MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

NÃO SOMOS IGUAIS

Dedicado aos amigos que me encorajam, Jesus, Luiz Xavier, Roque, Nonato, dentre tantos, mas, particularmente a Matilde Urbach Le Regret d’ Hèraclite, ‘la abuela más guapa del mundo’, pelo xero na bochecha e a Peninha, pelo carinho.

A constituição federal diz que “todos somos iguais perante a lei”. Poderia até dizer “todos somos felizes”. Papel aguenta tudo. Quem não aguenta muito são as pessoas que, dia a dia, sentem na própria pele o descaso do Estado em qualquer área, preferencialmente, saúde, educação e segurança. Uma pesquisa do Programa Nacional de Saúde do Escolar divulgada semana passada pelo IBGE, indica que 12,5% dos estudantes com idade entre 13 e 17 deixam de ir para escola, pelo menos uma vez por mês, por falta de segurança no caminho. Nitidamente, temos esse tripé – saúde, educação e segurança – abraçados com a desgraça.

Não tem como sermos iguais perante a nada quando o tratamento que se dá a pessoas diferentes, mas decorrente da mesma ação, não segue um padrão lógico, criterioso, formal, legal. Um cidadão que rouba uma caixa de leite num supermercado porque o filho está em casa com fome, difere muito de um Sérgio Cabral que foi condenado a 400 anos de prisão por corrupção e que hoje está curtindo a vida em prisão domiciliar e, ainda, mais dando conselhos financeiros a diversos seguidores.

Não somos iguais quando a maior corte do país decide enterrar uma operação como a Lava Jato e, agora, não permitir que a CPMI do INSS tivesse seu prazo prorrogado. Apesar de toda a podridão que envolve ministros com a derrocada de Vorcaro, essas pessoas continuam decidindo destinos no Brasil, sem dar a menor importância ao lamaçal que suja suas botas e putrifica suas togas. A certeza da impunidade e corporativismo imoral dá essa tranquilidade aos corruptos.

Os seguidos casos de corrupção nesse país e as seguidas decisões dos guardiões constitucionais me conduziram a uma frase do escritor italiano Giusepe Tomasi di Lampedusa num livro chamado O Leopardo, publicado em 1958. A frase original diz: “Se vogliamo che tutto rimanga com’è, bisogna che tutto cambi”, ou seja, “Se queremos que tudo permaneça como está, é preciso que tudo mude”. A intepretação mais corriqueira de tudo isso é palco do cenário que o Brasil vive hoje.

Observe que, desde a Lava Jato, temos observados mudanças aparentes que, de fato, não passam de meras estratégias de conservação do poder nas mesmas mãos que se lavam mutuamente. A conservação do poder é a garantia de que o esforço de isolar e oprimir que pensa diferente deve ser permanente e cada vez mais aterrador, para que não surjam outros sonhadores utópicos. Quantos não foram presos no mensalão e quantos permanecem na cadeia?

As eventuais reformas acabam não causando efeitos reais porque existem uma nítida proteção na manutenção da ideologia de esquerda como, sem ela, todas as almas arderão no fogo do inverno. O pior é a passividade da população que se compraz em receber benefícios sociais ao invés de obter cidadania pelo trabalho, embora o trabalho não dignifique ninguém, ele faz parte do processo de produção de qualquer economia e gera renda.

A gente, diariamente, um bando de leis e reformas institucionais que não alteram estruturas profundas. A Lei de Ficha Limpa foi uma luta árdua da população no anseio de proibir que políticos condenados por improbidade se candidatassem a cargos eletivos no Brasil. Gilmar Mendes disse que essa lei foi escrita por um bando de bêbados, mas nunca apresentou uma alternativa para fazer valer seus efeitos.

