DEU NO JORNAL

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NA JUSTIÇA: CHITÃOZINHO X JBF

Ao declarar voto em Bolsonaro, ao lado do presidente, o artista sertanejo Chitãozinho revelou que o PT pegou música dele e usou como se tivesse sido feita para a campanha.

“Já entramos na Justiça e tiramos tudo do ar”, disse.

Presidente Bolsonaro entre Chitãozinho e Zezé Di Camargo

* * *

Eu quero ver Chitãozinho tirar do ar essa que vou postar agora.

Trata-se da composição Nhambu Chitão e Xororó, interpretada pela dupla Chitãozinho e Xororó, com a participação de Sergio Reis.

Uma música da autoria de  Athos Campos e Serrinha, que eu curto desde os anos 70 do século passado.

Taí, Chitãozinho, quero ver se tu tem coragem mesmo:

Entra com ação na justiça e pede pro JBF tirar essa do ar!!!

Vai dar um ibope (ou ipec…) da porra pra essa gazeta escrota!

DEU NO JORNAL

FÃS E ELEITORES

Os artistas sertanejos recebidos por Jair Bolsonaro nesta segunda no Palácio da Alvorada para declarar voto no presidente defenderam a reeleição e pediram para que seus fãs, principalmente os mais jovens, que ainda eram crianças no governo Lula, analisem as diferentes propostas.

Os mais de 165 milhões de seguidores do grupo no Instagram, Twitter e Facebook podem fazer a diferença em uma eleição tão apertada.

Mesmo com fãs seguindo mais de um artista, a soma supera o total de eleitores (156,4 milhões) ou mesmo os votos válidos (123,6 milhões).

* * *

Chega se engasguei-se-me quando li esse número de seguidores dos artistas sertanejos no Instagram, Twitter e Facebook:

Mais de 165 milhões!!!

É gente que só a peste.

Sei não…

Desconfio que essa centena de milhões vai fazer diferença na eleição do próximo dia 30.

A menos que as urnas…. 

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

MARIA BAGO MOLE E O POETA ROMANO JUVENAL

Si Si -Bar do sonho de Maria Bago Mole, que concretizou

Com suas obrigatórias idas e vindas ao Mercado Livre do Centro da Cidade de Carpina (PE), na Rua Ipiranga, todos os dias, manhã cedo, para comprar os mantimentos necessários para abastecer a despensa do seu pequeno comércio, que crescia a olhos vistos, com a chegada de mais trabalhadores da palha da cana nos engenhos das imediações, a cafetina mais sana in corpore sano da Vila dos Vinténs, a cada dia vibrava com o estrondoso crescimento do embrião do cabaré. Procurava-lhe não poder atender, a seu jeito, a grande quantidade de homens com estômagos vazios por falta de mão de obra qualificada nas imediações: cozinheiras, arrumadeiras e atendentes para despacharem com os fregueses as refeições. Tudo teria de ser improvisado na hora para não desagradar os trabalhadores famintos.

Mulher inteligente e arrojada em suas atitudes empreendedoríssimas, Maria Bago Mole, sempre que passava em frente ao empório do Seu Adamastor Salvatore, imigrante italiano, para comprar mantimentos, observava um letreiro em forma de poema que ele pregava de frente do seu comércio. Era uma tabuleta de madeira, esculpida a mão por um artesão da redondeza, gênio da raça desconhecido. Na tabuleta havia grafado um poema do poeta romano Juvenal. No contexto, a frase era a parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida.

No cabeçalho da tabuleta estava escrito em letras garrafais: MENS SANA IN CORPORE SANO (“uma mente sã no corpo são”), que Bago Mole não entendia o significado, mas ficava fascinada pelo som das palavras, ao ponto de decorar o poema e balbuciá-lo ao Sol toda manhã quando saia do cabaré para comprar os mantimentos:

Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranqüila passa pela virtude.

Tudo isso prova por que a adolescente que foi expulsa de casa pelo pai, com apenas 17 anos por ter sido difamada por um aventureiro salafrário, ter conquistado o amor do fazendeiro Bitônio Coelho, o homem mais rico e poderoso da Região da Zona da Mata Sul de Carpina, PE, era uma mulher de mente sana in corpore sano e à frente do seu tempo.

Tudo isso corrobora que a mulher que teve a visão de transformar um vilarejo inóspito, caótico, sem vida, numa comunidade próspera, construindo um cabaré que se tornou referência em toda circunvizinhança, numa época em que não existia lamparina, tinha de ser uma empreendedora que enxergava longe.

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PENINHA - DICA MUSICAL