A vida não foi fácil para a cafetina Maria Bago Mole no início da profissão. Teve de ralar muito para chegar onde chegou, mas desistir para ela era uma palavra que não existia no seu vocabulário! Muita noite de sono ela teve de passar acordada, cochilando ao relento, dentro de um quarto de um barraco improvisado, feito de madeira de jacarandá e revestido de argila, coberto por palha de coco, para se levantar no outro dia de madrugada e preparar, junto com uma vizinha da Vila do Vintém que se propôs a preparar com ela, o café dos cortadores de cana de açúcar, que por ali chegavam logo cedo sem comer, para a labuta na palha da cana dos engenhos, em carroça de burro.
Bago Mole não tinha tempo para pensar na vida, cuidar dela própria, ser feliz, porque o trabalho lhe exigia a presença constantemente. Ficava tão focada na luta diária da cozinha da bodega que a sua diversão eram as panelas para lavar, a água para colher no riacho que passava por trás do barraco para lavar os pratos e as roupas, o fogão de lenha para fazer a comida dos cortadores de cana, as suas idas e vindas diárias ao Mercado no Centro da Cidade para comprar mantimentos para preparar a comida dos homens. Afinal de conta a barriga não espera quando está vazia e a fome dar dor de cabeça quando não tem comida no estômago.
Fora nessa época de grande movimento na feira do Mercado da Cidade, e observando com grande perspicácia e tino comercial, que Maria Bago Mole teve a ideia de montar um comércio igual ao do mercado no seu pequeno espaço, onde havia muito embargues e desembarques de homens para cortarem cana nos engenhos. Naquele dia em diante a cafetina percebera que seu destino estava traçado e que ela estava disposta a transformar o vilarejo dos vinténs num Secos e Molhados de progresso e prosperidade.
Nascia, ali, o embrião do Cabaré de Bago Mole, para a felicidade do pessoal da Vila que vivia da plantação de raiz de mandioca, batata-doce, macaxeira, inhame e outras raízes de subsistência, e para felicidade dos homens que já podiam reivindicar a instalação dum cabaré para se divertirem nos finais de semana, terminado o expediente do corte da cana.
Eita meu bom compadre. Suas histórias da Maria Bago Mole são a alegria da semana, principalmente agora que o Ian já se foi e terminamos de reparar os danos.
Grande abraço,
Magnovaldo
Meu cumpade Magnovaldo, essa foi a melhor notícia que alguém poderia me dar por esses dias, ainda mais vinda de você, que viveu as tormentas do Lan, esse fenômeno da natureza que o homem não pode conter, mas se prevenir contra ele, e que devasta tudo que se lhe encontra pela frente.
Estou muito feliz por saber você são e família.
Forte abraço.
Também me voltou a tormentar a H1N2.
Muita secreção e maus-estares, mas graças o bom Deus, tudo está voltando à normalidade com muita água e suco de limão.
Parabéns pela volta da saga de Maria Bago Mole, querido Cícero Tavares!
Essa mulher empreendedora e de grande visão comercial ,começou num simples barraco, cozinhando para cortadores de cana, e, com sua garra, terminou sendo proprietária de um próspero cabaré..
Uma ótima semana e fique logo bom da gripe H1N2!
Grande abraço.
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Violante Vivi, linda, sensível, educada, erudita. Mulher de uma beleza incomum, que aprendi a amar e respeitar a partir do momento que li, reli, reli, CENAS DO CAMINHO por mais de cinco vezes.
E continuo lendo as outras crônicas de Cenas do Caminho publicadas no JBF com mesma paixão, o mesmo entusiasmo de um adolescente quando descobri o amor pela primeira vez.
Abraçaços, querida, para você e seus entes queridos e amados.
E obrigado pela admiração à personagem real que nunca se abateu com o sofrimento. Ao contrário, lutou para vencer.
Querido Cícero:
Sua gentileza me emociona. Obrigada pelas palavras elogiosas!
Você é tudo isso e muito mais. Você tem o dom de saber cativar os amigos, coisa que poucas pessoas tem…
Sua amizade me honra muito.
Grande abraço. ..
Obrigado, Violante Vivi.
A recíproca também é verdadeira, e sai de dentro do coração.