Arquivo mensais:maio 2025
DEU NO JORNAL
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
CRISTINA MARIA ROSSI – BELO HORIZONTE-MG
Amigos fiéis.
Verdadeiros amigos!!!
Vejam que lindo:
Amigos!!! Verdadeiros amigos. pic.twitter.com/bdKNUQHwZY
— TumultoBR acervo (@TumultoBRacervo) May 30, 2025
DEU NO JORNAL
SUSPEITA DE ATENTADO
A PALAVRA DO EDITOR
LIGEIRINHO, LIGEIRINHO
Sexta-feira, 30 de maio.
Logo, logo, estaremos nas festas de final de ano.
O tempo é mesmo vapt-vupt: passa ligeirinho.
Esta gazeta escrota fecha o mês de maio com tudo em ordem e em dia.
O competente técnico Bartolomeu Silva, cuja empresa nos dá assistência técnica, já recebeu seu pagamento.
E Chupicleide, secretária de redação, está relinchando de alegria com o salário depositado em sua conta.
A safadinha disse que hoje vai encher a cara no final do expediente.
Isso só pra me fazer inveja, que estou há anos em abstinência compulsória!
– Um xêro pra todos vocês, meus queridos!
Gratíssimo pelas generosas doações feitas nos últimos dias pelos leitores desta gazeta escrota.
Um grande abraço para os fubânicos Áurea Regina, Maria de Fátima Pereira, Nezilma Batista, João Matias dos Reis, Rubens Lucena, Joana Santigo, Arnaldo Duque Farias, Marluce Quintas e Vanderlei Zanetti.
Um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica!!!
E para embelezar a nossa sexta-feira, vamos fechar a postagem com a valsa Contos dos Bosques de Viena, uma comovente homenagem de Johann Strauss II à sua belíssima cidade natal.
DEU NO JORNAL
ESSA VAI FEDER…
ALEXANDRE GARCIA
IOF: O PREÇO DA FIDELIDADE NO CONGRESSO

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que o governo deu uma turbinada, subiu no telhado lá na Câmara dos Deputados. Está muito difícil conseguir votos, mesmo com as ameaças do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele está ameaçando os deputados, dizendo que, se não aumentarem o imposto, não vai sobrar dinheiro para as emendas parlamentares. É assim — e Lula também está fazendo isso.
Mas está muito difícil dizer para um deputado ou senador, que representa o povo e precisa ser reeleito no ano que vem: “Vamos aprovar.” E não é nem aprovar, porque esse é um decreto que já está em vigor. É pedir para não fazer o antidecreto — ou seja, um decreto legislativo que anule o decreto do Executivo.
O Legislativo é o mais poderoso dos poderes. Tem o poder de anular qualquer coisa, porque a vontade do povo está em primeiro lugar na Constituição. É o poder que traduz a vontade popular. O poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes. E os representantes estão no Legislativo.
* * *
A conta que não fecha
E veja só a situação: você sabe qual é o tamanho da dívida pública? Pública porque é sua, é nossa — dívida do governo federal. Você sabe quanto é um milhão, certo? É mil vezes mil. Um bilhão é mil vezes um milhão. E um trilhão é mil vezes um bilhão. Agora, a dívida está em sete vezes um trilhão: são R$ 7,6 trilhões. Como é que se paga isso? Não se paga. Vai se enrolando, rolando. Mas há juros altíssimos. Tem que pagar juros sobre isso — e juro é dinheiro posto fora, não é?
Eu ganho com isso, porque compro papéis do governo que me pagam juros. Mas o governo está gastando demais. Se você olhar o “Impostômetro”, lá em São Paulo, verá que o “gastômetro” está uns R$ 300 bilhões acima do que se arrecada. Isso significa déficit.
Interessante é que, no governo anterior, havia superávit. Nos Correios, havia superávit. Agora, é déficit. E nas contas públicas, também. Nós pagamos impostos para sustentar o Estado brasileiro — e o Estado brasileiro ainda não presta bons serviços públicos, não nos representa direito por meio de seus poderes. Faz censura, não segue o devido processo legal — e a gente paga imposto para sustentar tudo isso.
Como se viu na reportagem do jornal Zero Hora, de Porto Alegre (RS), tem desembargador ganhando mais de R$ 600 mil por mês, sendo que o teto é R$ 46 mil.
* * *
Representação ou privilégio?
Atenção: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está com um projeto — o de número 112 — que, imagine só, discute cotas para mulheres nas Câmaras de Vereadores e na Câmara dos Deputados. Se houver dez cadeiras, quatro são para mulheres. Quer dizer que as quatro mais votadas vão para lá? Não. Elas precisam ter, pelo menos, 10% do quociente eleitoral.
Gente, estão derrubando a pedra de toque do voto, a pedra fundamental da democracia: um indivíduo, um voto. Nesse caso, se for candidata, não será um voto; será “um vírgula alguma coisa”. Será mais que um voto. É um absurdo.
Mas há absurdos maiores. Há um artigo — o de número 869 — que prevê pena de sete anos de prisão para quem estimular a recusa do resultado eleitoral. Ou seja: “Você cala a boca, aceite o resultado eleitoral e pronto.”
Só isso já causa perda de visto pelo governo americano, porque é censura. Gente, recusar o resultado eleitoral é o choro do derrotado — é um direito. Todo mundo diz que o vencido tem o direito de reclamar, de contestar, de chorar. Mas até isso vai ser punido. Incrível.
E mais: não altera nada no sistema de voto pela urna eletrônica. Trata-se de um PLP de 2021. Fique atento. Pergunte ao seu senador qual é a posição dele. Está em jogo o seu voto.
