembrança
Fantasia de criança
Naquele tempo animado.
Tudo era improvisado
No meu pequeno Arlequim:
Tinha uns remendos de brim
Na calça boca-de-sino.
Meu Papangu de menino
Reside dentro de mim.

Ermenegildo fazia
Máscaras de caras bovinas,
Eu preferia as suínas
Para brincar na folia.
O domingo era o meu dia,
Meu reinado, meu festim,
Eu batia um tamborim,
Meu primo, um pandeiro fino.
Meu Papangu de menino
Reside dentro de mim.

DEU NO JORNAL

CONTAMINAÇÃO

Agora alvo de pedidos de impeachment, defendidos por Lula (PT) e a oposição, o ministro do STF Dias Toffoli não é vítima. É produto.

Após um período de coragem, em que condenou políticos corruptos do Mensalão e do Petrolão, e de elogiada presidência no Tribunal Superior Eleitoral, Toffoli deu um “cavalo de pau” e passou a defender teses no STF que coincidiam com interesses que ele condenava.

Agora, quando o vento muda, Lula, o criador, que o indicou para o Supremo, cobra a conta.

Toffoli virou um dos artífices de um STF que faz reuniões com Lula fora da agenda, e tem adotado decisões políticas com aparência de jurídicas.

O problema não é Toffoli e sim o sistema que Lula ajudou a construir e que agora finge repudiar, no escândalo Master, quando lhe convém.

Lula agora quer descartar Toffoli para que o ministro não “contamine” seu governo.

Mas sabe que foi o seu governo que contaminou o STF.

* * *

A frase que fecha essa nota aí de cima está perfeita.

O gunverno do Descondenado contaminou o tribunal.

E contaminou com vírus arrasadores.

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Naná Vasconcelos

Juvenal de Holanda Vasconcelos nasceu no Recife, em 2/8/1944. Músico considerado uma autoridade mundial em percussão, recebeu o Prêmio Grammy oito vezes e foi eleito por oito vezes o melhor percussionista do mundo, pela revista americana “Dow Beat”, a mais prestigiada publicação sobre jazz.

Filho de Pierre de Holanda Vasconcelos, também músico de quem ganhou, aos 11 anos, seu primeiro instrumento musical: um bangô. Aos 12 anos já acompanhava o conjunto do pai e tocava nos bailes do clube carnavalesco do Recife “Batutas de São José”, onde aprendeu a tocar em grupo.

Ainda jovem, foi percussionista da Banda Municipal do Recife, tocou maracas nos frevos de Nelson Ferreira e acompanhou o cantor cubano Bienvenido Granda nos estúdios da gravadora Rozenblit. Na época, a percussão se restringia aos pandeiros, tambores, tumbadores, maracas e bangôs. Em 1966 passou a se interessar pelo berimbau e explorou todas as potencialidades do instrumento. Uma de suas influências foi o rockeiro Jimi Hendrix, que ao explorar todos os recursos musicais da guitarra, lhe abriu as portas para as ilimitadas possibilidades do berimbau.

Passou a tocar vários ritmos transportando a técnica usada na bateria para o berimbau, que era, até então, usado apenas na capoeira. Segundo o pesquisador Ben-Hur Demeneck, ele “conseguiu fazer do berimbau um instrumento solista, tanto em grupos de jazz quanto em orquestras eruditas. A sua trajetória musical pode encher páginas com as ocorrências nominais de suas conquistas globais. No entanto, para comentar sua musicalidade, nenhuma delas compete com a perturbadora capacidade de arrancar o público de sua realidade mais imediata e de atarantar os críticos com sua variedade de timbres”.

Em 1967 ganhou uma passagem de ônibus do Mestre Capiba e foi para o Rio de Janeiro se aventurar na carreira de músico. Embora tocasse todos os instrumentos de percussão, na década de 1960 especializou-se no berimbau e tornou-se o percussionista preferido pela maioria das estrelas da MPB e do Rock “Udigrudi” da época. Gravou com Milton Nascimento, Gal Costa, Jards Macalé, Caetano Veloso, Egberto Gismonti, Luiz Eça, Mutantes, Som Imaginário etc.

