WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

Meu Papangu de menino
Reside dentro de mim.

Mote deste colunista

Meus carnavais do passado
Vivem na minha lembrança
Fantasia de criança
Naquele tempo animado.
Tudo era improvisado
No meu pequeno Arlequim:
Tinha uns remendos de brim
Na calça boca-de-sino.
Meu Papangu de menino
Reside dentro de mim.

Ermenegildo fazia
Máscaras de caras bovinas,
Eu preferia as suínas
Para brincar na folia.
O domingo era o meu dia,
Meu reinado, meu festim,
Eu batia um tamborim,
Meu primo, um pandeiro fino.
Meu Papangu de menino
Reside dentro de mim.

2 pensou em “MEU PAPANGU DE MENINO

  1. Era um tempo diferente. A gente se divertia com muito pouco. Não se tinha trios elétricos, nem abadás caros. Bastava uma pistola d’água, um talco e pronto.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *