LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

UM MOTE PARA ENEDINA

Hoje estarias fazendo
Noventa e dois de idade.

A minha mãe Enedina Maurício.

João Pessoa-PB, 16 de maio de 2025.

É hoje! O primeiro ano
Sem o bolo e sem a vela,
Mas na Missa na Capela
Pedirei ao Soberano
Que te acolha no Plano
Que precede à santidade.
Da espada da saudade
Com oração, me defendo.
Hoje estarias fazendo
Noventa e dois de idade.

Hoje terás por presente
A presença dos teus pais,
Teus irmãos e outros mais,
Teu esposo Zé Vicente,
Que deve fazer Repente
Com suprema agilidade,
Mostrando a felicidade
De agora está te vendo.
Hoje estarias fazendo
Noventa e dois de idade.

Que a Virgem de Portugal,
Da qual eras tão devota,
Conduza a primeira nota
No Divino Recital.
Que um coro angelical
Mostre a ti a novidade
Que na santa eternidade
Não há ninguém padecendo.
Hoje estarias fazendo
Noventa e dois de idade.

Eu, mãe e meu irmão Wélio César

DEU NO JORNAL

GRAVAÇÕES

A ministra Margareth Menezes terá de explicar à Câmara denúncias contra servidor que gravou vídeos de mulheres em banheiros do Ministério da Cultura por 7 anos.

E vendia os vídeos a sites pornôs.

* * *

É a Cultura dos Banheiros!!!

Imagina se ele gravasse a corrupção do governo onde a ministra dá expediente…

Aí é que seria pornografia da pesada.

Uma putaria bilionária!!!

Putz!

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Francisco Matarazzo

Francesco Antonio Maria Matarazzo nasceu em 10/12/1854, em Castellabarte, Itália. Comerciante, industrial, banqueiro e filantropo. Foi um dos homens mais ricos do mundo. Criador do maior complexo industrial da América Latina no início do séc. XX. Obteve o título de Conde e teve mais de 300 fábricas em todo o País com o pomposo nome – IRFM – da família reunindo todas elas. 

Filho de Mariangela Jovane e Costabile Maatarazzo, foi agricultor na Itália e herdeiro da propriedade da família na região de Compânia. Veio para o Brasil em 1881, aos 27 anos, em busca de melhores condições de vida. Trouxe consigo uma carga de 2 toneladas de banha de porco para negociar por aqui. Mas, ao desembarcar no Rio de Janeiro, a carga caiu no mar e ele ficou a ver navios, literalmente. Com o pouco de dinheiro que restou, foi para Sorocaba, virou mascate e depois abriu uma bodega de secos e molhados. Mais tarde se estabeleceu numa pequena indústria de produção de banha de porco.

Em 1890 mudou-se para São Paulo e criou a empresa Matarazzo & Irmãos. O irmão Giuseppe comandava uma fábrica de banha em Porto Alegre e Luigi lidava com um depósito-armazém em São Paulo. Além da banha, passou a importar farinha de trigo dos EUA. A empresa foi dissolvida no ano seguinte, quando foi criada a Companhia Matarazzo S.A., contando com 41 acionistas e controlando as fábricas de Sorocaba e Porto Alegre. Em 1898, a importação de farinha de trigo foi interrompida com a Guerra Hispano-Americana e ele conseguiu crédito do London and Brazilian Bank para construir um moinho de farinha de trigo, em São Paulo.

A partir daí a empresa se expandiu rapidamente com fábricas em todo o País. Chegou a ser a 4ª maior empresa do Brasil. 6% da população paulistana trabalhavam em suas fábricas. Em 1911, promoveu uma mudança no grupo de empresas, passando a tornar-se Indústrias Reunidas Fabricas Matarazzo-IRFM, uma sociedade anônima. Sua estratégia de crescimento, deu-se de um modo natural: “uma coisa puxa a outra”. Assim, para embalar o trigo, montou uma tecelagem; de sacos; para aproveitar a semente do algodão usado na produção do tecido, instalou uma refinaria de óleo; para obter as latas para embalar a banha, criou uma metalúrgica e assim por diante. O título de Conde foi dado pelo Rei da Itália, Vitor Emanuel III, por ter lhe ajudado com mantimentos durante a I Guerra Mundial (1914-1918).