No ano seguinte, viajou para São Paulo e juntou-se ao Quarteto Novo acompanhando Geraldo Vandré. A crítica assinalou que “ele foi um grande valorizador da cultura negra, da percussão brasileira, da dança e de todas as influências afro-brasileira. Autodidata, declarou: “Quando você aprende teoria musical por livros, precisa sempre consultar os textos. Quando você aprende com o corpo, é como andar de bicicleta. Seu corpo se lembra.” Sua discografia conta com mais de 25 discos e tocou junto com os grandes astros da música internacional, tais como Gato Barbieri, Don Cherry, Pierre Favre, Pet Metheny, Jim Pepper, Gery Thomas, Talking Heads, Ginger Baker, Paul Simon, B.B. King e Herb Albert entre outros.

Além dos diversos prêmios, recebeu diversas honrarias: 62ª posição na lista dos 100 Maiores Artistas da Música Brasileira pela revista Rolling Stone Brasil, em 2008; Medalha da Ordem do Mérito dos Guararapes, no grau Grã-Cruz, em 2013; Título de “Doutor Honoris Causa” pela Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, em 2015. Em julho de 2015, foi diagnosticado com um câncer de pulmão e manteve-se em atividade: “Mesmo se eu morrer, não quero ninguém chorando, quero muito batuque, muito barulho, porque, se vocês fizerem silêncio, vou pensar que vocês estão dormindo e vou fazer como em casa, com minha esposa. Quando ela está dormindo, faço barulho para ela acordar. É a cigarra”. Faleceu em 9/3/2016, aos 71 anos.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

ACORDA BRASIL

O desfecho da liquidação extrajudicial do Banco Master, pelo Banco Central, bem como a prisão de Daniel Vorcaro no aeroporto, saindo do Brasil com destino a Dubai, teve o mesmo efeito de uma boa mexida num formigueiro. No primeiro ato, de forma inédita, um ministro do TCU quase suspende o processo de liquidação, num flagrante contraponto tantos às funções do Banco Central, quanto do próprio TCU.

O segundo ato foi divulgado um contrato no valor de R$ 129 milhões firmado entre o escritório da esposa de Alexandre de Morais e o banco Master e daí se começou a perceber que o ministro agiu, junto ao Banco Central, em defesa do banco Master, mas o melhor ainda estava chegando.

Terceiro ato trouxe a decisão de Dias Toffoli de levar o processo para o STF e todos nós sabemos que isso ocorre quando se tem alguém de foro privilegiado envolvido. O interessante é que o processo não foi distribuído, foi reivindicado pelo ministro para que ele relatasse. E a coisa começa de forma espetacular: Dias Toffoli viaja para o Peru, sob o pretexto de assistir um jogo, com ninguém menos, que o advogado do banco Master. Entre Brasília e Lima tem, aproximadamente 3.195 km, um voo direto leva algo como 4:25 h, mas nessas 8:30 horas, juntos, eles falaram apenas de futebol. Deus é testemunha.

Concatenando o primeiro e o terceiro ato, pela interferência do TCU nessa jogada, acreditava-se tratar do envolvimento de deputados ligados ao Centrão e o envolvimento da família de Dias Toffoli, naquele instante, pareceu algo superficial. Era simples a explicação: seu irmão, proprietário de um resort no norte do Paraná, tinha vendido as cotas da empresa para um fundo ligado ao banco Master. Dias Toffoli não tinha participação na empresa e a blindagem que ele fez do processo, chegando até proibir que a CPMI do INSS tivesse acesso a algumas coisas do banco Master.

Não tardou muito e começaram a aparecer fotos de Dias Toffoli recebendo banqueiros, como o André Esteves e os funcionários do resort – ô raça – começaram a falar sobre a “casa do ministro”. Não tardou muito e eis que foi divulgado uma reunião fora da agenda do presidente da república com o Daniel Vorcaro e Augusto Lima, com a presença de Galípolo e Rui Costa. Veja bem: ninguém registrou o encontro na agenda.

O lado engraçado vem agora: não faz muito tempo, o presidente da república disse que o caso do banco Master envolvia “os magnatas” da corrupção e que o governo estava desvendando isso. Por que isso é engraçado? Pelo seguinte: durante muito tempo se perguntou – pausadamente e com dedo em riste – quem man-dou ma-tar Ma-ri-elle? Era a pergunta mais acusatória que se tinha conhecimento naquele momento. E aí descobriram que os responsáveis pela morte dessa jovem eram dois aliados do PT e eleitores e cabos eleitorais de Dilma. Ao se referir “aos magnatas” da corrupção, o presidente estava se referindo ao advogado das campanhas do PT em 1998, 2002 e 2006.

