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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ARCO-ÍRIS – Olegário Mariano

Choveu tanto esta tarde
Que as árvores estão pingando de contentes.
As crianças pobres, em grande alarde,
Molham os pés nas poças reluzentes.

A alegria da luz ainda não veio toda.
Mas há raios de sol brincando nos rosais.
As crianças cantam fazendo roda,
Fazendo roda como os tangarás:

“Chuva com sol!
Casa a raposa com o rouxinol.”

De repente, no céu desfraldado em bandeira,
Quase ao alcance da nossa mão,
O Arco-da-Velha abre na tarde brasileira
A cauda em sete cores, de pavão.

Olegário Mariano Carneiro da Cunha, Recife-PE, (1889-1958)

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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QUEDA, QUEDA, QUEDA… NOS PREÇOS

Setembro foi o terceiro mês seguido de deflação no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda dos preços aparece nos dois principais indicadores do órgão que medem a variação do custo de vida no país.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 11.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou em -0,29% em setembro, mantendo a sequência de queda de agosto (-0,36%) e de julho (-0,68%).

E o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou -0,32% no mês passado, depois dos recuos de agosto (-0,31%) e de julho (-0,60%).

* * *

Números fresquinhos, fresquinhos.

Saíram hoje.

Vamos espalhar pra matar de raiva a canalha petêlha.

E, mais ainda, pra enfurecer os militantes funerários das redações da grade mídia.

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CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

A VIDA DIFÍCIL DE MARIA BAGO MOLE NO INÍCIO DA PROFISSÃO

A vida não foi fácil para a cafetina Maria Bago Mole no início da profissão. Teve de ralar muito para chegar onde chegou, mas desistir para ela era uma palavra que não existia no seu vocabulário! Muita noite de sono ela teve de passar acordada, cochilando ao relento, dentro de um quarto de um barraco improvisado, feito de madeira de jacarandá e revestido de argila, coberto por palha de coco, para se levantar no outro dia de madrugada e preparar, junto com uma vizinha da Vila do Vintém que se propôs a preparar com ela, o café dos cortadores de cana de açúcar, que por ali chegavam logo cedo sem comer, para a labuta na palha da cana dos engenhos, em carroça de burro. 

Bago Mole não tinha tempo para pensar na vida, cuidar dela própria, ser feliz, porque o trabalho lhe exigia a presença constantemente. Ficava tão focada na luta diária da cozinha da bodega que a sua diversão eram as panelas para lavar, a água para colher no riacho que passava por trás do barraco para lavar os pratos e as roupas, o fogão de lenha para fazer a comida dos cortadores de cana, as suas idas e vindas diárias ao Mercado no Centro da Cidade para comprar mantimentos para preparar a comida dos homens. Afinal de conta a barriga não espera quando está vazia e a fome dar dor de cabeça quando não tem comida no estômago. 

Fora nessa época de grande movimento na feira do Mercado da Cidade, e observando com grande perspicácia e tino comercial, que Maria Bago Mole teve a ideia de montar um comércio igual ao do mercado no seu pequeno espaço, onde havia muito embargues e desembarques de homens para cortarem cana nos engenhos. Naquele dia em diante a cafetina percebera que seu destino estava traçado e que ela estava disposta a transformar o vilarejo dos vinténs num Secos e Molhados de progresso e prosperidade. 

Nascia, ali, o embrião do Cabaré de Bago Mole, para a felicidade do pessoal da Vila que vivia da plantação de raiz de mandioca, batata-doce, macaxeira, inhame e outras raízes de subsistência, e para felicidade dos homens que já podiam reivindicar a instalação dum cabaré para se divertirem nos finais de semana, terminado o expediente do corte da cana.    

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EMPALAMENTO

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um esquerdista que prometeu “executar crianças, filhos de bolsonaristas, para purificar a raça”.

O extremista também ameaçou a senadora eleita Damares Alves.

“Vamos atentar contra a vida dessa mulher”, escreveu o usuário identificado como Raphael, ao compartilhar no Twitter uma foto da ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, com a hashtag “Executem Damares”.

“Empalar ela em praça pública, ela precisa sofrer a dor da morte.”

* * *

O empalamento é um antigo método de execução e tortura que consistia em enfiar uma estaca no ânus do condenado, atravessando todo o seu corpo.

A estaca era lá deixada até a morte do supliciado, que sofria dores terríveis até a chegada do seu último suspiro.

Os turcos criaram o “empalamento otomano” para punir cristãos que falassem algo contra Maomé.

Pois fiquem sabendo que está criado o “empalamento polodoriano”.

Nosso prezado jegue vai enrabar e rebentar todas as pregas do furico da esquerdalhada nojenta, muito bem representada pelo idiota que fez esta postagem contida na ilustração aí de cima.

É simplesmente inacreditável o nível de canalhice e ababacamento que conseguiram atingir esses descerebrados canhotos.

  É de lascar!!!

Polodoro está pronto para empalar o esquerdóide Raphael e o seu bando