PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ACROBATA DA DOR – Cruz e Sousa

Gargalha, ri, num riso de tormenta,
como um palhaço, que desengonçado,
nervoso, ri, num riso absurdo, inflado
de uma ironia e de uma dor violenta.

Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
agita os guizos, e convulsionado
salta, gavroche, salta clown, varado
pelo estertor dessa agonia lenta …

Pedem-se bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
nessas macabras piruetas d’aço. . .

E embora caias sobre o chão, fremente,
afogado em teu sangue estuoso e quente,
ri! Coração, tristíssimo palhaço.

João da Cruz e Sousa, Florianópolis-SC (1861-1898)

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Angelo Agostini

Angelo Agostini nasceu em 8/4/1843, em Vercelli, Itália. Caricaturista, ilustrador, desenhista, crítico de arte, pintor e gravador. É o mais importante artista gráfico no período do Segundo Reinado, pioneiro da revista em quadrinhos e desenhista da queda do Império e a consolidação da República no Brasil.

Ainda criança mudou-se para Paris, onde concluiu os estudos de desenho. Aos 16 anos, passou a viver em São Paulo com sua mãe, a cantora lírica Raquel Agostini. Aos 21 iniciou a carreira de cartunista e, junto com Sizenando Barreto Nabuco de Araújo (1842-1892) e do poeta Luís Gama (1830-1882), funda o semanário liberal Diabo Coxo, contando com sátiras sobre a Guerra do Paraguai e pequenos artigos com críticas às ordens religiosas. No ano seguinte lançou o Cabrião, cuja sede chegou a ser depredada, devido as críticas ao clero e à elite escravocrata. Fechou no ano seguinte e foi o primeiro órgão de imprensa no país a sofrer processo judicial.

Em seguida, mudou-se para o Rio de Janeiro e passa a colaborar no periódico O Arlequim e na revista Vida Fluminense, em 1869, que publica pela primeira vez a história (em quadrinhos) infantil Nhô Quim, publicada também em outras revistas. Os personagens são caipiras recém-chegados à cidade e convivem ao mesmo tempo com um mundo que se estrutura à margem da corte e com todos os tipos e entidades da mitologia rural brasileira.

Em 1876 fundou a Revista Ilustrada, uma das primeiras a exercer concretamente a autonomia de imprensa no 2º Reinado. Não aceita patrocínios e vive da venda de sua tiragem. Aqui publicou a célebre série de caricaturas do imperador Dom Pedro II. Seu traço aprofunda o realismo se aproximando de uma imagem quase fotográfica. A revista se engaja na campanha abolicionista e serve de veículo para posições anticlericais e republicanas. Segundo Joaquim Nabuco, a “Revista Ilustrada era a Bíblia Abolicionista do povo que não sabia ler”. O editor passa a atuar regularmente como crítico de arte, defendendo pintores que demonstram discordância com os preconceitos da Academia Imperial de Belas Artes.

Saiu em defesa dos artistas do Grupo Grimm, demostrando simpatia pelo comportamento antiesquemático daqueles paisagistas. Em 1879, editou a série de caricaturas “Salão Fluminense-Escola Brazileira”, em que satiriza as obras enviadas para os salões de belas-artes, incluindo as obras do pintor Victor Meirelles: “A Batalha dos Guararapes” e de Pedro Américo: “A Batalha do Avaí”. Durante a campanha abolicionista, publica a série de caricaturas “Cenas da Escravidão”, denunciando as diversas formas de tortura aplicadas aos negros cativos.