As decisões judiciais são instrumentos visíveis de manutenção das desigualdades. Em que país sério ministros envolvidos e desvios de conduta moral continuam atuando na mais alta corte do país, sem que isso cause o menor constrangimento? O Chile prendeu, recentemente, Ángela Vivanco, ex-ministra da suprema corte, por corrupção. As acusações passam por suborno, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e, por muito mais do que isso, aqui no Brasil, ninguém está na cadeia.

Procure na internet que você verá que outras autoridades chilenas também foram afetadas por envolvimento em atos de corrupção e, de modo igual, no Equador, diversas autoridades na cadeia pela mesma operação Lava Jato que foi enterrada aqui no Brasil. O Peru não fez glu glu.

O que se depreende é que “é preciso que tudo mude para que tudo continue como está” parece ser a sustentação do cenário político brasileiro. A população está cansada de sucessivas promessas de combate à corrupção, de um lado, e o país vivendo, por outro lado, movimentos que, na prática, pouco alteram as engrenagens mais profundas do poder. Mudam-se as peças da Polícia Federal, o Procurador Geral da República, adotam-se programas de compliance, abrem-se investigações, mas os resultados concretos frequentemente ficam aquém das expectativas da sociedade.

O encerramento sumário da CMPI do INSS, comemorada abertamente por políticos do PT, reacendem a necessidade de se debate o papel das instituições. O STF, que se coloca como guardião da Constituição, não parece atuar dentro de limites jurídicos claros, posto que tal atuação é, constantemente. interpretada à luz do ambiente político. Parece que sistema funciona mais para conter crises do que para enfrentá-las em profundidade.

O resultado é uma sensação difusa de permanência: escândalos vêm e vão, atores mudam, mas a estrutura de incentivos e a dinâmica do poder permanecem semelhantes. Entre avanços pontuais e retrocessos, o combate à corrupção no Brasil segue marcado por ambivalências — e a frase de Lampedusa continua ecoando como um retrato incômodo de um país onde, muitas vezes, mudar é apenas outra forma de continuar igual.

DEU NO JORNAL

A BICHARADA PRESIDENCIAL

Enquanto Lula abusa de piadas contra chineses e culpa cachorrinhos para justificar o estrangulado orçamento do brasileiro, que não suporta as mais de 20 iniciativas para criar ou subir impostos desde o início da gestão do petista, o presidente não dá qualquer justificativa sobre a cifra milionária que empurrou no pagador de impostos para sustentar o zoológico particular que ostenta no Palácio do Planalto: são 4.445 animais entre emas, papagaios, araras, pavão, jabutis, carpas etc.

A gastança com o viveiro este ano, fica pior. Em 2026, tem só o mês de janeiro: R$ 28,2 mil.

A conta não inclui os bichos da Granja do Torto.

Desde o retorno de Lula à Presidência, 2025 foi o ano com a fatura d’água do viveiro palaciano mais cara: R$ 636.930,46 por nossa conta.

Em 2024, os giros do hidrômetro nos custaram mais R$ 482,5 mil. Além dos R$ 465,5 mil cobrados no primeiro ano da terceira gestão de Lula.

O valor milionário não inclui os 6.233 animais da Granja do Torto, tampouco gastos veterinários ou com alimentação, pagos por nós.

* * *

E tudo pago por nós outros, os contribuintes.

Sai tudo dos nossos bolsos.

Polodoro, o jumento que é mascote desta gazeta escrota, ficou com a boca cheia d’água…

O bichinho tá com inveja dos colegas que integram a bicharada presidencial.

Polodoro afiando a pajaraca, doidinho pra usá-la na Granja do Torto

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

CAFÉ TORRADO EM CASA

Grãos crus de café

O som ainda está gravado na minha mente.

No final da tarde, quando o sol já estava frio, era normal escutar as batidas dos chocalhos dos bodes, cabras e cabritos, sendo “chiqueirados” para o pequeno curral improvisado. Os bodes continuavam ruminando algo comido fora do chiqueiro, enquanto os cabritos saltavam como se estivessem a comemorar alguma coisa.

