RODRIGO CONSTANTINO

NÃO FOI POR FALTA DE AVISO…

OTAN Lula

Tarifa de Trump revela fiasco diplomático de Lula. Sem negociação, o Brasil arrisca perdas econômicas severas e isolamento internacional

Causa espanto como parte da elite brasileira ainda não compreendeu o que está acontecendo. Alguns empresários, agora desesperados, preferem atacar Donald Trump, Jair Bolsonaro ou Eduardo Bolsonaro em vez de se dar conta de que o custo de virar eixo do mal pode ser fatal para o país. O trio citado está, no fundo, lutando para salvar o Brasil desse destino. Não adianta atirar no mensageiro, menos ainda no cavaleiro que parte para a guerra contra os reais inimigos.

E, como ficou claro, trata-se de um cavaleiro dos mais poderosos, disposto a usar um arsenal contra o regime lulista. Falta gratidão aos que se revoltam contra Trump em vez de focar toda a energia contra Lula e o STF. O regime foi longe demais em seus abusos, e isso deve ser revertido, ou o Brasil terá tratamento similar ao da Venezuela e demais tiranias – pois não somos muito diferentes mesmo! Leandro Ruschel resumiu bem:

O establishment brasileiro – político, econômico e financeiro – precisa entender que apoiar um regime de exceção tem um preço. Ignorar, marginalizar e até criminalizar a massa de dezenas de milhões de conservadores, a parcela da população que carrega o país nas costas, tem um custo. E esse custo ficará cada vez mais alto. O problema não é Trump, ou os EUA. Não haverá paz social enquanto o Brasil for uma ditadura. A paz social não será alcançada censurando e perseguindo quem não está alinhado ao sistema.

Elementar, meu caro Watson! Nesta terça, resolvi mergulhar em colunas antigas minhas. Desde 2023 venho fazendo vários alertas. Mais recentemente, intensifiquei bastante o tom, chegando a antecipar sanções econômicas, como nesse texto de 18/09/2024: “O Brasil será um pária mundial sob sanções econômicas, como os demais países do eixo do mal. A batata está assando. Ou, se preferir, o ovo está cozinhando…”

Isso não é profecia, mas análise. Por isso fico chocado com quanta gente ainda perdida por aí, sem entender nada. Pagam consultorias caras, atuam no mercado financeiro, mas não foram capazes de prever o que aconteceria com o Brasil ao fazer o L e colocá-lo no eixo do mal? Não viram os sinais, todos os indícios de que caminhávamos para um regime fechado e ditatorial como aqueles que Lula sempre defendeu?

DEU NO X

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

OS MUITO RICOS E OS MUITO CÍNICOS

Guilherme Fiuza

Lula posa de “pai dos pobres”, enquanto Janja desfila como madame pelos shoppings de luxo

O cineasta Walter Salles Jr. disse que é a favor da taxação dos muito ricos. Recentemente uma manifestação em defesa dessa causa invadiu o banco Itaú na Faria Lima. Walter Salles Jr. é herdeiro do Itaú. Se todos estivessem no mesmo barco, em vez de invasão poderiam ter organizado uma festa.

Esses mesmos ativistas, que segundo a imprensa são integrantes do MTST, fizeram, poucos dias depois, uma manifestação no Shopping Leblon. Com toda certeza o MTST tem entre seus simpatizantes gente muito mais rica que a média dos frequentadores do Shopping Leblon.

Como se sabe, no próprio Leblon, na Vila Madalena e em outros endereços nobres do eixo Rio-São Paulo, está uma boa parte do eleitorado de Guilherme Boulos – líder dos sem-teto que tem entre seus apoiadores proprietários dos tetos mais caros do país.

Tudo bem, podem ser todos altruístas e muito preocupados com a distribuição de renda. Talvez haja até algum Robin Hood no movimento. Mas e quando essa mesma turma, sob essa mesma liderança, foi à Justiça contra o Congresso Nacional para aumentar o IOF?

Alegaram que aumento do IOF também era distribuição de renda – ou “justiça tributária”, como algum estrategista passou a chamar a medida. O ministro da Fazenda foi mais longe e relacionou aumento de IOF com “justiça social” – declarando inclusive que não deixaria de “lutar” por isso. Com desinibição pode-se dizer tudo.

Aí aconteceu que a primeira-dama Janja tinha ido fazer compras no Shopping Leblon, durante a conferência dos Brics. Como fica a simbologia do movimento?

E essa festa está ficando boa, porque logo em seguida chegou Odete Roitman, a empresária má da novela, usada como estandarte pela atriz que a representa – para dizer que na vida real, ao contrário de sua personagem, tem consciência social e quer mais imposto para os ricos.

Claro que todos deviam estar muito ocupados com suas carreiras atribuladas quando esse mesmo governo elevou outros impostos socialmente nocivos – fora o descontrole da inflação, que é o imposto socialmente mais cruel.

A nova campanha de pobres contra ricos surgiu incidentalmente no momento mais agudo da rejeição a Lula – agravada pela polêmica do IOF, que por sua vez veio se somar ao escândalo do INSS. Coincidência.

Também não se viu nenhuma dessas figuras influentes se engajando em movimento pela investigação do roubo bilionário dos aposentados mais vulneráveis do país. Todas as coincidências têm um mesmo ponto em comum: seja qual for a suposta causa, estão sempre apoiando o governo petista.

Se alguém tiver a ideia brilhante de taxar os muito malandros, o Brasil baterá todos os recordes de arrecadação.

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Brasil.

Falamos muito sobre nosso país. Um país abençoado pela natureza. Um país de diversidades. Um país que preza pela liberdade (até quando?). E por aí vai.

Nunca parei pra pensar nos Presidentes do Brasil.

Antes de assistir o vídeo veja se você consegue dizer quem foram todos os Presidentes.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

A PALAVRA DO EDITOR

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

MAL DE AMOR – Ana Amélia

Toda pena de amor, por mais que doa,
no próprio amor encontra recompensa.
As lágrimas que causa a indiferença,
seca-as depressa uma palavra boa.

A mão que fere, o ferro que agrilhoa,
obstáculos não são que Amor não vença.
Amor transforma em luz a treva densa;
por um sorriso Amor tudo perdoa.

Ai de quem muito amar, não sendo amado,
e, depois de sofrer tanta amargura,
pela mão que o feriu não for curado…

Noutra parte há de, em vão, buscar ventura:
– fica-lhe o coração despedaçado,
que o mal de Amor só nesse Amor tem cura.

Anna Amelia de Queiroz Carneiro de Mendonça, Rio de Janeiro, (1896-1971)

DEU NO JORNAL