DEU NO JORNAL

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DITADOR ENLOUQUECIDO

O cerco policial à embaixada da Argentina em Caracas, para pressionar pela entrega de asilados políticos, mostra que o ditador Nicolás Maduro decidiu parar de fingir respeito às leis e às convenções internacionais.

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Respeito às leis e às convenções internacionais esse assassino sanguinário nunca teve.

Pior ainda: ele sabe que conta com o apoio e a cumplicidade de um vizinho importante.

Banânia está totalmente avacalhada no cenário internacional.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

ALEXANDRE GARCIA

QUANTO ESTÁ CUSTANDO A FARRA OLÍMPICA DE JANJA?

Primeira-dama, Janja da Silva, viajou para Paris, para acompanhar abertura das Olimpíadas.

Primeira-dama, Janja da Silva, viajou para Paris, para acompanhar abertura das Olimpíadas

O instituto Quaest fez uma pesquisa sobre a aprovação do presidente da República no Paraná, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia. Lula só teve resultado favorável – mais aprovação que reprovação – em Pernambuco e na Bahia. A maior reprovação foi no Paraná, seguido por Goiás. São Paulo e Minas Gerais ficaram no meio.

Lula enviou sua mulher para Paris como representante dele nos Jogos Olímpicos. Portanto, ela está representando o chefe de Estado e de governo do Brasil. E vemos no noticiário que ela está com uma comitiva muito grande, gente filmando tudo o que ela faz. É mais promoção pessoal do que algum testemunho em relação àqueles jogos que estão sendo realizados em Paris e que começaram com aquela coisa horrorosa.

Três deputados do Novo – Adriana Ventura (SP), Gilson Marques (SC) e Marcel van Hattem (RS) – encaminharam requerimento ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, pedindo informações, com base no artigo 37 da Constituição e também na Lei de Transparência, para ter informações sobre a viagem. Quantas pessoas foram com ela, quem são essas pessoas e qual é a função delas, se tem cinegrafista, fotógrafo, maquiadora, especialista em roupa, motorista; que carros foram alugados, quanto custaram, qual é o hotel, quanto custa a diária; como é que viajaram, em que avião, se foi de classe executiva ou econômica. Enfim, quanto estão gastando do dinheiro do contribuinte brasileiro.

Vamos aguardar para saber o resultado dessa exigência daqueles que representam o povo brasileiro. Deputados e senadores têm por missão, além de fazer as leis, fiscalizar os demais poderes. O Senado, especialmente, deve fiscalizar o Supremo. E a Câmara e o Senado devem fiscalizar o Poder Executivo, dia e noite.

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Um retrato da falta de ética no Brasil

Estava lendo sobre esse caso de um homem que estava em um carro esporte quando passou um motoboy que arrancou com o pé o espelho retrovisor dele – decerto ele não deu passagem. O homem, de 27 anos, perseguiu, atropelou e matou o motoboy, que tinha 21.

O motorista é sócio de um bar. O novo jornalismo chama de “empresário”, mas empresário é o Jorge Gerdau, o Antônio Ermírio de Moraes, quem é dono de muitas empresas. Os outros são comerciantes, industriários, pipoqueiros, agricultores, nem todo mundo que tem empresa é “empresário”. E a notícia ainda diz que o sujeito tinha “salário” de R$ 20 mil por mês… Jornalista tem de ter cultura geral; se ele é sócio, não tem salário, tem pró-labore ou retirada de lucro.

Mas o que importa vem mais adiante. Apuraram, e parabéns aos repórteres por terem apurado, que essa pessoa pegou R$ 5,1 mil dos nossos impostos como auxílio durante a pandemia. Ele não precisava; tem um carro esporte caro, parece que é um Porsche. O bar fechou na pandemia, vá lá, mas quais são os princípios morais desse homem que tem recursos e pede dinheiro dos impostos dos outros para sobreviver em São Paulo? Esse é o retrato de uma figura que está entre nós. Não está no sertão, sem água; está no centro de São Paulo e anda de Porsche. E pegou R$ 5,1 mil dos nossos impostos.

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VERGONHA!

Leandro Ruschel

Enquanto venezuelanos estão sendo perseguidos, presos, torturados e mortos pelo regime, o Brasil, comandado pelo PT, protegeu a ditadura numa reunião da OEA, impedindo a aprovação de uma resolução que exigia a entrega das atas eleitorais pelo regime.

A resolução deixou de ser aprovada por um voto. Ou seja, se o Brasil tivesse votado a favor, haveria mais uma ferramenta de pressão contra o regime. Em vez disso, o Brasil se absteve, junto com a Colômbia, comandada pelo ex-guerrilheiro comunista Petro, outro integrante do Foro de São Paulo.

Não há mais dúvida sobre a fraude grotesca produzida pela narcoditadura venezuelana. A oposição apresentou cópias das atas eleitorais, equivalentes aos boletins de urna no Brasil, de mais de 70% das sessões, que mostram uma vitória esmagadora da oposição. Mesmo que o narcoditador Maduro tivesse 100% do restante das atas faltantes, não conseguiria superar a diferença.