Mas, os ouvidos captavam outros sons. É o tic-toc no pilão. Meu Avô pila os grãos do café que minha Avó acabara de torrar, após deixá-lo esfriar numa arupemba sobre o girau.

Um quilo de grãos de café cru, virava um quilo e trezentas gramas com o acréscimo da mangirioba.

Tic-toc!

Outras vezes, toc-toc!

Terminada aquela tarefa, o pilão era limpo e lavado. O cheiro e o gosto do café não podiam ficar. O pilão seria usado outras vezes, fazendo xerém para os pintos, ou tirando as cascas do arroz.

Café fumegante torrado no alguidá

Naqueles anos 50 e 60, já existia o moinho manual, mas nem todas as famílias podiam comprar. Era alto o valor, em que pese sua utilidade. Moía carne, moía pimenta e, às vezes moía também o café que alguns compravam já no ponto de moer. Na roça, esse luxo não chegara.

O pilão, esse sim, era usado todo dia. Para pilar várias coisas. Era como se “fosse da família”. Imagine. Um pedaço de pau com um buraco, sendo parte de uma família – apenas pela utilidade, claro.

Para alguns, o pilão era uma obra de arte que precisava ser encomendada, de acordo com as necessidades (e posses) dos usuários.

Pilão sendo usado na “pila” do café

O dia ainda não estava claro de todo. Mas, o galo cantou. E, na roça, quando o galo canta, as cabras e bodes começam a fazer barulho, não há como ficar deitado ou voltar a dormir. É hora de levantar.

Vovó, fazia tempo, estava acordada “apreparando” o café torrado no dia anterior. Café fresquinho – como ela própria falava – mas o dito cujo era quente e forte.

A mesa posta. Cuscuz (que também chamamos de “pão de milho”), tapioca, batata doce cozida, leite de cabra fervido, queijo de coalho de leite de cabra e uma “pratada” de macaxeira colhida no dia anterior. Era o café – e que nenhum idiota viajado, se metesse a chama-lo de “breakfast, petit-déjeuner ou desayuno”.

A Avó já fizera a sua etapa. Agora escolhia o feijão que, cozido, alimentaria a filharada, e os demais trabalhadores. A mistura ou o tempero do feijão era sempre: quiabo, maxixe, abóbora e, quando possível, algum osso da canela do boi, que meu Avô adorava por conta do tatano, que fazia questão de escorrer dentro do prato.

Café no bule mantém tradição sertaneja

O café torrado e pilado em casa era uma tradição entre nós. Os grãos, comprados crus, recebiam uma parcela de uma semente (mangirioba) que nunca vi em outro lugar. Era uma vagem pequena, semelhante a vagem da ervilha que, além de nós, que a colocávamos para aumentar a quantidade do café, era também preferida pelos caprinos. Por isso meu Avô nunca cortava. Pelo contrário. Plantava.

Esperta, minha Avó acrescentava a rapadura que, segundo ela, amenizava o amargo natural do café.

Ainda hoje, na roça ou em qualquer lugar, o café é uma forma de fazer amigos – mas, o café torrado em casa tem outro valor: “esse café foi torrado em casa, que minha comadre me enviou”.

DEU NO JORNAL

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

AS BRASILEIRAS: Lia de Itamaracá

Maria Madalena Correia do Nascimento nasceu em 12/1/1944 em Pernambuco, na ilha que leva seu nome. Cantora, compositora e dançarina, é considerada a mais célebre cirandeira do Brasil. Ficou conhecida por Lia nos anos 1960, depois que Teca Calazans, incorporando versos cantados pela cirandeira, acrescentou:

“Esta ciranda quem me deu foi Lia,
que mora na Ilha de Itamaracá”

Leva uma vida modesta na Ilha e trabalhou como merendeira em uma escola pública. Canta e dança ciranda desde menina. Gravou seu primeiro disco aos 33 anos, em 1977, sob o título A rainha da ciranda. Conhecida em seu Estado, ganhou projeção nacional a partir da apresentação no festival “Abril Pro Rock”, em 1998 no Recife. A projeção internacional veio com o lançamento do álbum Eu sou Lia, em 2000. Uma resenha publicada no New Iork Times, deu-lhe o título de “Diva da Música Negra”.

