DEU NO JORNAL

O MALVADO ASSUSTOU A BRUXA

A censura prévia imposta ao documentário sobre a facada a Bolsonaro, proibido antes mesmo de estrear, teve o voto de Cármen Lúcia, autora da frase “o cala-boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu”.

* * *

Bom, se a ministroca militadeira diz que o cala-boca já morreu, então, com certeza, ela vai manter aberta a boca do malvado Roberto Jefferson.

Vamos ouvir de novo o que ele falou sobre a bruxinha togada.

Eu soube que ela quase caiu da vassoura quando ouviu o que ele disse.

Vamos ouvir novamente:.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

ACRÓSTICO

Quarta-feira passada, 20 de outubro, foi o Dia do Poeta

Descobri não haver palavras prontas,
Insisti numas rimas meio tontas
Ao tentar escrever sobre esta data.

De repente, percebi que a minha musa
Ocultou-se. Também sabe ser ingrata.

Percebi que a rima não fluía
Omitindo-se, por pura covardia,
E expondo toda a minha pequenez.
Tá legal! Para não “passar batido”
Apresento um ACRÓSTICO, dessa vez!

DEU NO X

DEU NO X

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Sergio Milliet

Sérgio Milliet da Costa e Silva nasceu em São Paulo, SP, em 20/9/1898. Escritor, pintor, poeta, sociólogo, bibliotecário, professor, crítico de arte e tradutor. Conhecido como um “intelectual poliédrico” entre os organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, foi um dos pioneiros da crítica de arte e literária.

Filho de Aída Milliet e Fernando da Costa e Silva, concluiu os primeiros estudos em São Paulo e mudou-se para Genebra aos 12 anos, onde estudou humanidades e concluiu o curso na Universidade de Berna. Lá tornou-se colaborador da revista Le Carmel e permaneceu até 1920, atravessando todo o período da I Guerra Mundial. A neutralidade da Suíça no conflito atraiu muitos artistas e escritores, com os quais o rapaz manteve convivência. Lá publicou seus primeiros livros de poesia: Par le sentir (1917) e Le depart sous la pluie (1919).

De volta ao Brasil, em 1920, juntou-se ao meio intelectual e artístico de São Paulo, que pouco depois realizaria a Semana de Arte Moderna. Como ainda dominava mal o português, sua participação na Semana ficou restrita a apresentação de um poema lido por um amigo. Participou mais da organização do evento e, dotado de espírito de liderança, fez a ligação entre o modernismo europeu e o que se projetava em São Paulo, firmando sólida amizade com seus protagonistas: Mario e Oswald de Andrade, Rubens Borba de Moraes (também recém-chegado da Suíça), Anita Malfatti, Di Cavalcanti…

Em 1923 retornou à Europa, levando o amigo Di Cavalcanti a tiracolo, que tempos depois declarou numa entrevista: “…em Paris entrei em contato com Braque, Picasso e toda a vanguarda francesa, sempre levado e guiado pela mão de Sérgio Milliet”. Sua poesia era naturalmente avançada e, conforme o crítico Leodegário A. de Azevedo Fº, observa-se uma “falta quase total de pontuação, superposição de ideias e imagens em lugar da sequência lógica, técnica analógica, simultaneidade, versos elíticos, independentes, dando ideia de descontinuidade”. Em Paris, continuou intermediando os modernistas brasileiros e europeus através de colaborações nas revistas Klaxon, Terra Roxa, Ariel e Revista do Brasil e traduzindo poemas dos brasileiros para a revista Lumière.

Retornou à São Paulo, em 1925, e criou a revista Cultura junto com Oswald de Andrade e Afonso Schmidt. Pouco depois foi gerente do Diário Nacional, jornal do Partido Democrático, onde manteve a coluna de crítica artística “Terminus Seco”, que resultou em livro com o mesmo título, publicado em 1932. Pouco depois, junto com os amigos da Semana de 22, participou da criação do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, onde foi nomeado chefe da Divisão de Documentação Histórica e Social. Em seguida foi professor da Escola de Sociologia e Política, onde atuou também com secretário e ajudou o antropólogo Claude Lévi-Strauss a viabilizar sua expedição etnográfica.