Admirador de Benito Mussolini, contribuiu financeiramente com o fascismo e muitos de seus operários eram imigrantes italianos. De certo modo era visto com desconfiança pela elite tradicional e pela nascente classe média urbana. No entanto participou ativamente do convívio social, se instalou num belo palacete na Avenida Paulista e em 1928 foi um dos fundadores do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo-CIESP e pouco depois da FIESP-Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, em 1931. Faleceu em 10/12/1937, como o homem mais rico do País, italiano mais rico do mundo, detentor da 5ª maior fortuna do planeta, com um patrimônio avaliado na época em 20 bilhões de dólares.

Foi agraciado com títulos nobiliárquicos e comendas: Conde, concedido pelo rei Vitor Emanuel III, da Itália, em 1917; Cavaleiro Magistral da Ordem Soberana e Militar de Malta; Cavaleiro de Grã-Cruz do Grande Cordão da Ordem da Coroa da Itália; Cavaleiro da Ordem de Mérito do Trabalho, Cruz do Cavaleiro da Ordem do Mérito da República da Hungria; Cavaleiro Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul e Presidente Honorário do Palestra Itália (atual Palmeiras). Após sua morte o império de empresas foi se desfazendo na mão dos tantos herdeiros (13 filhos). Mas ainda existem empresas descendentes do império Matarazzo.

A decadência do império é atribuída a má administração dos negócios e aos conflitos familiares. Alguns analistas ressaltam o modelo empresarial engessado, a falta de foco e a perda de certas oportunidades, como o convite feito pelo então presidente Juscelino Kubitschek à família para participar da primeira montadora de automóveis no Brasil, a Volkswagen. Não obstante o tamanho da riqueza, era um homem discreto nos gastos pessoais. Conta a história que numa viagem à Itália, encomendou um terno ao seu alfaiate, que lhe perguntou qual a razão de pedir apenas uma peça, quando seu filho havia encomendado sete há pouco tempo. A resposta foi curta e esclarecedora: “Ele tem pai rico, eu não”.

Seu caráter filantrópico foi reconhecido em grandes obras, como a fundação, em 1904, do Hospital Humberto Primo, conhecido como Hospital Matarazzo, com o slogan “A saúde dos ricos para os pobres”. Teve sua história marcada por um período de prestígio, com a maternidade sendo considerada a melhor da América do Sul na década de 1970. Atualmente, sua descendente Carola Matarazzo dirige o Movimento Bem Maior, cuja missão é alavancar a “filantropia estratégica e colaborativa, para o enfrentamento de desigualdades e promoção da justiça social”.

Duas biografias dão conta de seu legado: Matarazzo: a travessia, de Ronaldo Costa Couto, publicada pela Editora Planeta, em 2004. Conta sua travessia da Itália para o Brasil e a travessia de um mascate ao homem mais rico do País. Outra mais antiga, é um estudo sociológico relatando sua vida e seu império empresarial: Conde Matarazzo, o empresário e a empresa: estudo de sociologia do desenvolvimento, de José de Souza Martins, publicado pela Editora Hucitec, em 1973.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

DESCOMPLICAÇÕES URGENTES

Nesta época de muitas turbulências nos quatro cantos do mundo, facilmente se encontra seres humanos, inclusive graduados e pós-graduados dos mais variados segmentos sociais, com mentes idênticas aos que foram gerados em pé numa rede, num alpendre de praia em dia de muia ventania. Em pernambuquês, tais pessoas são denominadas de abiloladas, ababacadas, amundiçadas, estropiadas e ininhadas. Nunca pensam corretamente, vivem se portando com grosserias, são mal agradecidas aos que tentaram consertá-las cogntivamente, sempre imaginando que o que vale mais é o que está embaixo da linha de cintura do corpo, jamais o situado acima do pescoço, chamado campo intelectivo.

