Esse é um soneto de minha autoria.
Se gostar e puder publicar no jornal, seria de grande valia e gratidão minhas.
R. Aqui o leitor não pede nada, meu caro.
Vocês é que dão as ordens.
O seu excelente soneto está a seguir.
Disponha sempre.
CHUVA
Quando a chuva do céu se precipita,
E uma nuvem se rasga e se despeja,
Vai mudando a paisagem sertaneja,
Que com o verde se torna mais bonita.
E essa gente tão forte que acredita,
Vê na chuva o final de uma peleja,
No estalo da nuvem que troveja,
A esperança já morta ressuscita.
Cada gota de chuva que se solta,
É o inverno que parte e sempre volta,
Corrigindo os estragos da estiagem.
Como as aves que são de arribação,
Traz a chuva esperança ao coração,
Dessa terra que é símbolo de coragem.