O disco foi distribuido, também, na França e no ano seguinte ela foi convidada para fazer uma turné em Paris, onde fez várias apresentações. Pouco antes disso, recebeu o título de “Doutora Honoris Causa” da UFPE-Universidade Federal de Pernambuco, em 2019 e seu álbum “Ciranda sem fim” foi eleito um dos 25 melhores álbuns brasileiros, pela APCA-Associação Paulista de Arte. Seu amigo, o Mestre Capiba, ajudou-a na projeção, quando lhe deu de presente esta canção:

“Minha ciranda não é minha só
é de todos nós
a melodia principal quem guia é a primeira voz
pra se dançar ciranda
juntamos mão com mão
formando uma roda
cantando uma canção…”

Entre 2003 e 2019, participou em pontas ou como personagem em pelo menos seis filmes. Dois deles dirigido por Kleber Mendonça: o curta-metragem Recife Frio (2009) e Bacurau (2019) Foi também personagem principal do curta-metragem documental Formiga Come do Que Carrega (2013), do diretor Tide Gugliano. Fez, também, uma participação especial no premiado longa-metragem Sangue azul (2014), dirigido por Lírio Ferreira.

Nos últimos anos, Lia vem reebendo diversas homenagens. Foi condecorada com a “Ordem do Mérito Cultural”, pelo Ministério da Cultura e recebeu a comenda “Patrimônio Vivo de Pernambuco” do Governo de seu Estado. Em 2020, foi homenageada pelo Bloco Afro Ilú Oba De Min, no carnaval em São Paulo, e o Banco Itaú dedicou-lhe a 55ª edição do programa Ocupação Cultural, realizada em abril-julho de 2022. É uma das poucas negras brasileiras que recebeu o Certificado de Ancestralidade da “African Ancestry Inc., através do estudo de DNA, como descendente do Povo Djola da Guiné-Bissau, em 2015.

Foi considerada uma das 100 personalidades negras influentes da lusofonia, integrando a 100 Power List, iniciativa da revista digital “Bantumen”. Em 2023. No mesmo ano fez uma apresentação no Festival de Música Mundial Horizonte, em Koblenz, Alemanha. No carnaval de 2024, foi homenageada como enredo por duas escolas de samba: no Rio de Janeiro pelo Império da Tijuca e em São Paulo pela Nenê de Vila Matilde. Atualmente Lia canta e não sei se ainda dança, mas comanda o Centro Cultural Estrela de Lia, em Itamaracá.

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO JORNAL

PREVISÕES

Na última semana, plataformas como Polymarket e a Kalshi, de apostas de previsões, registraram pela primeira vez maior probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) do que de Lula (PT), na eleição presidencial.

* * *

Boa notícia para levantar o astral no domingo.

Tirar o descondenado do palácio será uma excelente medida para esse nosso sofrido país.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

A FAZENDA DO LETREIRO

Vista aérea da fazenda do meu tio Zezinho Maurício, Sítio Letreiro no município de Altinho-PE 

Hoje tirei a “tramela”
Da porteira da saudade.

Mote deste colunista

Com as porteiras fechadas
Pra não molhar o meu rosto
Senti na boca um gosto
A língua e boca travadas
Com as fotos espalhadas
A mente foi lá na idade
Quando eu tinha mocidade
Do rosto abri a janela
Hoje tirei a “tramela”
Da porteira da saudade.

Cabal Abrantes

A porta estava fechada
Depois que ela foi embora
Resolvi abrir agora
Às duas da madrugada
Uma saudade danada
Mudei até de cidade
Pra ter mais tranquilidade
Mas, vivo pensando nela!
Hoje tirei a “tramela”
Da porteira da saudade.

