DEU NO JORNAL

COMENTÁRIO DO LEITOR

O BRASIL NUM PALÁCIO

Comentário sobre a postagem LULA E JANJA SÃO A CARICATURA PERFEITA DO MILIONÁRIO BRASILEIRO SUBDESENVOLVIDO

Maurino Júnior:

Lula, Janja e o Luxo Escandaloso do Brasil Oficial

Vivemos numa república onde a pompa estatal rivaliza com a monarquia absolutista do Antigo Regime. Lula e Janja são hoje o emblema mais explícito de um poder que se divorciou completamente do povo que diz representar. Enquanto milhões de brasileiros vivem num país onde o básico – educação, saúde, segurança – é um luxo, o casal presidencial ostenta viagens em jatos da FAB, hospedagens de luxo e agendas que fariam corar os potentados do Golfo. E tudo isso com um detalhe que agrava ainda mais a infâmia: às custas do pagador de impostos.

Janja, que não possui cargo público algum, transformou-se numa espécie de primeira-dama imperial, deslocando-se pelo mundo em aeronaves com capacidade para 200 passageiros, como se estivesse acima da república, da lei e da moral. Lula, por sua vez, é um político profissional que há mais de quatro décadas não enfrenta fila de hospital, não entra num ônibus, não paga boleto de luz. Vive de um Estado que ele próprio aparelhou – e que, hoje, lhe serve como balcão permanente de privilégios.

A elite estatal, da qual Lula e Janja são hoje os rostos mais escancaradamente simbólicos, compõe o que se pode chamar de burguesia do parasitismo fiscal. Eles não produzem, não inovam, não empreendem. Vivem da extração de recursos de quem realmente trabalha – o empresário que abre sua loja, o agricultor que planta, o motorista de aplicativo que abastece com gasolina tributada a 50%. Tudo isso para manter a corte em pleno funcionamento.

O discurso de “tirar dos ricos para dar aos pobres” tornou-se uma piada de mau gosto. Lula não tira dos ricos. Ele tira de todos. Aumenta o IOF e transfere ainda mais poder de compra para a máquina estatal – a mesma que paga R$ 150 mil mensais a magistrados intocáveis, que compra lagostas e vinhos premiados para jantares de gala, que financia shows de propaganda ideológica no exterior. E que se gaba de “políticas sociais” que, no fundo, congelam os pobres na pobreza, mantendo-os dependentes eternos de um Estado que faz da miséria o seu maior capital eleitoral.

Essa simbiose entre governo e poder judiciário, com o STF agindo ora como extensão do Executivo, ora como blindagem jurídica do lulismo, constitui uma ameaça estrutural à democracia. Quando o Estado decide que o contribuinte deve se sacrificar ainda mais para bancar seus próprios privilégios, isso não é justiça social – é cleptocracia.

Há uma farsa moral em curso. Lula, Janja e o establishment que os cerca vendem uma guerra de classes que na verdade esconde uma guerra contra a classe média, contra os autônomos, os pequenos empresários, os profissionais liberais – em suma, contra quem ainda tenta sustentar esse país com o suor do próprio rosto.

A verdade crua é esta: não há nada mais grotesco do que um milionário sustentado pelo Estado posando de defensor dos pobres. Lula não é mais o operário do ABC. É hoje o retrato do político profissional, bilionário em influência, cercado de seguranças armados, vivendo em hotéis cinco estrelas e jatinhos da Força Aérea – enquanto a população comum se afunda em impostos, burocracia e miséria.

O Brasil real vive o drama do desemprego, do subemprego, do endividamento familiar.

O Brasil oficial, representado por Lula e Janja, vive num palácio. Literalmente.

E o mais estarrecedor: o palácio é nosso.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ANDRE FELIX DIAS – AIUABA-CE

Esse é um soneto de minha autoria.

Se gostar e puder publicar no jornal, seria de grande valia e gratidão minhas.

R. Aqui o leitor não pede nada, meu caro.

Vocês é que dão as ordens.

O seu excelente soneto está a seguir.

Disponha sempre.

CHUVA

Quando a chuva do céu se precipita,
E uma nuvem se rasga e se despeja,
Vai mudando a paisagem sertaneja,
Que com o verde se torna mais bonita.

E essa gente tão forte que acredita,
Vê na chuva o final de uma peleja,
No estalo da nuvem que troveja,
A esperança já morta ressuscita.

Cada gota de chuva que se solta,
É o inverno que parte e sempre volta,
Corrigindo os estragos da estiagem.

Como as aves que são de arribação,
Traz a chuva esperança ao coração,
Dessa terra que é símbolo de coragem.