Outro dia, a amiga Leda Rivas explicitou pelas redes sociais um pensamento do notável Oscar Niemeyer, cuja inexistência bem poderia ser uma das causas primordiais do atual coletivo EMA – Efeito Manada Alucinada: “Toda escola superior deveria oferecer aulas de filosofia e história. Assim fugiríamos da figura do especialista e ganharíamos profissionais capacitados a conversar sobre a vida.” Se tívessemos, no Brasil, uma Educação Fundamental Pensante Libertadora, poderíamos assimilar concretamente a reflexão feita pela Marie Curie (1867-1934), uma cientista polonesa aplaudida, notabilizada pela suas contribuições pioneiras na área da radioatividade: “Na vida não há nada a temer, apenas compreender. É hora de compreender mais e temer menos.”

Em Minas Gerais, o Pastor Leonardo Soares de Matos, da Igreja Batista Central de Belo Horizonte ratifica o pensar dos notáveis Niemeyer e Curie: “Tenho aconselhado pessoas ansiosas e complicadas, que se sente pressionada a alcançar o sucesso a qualquer preço, que acredita nas lentes das redes sociais como sendo o filtro de uma vida ideal e que acaba vivendo debaixo da pressão de um padrão praticamente inalcançável de felicidade. Uma geração que transformou Deus em uma energia e que criou suas próprias teorias a respeito de como se achegar a Ele. Uma geração tão egocêntrica que acaba por transgredir a saúde e a beleza dos relacionamentos. O resultado? Complicado. Aquilo que era para ser simples se torna complexo.”

Convive-se, hoje, em nosso amado Brasil, com uma Elite do Atraso, usando a expressão felicíssima do pesquisador Jessé Souza, PhD em Sociologia pela Universidade de Heidelberg, ex-presidente do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Como reverter tal realidade? Creio que algumas iniciativas pioneiras poderiam ser executadas, a partir da implantação da sugestão feita acima pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Em seguinda, a partir de 2026, com a eleição de um novo Presidente e de um Congresso Nacional que aprovasse históricas reformas sociais não populistas nem procrastinadoras, fortalecendo um PoderJudiciário amparado num novo Código de Processo Penal que reduzisse a idade mínima criminal para 15 anos, com pena de castração integral para os que estupram e assassinam mulheres e crianças, cumprindo penas de prisão em tregme fechado, sem saidinhas nem reduções penais cretinas, como acontecem nos tempos judiciais acocorocados de agora.

Acredito que um novo Sistema Educacional Brasileiro, embasado nos modelos japoneses, chineses e coreanos ensejaria sementeiros balizamentos cognitivos numa sociedade que atualmente vive de eventostas e telenovelostas (o terminal osta é indicativo de bosta), com excelentes bibliotecas, inclusive online, com e-books que potencializassem uma CL – Cidadania Libertadora, que favorecessem todos aqueles que buscam eticamente ter uma vida plena, feliz e abundante, solidária, fraternal e, beneficiada por ampla redistribuição de renda.

Sem esperanças concretizadas, tudo resultará num caos integral, nível apocalíptico, onde ricos e famintos estarão na mais insólita rua da amargura fatal.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Deu. A humanidade precisa ser extinta e Deus tem que começar tudo de novo.

Hoje não venho até essa escrota gazeta falar de Bolsonaro, de política, dos desmandos do desgoverno, etc.

Venho, estarrecida, confirmar que o fim do mundo está muito mais próximo do que imaginamos.

Insanidade coletiva! Achei que o que minha filha estava comentando comigo ontem era piada.

Por aqui já existem creches, pediatras dispostos a atender e sabe-se mais o que.