A fritura de Toffoli começou com fogo brando. O presidente da república sugeriu que Toffoli saísse do caso. Era uma forma de minorar o problema e isso não respingar na sua campanha. O ministro se fez de mouco e continuo proibindo, limitando, ameaçando, até que, as mensagens apagadas do celular de Vorcaro apontam pagamento de R$ 20 milhões para o ministro. Bom, considerando o teto constitucional, R$ 46 mil, e o fato de que algo da ordem de 50% são descontos, vamos admitir que o ministro receba R$ 23 mil/mês. Se ele aplicasse esse dinheiro, a taxa de 15% ao ano (SELIC), ele iria juntar R$ 20 milhões em 208 meses, ou seja, 17 anos e pouco. O detalhe: ele não poderia tirar nenhum centavo do valor líquido para nada. Então, considerando que isso é impossível, fica claro que esse montante é inatingível, nessas condições.

Toffoli deixa a relatoria do processo sob uma condição: apoio dos ministros e defesa do seu nome público. Os jornais noticiaram como ocorreram e quem participou das reuniões entre ministros para negociar a saída de Toffoli. Não poderia parecer que ele estava sendo substituído, tinha que parecer que ele – com seu espírito magnânimo – preferiu afastar-se do processo para manter a lisura. A coisa ainda tem muito a se conhecer, mas não deixa de trazer fatos intrigantes: Renan Calheiros, 17 processos de improbidade administrativa e nunca condenado pelo STF porque sempre obedeceu aos interesses da corte, numa comitiva para solicitar que não do processo fosse alterado, perdido ou afim. É de morrer de rir.

O lado realista da história: tudo caminha para o abandono do ministro. O relatório de 200 páginas produzido pela PF – e que foi chamado de lixo jurídico pelos pares – de acordo com o próprio sentimento do ministro, é fruto de autorização do presidente da república. Eu não tenho dúvidas sobre isso. O presidente sempre agiu na defesa dos seus próprios interesses e sacrificar um ou outro não significa, absolutamente, nada para ele.

Nesse sentido, não custa a gente “curtir” a cara de paisagem de Geraldo Alckmin ao ser, publicamente, abandonado. Alckmin passou dez anos acusando o presidente de roubo, de falcatrua. Num debate ele chegou a perguntar: “de onde veio R$ 1,7 milhão que foi usado para produzir um dossiê fajuto contra ele?” Lula não respondeu e eu espero, com todas as forças da minha alma, que esse FDP saiba hoje essa resposta.

O presidente quer força completa para enfrentar Tarcísio em São Paulo. Coisa como Alckimin para governador, Haddad e Marina Silva para o senado. O interesse é nítido: evitar uma vitória de Tarcísio no primeiro turno para que ele não tenha tempo para apoiar um opositor. Lula só pensa em Lula. ACORDA BRASIL!

DEU NO JORNAL

REALIDADE E EXPECTATIVAS ECONÔMICAS

Editorialr Gazeta do Povo

Porto de Suape, em Pernambuco: comércio internacional não é jogo de soma zero.

Porto de Suape, em Pernambuco: inserção no comércio internacional é chave para o crescimento de um país

A felicidade humana e o bem-estar psicológico das pessoas dependem, entre outros fatores, das condições materiais sob as quais vivem os indivíduos e as famílias, a começar pela disponibilidade dos bens materiais e serviços para atender as necessidades primárias exigidas para a manutenção da vida. Alimento, vestimenta, abrigo, repouso e proteção contra as fontes de sofrimento impostas pela natureza foram os primeiros desafios que o ser humano enfrentou e teve de vencer para que a humanidade pudesse chegar aos 8,2 bilhões de pessoas que habitam a Terra atualmente. Os primeiros meios de que a humanidade dispõe para vencer o desafio da vida são os recursos da natureza, a força de trabalho e a engenhosidade para inventar formas e técnicas de atuação.

Foi nessa realidade que a humanidade inventou a agricultura há 10 mil anos, criou ferramentas para auxiliar na atividade de produzir alimentos e outros bens, domesticou animais e os transformou em meios de transporte (especialmente o cavalo, que foi domesticado há 5 mil anos), nascendo aí em termos reais o sistema econômico. Esse sistema, mesmo em seus primórdios, já trazia os três principais fatores de produção: terra, trabalho e capital, entendendo capital como ferramentas, máquinas e outros instrumentos de produção.