Colaborou com artigos e crítica para o jornal O Estado de São Paulo e passou a escrever uma série de livros: Pintores e Pintura, Sal da Heresia, Fora de Forma e A Marginalidade da Pintura Moderna. No contato com os pintores paulistas, começou a pintar. Em 1943 viajou para os EUA e ao retornar publicou A pintura norte-americana. No mesmo ano foi convidado a dirigir a Biblioteca Municipal, imprimindo uma série de atividades culturais e criando o primeiro acervo público de arte moderna brasileira. Em 1944 publicou Pintura quase sempre e iniciou a publicação de seu Diário crítico, uma antologia de 10 volumes, concluída em 1959. Sua atuação destacada como crítico, levou-o a fundar a Associação Brasileira de Críticos de Arte, presidindo-a durante dez anos (1949-1959).

Como tradutor, verteu diversas e importantes obras para o português, entre elas Os Ensaios de Michel de Montaigne; O segundo sexo, de Simone de Beauvoir e a obra completa de Guy de Maupassant. Foi um dos articuladores na formação do MAM/SP-Museu de Arte Moderna de São Paulo, inaugurado em 1948. Pontificou nas artes como pintor, curador de exposições, dirigente de museus e diretor da 2ª, 3ª e 4ª Bienal Internacional de São Paulo e ficou consagrado como um dos mais importantes críticos de arte no Brasil.

Faleceu em 9/11/1966 e no ano seguinte o MAM/SP organizou uma exposição retrospectiva de suas pinturas. Em 1998, no centenário de seu nascimento, foram promovidos eventos lembrando sua contribuição ao Modernismo Brasileiro no MIS/SP- Museu da Imagem e do Som; na USP-Universidade de São Paulo e na Biblioteca Municipal de São Paulo Mario de Andrade. Foi homenageado com seu nome em algumas escolas e biblioteca de São Paulo, mas tem sido injustamente esquecido entre os protagonistas do Movimento Modernista. Um livro realiza o resgate de suas contribuições: Sérgio Milliet: crítico de arte, de Lisbeth Rebollo Gonçalves, publicado pela editora Perspectiva, em 1992, ampliado e relançado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, em 2004 com o título Sergio Milliet Cem Anos.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

SABEDORIA TIBETANA

Às vesperas de um Segundo Turno da maior eleição encruzilhadal da História do Brasil, quando o futuro desenvovimento da Cidadania Brasileira estará em jogo, explicito abaixo, para os leitores deste jornal fubânico sempe atento às indispensáveis enxergâncias nacionais para as reestruturações indispensáveis dos amanhãs sul-americanos, algumas reflexões extraídas da Sabedoria Tibetana. Uma oportunidade ímpar, creio eu, de clarificar as decisões eleitorais de alguns, antes da chegança às cabines de votação. Para leituras, releituras, rabiscamentos e meditâncias, elas são necessárias ao extremo. Ei-las, sem qualquer ordem herárquica de relevância:

1. “Nunca se deve culpar os políticos de uma Nação pelas imoralidades cometidas, quando a cidadania da sua gente ainda se encontra em níveis insuficientes de libertação cívica”.

2. “Quando numa comunidade sente-se a ausência de bibliotecas, explica-se rapidamente: ela não pode alcançar graus civilizatórios compatíveis com o mundo contemporâneo. Com livros, se edificam nações desenvolvidas, cérebros criativos e solidariedades sociais. Sem eles, embrutece-se as consciências e alimenta-se as violências mais constrangedoras, inclusive as dos educadores que não possibilitam a libertação do ser humano dos seus estágios mentais primitivos”.

3. “Se quisermos compreender o que é bondade, urge nos concentrar nas práticas sementeiras dela e não nos exemplos particulares testemunhados. As pessoas comuns são induzidas ao erro quando apreendem apenas pelos sentidos”.