DEU NO X
PODE PIORAR…
CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA
AMOR NO TEMPO DE JARAGUÁ
Beco da Rapariga – Bairro de Jaraguá
Pedro Ernesto tinha uma paixão fulminante, cheia de desejos presos por sua namorada Laurinha, tão bonitinha, de uma sensualidade exuberante. Toda noite eles namoriscavam, se agarravam no portão escuro da moça, não podiam ultrapassar a virgindade. Assim aprenderam as jovens daquela época.
Ernesto depois do namoro, gostava de se aliviar, subindo as escadas das boates de Jaraguá, onde certamente relaxaria. Isaura, rapariga da Boate Tabariz era seu xodó, rapaz gentil, estudante de medicina e divertido.
Numa noite de sexta-feira Pedro Ernesto foi “namorar” Isaura. Subiu a escada íngreme da Tabariz, a boate mais chique de Jaraguá. Uma sala-dancing ampla, algumas mesas com tolha de linho, cinzeiros de prata, mostravam o charme do ambiente. No tablado uma orquestra tocava belas músicas. Deparou-se com o ambiente festivo, as meninas sentadas nas mesas, casais dançando, cumprimentou uma e outra procurando Isaura. De repente ela apareceu com um charmoso vestido vermelho, morena nascida no sertão alagoano, Ernesto abraçou-a com alegria.
– Vamos vadiar a noite toda e pegar o Sol com a mão.
Lá para as tantas entrou no salão o Coronel Zé Malta e três capangas, sentaram-se numa mesa dupla. O coronel, brabo e prepotente mandou chamar Ana, a cafetina. Ficaram conversando, vieram algumas meninas. O Coronel, também deputado, era o maior arruaceiro da Zona. Briga e tiro faziam parte de suas histórias de boemia.
Um garçom, a mando de Ana, dirigiu-se à mesa de Ernesto e avisou à Isaura que o deputado gostaria de sua companhia. Ela respondeu que estava ocupada. O ambiente nas mesas ficou tenso, o deputado não gostou, reclamou, a própria Ana foi à mesa de Ernesto e cochichou no ouvido de Isaura:
– Menina deixe de besteira, o Coronel gosta de você, tem muito dinheiro e você fica aqui com este estudante lascado, mal tem para a bebida. Faça isso não, vá com o deputado, ele está esperando.
Saiu com raiva da sua pupila. O ambiente ficou mais tenso quando ela recusou novamente. As pessoas em volta perceberam.
Ernesto tomou uma decisão. Levantou-se, dirigiu-se à mesa do Coronel. Nessa altura todo salão acompanhava a situação. Quando o estudante encostou-se à mesa do Deputado, a expectativa, o suspense e o medo eram geral, alguns clientes desceram a escadaria, outros ficaram por trás das colunas. Pedro Ernesto falou alto e em bom tom:
– Deputado, o senhor me desculpe, mas a mulher que o senhor pediu está acompanhada comigo, assim ela não pode ficar com o senhor, faz parte de nosso costume, é a lei da boemia, que todos respeitamos.
Os capangas se levantaram com a mão nas cartucheiras, Ernesto continuou olhando nos olhos do Deputado. Esperava-se um tapa, um murro, um tiro, a qualquer momento. Surpreendentemente o Coronel estendeu a mão ao jovem.
– Gostei de você menino, mostrou que é macho, é assim que um homem faz, tome uma dose comigo.
Foi um alivio geral, Ernesto bebeu duas doses, divertiu-se com piadas picantes, depois foi pegar o Sol com a mão com Isaura.
Dizem que o Coronel se tornou amigo do Doutor Pedro Ernesto até sua morte. A história da briga que não houve, ainda é contada pelas quengas, pelos boêmios, pelas cafetinas e bêbados nos bares, nos cabarés do porto de Jaraguá.
PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS
MANOEL XUDU, UM GÊNIO DO REPENTE

O grande poeta paraibano Manoel Lourenço da Silva, o Manoel Xudu (1932-1985)
O meu verso é como a foice
De um brejeiro cortar cana.
Sendo de cima pra baixo,
Tanto corta, como abana,
Sendo de baixo pra cima,
Voa do cabo e se dana.
***
O homem que bem pensar
Não tira a vida de um grilo
A mata fica calada
O bosque fica intranquilo
E a lua chora com pena
Por não poder mais ouvi-lo
***
Eu admiro um caixão
Comprido como um navio
Em cima uma cruz de prata
No meio um defunto frio
E um cordão de São Francisco
Torcido como um pavio.
***
Nessa vida de amargura
O camponês se flagela
Chega em casa à meia-noite
Tira a tampa da panela
Vê o poema da fome
Escrito no fundo dela.
***
Uma novilha amojada
Ao se apartar do rebanho,
Quando volta, é com uma cria
Que é quase do seu tamanho;
Ela é quem lambe o bezerro,
Por não saber lhe dar banho.
***
Carneiro do meu sertão,
Na hora em que a orelha esquenta,
Dá marrada em baraúna
Que a casca fica cinzenta
E sente um gosto de sangue
Chegar à ponta da venta.
DEU NO JORNAL
TÃO SE OBRANDO NAS CALÇAS
Depois de Lula, que precisou de atendimento médico após crise de labirintite, foi a vez de Geraldo Alckmin baixar no hospital com forte dor de barriga.
Isso no dia em que o presidente do seu partido revelou que Dilma mandou espionar Eduardo Campos, morto em desastre aéreo.
* * *
Onde se lê “dor de barriga”, leia-se caganeira.
Esse é termo correto.
Devem estar aperreados com a possibilidade de vir coisas por aí…