Em 1889 mudou-se para Paris e lá permanece até 1895. No retorno ao Rio de Janeiro, fundou a revista Dom Quixote; inicia a publicação das Aventuras de Zé Caipora; e passa a se dedicar mais às histórias em quadrinhos. Por esta época passou a se dedicar, também, à pintura e participou de todas as exposições gerais de belas artes até sua morte, em 28/1/1910. Segundo Nelson Werneck Sodré, “foi um artista extraordinário que engrandeceu suas criações com o sentido político que lhes deu”. Para o crítico Quirino Campofiorito “sua presença como pintor é bastante modesta, destacando-se sobretudo como desenhista e caricaturista. Foi feroz e decidido trabalhador pelo Abolicionismo e pela República, como jornalista brilhante e corajoso”.

O Salão Internacional do Humor de Piracicaba outorga anualmente o “Trofeu Angelo Agostini”, uma premiação promovida pela ACQ-Associação de Caricaturistas e Quadrinistas. Trata-se do maior prêmio dos quadrinhos no Brasil (https://bit.ly/TroféuAngeloAgostini). O dia 30 de janeiro entrou no calendário oficial do Brasil como “Dia do Quadrinho Nacional”, devido ao fato dele ter publicado ter publicado As aventuras de Nhô-Quim, o primeiro quadrinho brasileiro nesta data, em 1869.

Gilberto Maringoni publicou, em 2011, a biografia Angelo Agostini: a imprensa ilustrada da Corte à Capital Federal, pela editora Devir, com base em sua tese de doutorado, defendida em 2006 na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Sociais da USP.

DEU NO X

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

AS CIGARRAS, OS GRILOS E A POESIA DE CADA PINGO D’ÁGUA

Quem imagina que a vida na roça é só “tudo de bom”, vive enganado. Claro que é um lugar de gente correta, que vive do trabalho e tem como direção o caminho traçado, definido e iluminado por Deus.

E hoje, domingo, não foi diferente. Domingo para quem nasce e faz questão de continuar vivendo na roça, só é domingo por conta da missa, dia do encontro formal com os amigos e com Deus.

Viver na roça, é usufruir do que Deus lhe dá.

Fui à missa. Rezei. Lembrei de pedir à Deus por alguns tantos que, a meu julgamento, precisam de Deus – mas, claro que Deus sabe mais que eu quem precisa d´Ele.

A manhã foi completada com o atendimento a uma mania. Reunir debaixo daquele juazeiro onde todos têm algo para contar – e para vender. Carne de bode, carne de porco, miúdos de porco, tripas de porco e carne de sol bovina.

Eu fui vender o que tinha: capote, ovos de capota, seis patos e nenhuma pata – obedeci a Vovó, que não permitia que vendêssemos fêmeas de nenhuma ave. Vendi quase todos – os ovos, um homem com ares de morador da cidade grande comprou todos. Garantiu que consumiria todos em gemadas.

A volta para casa e o almoço da Vovó. Hoje sei que o nome daquela carne é “chambaril” – mas Vovô achava a melhor comida do mundo para um domingo. Gostava de “bater o tutano” da canela, misturar com feijão de corda, rapadura e farinha. Era assim que entendia que teria forças para o trabalho na segunda-feira.

O almoço e a soneca na rede armada na latada frontal da casa. Sono reparador que só terminaria por volta das quatro da tarde para o café com beiju de massa de farinha. A volta para a rede na latada e o olhar contemplativo para o nada, que, de repente, mostrava os desenhos que o vento fazia com as nuvens. Como se essas estivessem mais próximas que o amanhã do Vovô.

A claridade do domingo estava indo embora. Cedia lugar à lugubridade noturna com a orquestra sinfônica das cigarras e de muitos grilos.

Repentinamente, o silêncio invadiu todos os espaços vazios dos sons possíveis. As cigarras pararam de cantar, e, seguidas pelos grilos, procuraram abrigo.

A chuva em preparativos para a poesia dos pingos

Abrigo de que?

Do vento. Da ventania. Da tempestade que chegava aos poucos, calando todos os taróis, bumbos, tambores e pianos usados pelas cigarras para nos impor aquela sonoridade da “boquinha da noite”.

