Não há como negar.
Somos mesmo o país do agro:
Pé de cana na presidência.
Melancias no exército.
Abacaxis no judiciário.
Mandioca no povo.
Comentário sobre a postagem PESQUISA
Guilherme Almeida:
Muitos anos atrás, um gringo representante de uma multinacional me disse que no Brasil somente três coisas funcionavam bem:
1 – Jogo do bicho – porque vale o que está escrito naquele papel do jogo.
2 – Doleiro – você telefona pergunta o cambio e ele lhe informa o valor. Se do tempo do telefonema até a sua chegada ao escritório dele ocorrer qualquer mudança no câmbio, ele mantém os valores acordados.
3 – Contrabandista – quando você compra um aparelho ele lhe dá um papel, garantia com a data de validade. Se o aparelho quebrar nesse período, ele simplesmente substitui o mesmo sem problemas.
Marília, nos teus olhos buliçosos
Os Amores gentis seu facho acendem;
A teus lábios, voando, os ares fendem
Terníssimos desejos sequiosos.
Teus cabelos subtis e luminosos
Mil vistas cegam, mil vontades prendem;
E em arte aos de Minerva se não rendem
Teus alvos, curtos dedos melindrosos.
Reside em teus costumes a candura,
Mora a firmeza no teu peito amante,
A razão com teus risos se mistura.
És dos Céus o composto mais brilhante;
Deram-se as mãos Virtude e Formosura,
Para criar tua alma e teu semblante.

Manuel Maria de Barbosa l’Hedois du Bocage, Setúbal, Portugal (1765-1805)
Lula acaba de criticar o TSE, o que é crime eleitoral, segundo as regras das eleições de 2022 pelo Alexandre de Moraes. E agora? pic.twitter.com/QLTV8OLYbA
— Terra Brasilis (@Terra__Brasilis) September 10, 2026
Paulo Briguet
“Moderação na defesa da verdade é serviço prestado à mentira.” (Olavo de Carvalho)
Nas próximas eleições presidenciais, há basicamente dois candidatos: Lula e aquele que pode vencer o Lula. Tertium non datur. Como diria o saudoso Padre Quevedo, terceira via non ecziste. É uma ficção alimentada por oportunistas ou iludidos. A esta altura do campeonato, todas as outras candidaturas — Renan, Caiado, Zema, Cury — não passam de linhas auxiliares do Regime PT-Supremo, como os candidatos em eleições de países socialistas. Ei, acorde: você vive em um país socialista.
Estou dizendo que, se o candidato que pode vencer o Lula conseguir vencer o Lula, nós teremos vida fácil? Evidentemente, não. O Brasil já caiu no abismo, empurrado pelo atual desgoverno. Atualmente, estamos naquela posição do sujeito que caiu do 10º andar e, ao passar pelo 5º, pensa: “Até aqui, tudo bem”. A catástrofe virá, independentemente de quem ganhar a eleição.
Já mencionei a vocês, meus queridos sete leitores, os cinco C’s que transformaram a vida do brasileiro não estatal em um martírio: custo de vida, criminalidade, carga tributária, corrupção e censura. Se o Lula ganhar, esses instrumentos de tortura se tornarão muito mais dilacerantes. É isso que os socialistas fazem no poder: escravizam e silenciam o povo que prometeram defender.
A esquerda está no poder há muitos anos. Ela domina, por esmagadora maioria, não apenas o governo, mas também a grande mídia, as instituições públicas e privadas, os serviços públicos, as grandes empresas, os sindicatos, as organizações religiosas, a indústria cultural e de entretenimento, o sistema financeiro, o mercado editorial, os tribunais, as promotorias, a burocracia estatal e, finalmente, as escolas e universidades em que se formam os novos políticos, burocratas e profissionais das mais diversas áreas. Como já assinalei aqui, até a direita é de esquerda no Brasil.
Diante de tal quadro, esse papinho de “combate à polarização” não passa de uma cantilena da esquerda para evitar qualquer ameaça à sua hegemonia. Durante muitos anos, todos nós acreditamos que havia uma disputa real entre o PT e o PSDB, até que o professor Olavo de Carvalho desmascarou esse teatro das tesouras, em que os dois lados cortavam sempre em direção à esquerda. Há exatos 20 anos, Lula e Alckmin fingiam duelar na eleição diante de uma população de idiotas úteis — nós. Olhem onde estão os dois antigos adversários hoje.
Fala mansa, ponderado, bom moço, ele gosta de fazer cafunés retóricos no eleitor, jamais dizendo algo que possa ferir as sacrossantas opiniões do famoso isentão (todas elas, por sinal, originárias da esquerda). A ideologia do isentismo nada mais é do que um aspecto do movimento revolucionário; basta estudar a história das revoluções para entender qual foi o destino dos que ficaram em cima do muro.
O problema com o candidato de extremo-centro é que, quando ele cai, cai sempre para a esquerda. Mesmo na remotíssima possibilidade de que viesse a ter sucesso em sua candidatura, ele seria rapidamente engolido pelo sistema de poder, perpetuando a ditadura em que estamos mergulhados.
Diante das atrocidades que Lula e o STF perpetraram nos últimos sete anos, afetar “moderação” e “equilíbrio” é um ato de covardia, omissão e cumplicidade com o mal. Homens de bem não constroem pontes para o inferno.
PS: Quando terminei de escrever esta coluna, recebi a notícia de que Flávio Dino, o ministro comunista, reverteu o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Pergunto: qual é a chance de vencer essa ditadura por meio do isentismo e da “terceira via”?