Arquivo diários:30 de maio de 2025
DEU NO X
RODRIGO CONSTANTINO
CINISMO TUCANO

Armínio Fraga
Peço vênia aos leitores para retornar a um tema que vem se tornando recorrente aqui: o cinismo dos tucanos, inclusive aqueles “de mercado”. A cada dia que passa e que fica mais claro que o governo Lula é apenas um repeteco piorado das gestões anteriores, mais e mais economistas “liberais” fazem análises pessimistas, mas com um denominador comum: nenhum deles tem a humildade de reconhecer a lambança que fez ao emprestar sua reputação ao ladrão que queria voltar à cena do crime, como dizia seu vice.
No Estadão, Luís Stuhlberger, um dos maiores gestores do país, afirma que aumento de IOF é “assustador” e pode elevar o risco PT – como se este já não fosse enorme. Para Stuhlberger, o anúncio das novas alíquotas do IOF, que inicialmente se aplicavam investimentos de fundos no exterior, foi uma “aula de psicologia gratuita” do que o PT pensa. Para ele, a elevação das alíquotas está associada à ideia do governo de reajustar os pagamentos do Bolsa Família, o que vai custar R$ 22 bilhões, em resposta à perda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“É tipo assim: ‘vamos distribuir dinheiro, vamos aumentar a arrecadação, não importa que seja de uma maneira unfair [injusta]’”, comentou Stuhlberger. Ele acrescentou que o mais assustador foi a tentativa de taxar as operações de câmbio, que, descreveu, foi como cobrar um “pedágio” de quem precisa comprar a moeda americana. “Isso é muito scary porque, na minha opinião, deveria aumentar a precificação do tail risk [risco de cauda] negativo do PT”, declarou o gestor no evento anual do Fundo Verde.
Deixando de lado suas expressões em inglês, o que realmente é scary é ver um bilionário gestor ainda ficar espantado com o PT e sua essência. Por onde ele andou nas últimas décadas? Já ouviu falar em Guido Mantega, por acaso? Ou Aloizio Mercadante? Quem ele acha que cuidaria da política econômica do Lula? O Arminio Fraga?!
Por falar nele, trata-se de outro tucano “liberal” que fez o L, depois ficou com medo, e agora diz que o país não tem rumo. Diz o começo da entrevista na Veja: “Quando declarou, para surpresa de muitos, que votaria em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial de 2022, Arminio Fraga não esperava do petista nada de extraordinário na área econômica, caso derrotasse – como, de fato, derrotou – Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição. Mas o que Lula entregou até agora no terceiro mandato está muito aquém da expectativa do ex-presidente do Banco Central. ‘O governo não tem um caminho para o país’, diz”.
Ora, que expectativas eram essas que Arminio tinha com Lula? Como alguém tão bem-sucedido no mercado financeiro pode ser tão cego em política, um analista tão medíocre? E detalhe: todos nós sabemos que essa mesma turma faria o L novamente contra Bolsonaro! Arminio até confessa: “Não me arrependo de ter votado no Lula. Há certa decepção, já que não vejo um caminho para o país. Mas dar ao Bolsonaro um segundo mandato seria uma temeridade”. Temeridade não é tudo que o PT vem fazendo com o país?
Não adianta: esses tucanos são caso perdido. Sempre descem do muro do lado esquerdo, caindo no colo de um comunista. Os maiores responsáveis pela destruição moral, política, institucional e econômica do Brasil são os membros dessa elite tucana, com seu ar blasé, seu nojinho da direita e sua simpatia, às vezes velada, a comunistas autoritários e corruptos. Ainda pior do que petista é tucano sonso…
DEU NO X
RESUMO PERFEITO
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
O DIA EM QUE MALTRATARAM A MINISTRA
DEU NO JORNAL
MAS É BEM AVALIADO NAS URNAS ELETRÔNICAS
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
CRISTINA MARIA ROSSI – BELO HORIZONTE-MG
Amigos fiéis.
Verdadeiros amigos!!!
Vejam que lindo:
Amigos!!! Verdadeiros amigos. pic.twitter.com/bdKNUQHwZY
— TumultoBR acervo (@TumultoBRacervo) May 30, 2025
DEU NO JORNAL
SUSPEITA DE ATENTADO
A PALAVRA DO EDITOR
LIGEIRINHO, LIGEIRINHO
Sexta-feira, 30 de maio.
Logo, logo, estaremos nas festas de final de ano.
O tempo é mesmo vapt-vupt: passa ligeirinho.
Esta gazeta escrota fecha o mês de maio com tudo em ordem e em dia.
O competente técnico Bartolomeu Silva, cuja empresa nos dá assistência técnica, já recebeu seu pagamento.