A ventania amainou, mas trouxe consigo a chuva. De início, apenas uma neblina, que, aos poucos se transformava numa chuva mais grossa e pesada.

As cigarras e os grilos estão sempre certos. São parte da Natureza. Da Natureza do tempo, da Natureza do mundo, da Natureza de tudo e da Natureza da vida. São, por assim dizer, protagonistas do muito que existe.
A chuva amainou. Diminuiu, mas as cigarras e os grilos continuavam envoltos nos seus lençóis e nos seus abrigos, onde provavelmente passariam aquela noite.

Eis que, tão repentinamente como chegara, a chuva forte estava indo embora – mas, poeticamente, trouxera o seu Pablo Neruda e a sua Cora Coralina, fazendo poesia.

O pingo e a poesia de Biaman Prado

Ali, pertinho de mim, a chuva calou as cigarras e os grilos que provavelmente só voltariam a cantar na noite seguinte, com a mesma sonoridade, nos embevecendo com aquela conhecida sinfonia que nos encanta, mesmo nos irritando.

No lugar do som estridente do grilo e da frivolidade das cigarras, a poesia dos sons era escrita, agora, por cada pingo que continuava premiando nossa sensibilidade, quando caía das telhas e percorriam uma distância de três metros no caminho da mais pura beleza.

E, Deus é tão bom, que nos permitia acompanhar a trajetória de cada pingo, e ainda nos permitia enxergar o quanto de poesia havia em cada um daqueles pingos, que também são protagonistas da Natureza.

OBSERVAÇÃO: Biaman Prado é um amigo, Fotógrafo, autor da foto do pingo poético.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

TENTATIVAS INFRUTÍFERAS

A alta do preço dos alimentos incomoda o governo muito mais do que se deixa transparecer. Não se trata apenas de promessas não cumpridas, como comer picanha com uma cervejinha no final de semana, naquele famoso churrasco que o atual presidente sempre se habitou a fazer, inclusive no sítio de Atibaia quando o irmão do proprietário legal ligou para Lulinha pedindo autorização para ir para o sítio.

O ministro da fazenda não tem autonomia de comando. O Banco Central, com seu novo presidente, não tem meios de colocar em prática uma política monetária que faça a economia crescer e controle a inflação. Dois instrumentos básicos nesse instante são a taxa de juros e a taxa de câmbio. Essas duas taxas são resultantes da irresponsabilidade fiscal do governo.

Boiando como “bosta n’água” o governo tomou uma atitude séria: zerar taxa de importação de alguns produtos como café (9%), açúcar (14%), massas alimentícias (9%), óleo de girassol (9%), milho (7,2%), carnes (10,8%), azeite (9%), sardinha (32%) e biscoitos (16,2%). Essa atitude me lembra aquela cena do cara que chega em casa e encontra a mulher com outro no sofá e,,, vende o sofá. Essa medida do governo tem alguns problemas que deveriam ter sido observado, mas nitidamente, falta timing nessa gente que comanda.

Considere o óleo de girassol. Em 2024, em termos aproximados, foram consumidas 115 mil toneladas desse produto, das quais 30 mil são produzidas no Brasil e o restante é importado, principalmente da Argentina. Agora, vamos analisar o mercado consumidor. É sabido que o óleo de girassol tem propriedades importantes para redução do colesterol ruim, o tal LDL, mas isso se trata de um produto com preço maior do que óleo de soja e destinado a uma classe social média alta. Não é um produto comum na mesa de boa parte da população brasileira. O efeito que isso pode causar é um impacto na redução da demanda de óleo de soja porque sem tratam de bens substitutos.

Olhando a lista de produtos, provavelmente no caso das massas o efeito seja melhor do que nos demais. De acordo a Associação Brasileira da Indústria de Biscoitos e Massas Alimentícias, em 2024 registrou-se um aumento de 5,76% no consumo desses produtos. Trata-se de um produto mais presente na mesa do brasileiro e relativamente acessível em termos de preço, no entanto, tem-se aquela prática da “reduflação”, ou seja, os produtos reduzem o tamanho dos produtos, mas mantém os preços antigos.

