FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

POR UMA EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA

A pergunta é inquietante, recheada de perplexidade: por que mais de 50% dos alunos cubanos conseguem resolver problemas complexos de matemática, enquanto apenas 10% dos alunos brasileiros e 15% dos alunos chilenos atingem o mesmo nível?

O depoimento de Peter Graber, empresário e conselheiro da Fundação Lemann, exposto na capa última de um livro seu, deveria servir de mote primeiro nas discussões sobre nosso desenvolvimento educacional:

“Visitei o país (Cuba) em 2008 e fiquei impressionado com a qualidade do ensino. Senti muita motivação de professores e do diretor da escola em educar bem suas crianças, apesar dos salários de professores estarem por volta de R$ 35,00 por mês. Professores têm baixos índices de falta, comparáveis aos da iniciativa privada no Brasil, e os alunos faltam pouquíssimo. Nota-se mais disciplina tanto de alunos como de professores quando comparado ao Brasil. A grade curricular é padronizada, todas as salas de aula no país (rurais e urbanas) ministram a mesma matéria na mesma hora e têm uma TV e um vídeo que transmitem conteúdo por TV aberta, nacionalmente, para todas as classes de uma determinada série. Existem professores mais experientes que observam outros dando aulas. Isso serve para avaliar e para ajudar a melhorar a qualidade de seu trabalho. Cuba tem um povo com boa saúde e boa educação, mas uma economia com décadas de atraso, sem investimentos e muito pouco produtiva. A população é, portanto, super qualificada para as oportunidades que a economia oferece.”

Diante do depoimento acima, feito por um empresário, fica-se a imaginar o nível do desenvolvimento social brasileiro se as nossas crianças, das áreas rurais e urbanas, possuíssem uma educação básica de qualidade, com professores capacitados e bem incentivados financeiramente, amplamente emulados por bibliotecas equipadas, adequado material escolar e ampla supervisão comunitária no acompanhamento do desempenho das unidades de ensino.

No seu livro, Martin Carnoy revela que “Cuba oferece às crianças em suas escolas mais oportunidades de aprendizagem do que o Brasil e o Chile”. E aponta as quatro maneiras de proporcionar tais oportunidades: 1. Todos os alunos estudam todo o conteúdo do currículo cubano especificado; 2. Os professores da escola primária possuem alto nível de conhecimento de conteúdo, especialmente em matemática, favorecendo o efeito “círculo virtuoso”; 3. A formação do professor cubano é organizada rigidamente em torno do ensino do currículo nacional obrigatório; 4. Os professores são supervisionados de perto em seu trabalho de sala de aula pelos diretores e vice-diretores.

Vale a pena um esforço de leitura e compreensão do livro editado, que diz com muita propriedade:

“O caminho para uma melhor educação nas sociedades democráticas não precisa ser uma volta ao autoritarismo. … O Estado tem de ser um ativista eficaz na transformação da gestão escolar, rumo a um maior controle sobre o que acontece na escola. … O Estado precisa assumir plena responsabilidade pela melhoria do ensino, mesmo à custa de reduzir a autonomia acadêmica e administrativa das escolas de Educação que fazem a formação inicial dos professores, e de reduzir a dos professores em sala de aula quando não apresentam a criatividade e a competência para atuar em alto nível”.

O desenvolvimento brasileiro futuro radicalmente se encontra sob a égide da ampliação do conhecimento coletivo. Em todos os níveis de ensino. Por que não se torna obrigatório nas universidades, autarquias e centros de ensino superior, públicos e privados, o funcionamento de um PROFEEF – Programa de Formação do Educador do Ensino Fundamental, de seleção rigorosa e currículo nota 10, ministrado por docentes de nível, respeitados e bem remunerados?

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

AUMENTAM O IOF – E DEPOIS VÃO CULPAR O DEPUTADO NIKOLAS FERREIRA

Alan Ghani

Os ministros Simone Tebet (Planejamento) e Fernando Haddad (Fazenda): governo vai aumentar IOF e bloquear recursos para cumprir metas fiscais

Na quinta-feira, o governo pegou todo mundo de surpresa com o anúncio da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) tanto para operações de crédito para empresas como para envio de recursos para o exterior. A taxa, na média, subiu para 3,5%.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida visa a um maior equilíbrio das alíquotas com a padronização tributária. Embora este seja este o motivo alegado oficialmente, sabemos que a intenção é outra.

Na verdade, a elevação do IOF tem como objetivo aumentar a arrecadação do governo. Isso não é nenhuma novidade num governo que só busca o ajuste das contas públicas pelo lado da arrecadação, e não pelo corte de gastos.

O aumento do IOF vai trazer algumas consequências para a população. A primeira será o encarecimento do crédito, na medida em que as empresas vão repassar o aumento tributário nos preços finais de seus produtos e serviços. Com isso, perde o consumidor, ao pagar mais, e a empresa ao vender menos.

A princípio quem ganha é o governo ao arrecadar mais. Entretanto, este efeito não é certo, diante da possibilidade de queda da atividade econômica – ganho na arrecadação, mas perda de renda tributável, como explicado pela curva de Laffer.

Além disso, o aumento do IOF sinaliza definitivamente para o mercado – empresários e investidores – que o governo não está disposto mesmo a cortar gastos, gerando incertezas refletidas na cotação do dólar, na bolsa e nos juros futuros.

A desconfiança se torna ainda maior quando o governo anuncia a medida, mas volta atrás em alguns pontos, como tributação no envio de recursos para fundos de investimento no exterior ou contas de pessoa física mantidas em outros países.

Não é a primeira vez que o governo adota o “vai e vem” de medidas após ampla repercussão negativa. 

Essa é a lógica populista do lulopetismo: se a medida pegar bem, mantém; se tiver repercussão negativa, voltam atrás. Enquanto isso, o país fica sem projeto econômico, completamente à deriva. Depois, não adianta culpar os vídeos do deputado Nikolas Ferreira.

DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SÉRGIO – SÃO PAULO-SP

Bom dia.

24 de Maio, dia de Nossa Senhora Auxiliadora 🙏🏻

“Santíssima Virgem Maria, a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, nós Vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis.

Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa. Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado.

Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.
Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada. Amém.”

Nossa Senhora Auxiliadora rogai por nós brasileiros que pedimos um auxilio de imediato que seja restaurado a Democracia novamente, Ó Nossa Senhora Auxiliadora nos salve dessa ditadura que implantam no Brasil 🇧🇷 🙏🏻

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO NUM CARDÁPIO – Lêdo Ivo

Que está no prato? O tempo, que o homem come
misturado a espinafre e carne dura.
Entre o talher e a vida, ele tritura
as horas que temperam sua fome.

Rei de si mesmo, sem vassalo ou nome,
ele mastiga o mundo, e a dentadura
muda o cardápio numa massa escura
que na úmida garganta rola e some.

O homem que come o pão que o diabo amassa
e, quando come se lambuza, e come
gato por lebre, na aventura louca

de tudo reduzir a pesca e caça,
come, para viver, a própria fome,
e, como os peixes, morre pela boca.

Lêdo Ivo, Maceió-AL, (1924-2012)