Meu Papangu de menino
Reside dentro de mim.
Mote deste colunista
Meus carnavais do passado
Vivem na minha lembrança
Fantasia de criança
Naquele tempo animado.
Tudo era improvisado
No meu pequeno Arlequim:
Tinha uns remendos de brim
Na calça boca-de-sino.
Meu Papangu de menino
Reside dentro de mim.
Ermenegildo fazia
Máscaras de caras bovinas,
Eu preferia as suínas
Para brincar na folia.
O domingo era o meu dia,
Meu reinado, meu festim,
Eu batia um tamborim,
Meu primo, um pandeiro fino.
Meu Papangu de menino
Reside dentro de mim.

Era um tempo diferente. A gente se divertia com muito pouco. Não se tinha trios elétricos, nem abadás caros. Bastava uma pistola d’água, um talco e pronto.
Verdade, amigo!
Um grande abraço!