PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O “ADEUS” DE TERESA – Castro Alves

A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus…
E amamos juntos… E depois na sala
“Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala…

E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

Uma noite… entreabriu-se um reposteiro…
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus…
Era eu… Era a pálida Teresa!
“Adeus” lhe disse conservando-a presa…

E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

Passaram tempos… sec’los de delírio
Prazeres divinais… gozos do Empíreo…
…Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse — “Voltarei! … descansa! …”
Ela, chorando mais que uma criança,

Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

Quando voltei… era o palácio em festa! …
E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! … Ela me olhou branca… surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa! …

E ela arquejando murmurou-me: “adeus!”

Antônio Frederico de Castro Alves, Bahia (1847-1871)

DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO CARLITO LIMA

Recebi esta semana, pelos correios, o livro Helena da Rua das Árvores, que me foi presentado pelo autor, o querido amigo Carlito Lima, colunista desta gazeta escrota e uma figura humana excepcional.

Um cabra arretado, grande cronista e contador de histórias.

Além de atuante promotor de eventos culturais nas Alagoas, a Terra dos Marechais.

Sucesso, meu querido amigo!!!

Saiba que é um privilégio editar uma página que tem você como colaborador.

Paz, saúde, alegria e felicidade para você e sua esposa, minha querida amiga Vânia, que constituem um casal fantástico, cuja sólida união já dura 56 anos!!!. 

Fecho a postagem com uma dica:

Para adquirir a obra, basta entrar na Estante Virtual, uma das várias páginas onde o livro pode ser comprado.

Sucesso, meu Capitão!!!!

Respeitosa continência deste Editor.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

COMENTÁRIO DO LEITOR

APERTEM OS CINTOS…

Comentário sobre a postagem ESTES CONHECEM ELE MUITO BEM

Monteiro:

É, não temos o time de engenheiros da NASA pra nos orientar… A nave Banânia está meio à deriva. Com uma numerosa leva de passageiros inúteis, os dependentes do bolsa-família, e uma porrada de parasitas grudados às várias “boquinhas” há, no momento, um grande risco da nave entrar em parafuso e se queimar na atmosfera da avacalhação superior.

Banânia pode também dar uma de submarino e mergulhar nas águas profundas da corrupção. Posto que não temos nenhum Jacques Piccard ou Jacques Cousteau de ocasião para nos guiar, poderemos sofrer uma implosão similar à do submersível Titan, ocasião em que estaremos todos “fuditti” pela pressão esmagadora das consequências.

Problema é que boa parcela da tripulação e passageiros parece querer que atual piloto fique grudado ao manche, ou ao joystick, muito embora o dito comandante tenha um desempenho que lembra o daqueles pinguins do desenho animado…

Apertem os cintos…

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

CORDEL – O TABACO DE MARIA

Xilogravura de Erivaldo Ferreira

1
Na estrada do Pai Mané
Na cidade de Ipueiras
Bem pertinho das Barreiras
De imburana tem um pé
Ele dá um bom rapé
Pra quem sabe preparar
Maria sabe torrar
E tem grande freguesia
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

2
E naquela arrumação
Meu pai era viciado
No dedo era colocado
Do rapé uma porção
Com o tabaco na mão
Pra no nariz esfregar
E logo após aspirar
Ele fungava e dizia:
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

3
Valdenira me indicou
Disse mulher acredite
Ele é bom pra sinusite
Aqui mamãe sempre usou
Depois que ela receitou
Comecei a melhorar
Nunca parei mais de usar
Acabou minha agonia:
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

4
Garapa ficou sabendo
Dessa história do rapé
Foi direto ao Pai Mané
Também estava querendo
Com Maria se entendendo
Resolveu logo pagar
E não saiu sem provar
do cheiroso nesse dia
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

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DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PAULO CARVALHO – RECIFE-PE

Versos do ente

Não há cidadão que aguente
este nosso presidente!
Matreiro como a serpente,
ele mente que nem sente.

No seu blá-blá-blá frequente,
não fala o português fluente.
Nunca gostou do batente,
nunca foi um bom gerente.

E esse mal não é recente,
vem desde que era servente.
E agora que está demente,
precisamos de outro urgente.

DEU NO JORNAL