DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

JORNALISTAS CONDENAM BARROSO

Leandro Ruschel

Mais interessante do que a confissão pública do ministro do Supremo, com o “nós derrotamos o bolsonarismo”, é a reação da militância de redação, o principal grupo responsável por apoiar a ação política do tribunal nos últimos anos.

Apesar de alguns militantes de redação terem defendido o ministro, como o filho da “Amélia” do PCdoB, a maioria criticou, não pela fala em si, mas pelo fato do ministro ter deixado exposto o regime de exceção em que vivemos.

Para tentar manter a posição de superioridade moral, a militância de redação precisa diariamente repetir a cantilena da “defesa da democracia” como justificativa para todas as arbitrariedades cometidas contra a direita nos últimos anos, que representam exatamente o inverso da democracia.

Quando um ministro sobe no palanque de um evento político de extrema-esquerda, e se gaba de ter ajudado a “derrotar o bolsonarismo”, fica muito difícil para a militância de redação manter de pé o teatro da “defesa da democracia”.

Fica evidente, além de qualquer dúvida, a instrumentalização das instituições para garantir o poder hegemônico da esquerda, com a perseguição, censura, exílio e prisão da oposição, como ocorre em qualquer regime totalitário.

Seria impossível instituir tal regime de exceção, não fosse o apoio determinante da autointitulada “imprensa profissional”, que se transformou em mero órgão de propaganda do regime.

A fala do ministro deixa a militância de redação ainda mais exposta.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

O VÉIO MANGABA

Walmir Chagas, o Véio Mangaba, em “Amor Paregórico”

Todos nós pernambucanos devemos ao múltiplo artista Walmir Chagas sinceros aplausos e a louvação digna daquelas que dedicamos aos santos.

Topei com o Véio Mangaba, certo dia, não sei onde, e quase palavras não tive para cumprimentá-lo porque logo comecei a rir com suas presepadas mesmo fora do palco.

Para homenageá-lo com estas notas, de muito gosto, sirvo-me de pesquisa em várias fontes, principalmente no livro de Renato Phaelante: “MPB – Compositores Pernambucanos” – porque pouco o conheço.

Todavia, minha admiração começou quando numa Campanha Eleitoral para Governador de Pernambuco ele fez personagem de um chinês incrível, com diálogos que empolgavam pela hilariedade dos gestos e improvisação do idioma oriental..

Talvez haja sido na Campanha de Joaquim Francisco, candidato que se elegeu e fez excelente gestão administrativa do nosso Estado. Não me lembro bem. Tentei telefonar para confirmar mas não consegui.

Walmir é um artista popular, com formação acadêmica, que tem renovado o teatro típico do circo, adaptando chavões, frases, música e atitudes pelos palcos do mundo. Já se deslocou para apresentações de suas palhaçadas para Israel, Portugal, Espanha e Estados Unidos.

A começar pelo nome que caracteriza seu personagem principal – o Véio Mangaba – tudo nele inspira alegria pois provoca o riso inocente que contamina crianças e adultos imediatamente.

Se louvo com toda a potencialidade do meu coração, o artista é porque seu personagem me traz de volta os anos da infância, quando meu pai organizava pastoris e mamulengos na Vila dos Remédios, no bairro de Afogados.

O Véio Mangaba é o reconhecimento do artista aos velhos Barroso e Faceta, ambos integrantes do mundo encantador do teatro improvisado nos circos.

Mas ele soube superar essas figuras porque é, por natureza, um criador de tipos multifacetados.

Walmir é um homem de multiplicidade impressionante, pois é perfeito como músico, compositor, ator, palhaço, dançarino e pesquisador. Quando menino em circos mambembes, apresentava-se como cantor e ator, geralmente em peças engraçadas.

Temos semelhanças a respeito dos tempos em que fizemos arte teatral.

Aos 15 anos eu já pisava o palco do Teatro Santa Isabel, no Recife e do Teatro Regina, no Rio de Janeiro, participando do Teatro de Amadores de Pernambuco. Mas era em peças dramáticas.

Ele, entretanto, aprofundou-se nos estudos para apresentar sua arte em novo estilo. Aos 16 anos ingressou no Conservatório Pernambucano de Música, e concluiu cursos de Teoria, Solfejo e Prática. Antes de ser homem feito fez curso e estágio na Orquestra Sinfônica do Recife.

Na década de 1970, quando Ariano lançou o Movimento Armorial, criou o Balé Popular do Recife, Walmir se tornou o primeiro solista do Grupo e um dos seus fundadores. Tem participações em vários CDs independentes, inclusive com “Opereta do Recife. ”

Suas composições musicais para peças teatrais se notabilizaram e foram muitas, dentre elas: “Véio Mangaba e suas Pastoras”, para campanha eleitoral no Recife que em 1993, tema que varou meio mundo.