No caso do café e do açúcar, temos bens complementares, ou seja, aqueles que são consumidos em conjunto. Então, redução demanda por café gera redução na demanda por açúcar e isso explica a preocupação do governo. Todavia, é importante dizer que o Brasil é produtor de café e de açúcar e a isenção na tarifa, além de ter um efeito duvidoso, pode afetar a produção interna. Em adição, os preços no mercado internacional estão altos, o dólar “mal-comportado” e provavelmente essa medida não será tão vantajosa.

No caso do azeite, o Brasil importou, aproximadamente, 74 mil toneladas equivalente a US$ 750 milhões e, de fato, nossa produção não passou dos 500 mil litros, portanto, tem-se um produto de larga importação com uma redução brutal no consumo graças os preços que cresceram quase 50%, em alguns casos. Fruto disso, devido à alta do dólar. No caso do mercado de carnes, todos nós sabemos que a picanha está mais distante do que Plutão.

O problema é que o governo poderia tentar uma solução interna reduzindo impostos sobre a produção. Uma medida dessa natureza, seria um incentivo à produção e à competividade, no entanto, se for implantada os imbecis de plantão que não entendem uma vírgula de custos de produção, irão dizer que se trata de uma medida para beneficiar os escravocratas produtores que exploram a mão de obra (dificilmente dizem que o cara gera emprego), apenas com o objetivo de ficar mais rico e explorar mais quem precisa de trabalho.

Num fundo uma questão séria acaba sendo tratada do ponto de vista de ideologia, onde o estado deve fazer tudo, inclusive, punir vigorosamente quem produz. Infelizmente, a ideologia tem por efeito imediato causar amnésia. Ninguém se lembra, por exemplo, que no governo passado os impostos sobre combustíveis foram zerados, o governo propôs fixar o ICMS unificado em 17% no Brasil inteiro e não custa lembrar que 23 governadores e até assinaram uma carta alegando que o preço do combustível não era fruto do ICMS. Quem assinou?

Eis a lista: Rui Costa (PT-BA), Claudio Castro (PL-RJ), Flávio Dino (PSB-MA), Helder Barbalho (MDB-PA), Paulo Câmara (PSB-PE), João Doria (PSDB-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Mauro Mendes (DEM-MT), Eduardo Leite (PSDB-RS), Camilo Santana (PT-CE), João Azevedo (Cidadania-PB), Renato Casagrande (PSB-ES), Wellington Dias (PT-PI), Fátima Bezerra (PT-RN), Renan Filho (MDB-AL), Belivaldo Chagas (PSD-SE), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Waldez Goés (PDT-AP).

Desses apenas, temos 17 governadores de esquerda. Isso é o Brasil. O fato é que o governo, na surdina, já trabalha a proposta de Lula para a campanha de 2026: “o brasileiro vai voltar a comer ovo e tomar café.” Confie.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

NO DIA DA MULHER

Das criaturas provindas
Do Autor da Criação
Sei que é uma das mais lindas
Já beirando à perfeição
É aquela que nos cria
A toda hora nos guia
Está sempre ao nosso lado
Seja mãe, esposa ou filha
É estrela que mais brilha
Em nosso céu constelado.

O seu amor singular
Podemos dizer na prática
Sabe bem multiplicar
Sem errar na matemática
Ama com fervor seu pai
E quando o esposo vai
Tropeçando sobre os trilhos
Ela sem perder vigor
Deposita seu amor
Na conta de doze filhos.

Mulher, tua força vem
Da costela de Adão,
Da manjedoura em Belém,
Do cabelo de Sansão,
Daquela Estrela enviada,
De Maria Imaculada,
Da coragem de Ester,
Da saudação de Isabel,
Da poesia em Cordel,
Parabéns pra ti, Mulher!