Além disso, o descuido em promover a farsa foi tão grande que o regime apresentou o resultado oficial com percentuais redondos:

Maduro: 51,20000%
Edmundo: 44,20000%
Todos os demais: 4,60000%

Essa combinação é praticamente impossível de ser alcançada, a não ser que os números fossem adulterados.

Isso sem nem entrar na seara das sistemáticas fraudes durante o processo, como o afastamento de candidatos, a prisão de integrantes de partidos opositores, a censura sistemática e o uso do Estado para promover o ditador.

O regime venezuelano é uma ditadura escancarada, podre e assassina que esmaga o povo, apoiada pelo PT há um quarto de século.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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PRESIDENTE QUER NORMALIZAR O ANORMAL NA VENEZUELA

Editorial Gazeta do Povo

O presidente Lula em entrevista a canal de televisão do Mato Grosso, na qual relativizou a declaração de vitória de Nicolás Maduro.

O presidente Lula em entrevista a canal de televisão do Mato Grosso, na qual relativizou a declaração de vitória de Nicolás Maduro

A esquerda brasileira, incluindo o PT, já parabenizou Nicolás Maduro por ter sido declarado vencedor da “eleição” presidencial venezuelana (o que é bem diferente de ter efetivamente vencido uma eleição livre e limpa – isso, sim, sabemos que não aconteceu). O presidente Lula, no entanto, ainda não deu o passo decisivo sobre o assunto: não endossou a farsa eleitoral como fizeram seus amigos de Cuba, Bolívia, Rússia e China, mas também não a denunciou, como fizeram os governos de democracias do Ocidente. No entanto, questionado sobre o caso venezuelano em uma entrevista a um canal de televisão matogrossense, o petista fez parecer que o que ocorre na Venezuela é uma mera divergência em torno de resultados, e que poderia ser resolvida por vias institucionais.

“É normal que tenha uma briga. Como se resolve essa briga? Apresenta a ata. Se a ata tiver dúvida entre a oposição e a situação, a oposição entra com um recurso e vai esperar na Justiça o processo. E vai ter uma decisão, que a gente tem que acatar”, afirmou Lula. E continuou: “Eu estou convencido que é um processo normal, tranquilo. O que precisa é que as pessoas que não concordam tenham o direito de se expressar e de provar que não concordam e o governo tem o direito de provar que está certo”. Por fim, saiu-se com mais pérolas: “O Tribunal Eleitoral já reconheceu o Maduro como vitorioso, mas a oposição ainda não. Então, tem um processo. Eu vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a Terceira Guerra Mundial, mas não tem nada de anormal. Tem uma eleição, tem uma pessoa que disse que teve 51%, teve outra pessoa que disse que teve 41%, entra na Justiça e a Justiça faz”.

Que “processo normal” é este em que oposicionistas são arbitrariamente impedidos de concorrer, em que a campanha dos adversários do ditador é prejudicada de todas as formas, em que líderes políticos que declaram apoio ao candidato de oposição são presos, em que milícias paramilitares coagem eleitores em locais de votação? Como é possível chamar de “uma briga normal” ou de mera discordância uma divergência de resultados tão grande, e motivada pelo fato de uma autoridade eleitoral nada independente simplesmente esconder as informações que poderiam atestar a vitória de Maduro? E, por fim, como acreditar que a disputa poderá ser resolvida de forma imparcial pela Justiça venezuelana, que é totalmente aparelhada pelo chavismo?

É óbvio que Lula sabe de tudo isso – a subserviência de todos os demais poderes e instituições ao Executivo faz parte da “democracia relativa” cunhada pelo petista para legitimar a ditadura de seu amigo. E é justamente assim que a declaração de Lula tem de ser lida: ao normalizar o que é anormal, ao tratar o que ocorre na Venezuela não como uma gigantesca fraude em andamento, mas como mera controvérsia que deve ser resolvida pela Justiça, cuja palavra deve ser aceita por todos, o brasileiro está apenas preparando o terreno para validar a permanência do ditador no poder. Não o fará imediatamente para não chocar aqueles que, na política e na opinião pública, ainda compram a lorota do “Lula democrata”; mas, assim que tiver em mãos o primeiro pedaço de papel, relatório ou decisão judicial, que lhe permita reconhecer a declaração de vitória feita pelo Conselho Nacional Eleitoral chavista, Lula o fará – e ainda dirá que a oposição precisará aceitar tudo sem reclamar.

Ganhar tempo e esperar para endossar a farsa também tem sido a estratégia do chanceler de facto brasileiro, Celso Amorim, o grande artífice dessa política externa completamente desprovida de bússola moral, que coloca o país ao lado das piores ditaduras, de regimes assassinos e até de terroristas. Enquanto Amorim e Lula esperam, no entanto, o regime de seu amigo em Caracas já começou a violência contra os que ousam se levantar e contestar a farsa, com mortes, prisões e sequestros de opositores. Maduro culpou os líderes oposicionistas María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, mas a verdadeira responsabilidade é de quem detém todo o poder armado venezuelano – e daqueles que o apoiam, seja de forma explícita, seja pelo silêncio conivente.

PENINHA - DICA MUSICAL