Poeta Nascimento

Passei um tempo esquecendo
Do meu passado feliz.
Fui eu, de fato, quem quis
Deixar de estar remoendo
E outras coisas fazendo
Viver com tranquilidade.
Passou o tempo, é verdade,
Ficou, porém, a cancela,
Hoje tirei a “tramela”
Da porteira da saudade.

Melchior SEZEFREDO Machado

Meu tio José Maurício,
Foi criador e roceiro,
Chegou ao sítio Letreiro
Para exercer seu ofício.
Com a família Simplício
Fez muito boa amizade,
Tinha como habilidade
Chicote, “macaca” e sela.
Hoje tirei a “tramela”
Da porteira da saudade.

Wellington Vicente

DEU NO X

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PARA OS SEM RELIGIÃO

Neste Domingo de Ramos, para os que não possuem fé no Homão, envio algumas mensagens remetidas do Além para os povos de todos os cantos do mundo, mormente agora quando guerras genocidas são travadas, destruindo pessoas inocentes que apenas viviam em paz. Que algumas delas sirvam para a implantação de uma FUS – Fraternidade Universal Solidária, onde todos sejam um só no Criador do Todo. Ei-las:

1. Se você está sentindo o fim de um ciclo em um determinado lugar, não tenha medo do novo, não tenha medo de se reinventar. Você está divinamente amparado, pode confiar na intuição.

2. Tente não se comparar aos outros e nem aos que eles estão fazendo. As coisas vão acontecer e fluir para você na hora certa. Confie nisso. Você vai chegar lá em breve.

3. 3. Você tem uma alma incrível. Pare de se arrepender de ser uma pessoa boa. Quem quer que tenha passado pela sua vida precisava de sua luz naquele momento. Você permanece gentil e comprometido com seu próprio amor social. Não ouse duvidar do seu valor ou da beleza da sua verdade. Apenas continue brilhando como sempre faz.

Confesso, hoje, a minha felicidade em ter um montão de amigos judeus pelos quatro cantos do Brasil, alguns até do outro lado do Atlântico e uma meia dúzia nos Estados Unidos, sempre enviando notas e análises sobre as trumpalhadas de um emperucado que almeja uma dinastia presidencial, mesmo desprezando um clima democrático que se prepara para não decepcionar o ideário deixado pelo inesquecível Martin Luther King, aquele que pronunciou o muitas vezes por mim lido Eu Tive um Sonho.

E de todos os judeus, sem exceção, guardo uma característica, a de um humor inteligente, muitas vezes até voltado contra si mesmos. De um deles, o Jacozinho, folião que nem eu do carnavalesco Bloco da Saudade, quando tínhamos resistências musculares para os desfiles momescos, nunca mais esqueci. Ele sempre costumava repetir o que tinha lido num livro que me presenteou no ano anterior: “Se alguém te diz ‘és um burro’, não dês importância. Mas se duas pessoas te disserem a mesma coisa, atrela-te a uma carroça”.

Profissionalmente altamente qualificado na área tecnológica, Jacozinho possuía uma programação de leituras de textos humanísticos nacionais e estrangeiros, ostentando um sólido nível cultural, que o fazia indispensável em todas as reuniões sociais que participava.

Nós dois detestávamos hipócritas, fingidos, babaovistas, boçais, farofeiros e merdálicos, aqueles que nunca se imaginam inseridos nos interiores fétidos do mundo.

O último livro presenteado pelo Jacozinho foi Do Éden ao Divã: Humor Judaico, Companhia Das Letras, organizado por Moacyr Scliar, Patrícia Finzi e Eliahu Toker, contendo deliciosas historietas, pejadas de um humor notavelmente inteligente.

Para gregos e troianos, com ou crença, uma Semana Santa muito arretada de ótima!!