E Chupicleide, secretária de redação, está relinchando de alegria com o salário depositado em sua conta.
A safadinha disse que hoje vai encher a cara no final do expediente.
Isso só pra me fazer inveja, que estou há anos em abstinência compulsória!
– Um xêro pra todos vocês, meus queridos!
Gratíssimo pelas generosas doações feitas nos últimos dias pelos leitores desta gazeta escrota.
Um grande abraço para os fubânicos Áurea Regina, Maria de Fátima Pereira, Nezilma Batista, João Matias dos Reis, Rubens Lucena, Joana Santigo, Arnaldo Duque Farias, Marluce Quintas e Vanderlei Zanetti.
Um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica!!!
E para embelezar a nossa sexta-feira, vamos fechar a postagem com a valsa Contos dos Bosques de Viena, uma comovente homenagem de Johann Strauss II à sua belíssima cidade natal.
DEU NO JORNAL
ESSA VAI FEDER…
ALEXANDRE GARCIA
IOF: O PREÇO DA FIDELIDADE NO CONGRESSO

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que o governo deu uma turbinada, subiu no telhado lá na Câmara dos Deputados. Está muito difícil conseguir votos, mesmo com as ameaças do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele está ameaçando os deputados, dizendo que, se não aumentarem o imposto, não vai sobrar dinheiro para as emendas parlamentares. É assim — e Lula também está fazendo isso.
Mas está muito difícil dizer para um deputado ou senador, que representa o povo e precisa ser reeleito no ano que vem: “Vamos aprovar.” E não é nem aprovar, porque esse é um decreto que já está em vigor. É pedir para não fazer o antidecreto — ou seja, um decreto legislativo que anule o decreto do Executivo.
O Legislativo é o mais poderoso dos poderes. Tem o poder de anular qualquer coisa, porque a vontade do povo está em primeiro lugar na Constituição. É o poder que traduz a vontade popular. O poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes. E os representantes estão no Legislativo.
* * *
A conta que não fecha
E veja só a situação: você sabe qual é o tamanho da dívida pública? Pública porque é sua, é nossa — dívida do governo federal. Você sabe quanto é um milhão, certo? É mil vezes mil. Um bilhão é mil vezes um milhão. E um trilhão é mil vezes um bilhão. Agora, a dívida está em sete vezes um trilhão: são R$ 7,6 trilhões. Como é que se paga isso? Não se paga. Vai se enrolando, rolando. Mas há juros altíssimos. Tem que pagar juros sobre isso — e juro é dinheiro posto fora, não é?
Eu ganho com isso, porque compro papéis do governo que me pagam juros. Mas o governo está gastando demais. Se você olhar o “Impostômetro”, lá em São Paulo, verá que o “gastômetro” está uns R$ 300 bilhões acima do que se arrecada. Isso significa déficit.
Interessante é que, no governo anterior, havia superávit. Nos Correios, havia superávit. Agora, é déficit. E nas contas públicas, também. Nós pagamos impostos para sustentar o Estado brasileiro — e o Estado brasileiro ainda não presta bons serviços públicos, não nos representa direito por meio de seus poderes. Faz censura, não segue o devido processo legal — e a gente paga imposto para sustentar tudo isso.
Como se viu na reportagem do jornal Zero Hora, de Porto Alegre (RS), tem desembargador ganhando mais de R$ 600 mil por mês, sendo que o teto é R$ 46 mil.
* * *
Representação ou privilégio?
Atenção: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está com um projeto — o de número 112 — que, imagine só, discute cotas para mulheres nas Câmaras de Vereadores e na Câmara dos Deputados. Se houver dez cadeiras, quatro são para mulheres. Quer dizer que as quatro mais votadas vão para lá? Não. Elas precisam ter, pelo menos, 10% do quociente eleitoral.
Gente, estão derrubando a pedra de toque do voto, a pedra fundamental da democracia: um indivíduo, um voto. Nesse caso, se for candidata, não será um voto; será “um vírgula alguma coisa”. Será mais que um voto. É um absurdo.
Mas há absurdos maiores. Há um artigo — o de número 869 — que prevê pena de sete anos de prisão para quem estimular a recusa do resultado eleitoral. Ou seja: “Você cala a boca, aceite o resultado eleitoral e pronto.”
Só isso já causa perda de visto pelo governo americano, porque é censura. Gente, recusar o resultado eleitoral é o choro do derrotado — é um direito. Todo mundo diz que o vencido tem o direito de reclamar, de contestar, de chorar. Mas até isso vai ser punido. Incrível.
E mais: não altera nada no sistema de voto pela urna eletrônica. Trata-se de um PLP de 2021. Fique atento. Pergunte ao seu senador qual é a posição dele. Está em jogo o seu voto.