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A SABEDORIA DOS TROUXAS

Francisco Escorsim

idiota devolver carteira

Devolver uma carteira perdida sem esperar nada em troca é generosidade incompreendida hoje

“Idiota” vem do grego antigo idiotes. Lá, não significava alguém tolo. Era simplesmente o cidadão comum, o “indivíduo privado”, que não ocupava cargos públicos e não participava ativamente da vida política. Para os gregos, quem não se engajava com os assuntos da pólis estava sendo egoísta, recusando o dever cívico em nome de seus próprios interesses. O idiotes era, em certo sentido, um desertor da cidadania.

Com o tempo, no entanto, a palavra mudou, passando a ser associada à ignorância intelectual. O idiota seria aquele desprovido do saber erudito, um simplório, até que a palavra deslizou definitivamente para o reino do insulto: é o “imbecil”, o “estúpido”, o sujeito que, por incompetência ou ingenuidade, não entende como o mundo realmente funciona.

Mas há um tipo especial de idiota que me interessa aqui. É o trouxa por virtude. Ou seja, aquele que simplesmente escolhe permanecer bom, mesmo sabendo que será enganado. É o sujeito que empresta dinheiro pela décima vez ao mesmo amigo caloteiro, não por burrice, mas porque prefere perder uns trocados a perder a fé nas pessoas.

Nunca conheci um desses idiotas de perto, mas todo mundo sabe histórias de algum. Uma senhora de idade, viúva há tempos, que compra rifas que nunca existiram, dá dinheiro para quem pede dizendo que é pra comida (mesmo aos que claramente mentiam), acredita em todas as histórias tristes e ajuda com o que pode, por exemplo. Se questionada: “Não percebe que estão te enganando?”, essa pessoa apenas sorri, como se no sorriso dissesse: “Filho, eu sei. Mas prefiro errar fazendo o bem. No fim das contas, o que eu perco? Uns reais? E o que eu ganho? A paz de não ter virado uma velha amarga”.

O príncipe Míchkin, de O Idiota, de Dostoiévski, é o patrono literário desses idiotas. Sua bondade não é estratégica nem heroica, é quase involuntária, como respirar. Ele vê o melhor nas pessoas não por cálculo, mas porque seus olhos simplesmente não foram treinados para a desconfiança.

O mundo moderno tem horror a essa espécie. “Não seja trouxa” virou mandamento. A esperteza virou virtude suprema. Mas o que acontece quando todos se tornam espertos? Quando ninguém mais confia em ninguém? Quando cada gesto de bondade é analisado em busca de segundas intenções?

Os idiotas de que falo são os últimos resistentes num mundo conduzido pela desconfiança. Aqueles que ainda devolvem carteiras perdidas com o dinheiro intacto ou que param no sinal para dar informação a alguém, mesmo atrasado. A criança que divide o lanche sem calcular se vai receber algo em troca. O idoso que ainda acredita na palavra dada.

“Mas eles são feitos de bobos!”, dirão os práticos. E daí? Talvez ser feito de bobo seja o preço de manter algo que o cinismo não pode comprar: a leveza de não viver calculando, a simplicidade de não transformar cada interação em uma transação, a liberdade de não carregar uma armadura contra o mundo.

Há uma sabedoria paradoxal nessa idiotice, que poderia virar um mandamento: “Mais vale ser feito de trouxa dez vezes do que perder uma chance de ajudar alguém que realmente precisa”. É a matemática inversa da bondade: aceitar muitos prejuízos pequenos para não correr o risco de um prejuízo imenso: o de se tornar alguém incapaz de confiar.

Sim, esses idiotas apanham da vida. São passados para trás, enganados, usados. Mas há algo curiosamente intacto neles, uma espécie de virgindade existencial que os espertos perderam há muito tempo. Eles dormem sem rancor. Acordam sem paranoia. Vivem sem a exaustão de quem precisa estar sempre em guarda.

O mais irônico? No fim, são eles que costumam ter os amigos mais leais, os amores mais verdadeiros, as memórias mais doces. Porque no meio de tantos que se aproveitaram, sempre aparecem alguns que reconhecem o tesouro raro de alguém genuinamente bom. E esses poucos valem por multidões. Quem me dera ser um desses idiotas.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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IMPOSTOS

O gabinete do ódio petista, que Lula chama “clube de influência”, criou a mentira de que mais impostos é “bom para a população”.

Só é bom para quem rouba: mais impostos é mais dinheiro em mãos bobas.

* * *

Criar mentiras é tarefa básica, é obrigação fundamental da patota que atualmente administra Banânia.

Dizer que mais impostos é bom pra população é apenas um item.

Existem ouatros, muitos outros mais.

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