Para finalizar este agradecimento em forma de louvação, como já disse, cabe dizer que Walmir é um artista popular, que faz rir e se diverte com suas próprias invenções. Ri dele mesmo. Para isso aplica a malícia, a esperteza e a safadeza, que são algumas de suas qualidades.

Uma de suas peças mais hilárias é “Amor Paregórico”, inspirada em antigo remédio popular – Elixir Paregórico”, que servia para males intestinais, evitar flatulências insalubres e outras congestões diarréicas do bucho humanóide.

Em suma, Walmir é um dos gênios do nosso teatro musicado.

E Viva o Véio Mangaba!!!…

* * *

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

UMA DUPLA EM CANTORIA E UM CORDEL DE LAMPIÃO

Geraldo Amâncio

Dei na mulher com a flor
E a flor ficou amassada
Depois que a flor amassou
Veja que coisa engraçada
A flor perdeu o perfume
Ela ficou perfumada!

Moacir Laurentino

Mulher é coisa sagrada
Tem um sentido tão fundo
Que Deus nosso pai eterno
Criador do amor profundo
Das entranhas da mulher
Trouxe o salvador do mundo!

Geraldo Amâncio

Mulher espírito profundo
Que todo corpo não tem
A santa mãe soberana
Teve seu filho em Belém
As outras são pecadoras
Mas, viram santas também!

Moacir Laurentino

Pela beleza que tem
A mulher que a gente ama
É pra ter o tratamento
De deusa rainha e dama
Não é para ser escrava
Da cozinha e nem da cama!

Geraldo Amâncio

Mas tem homem que reclama
Tem ciúme e lhe aperreia
Pega a mulher inocente
Chega em casa e mete a peia
Esse merece um processo
De dez anos de cadeia!

Moacir Laurentino

Não existe mulher feia
Mulher é um paraíso
Quem não gostar da mulher
Do sexo nem do sorriso
Está faltando uma telha
Na construção do juízo!

Geraldo Amâncio

Eu de uma mulher preciso
Pra sempre estar me servindo
Além do corpo um desenho
Seu semblante e riso lindo
É santa estando acordada
Um anjo estando dormindo!

Moacir Laurentino

Mulher é um quadro lindo
E o homem machista quer
Que a mulher seja uma escrava
E faça o que ele quiser
Quando ele é quem devia
Ser escravo da mulher!

Geraldo Amâncio

Eu admiro a mulher
Por ser carinhosa e bela
São dois corpos em um só
Dois filmes na passarela
No trabalho até na dor
Deve auxiliar a ela!

Moacir Laurentino

Mulher é a peça bela
Tenho cinco em minha meta
Minha mãe e minha filha
Minha esposa e minha neta
E a mãe do Nazareno
Que é quem protege o poeta!

Geraldo Amâncio

A esposa de um poeta
É dama da paciência
E a virgem nossa senhora
É a mãe da providência
Todo mulher é a rosa
Que o mundo botou essência!

Moacir Laurentino

É da minha preferência
Pelos os cálculos que já fiz
Se tivesse uma mulher
Governando esse país
Não havia desemprego
E todo mundo era feliz!

Geraldo Amâncio

Tenho a minha imperatriz
E o meu império é perfeito
Eu chego em casa enfadado
Eu me levanto e me deito
Já acho meu café pronto
E encontro o almoço feito.

* * *

A CHEGADA DE LAMPIÃO NO INFERNO – José Pacheco

Amazon.com.br eBooks Kindle: A chegada de Lampião no inferno, Pacheco, José

Um cabra de Lampião
Por nome Pilão Deitado
Que morreu numa trincheira
Em certo tempo passado
Agora pelo sertão
Anda correndo visão
Fazendo mal-assombrado.

E foi quem trouxe a notícia
Que viu Lampião chegar
O inferno nesse dia
Faltou pouco pra virar
Incendiou-se o mercado
Morreu tanto cão queimado
Que faz pena até contar.

Morreu a mãe de Canguinha
O pai de Forrobodó
Três netos de Parafuso
Um cão chamado Cotó
Escapuliu Boca Ensossa
E uma moleca moça
Quase queimava o “totó”.

Morreram 100 negros velhos
Que não trabalhavam mais
Um cão chamado Trás-cá
Vira-volta e Capataz
Tromba Suja e Bigodeira
Um cão chamado Goteira
Cunhado de Satanás.

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DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Prezado Papa,

vamos abrir as portas do Cabaré do Berto hoje a noite, a partir das19h30.

Encontro de amigos, de grandes amigos, que, em comum, visitam o espaço democrático do JBF.

Para participar basta clicar aqui.

Por favor, divulgue no jornal mais lido do Brasil.

Abraços e até lá.

R. Está dado o recado, meu caro amigo.

Às sete e meia da noite estaremos todos reunidos na sala desta magnífica e fuxicatícia instituição, competentemente gerenciado por Vossa Cabarecência.

Toda a comunidade fubânica está convocada.

Até mais tarde!

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