4. “Não aceite, em nenhum momento e sob nenhum pretexto mágico, as filosofias e os ensinamentos transmitidos sem uma reflexão questionadora à luz da razão e da lógica. Todos os ensinamentos legitimados devem ser recebidos com empatia, paciência e altruísmo, sempre com genuínas intenções de trabalhar para uma efetiva fraternidade cósmica.”

5. “Muitos países estão cometidos de uma estupenda crise moral, que amplia os níveis de criminalidade, os poderes disciplinadores públicos dispondo apenas de métodos convencionais para controlar o crime, enquanto os envolvidos com a delinquência utilizam estratégias cada vez mais sofisticadas, inspiradas nos enredos midiáticos não edificantes.”

6. “Lamentavelmente, mais de 80% das crianças mal alfabetizadas jamais aprenderão realmente a ler, tornando-se presa fácil dos mitos e dogmas que afetarão a razão e a lógica decisória delas, favorecendo seus decrescimento como seres humanos na fase adulta”.

7. “Nunca se deve cultuar passados para ampliar vaidades e nostalgias. Todos os ontens, positivos e desfavoráveis, devem ser reverenciados como alicerces dos caminhos pessoais, profissionais e comunitários trilhados e sonhados de um vir-a-ser cada vez mais cidadania cósmica, sem ansiedades nem cavilosidades, sem individualismos nem falsas modéstias, sempre atento às mutações evolucionais internas (pessoais) e externas (do resto do mundo)”.

8. “A formação dos nossos filhos deverá ser complementada por uma instrução técnico-cultural humanística e diversificada, posto que os verdadeiros tesouros só se encontram no campo do conhecimento multidisciplinar, nunca apenas nas instâncias de ensino exclusivamente profissionalizante.”

9. “A reflexão filosófica não é território de especialistas, mas parte indissociável da navegabilidade do ser humano pelos anos da sua existência. As duas grandes superpotências do século XXI, Estados Unidos e China nasceram dos escritos filosóficos de pensadores notáveis, posto que toda mudança social, política e tecnológica está inextricavelmente associada à história do pensamento.”

10. ”As descobertas científicas recentes em genética e em biotecnologia somente poderão ter significância efetiva se refletirem anseios mundiais legítimos por uma nova sociedade, na construção de um novo ser humano mais solidário com seus descendentes e com o meio ambiente”.

11. “Nunca porfiar com quem não tem o que perder, só vivendo de ostentação, narcisisticamente. É combater em desigualdade, posto que o outro já traz a vergonha perdida. Sempre vale saber conservar as pessoas que os haveres. Os feitos estão sempre bem aceitos quando dignamente construídos.”

12. “É muito mais fácil dar duro para tentar alcançar a perfeição quando não se fica entediado, deixando sempre as nossas armaduras críticas de lado, nunca rejeitando de pronto qualquer análise ou opinião, mesmo que aparentemente desconcertante. Com o passar dos anos, inúmeras das nossas antigas certezas tornam-se intensamente duvidosas”.

13. “Religião não é a mesma coisa de espiritualidade. Nem Deus tampouco é. Existe um domínio transcendente além do mundo cotidiano de dores e lutas. E a chave para desenvolver as potencialidades desse domínio está na consciência de cada um de nós, a verdadeira fonte de tudo”.

14. “Tenha sempre fidelidade pelas suas opiniões, mas não as torne fixas diante de conhecimentos mais bem fundamentados. Nossas opiniões não passam de opiniões, jamais serão a verdade, posto que ninguém sabe o que é a Verdade. Todas as pessoas que se imaginam donas da Verdade se tornam inquisidoras, desconhecendo o que significa tolerância”.

15. “Perder uma eleição é normal numa Democracia. O problema é perder a democracia numa eleição.”

No mais, uma boa releitura, favorecendo pensares que jamais se concluirão.

Uma eleição porreta para todos.

PENINHA - DICA MUSICAL