DEU NO JORNAL

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PITACOS PÓS MOMO

Já fatos passados, as comemorações da conquista merecida do Oscar pelo filme Ainda Estou Aqui, que explicita como a ditadura militar brasileira assassinou o deputado federal Rubens Paiva, um crime até hoje sem uma mínima punição, bem como as festividades momescas, com muitas alegrias, esfregâncias, enfiâncias e futuras gravidâncias, é chegada a hora de expor ao inteligente público JBF algumas reflexões anotadas no meu período de descanso. acontecido no Hotel Campestre de Aldeia, um ambiente pra lá de nota máxima, acolhedor, de excelente alimentação, recreação e silêncio. Ei-las, com as devidas permissõe leitorais:

1. O Brasil caiu seis posições na classificação dos países que sabem combater, com efetividade e punição exemplar, as práticas de corrupção. Quais as causas desse afrouxamento fiscalizatório? PT – Passividade Tradicional? Ou PT – Prática Tresloucada? Ou insistentes PTs – Procedimentos Travecos? Que o TCU não resvale para o bom mocismo, aplicando penas duras, após apurações rigorosas.

2. Creio, com toda sinceridade, que no Brasil, hoje, já se pressente um ar de final de festa mandatária, prenúncio de exigência, após eleições de 2026, de uma emersão de novas lideranlas empreendedoras federais, estaduais e municipais, com um novo Códiho de Processo Penal, um efetivo Sistema Brasileiro de Segurança Pública e uma Estrutura Educacional que valorize o trinômio Existir x Pensar x Empreender. O objetivo? Que após 2026, surja uma consistência política capaz de favorecer promissores novos patamares de desenvolvimento civilizatório para gregos e troianos, sem ismos autoritários vexaminosos, tampouco e progressismos fingidamente democráticos, com ou sem farda, chapéu de palha, ou credo religioso fundamentalista.

3. Infelizmente, num Brasil ainda metido a desenvolvido pelas propagandas publicitárias oficiais, para uma grande maioria existir continua significando apenas sobreviver. Urge recuperar o NEC – Nível de Esperança Coletiva, potencializando uma CCC – Criatividade Civilizatória Continuada, capaz de reduzir significamente os atualmente vexatórios percentuais de distribuição de renda, onde inúmeros sabem teclar, embora um mínimo saiba pensar.

4. Antes da eternização do Papa Francisco, o mais estimado pontífice desde João XXIII, todos os cristãos católicos deveriam iniciar a leitura de uma ficção que retrata com fidelidade analítica a diferença entre o pode de Deus e as artimanhas ambiciosas dos homens, inclusive dos componentes do Colégio Cardinalício. Ei-la: CONCLAVE, Robert Harris, 1ª. reimpressão, Rio de Janeiro, Alfaguara, 2024, 270 p. Páginas que conscientizam e fazem diferenciar.

5. Além do Oscar conferido ao filme Ainda Estou Aqui, estrelado pela notável Fernanda Torres, o Brasil está a necessitar urgentemente de conquistar outros trofeus:

– O da Justiça Social;
– O da redistribuição de renda;
– O do índice mínimo de saneamento geral;
– O de mais efetivo Código de Processo Penal;
– O de maior percentual de eventos televisivos competentes;
– O de Educação Integral de Qualidade para todos os níveis de ensino, públicos e privados.
– O de menor índice de corrupção pública planetária.

6. Concluída a folia momesca, recomposta a normalidade quase natural da vida nacional, que todos busquem ler mais, se inteirar mais das causas das nossas aflições sociais, contribuindo com a Campanha da Fraternidade 2026 na medida do possível de cada um, percebendo-se em reconstrução íntima permanente, sempre no aguardo de amanhã mais promissores para todos os recantos de um mundo que deveria ser de todos os que respiram e frutificam.

PENINHA - DICA MUSICAL