À medida que a humanidade foi crescendo, evoluindo, descobrindo, inventando e tendo de prover as condições para vida de uma população que aumentava, aos três fatores de produção – terra, trabalho e capital – foi adicionado um quarto fator: aquele que se encarrega de reunir e mobilizar os três fatores citados e tomar decisões sobre o que produzir, quanto produzir e para quem produzir. Em termos econômicos, esse quarto fator de produção é o empresário, seja ele na forma de indivíduo, de uma família ou de uma comunidade organizada para atuar em conjunto. No caso da atuação coletiva, são exigidas decisões comunitárias que requerem organizar algo como um comitê representativo dos membros da comunidade, uma espécie de síndico: o governo.

A formação de comunidades e a expansão das trocas de bens e serviços entre membros de uma comunidade entre si e trocas entre comunidades diferentes são elementos que estão na origem das cidades. E foi a reunião de várias cidades atuando em conjunto que deu origem às nações (pessoas e famílias com interesses e características comuns) e de países (território delimitado dentro do qual se organiza a nação por identidade e necessidades comuns). Isso posto, o processo evolutivo levou cada nação a trabalhar, produzir, gerar empregos, crescer, desenvolver tecnologias, inovar e desenvolver trocas de bens e serviços com outras nações.

Nessa trajetória percorrida pela humanidade para produzir e inventar os mais sofisticados instrumentos de produção (capital físico), destaca-se uma conclusão óbvia: o progresso material de uma nação isoladamente e do conjunto de nações é tão maior e mais favorável aos habitantes de um dado país quanto maiores forem as trocas comerciais de bens e serviços entre nações (comércio exterior) e quanto maior for o compartilhamento das tecnologias e das inovações entre os povos. A história revela que os países que se fecharam para o mundo e não conseguiram absorver as tecnologias criadas no exterior estão entre os mais atrasados. E mais: em alguns desses países fechados, caso da Coreia do Norte e de Cuba, o pouco que eles possuem de equipamentos modernos e tecnologias avançadas, como um telefone celular ou um sofisticado aparelho médico, ou foram adquiridos legalmente em pequenas quantidades ou foram pirateados.

É nesse cenário histórico que estão os países, cada um com suas estruturas econômicas, suas instituições e seu poder político. A mais importante condição para levar um país a crescer, eliminar a miséria e reduzir a pobreza, de forma a oferecer um padrão médio de bem-estar no nível das nações desenvolvidas, pode ser resumida em três pontos gerais: uma estrutura de leis e regulamentos favoráveis às liberdades individuais e à liberdade econômica, como meio de fomentar investimentos, negócios e empreendedorismo; a existência de instituições eficientes e funcionando sob legislação de qualidade e propícia ao progresso; e uma estrutura de poder político favorável a um regime de governo que garanta a estabilidade e perenidade das duas condições anteriores.

Essas três condições, quando existem em um dado país, fomentam o crescimento econômico, o controle da inflação, a geração de empregos, o controle da dívida pública, a absorção das tecnologias modernas e a melhoria das condições sociais. O Brasil tem falhado em dotar o país daquelas três condições, e isso está na base das causas que têm impedido a economia brasileira de crescer regularmente o suficiente para elevar a renda por habitante anualmente até o nível necessário para elevar o padrão de vida da população. Por mais que mudem os governos e os partidos no poder, a estruturas deficientes estão profundamente entranhadas na realidade brasileira e isso reduz as possibilidades de progresso substancial nas próximas décadas.

A Constituição de 1988 envelheceu e tornou-se complexa, sob o peso de seus defeitos iniciais e suas 136 emendas até outubro de 2025; a estrutura tributária se tornou um caos e um desestímulo aos investimentos; a infraestrutura física cresceu pouco e está envelhecida; a produtividade industrial avançou muito pouco nos últimos 45 anos; a dívida pública vem crescendo perigosamente; e explodiu o tamanho da população pobre dependente de auxílio financeiro do governo. Por esses fatores e outros tantos, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) vem sendo gravemente prejudicado. Estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em dezembro do ano passado estima que 2025 fechou com crescimento de 2,3% – o número oficial será divulgado apenas em março –, e que o de 2026 deve ficar em 1,6%. Com taxas de crescimento nesses níveis, o Brasil não tem condições de sonhar em ser um país desenvolvido até 2050. Este é um dos temas que não poderão ficar de fora dos debates eleitorais, neste ano de eleições federais e estaduais.

PENINHA - DICA MUSICAL