O prefeito de Chapecó já publicou que quem levar “seu bebê” para atendimento na rede pública (pasmem porque está realmente acontecendo isso) será internado involuntariamente.

Sério, merecemos mais isso?

O que essa juventude entende como “futuro” ou espera dele?

Difícil assistir a tantas aberrações e ser impotente.

Chego a pedir desculpas aos fubânicos que gostam de boa leitura por aqui mas minha indignação é tanta que precisava compartilhar com alguém. Melhor lugar não há do que nosso JBF.

A internet está repleta de informações sobre esse descalabro.

NFELIZMENTE não era piada o que minha filha estava me falando (antes fosse).

Que Deus proteja os que ainda têm sanidade!

Um ótimo domingo a todos.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

ROMBO NOS CORREIOS: AUMENTO PARA O PRESIDENTE, CORTES PARA OS FUNCIONÁRIOS

Nikolas Ferreira

Edifício dos Correios em Brasília: empresa teve prejuízo de R$ 802 milhões no primeiro trimestre de 2024

Em 2021, os Correios registraram um lucro recorde de R$ 2,3 bilhões. Pouco tempo depois, com Lula no governo, a estatal alcançou outro recorde, mas claro, desta vez negativo. O balanço financeiro divulgado na última semana revela um rombo de R$ 2,6 bilhões nos Correios, o maior prejuízo desde 2016.

Conhece aquela frase: ”esse discurso envelheceu mal”? Pois é, foi o que aconteceu com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. 

Em 2023, em meio ao burburinho de uma suposta saída da Uber do Brasil, a resposta de Marinho foi que os Correios poderiam substituir a empresa americana. Contudo, a realidade atual é bem diferente da fantasiada há dois anos.

O prejuízo bilionário dos Correios já gerou diversos impactos negativos, como o fechamento de agências. Também foram anunciadas, recentemente, medidas que afetam diretamente os funcionários da estatal, entre elas o plano de demissão voluntária, redução de carga horária com diminuição proporcional de salário, suspensão temporária de férias, cortes no plano de saúde e por aí vai. Nada que visa melhorar as condições dos trabalhadores, como a esquerda tanto diz defender.

Para não falar que todos foram prejudicados na atual gestão, a situação do presidente dos Correios – indicado por Lula – Fabiano Silva dos Santos, sem dúvida, está muito diferente da dos empregados. 

Ele aprovou para si um aumento de 14% desde sua nomeação, atualizando o próprio salário para o valor de R$ 53,3 mil. Além da remuneração, outros benefícios foram ampliados, como auxílio-moradia, auxílio-alimentação e a previdência complementar. Sem dúvida um belo reconhecimento pelos bons serviços prestados (contém ironia).

É revoltante como a mesma empresa que não consegue dar boas condições aos funcionários obtém recursos para patrocinar eventos, entre eles a turnê do cantor Gilberto Gil, o Lollapalooza 2024, e pasmem, até mesmo uma feira em Bogotá, na Colômbia, além de anunciar uma parceria para lançamento de selos comemorativos com o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), grupo terrorista de viés esquerdista.

Em abril deste ano, apresentei um requerimento cobrando explicações ao Ministério das Comunicações sobre uma licitação dos Correios no valor de quase R$ 400 milhões anuais com publicidade institucional.

Para piorar, chama a atenção que, segundo divulgado pela imprensa, três das quatro agências finalistas têm vínculos com pessoas ligadas a escândalos de corrupção nas gestões do PT (normal).

É inadmissível que, em meio a sua pior crise, verbas milionárias sejam desperdiçadas para satisfazer os caprichos do desgoverno petista. 

Seguiremos exercendo nosso papel constitucional de fiscalização para cobrar e garantir que o dinheiro dos contribuintes seja aplicado com responsabilidade, apesar de ser algo praticamente impossível com a esquerda no Governo Federal.

DEU NO X